A nossa Belo Horizonte ganhou um destaque especial na edição deste mês de abril da Revista Fugas, publicação portuguesa e uma das mais importantes no setor de turismo e gastronomia. O repórter Amilcar Corrêia e o fotógrafo Paulo Pimenta passearam a pé por BH, seguindo os passos do escritor e jornalista Rafael Sette Câmara, que criou um projeto com roteiros turísticos para pedestres, com o objetivo de redescobrir a cidade.
As oito páginas coloridas mostram uma capital que não tem fama para turismo, mas desperta um grande interesse com a gastronomia mineira e a quantidade de bares. A reportagem é uma grande oportunidade de divulgar as coisas da nossa Belo Horizonte. Fala com exatidão sobre as atrações, que vão desde o Mercado Central até o Museu de Inhotim, apontando ambos como principais do mundo.
A nossa sorte é que a publicação deixou de fora o desmazelo das autoridades para com a nossa cidade. BH hoje é quase um retrato de abandono. Ruas sujas, embora aconteça a limpeza regularmente. Muito mato, pichações e falta de respeito com o ambiente. Uma cidade cujo centro vai aos poucos, sendo dominado por moradores de rua e não existe um programa social para atender essa gente. Nossa capital vai caminhando a passos lentos para se equiparar às grandes metrópoles do mundo na questão do transporte.
Recentemente, o prefeito inaugurou, com muito otimismo, a utilização de patinetes. No começo, como de costume, foi confuso. Ficou difícil para a população entender como eles eram deixados em pontos da cidade com que abandonados. Outra preocupação é a vandalização de alguns e ainda tem o fato de outros terem sido encontrados escondidos em lotes vagos. Mas acho que aos poucos as coisas entrarão nos eixos, assim espero.
Outra parte que vai sendo contemplada é a revitalização do metrô. Estações limpas, claras e sinalizadas. Trens modernos e um grande movimento. A maior preocupação ainda é o vandalismo. Aquele aspecto das estações de Nova York, com pichações e até mesmo sujeira, não é um exemplo a ser seguido. Melhor buscar o modelo nas estações de cidades europeias, como a praticidade, limpeza e organização. Em BH, parece que é o que se pretende. Mas para isso, é preciso que as autoridades façam a sua parte e que o cidadão também ajude a preservar o que é seu.
Não adianta somente câmeras de segurança. A ação deve ser rápida. Só assim todos poderão desfrutar dos benefícios. Na Praça da Estação, um dos pontos mais bonitos da cidade, precisamos aprender a conviver sem os gradis que cercam seus gramados. Cidadãos e cidadãs estão precisando de ensinamentos sobre a cidadania voltada para convivência saudável com o espaço público. Hoje, anda-se pela praça como em um labirinto. Nem mesmo a presença de um posto da Guarda Municipal inibe a ação de vândalos.
Quanto à nossa Câmara Municipal, é preciso que os vereadores deixem de lado a questão partidária e se unam a favor de um só interesse: Belo Horizonte. Ajudem a fazer da nossa cidade um lugar melhor para viver. Façam o bem para seus eleitores, cuidando e olhando verdadeiramente para a nossa capital.
Pitaco 1: Moradores do Bairro de Santa Tereza denunciam o uso dos passeios em torno da Praça Duque de Caxias como estacionamento. Embora tenha um posto da Polícia Militar no local, nada constrange os infratores.
Pitaco 2: Aparelhos para medir a glicose, adquiridos pelo Governo do Estado e distribuído às prefeituras, continuam com problemas. Denúncias enchem os postos de saúde com registros alterados. A Secretaria de Saúde precisa se explicar, ou será que ela não sabe?
Pitaco 3: A ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos de que uma civilização inteira iria morrer foi assustadora. Não só pela fala dele como do silêncio da ONU para o fato. Coisa de “lôco”!