O 7 de setembro de 1822 representa o grito “Independência ou Morte” do príncipe regente do Reino do Brasil, nação parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Pedro de Alcântara, às margens do Rio Ipiranga, hoje, parte da capital São Paulo, acompanhado de homens heroicos, como o padre Belchior Pinheiro da Silva, de Pitangui, a 7ª Vila do Ouro. Antes, no dia 2, a princesa Leopoldina Habsburgo de Bragança, esposa do regente, interinamente no comando da Pátria, assinou, com o Conselho de Ministros e apoio incondicional de José Bonifácio de Andrada e Silva, a independência, chancelada no dia 7 pelo príncipe regente.
Andrada, o “Patriarca da Independência”, ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros (janeiro de 1822/julho de 1823), foi o maior incentivador da Regência. Após a Independência, liderou uma política centralizadora e organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação. Com a volta de Dom João VI à velha corte, as Cortes portuguesas “não o ouviram”, fazendo “ouvidos mocos”, e queriam rebaixar o Brasil à condição de colônia, como era antes de 1808 (efetivamente a partir de 1815, elevado a reino). Foi o ápice para uma independência total; importante se continuássemos nações independentes, ligadas a um Reino Unido.
Pedro tornou-se o 1º imperador do Brasil e Leopoldina, a “Paladina da Independência”, a 1ª imperatriz e a primeira mulher a comandar a nossa nação. Depois de vários conflitos pelo país, Pedro I foi, com a colaboração de vários heróis, brasileiros e estrangeiros, pacificar a independência e expandir o território nacional. Muitos não conhecem a história e acham que não houve guerras para conquista da Pátria.
A Monarquia foi a maior contribuição para o Brasil seguir em frente, com crises necessárias à sua sobrevivência soberana e pacificadora no 2º Império com Dom Pedro II. A história é muito bonita, honrosa, apesar da escravatura. Com a abolição, a forma e o sistema (regime parlamentarista) caíram com a mal proclamada República em 15 de novembro de 1889; a simbologia e a história foram sendo deturpadas por décadas, com recuperação há cerca de 30 anos. O sistema de governo presidencialista, nascido na Independência dos Estados Unidos em 1776, onde dá certo, é regido aos “trancos e barrancos” em países das Américas, alguns da África, da Ásia, e Chipre, na Europa.
Atravessamos um dilema que nos assusta e nos leva a um patamar de dúvidas, alinhados a países ditatoriais e governos duvidosos. Estamos nos afastando do bom-senso, do verdadeiro significado de democracia (que não é regime e nem forma de governo, mas equilíbrio), dos princípios cristãos e de outros que pregam o bem. Corrupção, narcotráfico, universidades “viradas do avesso”, falta de respeito à condição humana e desprezo pela Constituição, mesmo sendo uma “colcha de retalhos” e de “cunho socialista”, deveria ser respeitada e seguida à risca.
Francisco Carneiro Júnior, autor da tetralogia “O silêncio das noites escuras — Guerra, terrorismo e operações especiais”, é enfático e profético: “a elite brasileira, viciada em sua bolha midiática e seduzida por sua autopercepção iluminista, o terremoto político reverbera para além das fronteiras. A lição é clara: o preço da repressão política interna pode ser cobrado em escala internacional. O regime criou uma armadilha da qual não consegue sair, porque a própria sobrevivência passou a depender da destruição de um homem — e, agora, desse homem depende a estabilidade do país. A História, afinal, não perdoa arrogância acompanhada de ignorância. E jamais subestima os homens que, em silêncio, constroem o futuro”.
O futuro urde e nos espera…



