Então, é Natal! Felizes são as pessoas que estão com saúde e paz no coração para comemorar o nascimento do menino Jesus. No Brasil, muitos cristãos celebram a data com extravagância, indesejados excessos de bebidas e comidas, quando na realidade, conforme os preceitos devotos, o ato simboliza a esperança e proporciona a mensagem de paz e união.
Não é distante o pensamento, segundo o qual representa a confirmação da vida e o amor divino, manifestado através da chegada de Cristo, alentando o coração daqueles que nutrem a fé sobre o capítulo. Os pedidos são sempre pela salvação da humanidade, embora nos últimos tempos passou a servir também para outros objetivos, além da valorização da religiosidade e da reflexão.
Se a gula é um pecado mortal, também deveria haver castigo celestial para espertalhões que exploram comercialmente os cidadãos. Atualmente, as grandes lojas e o comércio em geral utilizam um marketing agressivo, disseminando e concebendo o mês de dezembro como uma oportunidade de aumentar as vendas, sem qualquer menção ao espírito real da data festiva. A não ser algumas musiquinhas tocadas nas portas das lojas de rua para atrair mais um freguês.
Na memória relativamente à era cristã, existe apenas a referência à fraternidade entre os povos. Esse viés consumista que a cultura ocidental implementou ao longo dos séculos, hoje mais espelha um duelo para saber quem disponibiliza mais ofertas, mais produtos e serviços. Não há qualquer alusão aos Três Reis Magos, um efetivo símbolo do nascimento do menino Jesus, em Belém.
Em síntese, Natal proporciona um estado de espírito, onde a confraternização se transformou em uma data focada em compras e o período mais importante do ano para o comércio. A questão da religiosidade ficou apenas na intenção, sem a devida valorização.



