Para quem acredita na propaganda oficial do governo federal, de que o atual índice de desemprego é de apenas 5,1% dos trabalhadores ativos, notícia amplamente divulgada pelos veículos de comunicação, convém prestar atenção nos critérios que o IBGE utiliza. A última pesquisa do Instituto, divulgada em janeiro de 2026, aponta que dos 103 milhões de brasileiros, total de nossa força ativa, somente 5,1% estão desempregados. Ou seja, quase 50% da população total do país tem emprego ou ocupação regular. Número que não fecha com os dados do Ministério do Trabalho, segundo o Novo Caged, desde o último trimestre de 2025 há perda de postos de trabalho formal, inclusive para novas tecnologias, como inteligência artificial.
O crescimento, em 2025, de mais de um milhão de vagas é a recuperação, pós-pandemia, do mercado de empregos, especialmente no setor de serviços, com reflexo positivo na Previdência Social. Há uma clara manipulação política nos índices do IBGE. Os critérios para classificação de desocupados ou desempregados são: não ter trabalho, não estar procurando trabalho ou estar disponível para trabalhar. O fato é que os desempregados não mais procuram trabalho, nem querem trabalhar. Quanto à Previdência, é real que estamos envelhecendo e aumentando o número de aposentados, mas só diminui o número de novos contribuintes, gerando déficits anuais. Aí acontece o reflexo do Bolsa Família, exagerado, na busca do emprego, desafios e desejos de crescimento.
A explicação é mais simples e o mundo real nos mostra as razões. A justificada assistência social, para os realmente necessitados, alcançou um universo paralelo imenso de aproveitadores, que não buscam trabalho, não querem trabalhar, consideram suficiente a bolsa que indevidamente recebem e lhes traz situação de conforto, extensiva aos familiares. Por que trabalhar se o Estado a tudo provê? Não pagam energia, recebem gás de graça, assistência médica, hospitalar e alimentar, segundo suas necessidades.
A construção civil, o comércio, serviços, agro empreendedores e as demais indústrias estão à procura de trabalhadores, que não existem mais. Os salários disponíveis são atrativos, especialmente para os experientes e qualificados, mão de obra inexistente de Norte a Sul no país. Entramos no caminho que leva o país a lugar nenhum, muito menos ao desenvolvimento. Somente o trabalho gera crescimento, pessoal e da pátria, como sempre foi e sempre será, em qualquer lugar do mundo. Somos, hoje, uma nação de desalentados, seja para trabalhar ou empreender. Um país que cobra os mais altos impostos do mundo, juros estratosféricos, não incentiva empresários, obstrui com taxações qualquer iniciativa de modernização, demoniza o lucro ou a riqueza, propaga a perseguição aos que têm sucesso empresarial ou financeiro. E o pior, suas ultrapassadas leis trabalhistas impõem a quem gera emprego cobrança de valores iguais ao que paga ao trabalhador, em favor do Estado.
Perdão, mais do que o salário do trabalhador, já que a este é imposto valor cobrado sobre o salário, como se fosse renda tributável. Qual a razão de pagar ao tesouro nacional, sistema S, sindicatos, associações, FGTS e outros similares valores pela geração de emprego? Para ter direito à CLT? À Justiça do Trabalho? Que nação é esta que quer ter paternidade sobre o trabalhador? Gerenciar seu patrimônio, como o FGTS? Este é o nosso Brasil, este é o nosso governo, que ao invés de incentivar empresas e o trabalho quer reduzir nossas jornadas, rendimentos e prosperidade. Quanto mais pobre for o seu povo, também o será o país.



