Aproxima-se o 12 de outubro. Com a data amparada em simbologia, advieram fatos históricos de alta significância. Dois deles: a chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1492 e, em 1822, o novo Brasil aclamou o 1º imperador: D. Pedro I, príncipe regente da nação Reino do Brasil, que deixou de pertencer ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves pelas ameaças das Cortes Constituintes portugueses de voltar o Brasil ao status de colônia. A coroação como “Imperador Constitucional” e “Defensor Perpétuo do Brasil” se deu em 1º de dezembro na Capela Imperial da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça XV, no Rio, com honras e salvas de artilharia e uma multidão.
Também no dia 12 de outubro é celebrado no país o Dia das Crianças. Em 1923, a capital nacional, Rio de Janeiro, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. O sucesso foi tão grande que o deputado federal Galdino do Valle Filho, presidente da Câmara e vice das Comissões Permanentes, propôs Projeto de Lei para estabelecer o 12 de outubro o Dia das Crianças (Decreto n. 4.867, de 5 novembro de 1924). Devido a uma campanha publicitária da Estrela, a “Semana do Bebê Robusto”, o Dia das Crianças passou a ter a grandeza da comemoração, tornando a data bem popular.
O feriado nacional do 12 de outubro se deve à celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, instituído pela Lei n. 6.802, de 30 junho de 1980. Em 1717, a imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no rio Paraíba do Sul pelos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia. Segundo consta, foi João Alves quem a apanhou: primeiro o corpo e depois a cabeça, e a enrolou em um manto. Depois disso, conseguiram encher as redes de peixes, até então, não conseguiam nada. Vale ilustrar que eles tentavam apanhá-los para um jantar especial para o Conde de Assumar. A imagem foi restaurada e a devoção à Santa começou a crescer. Em 1868, a princesa imperial Isabel ofertou um manto azul e uma coroa de diamantes à imagem, uma miniatura do que seria a coroa que usaria quando se tornasse imperatriz, o que lamentavelmente não aconteceu. Reconhecida por Decreto do Papa Pio XI em 1930 como a padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e Padroeira Oficial em 16 de julho. Após 50 anos, o 12 de outubro foi decretado feriado no país em 1980.
As crianças são a esperança de um mundo melhor. A educação básica do berço é a mais extraordinária. A família é o sustentáculo do Estado e deve ser valorizada como tal e hoje sofre ataques inconsequentes e incoerentes por setores da sociedade. Valorizá-la é colocá-la na união perfeita da harmonia da criação. Não adianta fugir, e a presença de um pai e de uma mãe dá segurança afetiva, psíquica e equilibrada. O futuro está nas crianças. Disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mateus 19:14).
A pureza da criança é inviolável. Jamais deve ser maculada. Vênia máxima ao promotor de Justiça Casé Fortes: “Todos contra a pedofilia”, um dos piores crimes. O Art. 227 da Constituição de 1988 nos assevera: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Enquanto isso, o canto dos sabiás desvia nesta primavera as incongruências que cercam o Brasil.



