Chegou o ano eleitoral e continua somente na promessa a expectativa de remoção das famílias que residem às margens da BR-381, no trecho de 43 quilômetros entre Belo Horizonte e Caeté. Enquanto o assunto espera uma solução, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, foram registrados dezenas de acidentes na localidade, inclusive fatais, durante o período de Carnaval.
Essa cena se repete há 30 anos, e cada presidente da República em campanha promete uma resolução definitiva para o certame. No atual governo, o assunto conseguiu evoluir e já se percebem melhorias na pista de Caeté até Governador Valadares, enquanto as obras de infraestrutura continuam sendo executadas.
O gargalo desse imbróglio pode significar falta de tato das autoridades para resolver essa situação. Na extensão entre a capital mineira e Caeté, a demanda ficou a cargo do governo federal. Existem famílias que vivem no local há décadas e resistem em sair de lá, seja por motivos econômicos ou por não saberem para onde serão levadas.
Por seu turno, o poder público alega possuir os terrenos destinados à construção das novas moradias dos inquilinos. O fato é que esse tema garantindo o início da duplicação e correção das pistas é desgastante, hibernado na burocracia estatal há anos. Toda vez que parece chegar a um acordo, entram em cena os parlamentares ligados aos movimentos sociais e o debate se estende ao Judiciário. Por conta dessa realidade, o Vale do Aço deixa de crescer pela falta de estrutura para escoamento dos produtos da região.
Os atores envolvidos nesse capítulo carecem de aproveitar a boa vontade política para encontrar um caminho definitivo para essa celeuma. Se isso não for concebido nesse primeiro semestre, ficará impossível sanar a demanda no espaço da campanha eleitoral de 2026.
Não falta mais nada a debater nesse assunto que vem sendo tratado pela imprensa como um conflito, onde motoristas e passageiros são as vítimas constantes, além do prejuízo para quem tem os seus veículos destroçados nas inúmeras curvas dessa fatídica Rodovia da Morte.



