Mudar é preciso

O ser humano sempre deve estar aberto às mudanças. O ritmo da vida atual praticamente obriga que a pessoa esteja sempre pronta para mudanças, seja em seu modo de vida, nas decisões pessoais, nos ambientes de trabalho, na vontade política, no endereço e, acima de tudo, nas atitudes. Estamos vivendo em uma época que precisamos, principalmente, mudar nosso comportamento eleitoral.

Ainda que um pouco distante das próximas eleições, precisamos nos conscientizar que é necessário mudar a maneira de escolher nossos representantes políticos. O que está acontecendo com o colegiado dos eleitos que ainda gozam de seus cargos nesta legislatura chega à beira do absurdo, a começar pelos dois mandatários da Câmara e do Congresso. Uma gestão feita na base de negociatas, votando projetos de interesses pessoais, esquecendo, por completo, os anseios dos eleitores. E é justamente aí que o eleitor precisa ter capacidade de mudar. Examinar bem o que seu deputado está fazendo nesta legislação, independente da opção política, direita ou esquerda. Fazer um balanço.

O seu deputado eleito atendeu às suas expectativas, ele realmente votou ou apresentou projetos de interesse da comunidade ou apenas atuou como “boi de presépio”. Já passou da hora de deixarmos de eleger cantores, jogadores de futebol, influenciadores digitais, humoristas só porque estão na moda. É preciso conhecer mais o seu candidato para evitar surpresas. Da direita ou da esquerda os candidatos à reeleição precisam ser conhecidos pelos seus projetos, embora dificilmente o Brasil conheça alguém de “direita” que busque verdadeiramente os interesses do povo. É só fazer uma busca pelos projetos votados nas duas Casas e veremos o nível de participação de deputados direitistas. Sempre votam contra o interesse popular.

Podemos exemplificar com um mineiro bastante atuante nas redes sociais, mas que não apresentou nenhum projeto e sempre questiona o que possa vir a favor do social. É urgente e necessário mudar o nosso comportamento como eleitor. Enquanto o país ficar à mercê desse tipo de político, vamos ficar no mesmo patamar, uma legislação perdida em meio a decisões de interesse apenas pessoais. O cargo eletivo reivindica uma mudança de postura.

O político eleito precisa se adaptar à nova vida e assim, passar a ter mais dedicação aos seus eleitores. O humorista precisa mudar seu foco e tratar a coisa com seriedade. O cantor precisa acompanhar o ritmo exigido. O jogador de futebol não pode entrar no jogo sujo e o influenciador digital deve deixar de fabricar fatos em busca de mais visibilidade.

E, falando em mudanças, eu mesmo resolvi mudar e mudei de endereço, e tive que mudar muito. Junto com minha companheira de vida, Imaculada, abrimos mão de algumas coisas. Mudamos no Carnaval e como foliões que somos abrimos mão da festa para organizar caixas e desapegar de objetos que fizeram parte de uma longa jornada, mais de 50 anos juntos. Estamos agora em um ambiente com espaço menor, mas bem confortável. O importante é que a mudança possa fazer bem para nós dois. E é lógico que a mudança de endereço acaba mudando também nossa qualidade de vida. E o ato de concretizar a mudança já foi uma atitude de mudar.

Pitaco 1: Neste triste episódio do Tribunal de Justiça de Minas, que absolveu um homem de 35 anos por manter uma relação amorosa com uma criança de 12, nota 10 para escola pública, que acompanhou o caso e denunciou ao Conselho Tutelar. Dez para a escola e zero para a Justiça.

Pitaco 2: Dois exemplos claros da falta de interesse de políticos da direita com a vontade popular. Para variar, em Minas, tem vereador querendo proibir a participação de crianças nos blocos de rua. A nível federal, um deputado pastor sugeriu um projeto para acabar com o Carnaval como evento oficial. Vamos passar a festa no bananal.

Pitaco 3: Outra da folia. Dica do leitor Roberto Boca, seria muito melhor se a Prefeitura instalasse os banheiros públicos no entorno da folia, não no Centro como foi registrado em alguns pontos da cidade. Assim, o folião ficaria mais à vontade e não iria se desafogar nos muros, árvores e canteiros. Pitaco aceito e publicado.

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