Nós, publicitários de Minas Gerais, nos unimos com veemência ao Movimento Resgate AMI para defender a urgente reabertura e redemocratização da Associação Mineira de Imprensa. A AMI foi o berço de cultura, diálogo e boa convivência entre profissionais da comunicação – um ambiente que respirava e estimulava manifestações democráticas, artísticas e culturais.
Como profissionais da comunicação que constroem narrativas e conectam ideias, não podemos ficar calados diante do abandono em que se encontra essa entidade centenária. A AMI, fundada para congregar jornalistas, radialistas, gráficos, publicitários e empresas do setor, sempre foi o coração pulsante da liberdade de expressão e da cultura mineira. Hoje, porém, sua sede permanece fechada, suas atividades paralisadas, e seu legado ameaçado pelo descaso de uma gestão que a transformou em um casulo vazio, distante da vitalidade que Minas merece.
O quadro é alarmante e respaldado por denúncias concretas. A gestão atual reduziu sua existência a um prédio abandonado, lacrado a cadeado e concreto, impediu seus legítimos associados de opinarem e participarem das ações da instituição e também recusa sistematicamente a filiação de novos profissionais – sejam jornalistas emergentes, publicitários inovadores, radialistas dedicados, gráficos essenciais ou até empresas do ramo -, proíbe a participação em reuniões e exclui ex-associados de qualquer envolvimento.
Essa exclusão gera uma representatividade zero, paralisando completamente a entidade que deveria ser o escudo da classe comunicadora. Sem voz coletiva, perdemos força para enfrentar desafios como a regulação digital e a defesa da ética profissional. É nesse contexto que o Movimento Resgate AMI protocolou um abaixo-assinado popular e uma ação judicial firme, cobrando transparência total e o direito à inclusão de todos os interessados em revitalizar a AMI.
Do ponto de vista dos publicitários, a reabertura não é uma opção, mas uma necessidade imperiosa. Sem uma AMI forte, democrática e inclusiva, nosso setor publicitário fica órfão de uma plataforma para articular demandas comuns, como campanhas éticas, parcerias estratégicas e posicionamento frente a gigantes da mídia. A falta dessa entidade fragiliza toda a comunicação mineira, deixando-nos vulneráveis em um mercado cada vez mais competitivo e regulado. Nós defendemos uma gestão transparente, com assembleias abertas, prestação de contas rigorosa e filiações irrestritas, que devolva à AMI seu papel de ponte entre tradição e inovação. Nesse esforço, celebramos o apoio incondicional da Associação Mineira de Propaganda (AMP), que reforça nossa convicção de que a união de entidades é o caminho para a vitória.
A solução está ao nosso alcance e é simples em sua essência: abrir as portas para a filiação irrestrita de novos membros e implantar práticas democráticas plenas, como eleições regulares e participação coletiva nas decisões. Com isso, a AMI ressurgirá como uma voz independente e potente, defendendo o jornalismo de qualidade, a propaganda responsável e a comunicação mineira em todas as suas formas. Imaginem o impacto: fóruns vibrantes, eventos culturais revitalizados e uma representação unificada que ecoa em Brasília e além. Por isso, fazemos um chamado enérgico à união de todos – profissionais da comunicação, entidades irmãs, ex-associados e a sociedade civil – para somar forças ao Movimento Resgate AMI. Juntos, podemos e vamos resgatar essa herança.
A história da AMI é de glórias e resistências, e seu futuro pode ser de renovada grandeza. Uma AMI revitalizada não só honrará o passado, mas projetará Minas como referência em comunicação democrática e transparente. Com esperança renovada e determinação inabalável, marchamos rumo à retomada dessa instituição vital. Minas Gerais clama por sua AMI viva, inclusiva e forte. O momento é agora, vamos agir! Queremos de volta o que sempre nos pertenceu. Devolvam nossa AMI!