Belo Horizonte deu um passo histórico ao sancionar a Lei de Liberdade Econômica. A partir de agora, nossa capital se junta a outros 578 municípios mineiros que já entenderam que menos burocracia significa mais negócios, mais empregos e mais desenvolvimento. Por anos, convivemos com um paradoxo: Minas Gerais era destaque nacional na adesão à lei, mas a capital permanecia de fora. Essa ausência nos custou atratividade, competitividade e, sobretudo, oportunidades. Felizmente, esse cenário mudou.
O prefeito Álvaro Damião sancionou a legislação e abriu as portas para que BH se torne, de fato, um território fértil ao empreendedorismo. Em suas palavras: “a cidade do sim”. O que está em jogo não é apenas a desburocratização. Trata-se de uma mudança de mentalidade no setor público: compreender que o excesso de regras, licenças e autorizações sufocam quem deseja empreender.
Ao retirar barreiras e simplificar processos, a administração municipal reforça a confiança entre poder público e iniciativa privada. É assim que se constrói uma cidade amiga do empreendedor. Os dados falam por si. Em municípios que já adotaram a Lei de Liberdade Econômica, houve crescimento de até 65% no número de empresas ativas e aumento de 40% na empregabilidade.
O exemplo de Esteio (RS), que registrou alta de 64% na abertura de empresas após a aprovação da lei, mostra o tamanho do impacto que medidas simples podem gerar. Arcos (MG) também comprovou que a legislação é capaz de criar um ciclo virtuoso de empregos, renda e desenvolvimento. Ao transformar BH em uma cidade mais competitiva, damos um passo decisivo rumo a um ambiente de negócios mais saudável e atrativo.
Hoje, nossa capital ocupa a sexta posição entre as capitais mais competitivas do país. Mas é preciso almejar mais: queremos estar entre as primeiras. A implementação da lei é uma oportunidade para construirmos, em conjunto, uma regulamentação que realmente reflita os anseios da sociedade. CDL/BH, setor produtivo e Executivo municipal estarão lado a lado, sugerindo pontos de atenção, melhorias e diretrizes que assegurem a eficácia da legislação.
O impacto vai muito além dos números. Com mais empresas abertas e mais pessoas empregadas, teremos menos inadimplência, maior confiança do consumidor, retomada do crédito e, principalmente, esperança renovada em uma cidade que pode – e deve – ser referência em liberdade econômica. O momento é de celebrar, mas também de trabalhar. O desafio está lançado: transformar Belo Horizonte em um dos melhores lugares do Brasil para empreender, inovar e prosperar.



