As grandes e médias empresas propalam com muita ênfase a dificuldade em conseguir empregados, cuja oferta de vagas está sempre acima da procura pelos postos. Essa realidade está prejudicando a produtividade nos mais diversos ramos de atividade, principalmente na construção civil, tido como um carro-chefe no desenvolvimento da economia brasileira.
No mundo inteiro, os avanços da tecnologia fizeram com que acontecessem mudanças fenomenais, inclusive no item relacionado à geração de emprego. No Brasil, as projeções sinalizam para uma estatística anual de 150 mil vagas. Muitos que poderiam ser encaixados em atividades diversas ostentam a faixa etária entre 20 e 40 anos, preferem não aceitar as ofertas do mercado formal e utilizar aplicativos, criando um ambiente próprio de tarefas, sem compromisso com os tradicionais horários de trabalho e sem carteira assinada.
Os números recentes da Fundação Getúlio Vargas pontuam que 62,3% das empresas brasileiras estão encontrando dificuldade de contratar e reter os interessados no contrato laboral formal. Essas informações corroboram com uma notícia divulgada aqui mesmo no Edição do Brasil, cujo conteúdo dizia que para cada dez milhões de empregos gerados pelas plataformas conectadas à internet, haveria uma média de 12 milhões de desempregados.
Para o economista Ricardo Paixão, a realidade de agora indica muitos caminhos a serem seguidos pelo setor produtivo/empresarial, como a necessidade de melhorias salariais para atrair mais pessoas. Essa possibilidade poderia recair no bolso do consumidor. Esse dilema está sendo narrado para enumerar o grau de dificuldade nas áreas do comércio e prestação de serviços.
Certamente, vale mencionar que no propalado agronegócio, os desafios para preencher vagas ocorrem na mesma dinâmica das demandas do setor urbano. Aliás, os grandes produtores apostam cada vez mais na modernidade e na tecnologia para atender às suas colheitas, porém, as máquinas nem sempre funcionam sozinhas e a mão do homem se faz necessária.



