
Segundo o 12º Relatório Anual de Tendências do Ano no Esporte do aplicativo Strava, a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) está priorizando a boa forma, a conexão e a comunidade. Essa geração adotou a corrida, a caminhada, o treino de força e a variedade de multiesportes.
Conforme a pesquisa, esse grupo tem 75% mais probabilidade, do que a Geração X, de dizer que sua principal motivação para o exercício é uma corrida ou evento. Dados do aplicativo Runna revelaram que a maioria dos usuários se classificam como corredores iniciantes (26%) ou intermediários (34%). E 30% desses jovens planejam gastar mais com fitness em 2026. Ano passado, eles dobraram os gastos com atividades físicas.
O cardiologista da Unimed-BH, José Pedro Jorge Filho, explica que essa é uma geração que cuida mais da saúde. “Eles têm procurado academias para se socializar, e com isso, ocorre um treinamento e uma educação melhor em termos de hábitos, que pode evitar uma série de comportamentos questionáveis, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, entre outros”.
Filho ressalta que todos os indivíduos, principalmente se possuir histórico familiar de algum problema de saúde, devem fazer o check-up cardiológico detalhado. “Porque isso pode não só diminuir riscos de ter problemas durante a atividade, mas vai orientar a respeito do melhor treino e melhor exercício para a pessoa”.
“Uma boa alimentação e uma boa noite de sono vão interferir favoravelmente na saúde do coração e no resultado dos exercícios. A pessoa que dorme pouco e que treina muito vai ficar exaurida, vai entrar em fadiga mais fácil, o que pode trazer vários problemas”, acrescenta.
O cardiologista pontua que sedentarismo ainda é um grande problema para essa geração. “Tenho visto adolescentes e pré-adolescentes que ficam no sedentarismo absoluto. Às vezes, o fim de semana inteiro, nos jogos de computador e celular, não tem uma oportunidade para fazer exercício. Isso é muito ruim em curto, médio e longo prazo. Já em relação à ansiedade, costumo dizer que a atividade física é boa para o corpo e para a mente. Descarrega as tensões, a adrenalina acumulada e libera a endorfina que acalma”, finaliza.
Bons hábitos
A analista de marketing, Thalita Santos, de 27 anos, conta que desde a adolescência a atividade física já fazia parte de sua rotina. “Principalmente caminhadas e corridas ao ar livre. Na fase adulta comecei a frequentar academia, mas durante a pandemia precisei interromper os treinos. Quando o período mais crítico passou, voltei aos poucos”.
“Retornei à musculação, mas senti que ainda precisava experimentar novas modalidades para reencontrar o prazer em me exercitar. Nesse processo, pratiquei boxe, muay thai, funcional e também dança, até encontrar outras atividades que me motivassem novamente. O exercício físico está presente no meu cotidiano com um propósito muito claro: cuidar da minha saúde e, principalmente, manter a qualidade de vida”, afirma Thalita.
Ela comenta que a prática regular de exercícios trouxe muito mais disposição e consciência corporal. “Hoje sei melhor quais são meus limites, o que meu corpo aguenta e me sinto muito mais ativa no dia a dia. Além disso, a atividade física ampliou minha vida social, me permitindo conviver com pessoas de diferentes idades, rotinas e realidades. Acredito que investir na saúde agora é a melhor forma de garantir bem-estar lá na frente”.
Já para o estrategista de marketing digital, Pedro Ribeiro, de 28 anos, a atividade física passou a ser mais presente há alguns anos. “Quando percebi a necessidade de cuidar melhor da minha saúde e do meu bem-estar. No início, não era tão regular, mas com o tempo fui entendendo a importância da constância e dos hábitos corretos”.
Pedro faz musculação, para ganhar massa, e aeróbico. “Esses exercícios impactam muito na saúde mental. Consigo ficar mais focado e também me auxilia na questão do sono. E como boa parte do meu trabalho é feito de forma on-line, ir à academia me ajuda a socializar com outras pessoas. Virou uma rotina que busco priorizar”, finaliza.