
Daqui a exatos 12 meses, ocupantes de cargos públicos interessados em disputar as eleições terão que se afastar de seus postos para atender às exigências da Legislação Eleitoral Brasileira. Em Minas Gerais, pelo menos até o momento, há sinalizações claras de nomes mencionados para enfrentar o pleito de 2026. Começa pelo secretário de Governo, Marcelo Aro, sabidamente disposto a tentar a eleição ao Senado. Ele mesmo faz questão de propalar aos quatro cantos do Estado e tem mantido contatos com lideranças.
Federais e estaduais
No último pleito, o Partido Novo tentou, mas não conseguiu eleger um único parlamentar à Câmara Federal. No momento, existe a possibilidade de alguns auxiliares do governador Romeu Zema entrarem na peleja do próximo ano. O chefe do Executivo continua buscando protagonismo para se viabilizar como presidenciável. Para tanto, deve deixar a política estadual para quem quiser assumir o seu espólio.
Para os matemáticos da política mineira, se o candidato a cargo Legislativo não estiver ao lado de um líder com organização partidária coerente, dificilmente terá sucesso na empreitada. Fontes dizem que Marcelo Aro tem provado ser um craque, tanto que possui uma grande bancada de deputados estaduais e federais, eleitos por partidos diferentes.
Então, apostar apenas no apoio do governador pode não ser uma boa estratégia para quem está disposto a enfrentar as urnas no próximo ano para diferentes postos Legislativos.
Quem é quem
Nos bastidores do governo, assim como nos corredores da Assembleia Legislativa, é comum ouvir que o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, já é declaradamente postulante a uma vaga à Câmara Federal, embora sem um vínculo partidário, mas a tendência seria de se postar nos meandros das siglas mais conservadoras.
Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo, também tem conquistado popularidade e possui avaliação positiva da opinião pública. A partir desta realidade, precisa ser convencido a aceitar o desafio e colocar o seu nome à disposição para esta empreitada.
Quem frequenta os meandros do Palácio Tiradentes sempre se depara com comentários indicando que o diretor de Assuntos Municipais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Igor Eto, está trabalhando para se viabilizar como candidato a deputado federal desde o ano passado.
Outro nome listado nesta mesma trilha eleitoral é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), Rodrigo Santos. Embora não se sabe oficialmente qual é a sua pretensão, pessoas próximas apontam o seu interesse em disputar um cargo em Brasília.
Por fim, a eterna candidata Luísa Barreto, atual presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), estaria entusiasmada em disputar uma cadeira no Legislativo estadual.




