
Reconhecido como o principal evento voltado à valorização da cultura deficiente no Brasil, o Festival Acessa BH chega à sua 5ª edição, que acontece de 5 a 28 de setembro de 2025. A programação contempla mais de 30 atividades, incluindo apresentações teatrais, exibições de filmes e videoclipes, oficinas, rodas de conversa e o lançamento de um livro. Os ingressos para todas as atividades são gratuitos e podem ser retirados com antecedência nas bilheterias dos respectivos espaços. A programação completa está disponível no site acessabh.com.br.
Com presença de artistas vindos de nove estados do país e também do Reino Unido, o festival destaca a potência, a diversidade e a originalidade da produção cultural protagonizada por pessoas com deficiência, reforçando seu papel central em uma cena artística inclusiva e ativa. Toda a programação será gratuita, com eventos realizados em locais como o Sesc Palladium, Palácio das Artes, Funarte MG e Centro Cultural Unimed-BH Minas.
A programação do Festival conta com mais de 30 atividades distribuídas entre 14 apresentações artísticas, incluindo teatro, dança, música e performance, além de quatro oficinas, cinco produções cinematográficas (sendo três curtas e dois longas), três videoclipes, quatro conversas após os espetáculos, uma roda de diálogo e o lançamento de um livro.
“Mais do que uma seleção de espetáculos, a curadoria propõe um campo de encontro e troca, onde diferentes modos de criação possam conviver e provocar o público a refletir, sentir e imaginar futuros possíveis. Um convite à escuta atenta e ao deslocamento dos olhares, que valoriza tanto a expressão poética quanto o engajamento político da cena contemporânea”, afirmam os idealizadores do festival, Daniel e Lais Vitral.
O evento promove uma experiência inclusiva por meio de diversas ações de acessibilidade. Os espaços que recebem a programação têm estrutura acessível, oferecem cadeiras de rodas para empréstimo e permitem a presença de cães-guia identificados, conforme a Lei nº 11.126/2005.
A acessibilidade comunicacional é garantida com legendas descritivas, janelas de Libras e audiodescrição nos filmes e espetáculos. Todas as atividades contam com interpretação em Libras/Português, além da oferta de abafadores de ruído e pranchas de comunicação alternativa. Na Funarte, haverá também uma sala de regulação sensorial. Uma equipe especializada, incluindo intérpretes de Libras, estará disponível para receber o público com deficiência.
O Acessa BH destaca o protagonismo de artistas e profissionais com deficiência, envolvendo consultores e uma equipe qualificada para assegurar a inclusão em todas as fases do evento. “Esse trabalho conjunto inclui visitas técnicas aos espaços de apresentação, proposição de pautas e estratégias de comunicação, e análise de diversos recursos de acessibilidade para cada atividade. Para além do conhecimento teórico, as vivências com a equipe, artistas e público sempre provocam novas reflexões, e motivam nossa busca constante de fazer um festival cada vez mais diverso, acolhedor e potente”, explica Anita Rezende, coordenadora de Acessibilidade do Acessa BH.
A professora de artes visuais Cecília Santana afirma que as expressões artísticas e culturais realizadas por pessoas com deficiência exercem um impacto amplo e significativo na sociedade. “Elas transformam o olhar da sociedade sobre a produção artística de pessoas com deficiência, que historicamente foram invisibilizadas. Ao colocar esses artistas no centro, o festival rompe barreiras estéticas e sociais”.
Ela destaca que a acessibilidade proposta pelo Acessa BH não é apenas física, mas também simbólica. “Quando vemos espetáculos com audiodescrição, oficinas com interpretação em Libras e espaços sensoriais pensados para diferentes públicos, entendemos que a arte é para todos. É um exemplo de como eventos culturais podem e devem ser inclusivos”.



