O ano é novo, mas os problemas são velhos. São os mesmos do ano passado e, possivelmente, do ano retrasado. Com as melhores expectativas, temos que lidar com o mesmo assunto que domina o país nos últimos anos: a polarização política.
A cada dia que passa cresce a nossa indignação com os políticos deste país, que continuam ignorando os anseios e as necessidades da população em troca de ações mesquinhas utilizando, principalmente, as redes sociais. O povo continua em segundo plano, porque aqueles que foram eleitos, ao invés de trabalhar, ficam buscando rusgas pessoais contra outras pessoas do governo.
Na esfera municipal, não parece que o prefeito de Belo Horizonte vá fazer grandes realizações em seu atual mandato. Mesmo com uma boa equipe divulgando suas ações, os problemas sempre crescentes da capital seguem sem debates e sem uma política de prioridades. Isso em função da irrelevância de nossa Câmara Municipal, que vai se tornando um “cabide de empregos” na cidade.
Para se ter uma ideia dessa insignificância, basta pedir aos cidadãos que digam o nome de dez vereadores da atual legislatura, independente do partido, o resultado é assustador. Muitos são desconhecidos. É preciso que esses políticos acordem. Belo Horizonte continua sendo uma cidade que precisa de mais carinho. É grande o número de moradores nas ruas, o que demonstra uma ausência de uma política social. O fato se repete na esfera estadual. Citar dez deputados também se torna uma missão quase impossível. Os debates que aconteceram em nossa Assembleia nos últimos tempos foram por conta da dívida vergonhosa de Minas e do plano para a liquidação da pendência financeira. Aliás, o governador não sai do TikTok e tem uma obsessão em criticar o presidente da República.
Nada de positivo é feito para a população mineira. Quem viaja pelo nosso Estado reclama da qualidade de nossas estradas, nas cidades as queixas são do atendimento médico, da falta de apoio para os servidores da segurança e para o funcionalismo estadual. Outro dia, o nosso governante se vangloriou por pagar o 13º salário, porque seu antecessor não pagou. Como se isso não fosse obrigação. Muitos dos políticos eleitos em Minas Gerais, no Legislativo municipal, estadual ou federal, estão perdendo a chance de fazer história. Estão brincando de fazer política ao invés de trabalhar para o bem comum. Muitos só pensam no próprio umbigo. Legislam para si e levam benefícios apenas para seus currais eleitorais. Não existe seriedade no que andam fazendo. Cabe ao povo guardar isso na memória e usar na hora de votar. É preciso saber o que cada candidato à reeleição fez para merecer continuar. Às vezes é melhor dar uma chance para outros que prometem fazer diferente.
As campanhas para as próximas eleições já estão por aí. O país já tem seus pretendentes e toda hora aparece mais um. E pasmem, quase todos clamam por intervenção de outro país no Brasil. Isso demonstra que não têm nenhum apreço pela nossa soberania. Aliás, acho que nem sabem o que é isso.
Pitaco 1: Passar as festas de fim de ano no litoral foi um tormento. Quem viajou, voltou com cada “causo” cabeludo. Os barraqueiros assumiram o litoral de Norte a Sul. Cardápios causavam inveja ao Guia Michelin no quesito preço. Colocaram fritas no Trio do Mar com camarão e peixe frito a R$ 500. Sem contar o guarda-sol com a mesa custando o valor de R$ 280. Ficaram loucos!
Pitaco 2: A Lagoa da Pampulha já tem passeio de barco e a procura está bem alta. Daqui a pouco terceirizam a coisa e vai aparecer até caiaque. Só falta a areia e os barraqueiros.



