Minas Gerais registrou, pelo menos, 10 mil novas empresas a mais do que no mesmo período do ano passado. Segundo a Junta Comercial do Estado (Jucemg), no primeiro semestre deste ano, já foram registrados 58.399 novos empreendimentos, superando em 21,3% o resultado em 2024. Em junho, foram 8.613 novas firmas, 5,6% a mais que no ano passado.
Todas as regiões apresentaram saldo positivo, com destaque para os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que cresceram 33,68%. Na sequência, Norte de Minas (29,35%), Central (23,85%) e Centro-Oeste (20,47%). O setor de serviços liderou a abertura de empresas, com 43.336 novos registros e alta de 24,39%. O comércio cresceu 13,28%, com 12.383 empresas abertas, enquanto a indústria avançou 12,28%, com 2.679 registros. Em junho, os serviços se destacaram novamente, com alta de 8,53%, seguidos pela indústria (+9,12%). Já o comércio teve leve queda de 4,29%.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, afirma que o crescimento na abertura de empresas reforça a melhoria no ambiente de negócios nos municípios mineiros. “Essa ação estratégica do Governo de Minas tem apresentado resultados surpreendentes em regiões que precisavam de mais desenvolvimento. Novas empresas significam novos empregos”.
Conforme o economista e especialista em finanças públicas, Gustavo Aguiar, houve um crescimento na abertura de empresas nos últimos anos, não só em Minas Gerais, mas em todo o país. “Minas tem se destacado porque apostou na desburocratização e na facilidade para a abertura de empresas, com maior digitalização e menor tempo de espera. O Estado também tem investido em políticas públicas para incentivar o empreendedorismo”.
“Porém, tem vários outros fatores associados, como o avanço da economia que foi consistente nos últimos anos, em 2023 e 2024, crescendo acima de 3%, tanto no país quanto em Minas, o que gera confiança na população. E também tem um sentimento dos brasileiros de maior busca no empreendedorismo e menos no trabalho formal”, observa o profissional.
Aguiar destaca ainda que os dados mostram que a maior concentração das aberturas das empresas em Minas tem sido no setor de comércio e serviço. “E isso está relacionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que tem sido alavancado fortemente por esses ramos”.
“Além do crescimento sustentável da economia nos últimos anos, alguns indicadores econômicos favorecem esse cenário de estabilidade para que mais pessoas busquem o caminho do empreendedorismo, como o aumento da renda dos brasileiros e a queda do desemprego. Isso tudo favorece para que as pessoas criem condições de abrir seu próprio negócio”, acrescenta. Ainda de acordo com a pesquisa, o primeiro semestre somou 46.164 extinções empresariais, uma variação de 50,60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 6.617 empresas fecharam as portas em junho.
Cidades
Belo Horizonte segue como o município com o maior número de empresas abertas no primeiro semestre de 2025. Foram 15.954 formalizações, alta de 23,36% em relação ao mesmo período do ano passado (12.933). Em junho, a capital mineira registrou 2.430 novos negócios, alta de 9,61% em relação a 2024 (2.217).
Seguindo o ranking dos demais municípios, nos mesmos intervalos comparados, aparecem: Uberlândia (3.359 no ano e 506 em junho), Contagem (1.940 e 307), Juiz de Fora (1.574 e 226) e Montes Claros (1.297 e 192). Além de Betim (1.134 e 161), Uberaba (1.086 e 139), Divinópolis (815 e 108), Governador Valadares (717 e 121) e Patos de Minas (705 e 86).
O economista finaliza dizendo que acredita que a tendência é seguir avançando o índice de criação de empresas. “Ao que tudo indica, a taxa básica de juros não deve aumentar mais neste ano. E a perspectiva é que a economia tenha um crescimento expressivo de 2,5%. Com a expectativa do índice do desemprego caindo e a renda dos brasileiros em patamar elevado, a economia continuará aquecida, fazendo que as gerações das empresas continuem em ritmo acelerado”.




