O exemplo de JK, tido como um governador mineiro que primava pelas metas ousadas e desenvolvimentistas, inclusive foi dele a criação da Cemig, agora se reflete no retrovisor da história. Atualmente, a política para escolha dos dirigentes tem muito mais conexão com ideologia, perpassando por um viés religioso forte, a permear as campanhas eleitorais.
No momento, está em evidência as mensagens disseminadas pelas redes sociais, campo aberto onde os autores podem falar o que quiserem, mas fica difícil identificar o que é real ou apenas uma comunicação cibernética.
A pouco tempo para o período de convenções partidárias, o noticiário político indica haver muita falação, mas sem definições de projetos de governo. Os pré-candidatos querem apenas notoriedade pública, mas nada promete de concreto, como se fosse apenas uma brincadeira de escola.
Sabidamente, ser chefe do Executivo de Minas Gerais não é tarefa para qualquer um, pois carece de experiência. O atual governador Mateus Simões (PSD) externa a intenção de continuar a obra iniciada por Romeu Zema (Novo), cuja bandeira principal foi a privatização. Simões, a exemplo de outros nomes, faz as mesmas promessas do passado, como melhorar a segurança, garantir mais saúde e incrementar a educação. Mas isso tudo já foi prometido outrora pelos protagonistas de seu grupo político.
À procura de mais seguidores nos meandros da comunicação virtual, o pré-candidato e ex-presidente da Câmara de Vereadores de BH, Gabriel Azevedo (MDB), com sua falta de criatividade, quer atrair investimentos para aumentar a malha ferroviária. A indagação: mas só isso, excelência?
Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se posta mais em cima de uma espécie de caricatura, ao dizer que não tem experiência, mas se for eleito terá auxiliares competentes. Não há qualquer registro público de seus projetos de governo. Por enquanto, tudo não passa de balela eleitoral.
Relativamente ao projeto do ex-presidente da Federação das Indústrias, empresário Flávio Roscoe (PL), a sua luta tem sido para se inserir como candidato. Na solenidade para comemorar o Dia da Indústria, ele próprio mencionou: “está na hora de pessoas que fazem sucesso na vida privada colocarem os seus nomes para servir também aos meandros públicos”. Ou seja, não disse como seria a sua pretendida administração no comando do Palácio Tiradentes.