Comércio de BH prevê movimentação de R$ 2,55 bilhões durante dezembro

Roupas devem ser os itens mais adquiridos / Foto: Freepik.com

O mês de dezembro deve confirmar o melhor momento do varejo em Belo Horizonte em 2025. Segundo o Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), a expectativa é que o comércio do capital mineira movimente R$ 2,55 bilhões durante o período natalino, alto estimado de cerco de 1% em relação do ano passado, quando o mercado registrou R$ 2,53 bilhões no mesmo período.

A pesquisa realizado pela entidade apontou que 49% dos consumidores pretendem fazer compras de Natal, e 82% afirmam que irão às lojas físicas, o que reforço o poder do comércio presencial na capital.

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o cenário reflete o comportamento tradicional do público mineiro, que pesquisa on-line, mas finaliza a compro presencialmente. “O consumidor de Belo Horizonte valoriza a experiência completa, atendimento, qualidade e confiança. Isso mostra a força do comércio local e abre oportunidades para quem investe em vitrines, equipes preparados e conveniência”.

Perfil de compra

O levantamento com consumidores do capital revela que o ticket médio deve chegar a R$ 467. As roupas lideram o ranking das intenções, com 57,1%. Seguido por brinquedos (26,5%), calçados (20,4%) e cosméticos (17,3%). Roupas devem ser os itens mais adquiridos E a maioria das compras (75,5%) será realizado entre 15 dias antes do Natal e a véspera, o que exige reforço de estoque, estrutura e atendimento no comércio.

“Vemos um salto no valor a ser gosto com presentes no comparação com o ano passado, que foi de R$ 270. É um sinal de que BH está com o empregabilidade em alta, uma média salarial maior que a do brasileiro e um custo de vida menor. Por isso, temos essa possibilidade de gasto maior com presentes”, comenta o presidente da COL/BH.

Quanto a forma de pagamento, 63,3% pretendem comprar à vista; quem parcelar deve dividir em até quatro vezes. Para Souza e Silva, o pagamento à visto é um sinal de que o consumidor está se planejando financeiramente, além de dar mais segurança e reduzir a inadimplência, Para o lojista, ou-mento o giro de caixa e a margem de negociação”.

Por outro lado, a pesquisa revela que 45,5% dos entrevistados não pretendem comprar presentes neste ano, e o principal motivo é a alta dos preços, apontado por 82,4% desse grupo. Sobre o resultado, Souza e Silva aponta a necessidade de políticas económicos estáveis e maior previsibilidade para as famílias. “O consumidor está sensível aos aumentos de preços. Mesmo assim, o comércio de Belo Horizonte segue forte, mostrando capacidade de adaptação e com alterativas para diferentes perfis de compro.

Confiança do lojista

Entre os comerciantes entrevistados, 62,5% acreditam que vão vender mais do que no ano passado, e quase metade planeja ampliar estoque para atender o demando. As estratégias mais citadas para aumentar o desempenho em dezembro são variedade de produtos (71,7%), promoções e divulgação (59,5%), facilidade de pagamento (50%), aperfeiçoo-mento do atendimento (30,9%) e decoração temático (23%).

Os lojistas também dever intensificar anúncios nos redes sociais. WhatsApp (88,4%) e Instagram (84,5%) serão os principais meios de comunicação com clientes.

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