A corrida eleitoral para o comando do Governo de Minas Gerais ganhou novos contornos com nova pesquisa, divulgada no dia 1º de abril, mostrando que o apoio do presidente Lula (PT) ao senador Rodrigo Pacheco o coloca em primeiro lugar na preferência do eleitorado mineiro.
Conforme o levantamento feito pela Atlas/ Intel, Pacheco, que se filiou ao PSB, tem 37,9% das intenções de voto. O segundo colocado, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), sem apoio declarado de algum grupo político, aparece com 34,2% da preferência. Já o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), surge com 11,5% caso considerados os suportes do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do clã Bolsonaro.
A pesquisa traz que 2.125 mineiros participaram dela. O levantamento foi feito entre os dias 25 e 30 de março deste ano e está registrado com os protocolos MG-01664/2026 e BR-05686/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sendo que o nível de confiança da sondagem é de 95%.
Eleição em Minas
Um dos fatores que chamam a atenção na pesquisa é o fato de o senador Rodrigo Pacheco não ter anunciado ainda a intenção de se candidatar ao Palácio Tiradentes, em que pese a existência de uma pressão para que ele aceite ser o candidato apoiado por Lula em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e tido como crucial pelo presidente da República para alavancar, de maneira real, sua candidatura à reeleição. Lula já confidenciou a interlocutores que vê no senador Pacheco a única chance de obter um palanque robusto em Minas e que lhe fortaleça em uma eleição que se avizinha sob um cenário acirrado.
Por seu turno, o senador Cleitinho dá sinais de um “vaivém” sobre a disputa majoritária em Minas. Antes, entusiasmado com pesquisas ainda muito incipientes, Cleitinho deu mostras de que iria se candidatar. Porém, mais recentemente, “pisou no freio” e passou a emitir sinais ambíguos que revelam a necessidade de uma avaliação mais profunda sobre a sua participação no pleito.
Um exemplo foi o anúncio de postergar algum tipo de decisão para junho ou julho deste ano. Cleitinho ainda lida com a possibilidade de Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), desistir de aceitar ser candidato a vice na sua chapa. O nome de Falcão vinha sendo especulado nesse sentido, mas ele não deu mostras de que irá deixar o cargo de prefeito da cidade mineira.
Já Mateus Simões está percorrendo o interior do Estado, utilizando-se da infraestrutura que possui como governador de Minas, na tentativa de alavancar seu nome. Conhecido por seu tom professoral e comedido ao longo dos anos na função de vice-governador, ele parece destoar do seu passado como gestor mais afeito à burocracia palaciana. Não se sabe se sob uma orientação de marqueteiros, mas Simões passou a ostentar uma agressividade, muitas vezes com ares de ser forçada, na tentativa de um hipotético reconhecimento como sendo representante da direita mais radical no Estado.
Sem apoios declarados
O levantamento da AtlasIntel ainda traz, sob a perspectiva da ausência de apoios declarados, os nomes do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 11,7%, o senador Carlos Viana (Podemos), que obteve 7,5%, o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), com 4%, e o blogueiro Ben Mendes, com 3,7% da preferência do eleitorado.