Grama sintética em estádios gera discussões sobre lesões

A popularização do gramado sintético em estádios de futebol tem gerado debates intensos sobre a sua segurança e impacto na saúde dos jogadores. Embora a superfície artificial seja adotada por ser mais resistente e de menor custo de manutenção, ainda possui certa rejeição por uma parte dos atletas. O Campeonato Brasileiro de 2025 contará com três estádios que utilizarão grama sintética. Nesta temporada, o Allianz Parque (São Paulo) e o Nilton Santos (Rio de Janeiro) seguem como os estádios da edição anterior. A principal novidade é a Arena MRV, em Belo Horizonte, que optou por substituir o tipo de gramado no final de 2024 e deve inaugurar o novo campo na Série A. Além dos três estádios já confirmados, o Pacaembu foi reformado e conta com grama sintética. Antes era administrado pela prefeitura e agora pertence à iniciativa privada. Firmou um contrato de 10 anos com o Santos para sediar jogos. Há também outro modelo de gramado. A Neo Química Arena, casa do Corinthians, e o Maracanã, principal estádio do Rio de Janeiro, utilizam gramados híbridos. Esse tipo de campo combina fibras sintéticas com a grama natural. Em fevereiro, um grupo de jogadores compartilhou nas redes sociais uma mensagem padrão contra o uso de grama sintética. Entre os principais nomes do futebol brasileiro que aderiram à campanha estavam Neymar, Gerson, Gabigol, Dudu, Philippe Coutinho, Lucas Moura, Thiago Silva, Pablo Vegetti, Alan Patrick, entre outros atletas. Além do atacante do Cruzeiro, Dudu, que, em entrevista coletiva no mês passado, atribuiu o gramado sintético do Allianz Parque como um dos principais fatores para a séria lesão no joelho direito que sofreu em agosto de 2023. Uma das pesquisas sobre o assunto foi divulgada na revista The Lancet em 2023. Os pesquisadores analisaram 1.447 estudos, selecionando 22 que atendiam aos critérios estabelecidos. A sondagem concluiu que a taxa geral de lesões no futebol é inferior nos campos com grama sintética em comparação com os de grama natural. Segundo os dados, o risco de lesão não pode ser utilizado como um argumento contra o uso do gramado sintético. Para o fisioterapeuta Renato Lacerda, embora as lesões possam ocorrer tanto em gramados naturais quanto sintéticos, é importante avaliar o contexto de cada jogo. “A Fifa autoriza três tipos de grama para o futebol: natural, relva natural com reforço híbrido e relva sintética/ artificial. Os campos sintéticos com boa instalação e materiais mais modernos têm apresentado desempenho semelhante ao do gramado natural em termos de segurança para os jogadores. O problema surge quando o campo sintético está deteriorado ou mal projetado”. Na avaliação de Lacerda, os jogadores precisariam adaptar seus treinamentos ao tipo de piso no qual irão disputar a partida oficial. “O desafio é que nem todos os times ou estádios contam com centros de treinamento equipados com grama sintética. Eles treinam na grama natural e, ao chegarem para a competição, se deparam com uma superfície diferente. É preciso encontrar uma solução que seja viável tanto para os atletas quanto para os estádios”, afirmou. A engenheira agrônoma, Priscila Moraes, salienta que os campos sintéticos modernos utilizam materiais mais flexíveis e camadas de amortecimento para reduzir o impacto. “A tecnologia tem evoluído, e hoje temos opções no mercado que conseguem equilibrar custo-benefício e segurança para os jogadores”. “A principal vantagem do gramado sintético é sua durabilidade. Em regiões onde o clima é adverso, como em locais de baixas temperaturas ou onde as chuvas são intensas, o campo sintético oferece uma solução prática, permitindo que os jogos aconteçam sem interrupções. Além disso, os custos de manutenção de um gramado sintético são consideravelmente mais baixos do que os de um campo natural, que exige cuidados constantes, como irrigação, corte e fertilização”, conclui.
Pesquisa aponta que metade dos brasileiros não pratica esportes

Segundo um levantamento realizado pela Brazil Panels Consultoria sobre os hábitos esportivos dos brasileiros, 50,2% dos entrevistados não praticam nenhum esporte. A inatividade é maior entre as mulheres, que representam 70% das pessoas que não fazem atividades físicas. Em relação aos jovens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84% são sedentários. “Essa alta taxa de inatividade, especialmente entre as mulheres, evidencia a necessidade urgente de políticas e iniciativas que incentivem a prática esportiva. Precisamos superar barreiras socioculturais e econômicas para ampliar o acesso ao esporte e promover hábitos mais saudáveis em todas as camadas da população”, defende o responsável pela pesquisa, Claudio Vasques. O estudo mostrou as modalidades preferidas por homens e mulheres. 27,1% delas apontaram a dança como a prática predileta, seguida por musculação (23,4%), corrida (12,4%), vôlei (7,3%), futebol (6,9%), natação (6,7%), ciclismo (3,4%) e outros (12,8%). Dentre os homens, o futebol, com 46,9%, é o favorito, seguido por musculação (10,7%), corrida (8,3%), ciclismo (6,3%), futsal (6%), artes marciais (4,9%), natação (4,4%) e outros (12,5%). O engenheiro civil Lucas Andrade acredita que a prática esportiva é essencial para manter a saúde física e mental. “O futebol é o meu escape da rotina estressante do trabalho. Depois de um jogo, me sinto renovado e muito mais disposto para encarar a semana. Além do bem-estar mental, percebo que minha resistência melhorou bastante. Antes, ficava cansado com poucos minutos de jogo, agora consigo manter um ritmo bom. Cada partida é um momento de descontração e amizade. A gente ri, brinca e se diverte, o que faz muito bem para a saúde emocional”. Cuidados com a alimentação Para quem está saindo do sedentarismo, a nutricionista Carla Fiorillo recomenda iniciar com atividades leves, como caminhadas, e aumentar gradualmente a intensidade. “Aliar uma alimentação equilibrada à prática regular de exercícios é a chave para uma vida mais saudável e ativa”. “Uma dieta balanceada fornece a energia e os nutrientes necessários para iniciar e manter uma rotina de exercícios, além de contribuir para a recuperação muscular e a saúde geral”, acrescenta. A nutricionista sugere estratégias alimentares para combater o sedentarismo também em jovens, adultos e idosos: Consuma carboidratos complexos: Alimentos como aveia, batata-doce e grãos integrais fornecem energia de liberação lenta, essencial para atividades físicas prolongadas. Inclua proteínas magras: Carnes brancas, como aves e peixes, leguminosas e tofu são exemplos de proteínas que auxiliam na construção e reparação muscular, fundamentais para quem está iniciando uma rotina de exercícios. Aposte em gorduras saudáveis: Abacate, nozes e azeite de oliva extravirgem contêm gorduras benéficas, que ajudam na produção hormonal e fornecem energia adicional. Hidrate-se adequadamente: A ingestão de água é vital para o funcionamento muscular e a prevenção de lesões. Consuma antioxidantes: Frutas vermelhas, verduras escuras e chás naturais combatem o estresse oxidativo causado pelo exercício físico. Há opção também de suplementar antioxidantes, depois de avaliação profissional.
Projeto une esporte e inclusão para os jovens em Contagem

Realizado desde 2022, o projeto “Minas Paradesporto Contagem Ano II” está promovendo desenvolvimento físico, psicológico, social e uma melhoria na qualidade de vida de crianças e jovens com deficiência, de 6 a 18 anos, através de aulas esportivas gratuitas. Executado pela Associação Mineira do Paradesporto, com o fomento da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, patrocínio da Cemig e o apoio da Prefeitura de Contagem, o projeto oferece atividades de iniciação paradesportiva (basquete, futsal, vôlei e etc), com modalidades adaptadas ou específicas para cada perfil funcional dos participantes (bocha paraolímpica e circuitos funcionais). Além disso, os alunos contam com acompanhamento especializado de profissionais de educação física e fisioterapia, garantindo um ambiente seguro e adequado para o desenvolvimento integral dos participantes. As atividades acontecem no Ginásio do Tropical, localizado na rua Quarenta e Dois, 360, no bairro Tropical, sempre às terças e sextas-feiras, das 8h às 16h. De acordo com a coordenadora da Associação Mineira de Paradesporto, Mariana Amaro, o projeto tem como objetivo mostrar que o esporte não apenas é acessível, mas também pode ser um caminho para o crescimento pessoal e a construção de novas perspectivas de vida. “Nosso foco está no desenvolvimento das habilidades físicas e motoras de cada aluno, respeitando as particularidades de sua deficiência e valorizando suas capacidades. Mas, acima de tudo, buscamos demonstrar que é plenamente possível para essas pessoas praticarem atividades esportivas e se integrarem à sociedade por meio do esporte”. A gerente de projetos, Lina Vitarelli, afirma que o programa tem 20 jovens inscritos da cidade de Contagem e Região Metropolitana. “As turmas são organizadas de acordo com o perfil funcional do aluno, bem como o conhecimento dos profissionais em relação às deficiências e atividades físicas e esportivas para este público”. Ela explica que, além de oportunizar a prática esportiva, os resultados, a curto e longo prazo, da implementação desse projeto incluem vários outros pontos. “O programa tem como intuito melhorar a qualidade de vida do aluno, nos aspectos físicos e psicológicos. E promover a inclusão social, ou seja, fazer com que o mesmo se sinta parte da sociedade, dando a oportunidade desses jovens, com deficiência, de praticar um esporte e também de eventos esportivos”. Simone Inacio, mãe do Kauã, um dos alunos do programa, revela os benefícios que as atividades têm proporcionado ao seu filho. “Ele conquistou mais autonomia e melhorou significativamente seu desempenho, tanto nos treinos quanto nos jogos. Além disso, ele desenvolveu mais confiança e passou a se relacionar melhor com as pessoas. As atividades trouxeram um impacto muito positivo para as nossas vidas. Por meio delas, ele desenvolveu ainda mais sua responsabilidade e fez novas amizades. Só tenho a agradecer por tudo que meu filho evoluiu ao longo dos anos”. Conquistas Os participantes do núcleo de Contagem têm se destacado com resultados expressivos no paradesporto, conquistando importantes títulos e convocações. Entre as conquistas, destaca-se o vice-campeonato geral na modalidade Bocha Paralímpica nos Jogos do Interior de Minas Gerais – Paradesporto (Jimip 2024), além da seleção de atletas para representar Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares. O desempenho também tem rendido medalhas em competições estaduais e nacionais. “Nos últimos anos, o paradesporto tem conquistado um espaço cada vez mais significativo, refletindo não apenas a necessidade de promover a inclusão, mas também o compromisso com a democratização do acesso às inúmeras oportunidades que o esporte oferece. Temos trabalhado de forma contínua para ampliar a acessibilidade em nossos espaços esportivos, garantindo o desenvolvimento de atletas e praticantes e reforçando o esporte como um instrumento de transformação social”, destaca o secretário de Esportes e Lazer, Alex Chiodi. Para participar do projeto, os interessados devem entrar em contato com a coordenadora da AM Paradesporto, Mariana Amaro, pelo telefone (31) 97532-8383, e informar o desejo em ingressar nas atividades.
Ioga traz diversos benefícios que melhoram a qualidade de vida

O ioga é uma prática milenar que, ao longo dos séculos, tem ganhado cada vez mais adeptos ao redor do mundo. Ele é uma combinação de posturas físicas, técnicas de respiração e meditação que promovem o equilíbrio entre corpo e mente. A prática regular traz uma série de benefícios físicos, como o aumento da flexibilidade, força, equilíbrio e resistência. Através das posturas, os praticantes trabalham diversas partes do corpo, o que contribui para o fortalecimento muscular, melhora da postura e alívio de dores crônicas. A fisioterapeuta e instrutora de ioga, Juliana Mendes, explica como ele pode atuar no corpo humano. “É excelente para o alinhamento corporal, principalmente para quem sofre de dores nas costas ou no pescoço. As posturas exigem que o praticante desenvolva força e flexibilidade de maneira equilibrada, o que ajuda a corrigir desvios posturais e prevenir lesões. Além disso, o fortalecimento de músculos profundos do corpo contribui para a melhoria da estabilidade da coluna e das articulações”. Um dos aspectos mais notáveis dessa prática é a ênfase no alongamento. Muitas pessoas que praticam atividades físicas de alto impacto, como corrida ou musculação, se beneficiam do ioga como complemento, já que ele ajuda a aumentar a amplitude dos movimentos e a reduzir a rigidez muscular. “Praticantes de esportes ou até mesmo pessoas com uma rotina estressante podem se beneficiar imensamente do ioga. Ele promove um alongamento profundo e uma maior mobilidade, que é essencial para evitar lesões e melhorar o desempenho físico em outras atividades”, afirma Juliana. A modalidade é altamente recomendada para quem busca equilíbrio mental e emocional. O foco na respiração e nas posturas auxilia na redução do estresse e da ansiedade, além de promover tranquilidade. Para o instrutor de ioga, Ricardo Costa, a prática atua diretamente na regulação do sistema nervoso. “Ele tem um impacto positivo no sistema nervoso autônomo, que regula funções involuntárias do nosso corpo, como a frequência cardíaca e a pressão arterial. As técnicas de respiração controlada ajudam a reduzir a produção de hormônios do estresse, como o cortisol, enquanto aumentam a liberação de endorfinas, promovendo um sentimento de bem-estar e relaxamento. Com o tempo, isso contribui para a diminuição dos sintomas de ansiedade e melhora na qualidade do sono”, explica. Uma das grandes vantagens é que ele pode ser praticado por pessoas de todas as idades e condições físicas. Não há restrições de gênero, faixa etária ou nível de condicionamento físico para começar a praticar, a atividade oferece práticas adaptáveis às necessidades de cada indivíduo. Juliana destaca que o ioga é inclusivo, com posturas que podem ser modificadas para garantir conforto e segurança. “Existem modalidades para todos os tipos de público, desde aulas mais suaves, como o Hatha ioga, até práticas mais dinâmicas, como o Vinyasa. Mesmo pessoas com limitações físicas, como problemas nas articulações ou lesões, podem adaptar as posturas e se beneficiar da prática de acordo com suas necessidades”. Primeiros passos Costa recomenda é procurar um profissional qualificado para orientá- -lo nos primeiros passos. “É essencial começar com aulas introdutórias ou buscar um instrutor que possa acompanhar sua evolução. Muitas escolas de ioga oferecem aulas para iniciantes, com posturas básicas e foco no alinhamento corporal. A prática deve ser lenta e progressiva, respeitando os limites do seu corpo”. “Outro ponto fundamental é investir em roupas confortáveis, que não restrinjam os movimentos, e em um bom tapete. Para quem preferir praticar em casa, existem muitos recursos on-line, como vídeos e aulas ao vivo, que podem ajudar no início da jornada. A disciplina é importante para que o praticante perceba os resultados em curto e longo prazo”, finaliza.
Projeto leva tênis de mesa a jovens da região do Barreiro

A prática do tênis de mesa agora estará disponível para crianças e adolescentes de escolas públicas, além da população em geral que reside na região do Barreiro, em Belo Horizonte. A iniciativa faz parte do Projeto Corre Legal, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), com o objetivo de ressocializar jovens em situação de restrição de liberdade. Ao todo, 10 mesas oficiais foram instaladas na Escola Municipal Polo de Educação Integrada (EMPoeint), e a modalidade será oferecida a 144 jovens de escolas parceiras, divididos em seis turmas de 24 alunos. As aulas ocorrerão duas vezes por semana, nos períodos da manhã e da tarde. O diretor da EMPoeint, Edimar Gomes, avalia que a iniciativa fortalece o vínculo com a comunidade. “Atendemos alunas e alunos do sexto ao nono ano. Temos Educação de Jovens e Adultos (EJA) de manhã, à tarde e à noite, e recebemos a Escola Integrada no contraturno. O mais impactante nessa parceria é a possibilidade de aproximar ainda mais os jovens e a comunidade da unidade escolar. Aqui, eles poderão praticar um esporte que contribui para o desenvolvimento de diversos aspectos da formação pessoal”. A juíza Andrea Mol Bessa, do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (Cia-BH) e responsável pelo Projeto Corre Legal, destacou o caráter preventivo da nova fase da iniciativa. “Estamos inaugurando uma nova etapa, ampliando o projeto para adolescentes e crianças, alunos de escolas municipais e para o público em geral da região do Barreiro. Agora, trabalhamos na prevenção da criminalidade. Essa também é uma das funções das Varas Infracionais”. Além das mesas, também foram entregues suportes para bolas, suportes para raquetes e placares. Os equipamentos são fruto de uma parceria entre o TJMG, o Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindimov MG) e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Madeira e do Mobiliário (Cedetem) Petrônio Machado Zica, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Nós fornecemos o material, o equipamento, o auxílio técnico e os alunos que produziram esses itens. Consideramos essa ação muito importante tanto para o sindicato quanto para os próprios estudantes, que já percebem a relevância de um projeto social e sua contribuição para a ressocialização de adolescentes em conflito com a lei”, afirma o presidente do Sindimov MG, Maurício de Souza Lima. Ele acredita que a introdução do tênis de mesa na EMPoeint atrairá mais jovens para a modalidade. “Vejo que o esporte desperta a competitividade nos jovens. Sendo um esporte olímpico, acredito que abrirá suas mentes para sonhar mais alto, e isso, para nós, é o mais impactante”. Os interessados em praticar tênis de mesa devem se inscrever por meio do formulário. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail projetocorrelegal@gmail.com. As aulas acontecerão de segunda a sexta-feira, das 16h30 às 21h, e, aos sábados, das 8h às 13h. O curso é gratuito e as vagas são limitadas.
Patos de Minas vai receber a 1ª Copa Ciclística de Minas Gerais

Com o objetivo de desenvolver o ciclismo no Estado e promover o esporte como um bem social, a Liga Patense de Ciclismo vai realizar a Copa Ciclística de Minas Gerais, em nove etapas, nos municípios de Patrocínio, Uberaba, Araxá e Uberlândia, tendo a primeira e a segunda etapa sendo realizado em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, nos dias 8 e 9 de março. A Copa será na modalidade ciclismo de estrada e só valerá pontos para o ranking estadual da Federação Mineira de Ciclismo. Será declarado campeão aquele que somar o maior número de pontos ao final do campeonato que será nos dias 22 e 23 de novembro em Patos de Minas. As categorias serão femininas e masculinas, acima dos 17 anos. Ao todo, a premiação será de R$ 3 mil, sendo para Super Elite Masculina e Elite Feminina: 1º lugar (R$ 300); 2º lugar (R$ 200); e o 3º lugar (R$ 100). Para as demais categorias será: 1º lugar (R$ 100); 2º lugar (R$ 60); e o 3º lugar (R$ 40). Além de medalhas e troféus para os cinco primeiros colocados, em cada etapa, em todas as categorias. De acordo com a organização, o projeto nasceu com a gestão do atual presidente da Liga Patense de Ciclismo em 2025, com a ideia de fomentar o esporte no Estado com atletas de alto nível em provas homologadas. Na primeira etapa são esperados, em média, 200 atletas participantes. “A importância dessa competição para os esportistas é muito grande. Pois, eleva o nível e alinha a performance para as futuras competições, como o Mineiro, Brasileiro, Pan-Americano e outros”. A competição será aberta ao público de forma gratuita, com transmissão na TV local. Para 2026, segundo a direção da Liga, existe a pretensão de abrir para os organizadores de outras cidades que quiserem aderir e levar a Copa Ciclística de Minas Gerais para os seus municípios. Provas Contrarrelógio Individual (CRI): o ciclista luta contra o tempo. Os atletas irão largar de 1 em 1 minuto, de acordo com a inscrição, sendo declarado o vencedor o que obtiver o menor tempo no percurso. O esportista que não terminar a prova será desqualificado da competição. Estrada: disputada em rodovias, que transcorre em forma de pelotão e quem chegar primeiro no final do percurso é declarado o campeão da etapa. A largada será dividida em dois pelotões, com diferença de 5 minutos cada. O esportista que não terminar a prova também será desqualificado. Paixão pelo esporte O representante comercial Rodrigo Paes Leme, de 49 anos, diz que começou a pedalar ainda na adolescência, quando o pai o presenteou com uma bicicleta. Ele participa de campeonatos desde 1996. “Foram muitas que já participei, mas ressalto as provas do Ranking Mineiro, Campeonato Mineiro e Brasileiro, do qual, em 2024, me consagrei P3 no Contrarrelógio Master e agora a Copa”. Leme afirma que para ele a importância do esporte está relacionada à paixão pela modalidade, saúde, adrenalina, amizades e muita diversão. “Minha expectativa referente a Copa é uma prova de alto nível. Com a presença de vários campeões, com destaque no Pan-Americano, Brasileiro, Mineiro e Paulista”.
Uso de tadalafila como pré-treino em academias pode ser prejudicial

O uso de substâncias para potencializar o desempenho físico nas academias tem se tornado cada vez mais comum, e a tadalafila tem ganhado destaque entre os praticantes de atividades físicas. No entanto, especialistas alertam para os riscos e malefícios dessa prática. A tadalafila é um medicamento vasodilatador que atua relaxando os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue para áreas específicas do corpo. No contexto médico, seu uso é recomendado principalmente para tratar disfunção erétil e hipertensão pulmonar, mas não há evidências científicas que comprovem que ele seja eficaz para melhorar o desempenho atlético em pessoas saudáveis. De acordo com o urologista e especialista em disfunção erétil, Marcos Silva, a tadalafila “aumenta o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e, em alguns casos, melhora a ereção, mas sua utilização indiscriminada pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente se usada por quem não necessita da substância. Ademais, o uso contínuo sem recomendação pode levar à dependência psicológica do medicamento, fazendo com que a ereção ocorra apenas com a sua ingestão”. Em academias, a busca por métodos para dar uma turbinada nos treinos levou muitas pessoas a se automedicarem. O cardiologista Rubens Carvalho explica que a principal contraindicação ocorre em pessoas que utilizam outros medicamentos com nitratos, pois a combinação dessas substâncias pode resultar em uma queda excessiva da pressão arterial. “Além disso, o aumento do fluxo sanguíneo não é algo que vá diretamente melhorar o desempenho muscular, o que pode gerar uma falsa sensação de benefício”. Outro problema apontado é o efeito colateral que pode ocorrer com o uso inadequado, como dores de cabeça, tonturas, problemas digestivos e até alterações na visão. “O risco de complicações é real. Pessoas que não têm indicação médica para o uso de tadalafila podem experimentar uma série de efeitos adversos, e em casos extremos, a ingestão indiscriminada pode levar a um colapso cardiovascular”, alerta Carvalho. A pressão para alcançar resultados rápidos também é um fator que leva muitas pessoas a buscarem substâncias para melhorar os treinos. No entanto, a promessa de ganhos instantâneos pode gerar um efeito “placebo”, em que o indivíduo acredita que está obtendo benefícios, quando na realidade a substância não é adequada para aquele propósito. A nutricionista Cristina Souza explica que o uso de medicamentos sem orientação pode prejudicar ainda mais a saúde, uma vez que pode levar o praticante a negligenciar os métodos naturais e eficazes para melhorar o desempenho físico, como uma alimentação equilibrada e treinamento adequado. “O uso desses fármacos, como a tadalafila, pode gerar uma falsa sensação de melhora, quando, na verdade, é o treino e a alimentação que estão dando resultado. Esse tipo de automedicação desvia o foco do cuidado com o corpo, trazendo consequências sérias a longo prazo”. Especialistas destacam que o acompanhamento médico e nutricional é fundamental para qualquer pessoa que deseje melhorar seu desempenho físico de forma saudável e segura. A automedicação deve ser evitada a todo custo. Silva enfatiza a importância de consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de substância para potencializar os treinos. “Existem formas muito mais seguras de melhorar a performance esportiva, como o uso de suplementos específicos e uma rotina de treino bem estruturada. O uso indiscriminado de medicamentos coloca a saúde em risco e não traz benefícios duradouros. O desempenho físico deve ser conquistado com disciplina, paciência e cuidados com o corpo, sem recorrer a atalhos prejudiciais à saúde”.
Campeonato Mineiro de Kart terá quatro etapas e novidades em 2025

Vai ser dada a largada para o Campeonato Mineiro de Kart. O evento, organizado pela Federação Mineira de Automobilismo (FMA), terá como sede o kartódromo RBC Racing, em Vespasiano. Os pilotos, divididos em sete categorias, disputarão quatro etapas entre março e junho. A primeira ocorrerá nos dias 7 e 8 de março. “As expectativas não são apenas nossas, da FMA, mas também dos pilotos e equipes, e são as melhores. Minas Gerais é um dos grandes celeiros de talentos do automobilismo nacional e internacional, e o kartismo representa uma base fundamental. A principal novidade desta temporada é a utilização dos motores X-30 de dois tempos nas categorias correspondentes, os mesmos recentemente introduzidos nas principais competições nacionais”, destaca o presidente da FMA, Antônio Manoel dos Santos. A Federação espera a participação de 40 a 50 pilotos ao longo do campeonato. Eles serão distribuídos nas seguintes categorias: Cadete, para competidores de oito a onze anos; Fórmula 400 Júnior, de 12 a 14 anos; e Fórmula 400, para pilotos a partir de 15 anos – todas utilizando motores de quatro tempos. Já as categorias Sprinter contarão com pilotos das divisões Júnior (até 14 anos), Novatos e Graduados (15 a 27 anos), Sênior (28 a 44 anos) e Master (45 anos ou mais), que utilizarão propulsores de dois tempos. “O primeiro e o quarto eventos terão três corridas cada. O segundo e o terceiro contarão com duas corridas cada um. Em todos os eventos, os pilotos participam de treinos livres oficiais na sexta-feira, seguidos de um treino classificatório que define o grid de largada da primeira corrida. Há uma tabela de pontuação, e aqueles que somarem mais pontos ao final dos quatro eventos serão os campeões da competição”, explica Santos. Como assistir A entrada no kartódromo será gratuita. A programação detalhada dos eventos estará disponível no site do Automóvel Clube de Belo Horizonte (www.autocbh.com), no site da FMA (www.fma.com.br) e nas redes sociais da federação.
Jiu-jitsu: esporte promove disciplina e autoconfiança

De acordo com uma pesquisa do Ministério do Esporte, 1,3% da população é adepta ao jiu-jitsu, sendo considerada a arte marcial mais praticada no Brasil. São aproximadamente 2,5 milhões de esportistas no país. Outro estudo da pasta aponta que entre as atividades físicas mais procuradas, os esportes de combate, como o jiu-jitsu e a capoeira, só ficaram atrás da corrida e caminhada, que registraram aumento de 194%. O jiu-jitsu chegou ao Brasil no início do século 20, através do mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma. Com o tempo, o esporte se espalhou por todo o país, com a abertura de academias e a formação de novos praticantes. Hoje, a modalidade é realizada por pessoas de todas as idades e gêneros, desde crianças até idosos. O professor de jiu-jitsu, especializado em treinar atletas para combates profissionais, Flávio Guilherme Gilli, explica que uma das maiores vantagens do esporte é que ele pode ser ajustado às capacidades de cada aluno, independentemente da idade. “É uma modalidade que promove saúde física, mental e social. Além de fortalecer o corpo e a mente, ajudando a melhorar a flexibilidade, a resistência e o condicionamento físico. Oferece disciplina, foco e autoconfiança, habilidades valiosas em qualquer fase da vida”. Conforme o professor, apesar dos benefícios conhecidos da atividade física, apenas 40,6% dos adultos nas 26 capitais e no Distrito Federal atendem aos níveis de exercícios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. Ele relata também que uma pesquisa publicada na Journal of Strength and Conditioning Research, em 2022, revelou que praticar esportes de combate, como o jiu-jitsu, pode aumentar a capacidade cardiovascular, força muscular e flexibilidade, reduzir o estresse e diminuir os riscos de doenças crônicas. “Crianças aprendem a respeitar o próximo, jovens desenvolvem disciplina e idosos ganham mais mobilidade e confiança no dia a dia. É um esporte completo”. Regras do jogo O espaço de disputa entre dois atletas, chamado de ringue, tem área variável entre 64 e 100 metros quadrados. É restrita uma área menor para o combate, de modo que reste uma parte específica denominada de área de segurança; Antes de iniciar uma luta, os atletas devem passar por uma supervisão da organização do campeonato; Vence uma luta, o atleta que finalizar o outro. Há casos de combates em que isso não ocorre. Nesse caso, são contabilizados os movimentos de cada atleta e é feita uma somatória dessa pontuação. É considerado o vencedor aquele que somar mais pontos durante a luta. Superação O aposentado Laudelino Pereira de Jesus, de 55 anos, começou a treinar em 2019 e já acumula conquistas nacionais e internacionais. “Eu decidi me aventurar no jiu-jitsu e, desde então, transformou minha vida de forma surpreendente. Iniciei minha trajetória como faixa branca, e hoje participo de competições como faixa roxa”. Entre as suas conquistas, ele destaca: Mundial CBJJE (2021, 2022 e 2023 – faixas azul e roxa), Campeonatos Brasileiros CBJJ e CBJJE (faixas azul e roxa), Sul-Americano IBJJF (2023 e 2024 – faixa roxa) e Internacional Master South America IBJJF (2023 e 2024 – faixa roxa). “Eu encontrei um propósito, fiz amigos e melhorei minha saúde. Não importa a idade, o jiu-jitsu me mostrou que o único limite é aquele que colocamos em nossa mente. E a cada dia no tatame, tenho a oportunidade de superá-lo”, conta o esportista. Diferenças entre judô e jiu-jitsu Ambos possuem técnicas de estrangulamento, imobilização, chaves, torções, projeções e finalizações. A diferença é que o foco do jiu-jitsu é a imobilização e a finalização do adversário, enquanto o judô visa a derrubada do oponente, e pode-se dizer que na maior parte do tempo o judô se luta em pé e o jiu-jitsu deitado. Assim, cada uma dessas artes marciais tem objetivos próprios. No jiu-jitsu, busca-se condicionamento físico, defesa pessoal, melhora no processo de tomada de decisão e controle da ansiedade. Já o judô, proporciona melhora nas habilidades motoras e cognitivas, organização e respeito, tanto por uma cadeia de comando quanto por seus adversários.
Corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2024

O Relatório Anual sobre Tendências de Esportes, do Strava, revelou que a corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2024. De acordo com os dados, o Brasil é o segundo país com a maior quantidade de atletas, somando mais de 19 milhões. O documento também mostrou um crescimento de 109% de clubes de corrida em solos brasileiros, quase o dobro da média global (59%), e um aumento de 9% no número de maratonas e percursos de longa distância em 2024. Para a educadora física, Ana Paula Neto, a corrida é uma das formas mais eficazes de exercício para quem busca melhorar o condicionamento físico. “A prática regular do esporte ajuda a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão, além de contribuir para a perda de peso e fortalecimento muscular. Com o aumento do sedentarismo, muitas pessoas perceberam que a corrida pode ser uma solução simples e eficaz para manter o corpo saudável. Ela melhora a capacidade pulmonar e aumenta a disposição ao longo do dia”. Além dos ganhos físicos, a corrida tem se mostrado uma excelente aliada no combate ao estresse e à ansiedade. A prática de atividades aeróbicas estimula a liberação de endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade. “Cada vez mais as pessoas buscam a corrida como uma forma de aliviar a pressão do dia a dia. O simples ato de correr ao ar livre ou em locais tranquilos proporciona uma sensação de libertação, que pode melhorar a saúde mental”, ressalta. Outro fator que contribuiu para a popularização da modalidade em 2024 é o aspecto social da atividade. Para Ana Paula, as corridas de rua criam um ambiente de inclusão para todas as idades. “As plataformas digitais, como grupos em redes sociais e aplicativos de corrida, também ajudam a criar uma rede de apoio onde os corredores podem compartilhar dicas, conquistas e motivação. Ao participar de eventos, os corredores não apenas buscam desafios pessoais, mas também se conectam com pessoas que compartilham do mesmo interesse pela prática”. Preparação Ana Paula explica que é sempre aconselhável realizar uma consulta médica antes de iniciar a prática, especialmente para aqueles que têm mais de 35 anos, não fazem atividades físicas regularmente ou possuem algum histórico de problemas de saúde, como doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes. “O médico pode recomendar exames como o teste ergométrico (também conhecido como teste de esforço), que avalia a função cardíaca durante o exercício, e outros exames que verifiquem a saúde geral. Isso ajuda a garantir que a pessoa está apta para a atividade e pode evitar complicações”. “Além da escolha do calçado adequado e de vestimentas confortáveis, também é muito importante que a pessoa comece de maneira gradual, uma boa abordagem inicial é alternar entre caminhada e corrida e à medida que o condicionamento físico melhora, o tempo de corrida pode ser progressivamente aumentado. Aquecer e alongar antes do treino e ter uma boa alimentação e hidratação também são pontos essenciais nessa jornada”, acrescenta Ana Paula. Ano passado, a vendedora Marcela Vasconcelos decidiu sair do sedentarismo e começou a correr, sem grandes expectativas, apenas buscando mais disposição. “No começo, foi difícil, perdia o fôlego muito rápido, mas com o treinamento correto consegui evoluir e perceber mudanças incríveis. Perdi peso, minha energia aumentou e a ansiedade diminuiu significativamente. A sensação de bem-estar após cada corrida virou um vício positivo e hoje, além de correr, me sinto mais feliz, e o que parecia impossível se tornou parte da minha rotina”.