BH recebe Etapa Primavera do Circuito das Estações

No dia 7 de setembro, Belo Horizonte será palco de mais uma edição do Circuito das Estações – Etapa Primavera, considerado o maior circuito de corridas de rua do planeta. A largada está marcada para às 7h, na Nova Praça da Pampulha, com três opções de trajeto: 5 km, 10 km e 18 km. Os três primeiros colocados de cada categoria, tanto no masculino quanto no feminino, serão homenageados com troféus. Além disso, todos os participantes terão a chance de avançar mais um degrau na conquista da Mandala 2025, ao completarem a terceira peça do desafio, um emblema que representa persistência, comprometimento e paixão pela corrida. Há 18 anos, o Circuito das Estações se consolidou como um dos principais nomes da corrida de rua no Brasil. Com etapas distribuídas por 21 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Curitiba e Manaus, o evento se destaca não apenas pelo seu alcance, mas também por ser considerado o maior circuito de corridas do mundo. Além da competição esportiva, também funciona como uma plataforma estratégica de conexão entre marcas e um público engajado, influente e apaixonado por esportes. Dividido em quatro etapas temáticas (Verão, Outono, Inverno e Primavera), o evento simboliza um ciclo contínuo de superação e evolução pessoal, oferecendo aos corredores uma experiência imersiva ao longo do ano. Mais do que reunir milhares de atletas amadores e profissionais, o Circuito das Estações tem como missão fomentar a prática da corrida e incentivar hábitos saudáveis de vida. A Etapa Primavera do Circuito das Estações oferecerá uma estrutura completa para garantir conforto e segurança aos participantes, incluindo pontos estratégicos de hidratação, atendimento médico, entrega de kits exclusivos aos inscritos e uma arena interativa com diversas atrações. Mais do que uma corrida, o evento proporciona um ambiente perfeito para quem deseja desafiar seus próprios limites, traçar novos objetivos e se envolver na atmosfera vibrante de um dos eventos mais tradicionais do esporte no Brasil, que há quase 20 anos inspira corredores em todo o país. Segundo Matheus Falconi, head de comunicação da Norte Marketing Esportivo, a expectativa é de um evento cheio, com cerca de 8 mil participantes. “Seguindo o que foi as outras etapas, e as tendências de corridas de rua no Brasil, onde as pessoas estão se interessando cada vez mais em participar. A mensagem é de que é uma grande experiência fazer parte do evento, sendo iniciante, intermediário ou avançado, o importante é competir e se superar”. Linha de chegada Para muitos participantes, a corrida representa muito mais do que cruzar a linha de chegada. É o caso da administradora Luciana Campos, 42 anos, que pretende completar seu primeiro percurso de 10 km. “Comecei a correr no início do ano por recomendação médica. Tinha hipertensão, vivia estressada, com sobrepeso. Hoje, nove meses depois, eliminei 12 quilos, controlei minha pressão e, o mais importante, redescobri o prazer de cuidar de mim mesma. Terminar essa prova vai ser um desafio e uma grande conquista para mim”. “Belo Horizonte vem se consolidando cada vez mais como uma cidade amiga dos corredores. Além do Circuito das Estações, a capital recebe diversas outras provas ao longo do ano, como a Volta Internacional da Pampulha e a Meia Maratona Internacional de BH. A geografia diversa, os espaços abertos e o envolvimento da comunidade fazem da cidade um cenário ideal para eventos desse porte”, destaca Luciana. As inscrições já estão abertas, mas as vagas são limitadas, por isso, é bom se antecipar para garantir a sua participação. Para se inscrever e conferir todos os detalhes, basta acessar o site www. circuitodasestacoes.com.br. Os kits estão disponíveis a partir de R$ 179,99 e prometem completar a experiência com exclusividade e qualidade. A retirada acontecerá entre os dias 4 e 6 de setembro, a partir das 10h, na loja Decathlon BH Sul (Avenida Nossa Senhora do Carmo, 1700). Para a retirada, é necessário apresentar o comprovante de inscrição e um documento oficial com foto do participante inscrito.

Lei antidopagem diferencia vício de fraude esportiva

O combate ao doping no esporte vem passando por transformações importantes tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Se antes a lógica da punição era uniforme, hoje a legislação antidopagem reconhece que nem todo caso de uso de substâncias envolve fraude esportiva. Em especial, o consumo de drogas sociais como maconha, cocaína, ecstasy e morfina tem sido tratado de forma diferenciada, com punições mais brandas quando comprovado que não houve busca por vantagem competitiva. Segundo a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), atualmente, 15 atletas estão suspensos em definitivo e 16 cumprem suspensão provisória em diferentes modalidades esportivas. O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), João Antonio de Albuquerque e Souza, explica que essa mudança ganhou corpo com a revisão do Código Mundial Antidopagem, aprovada em 2021 e em vigor desde 2022, incorporada também pelo Código Brasileiro Antidopagem (CBA). “A última alteração criou a categoria das substâncias de abuso. São apenas quatro: cocaína, morfina, êxtase e o THC, presente na maconha. O período de suspensão é de três meses, podendo cair para um mês, o que representa um tratamento muito mais brando”. De acordo com Souza, a mudança é fruto da constatação de que o uso dessas drogas dificilmente está relacionado a ganho competitivo. “Via de regra, o atleta que utiliza substâncias de abuso não está querendo uma vantagem. Já com esteroides anabolizantes, por exemplo, há clara intenção de adquirir superioridade em relação aos adversários”. Humanização e saúde pública A introdução do artigo 119 do CBA reforça uma abordagem mais humana e próxima da realidade social brasileira, afirma Souza. “O tratamento é mais humano porque entendemos que, muitas vezes, o atleta não busca vantagem, mas sofre com um problema de dependência química. Nesse caso, estamos diante de uma questão de saúde pública. Punir com dois ou quatro anos pode significar o fim da carreira, a perda de contratos e até levar o atleta à depressão, agravando ainda mais a situação”. “Essa diferenciação permite em que situações no qual o atleta reconhece o uso e adere a um programa de tratamento, a suspensão seja reduzida a apenas 30 dias. É uma medida que estimula a recuperação, e não apenas a punição”, acrescenta. Casos emblemáticos O debate sobre drogas sociais no esporte não é exclusivo do Brasil. O presidente do TJD-AD lembra de exemplos internacionais que marcaram a história do antidoping. “O caso do Paolo Guerrero em 2017, ilustra bem como a mudança no código impacta. Ele cumpriu um período de suspensão elevado por uso de cocaína. Se fosse hoje, a pena seria muito menor”. Outro ícone do esporte, o ex-nadador Michael Phelps, também enfrentou punições relacionadas ao uso de maconha. Em ligas como a NBA, a droga está fora da lista de substâncias proibidas desde 2023. “A NBA não legalizou a maconha. O que fez foi parar de procurar a substância nos testes. Na minha visão, isso não é positivo, porque o atleta é um ídolo social e sua imagem deve estar vinculada a hábitos saudáveis”, analisa Souza. Entre punição e educação Apesar dos avanços, o presidente do TJD-AD avalia que ainda há um longo caminho a percorrer. “O Brasil está se transformando numa potência olímpica, mas ainda não está totalmente preparado para lidar com essa estrutura. É preciso avançar em educação, prevenção e programas de suporte aos atletas”. Para Souza, o equilíbrio está na diferenciação entre quem busca vantagem competitiva e quem enfrenta problemas sociais. “A principal forma de equilibrar é aplicar punições mais rigorosas aos que trapaceiam e penas reduzidas para aqueles que têm um problema de dependência. Essa diferenciação é clara no código atual e precisa ser valorizada”, conclui.

Seis regionais de BH tem o Bora Jogar + Basquete

Promover a prática do basquete, treinamento em quadra, exercícios de força, preparo físico, base teórica das técnicas e regras da modalidade esportiva são os objetivos do projeto Bora Jogar + Basquete realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Atualmente, as atividades acontecem em seis das nove regionais da cidade: Venda Nova, Norte, Pampulha, Oeste, Centro-Sul e Nordeste. Voltado para adolescentes, com idade entre 12 e 17 anos, as aulas são ministradas por professores preparados e específicos de basquete que atendem, duas vezes por semana, 150 jovens, ao todo. Cada escolinha é composta por uma equipe profissional formada por um coordenador-geral, três professores de educação física e três estagiários. “A prática esportiva e de lazer oferece a todos os envolvidos a oportunidade do aprendizado e cultivo de valores fundamentais não só para a prática esportiva e de lazer, mas para todas as áreas da nossa vida: respeito, cooperação, liderança, responsabilidade, entre outras. O projeto contribui para o desenvolvimento dos beneficiados como jogadores de basquete, mas, sobretudo, permite o desenvolvimento de valores educativos e a formação moral dos jovens”, afirma Rodrigo Gavioli, coordenador do setor de Programas e Projetos da Diretoria de Formação Esportiva da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel). O analista de Políticas Públicas da Smel e coordenador do projeto, José Eduardo Rangel, explica que a ideia do Bora Jogar + Basquete surgiu em 2022. “A partir da iniciativa da Smel de democratizar e ampliar o acesso a uma variedade de modalidades esportivas e atividades de lazer. Essa atuação diversificada garante que diferentes públicos tenham oportunidades de vivenciar práticas que contribuam para a saúde física e mental, inclusão social, convivência comunitária e formação cidadã”. “O projeto tem impactado a vida dos adolescentes no desenvolvimento da aptidão física; desenvolvimento de qualidades sociais e morais dos adolescentes (espírito colaborativo, competitivo, capacidade de assimilar derrotas e vitórias, respeito às regras); estimular a incorporação de práticas esportivas no dia a dia, garantindo uma vida mais saudável e de melhor qualidade”, acrescenta. Ele pontua que o programa é realizado a partir da Lei de Incentivo Estadual, com patrocínio da AMA/Ambev. “E que a escolha das regionais se deu a partir de critérios técnicos e a ampliação da proposta para outras regiões depende diretamente da captação de recursos por meio dos mecanismos das leis de incentivo”. Inscrições Rangel ressalta que para participar do Bora Jogar + Basquete, os critérios adotados para preenchimento das vagas são a ordem de inscrição e comprovante de matrícula. “Além disso, há prioridade nos seguintes casos: alunos matriculados na rede pública municipal de ensino; na rede pública estadual/federal de ensino; e bolsistas de escola particulares”. As inscrições podem ser feitas diretamente em cada núcleo, destaca o coordenador. “Importante ressaltar que é necessário que o responsável (maior de idade) pelo jovem leve um xerox tanto da própria identidade quanto do aluno, além de um comprovante de matrícula do adolescente”. Programação Segundas e quartas-feiras:Centro-SulQuadra da Barragem Santa LúciaAvenida Arthur Bernardes, 2.80116h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) OesteQuadra da Praça do SerenoPraça do Sereno, 2.42516h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) PampulhaQuadra da Comunidade DandaraAvenida Dandara, 1217h30 às 18h30 (12 a 14 anos)18h30 às 19h30 (15 a 17 anos) NortePraça Candido PortinariRua Ministro Oswaldo Aranha, 34517h30 às 18h30 (12 a 14 anos)18h30 às 19h30 (15 a 17 anos) Terças e quintas-feiras:NordesteQuadra de Esportes Professor Marcus MazzoniRua Professor Amedee Peret, 39016h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) Venda NovaQuadra da Praça João José de AraújoRua Wilson Abrão Abdo, 3015h às 16h (12 a 14 anos)16h às 17h (15 a 17 anos)

Calistenia: força, equilíbrio e saúde com o peso do corpo

Na era dos aplicativos de treino e das academias 24 horas, uma prática antiga ressurge com força total nas praças e parques de cidades por todo o mundo: a calistenia. Ela utiliza o próprio corpo como instrumento de treinamento físico, sem halteres, sem esteiras, sem aparelhos eletrônicos. Baseada em movimentos naturais como flexões, barras, agachamentos e abdominais, a prática busca desenvolver força, equilíbrio, mobilidade, coordenação e consciência corporal, aliando saúde física e mental em um único sistema. Segundo o educador físico e especialista em treinamento funcional, Ricardo Menezes, as pessoas estão buscando mais autonomia para cuidar da própria saúde. “A calistenia é democrática, acessível e pode ser feita praticamente em qualquer lugar. Além disso, promove um fortalecimento completo do corpo, com baixo risco de lesão se bem orientada”. Mais do que ganhos físicos, os benefícios da calistenia também se estendem à saúde mental. Menezes destaca o impacto positivo da prática regular sobre o humor e a autoestima. “O exercício exige concentração, foco e paciência para evoluir nos movimentos. A prática ajuda a reduzir a ansiedade e melhora a autopercepção corporal, algo essencial em tempos de hiperconectividade e distorções de imagem corporal”. Uma das grandes vantagens da calistenia é sua versatilidade. Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso já ter um físico preparado ou ser jovem para iniciar. “A calistenia pode e deve ser adaptada ao nível de cada pessoa. Temos idosos que começam com movimentos básicos, como sentar e levantar de uma cadeira ou segurar posições em isometria. E atletas avançados que desafiam a gravidade com movimentos que mais parecem acrobacias”, garante o profissional. Pessoas com sobrepeso, sedentarismo prolongado ou lesões anteriores também podem se beneficiar da calistenia, desde que com a devida supervisão, alerta Menezes. “O primeiro passo é avaliar a mobilidade e a força inicial do aluno. A progressão é feita de forma gradual e respeitando os limites do corpo, sendo possível ver avanços incríveis em poucas semanas”. O estudante de engenharia Lucas Freitas, de 23 anos, encontrou na calistenia uma forma de superar um quadro de depressão leve. “Comecei por vídeos na internet, copiando treinos simples em casa. Aos poucos, fui percebendo não só mudanças no meu físico, mas principalmente na minha disposição e clareza mental. Hoje treino todos os dias e posso dizer que salvou minha saúde física e mental”. Para quem deseja se iniciar na calistenia, a dica é começar devagar, com movimentos fundamentais que trabalham grandes grupos musculares. Flexões de braço, agachamentos livres, pranchas abdominais e barras são a base de qualquer treino. A partir deles, novas variações e desafios vão sendo incorporados. Para Menezes, o segredo está na consistência e na paciência. “Muita gente quer pular etapas e acaba se frustrando. “O progresso é um processo e cada pequena conquista deve ser comemorada. Uma repetição a mais, uma posição que antes parecia impossível. É transformador”. Ele ressalta ainda que, apesar de muitos treinos estarem disponíveis on-line, o ideal é ter algum acompanhamento inicial. “Nem sempre o que serve para um influenciador vai funcionar para você. Buscar orientação é um investimento que evita lesões e acelera os resultados”. Um dos maiores atrativos da calistenia é que o exercício exige pouco ou nenhum equipamento. Um espaço livre no chão, uma barra fixa e talvez uma paralela são mais do que suficientes para uma rotina completa de treinos. Muitos praticantes utilizam bancos de praça, escadas ou mesmo brinquedos de playground como ferramentas improvisadas. “Embora tenha ganhado popularidade, principalmente nas redes sociais, a calistenia está longe de ser apenas uma tendência passageira. Seus princípios básicos (autocontrole, progressão, consciência corporal e respeito aos limites do corpo) garantem que a prática se mantenha relevante”, conclui.

CONAFUT Summit debate futuro do futebol nacional

Pela primeira vez fora de São Paulo, um dos principais eventos da indústria do futebol brasileiro, o CONAFUT Summit, terá uma edição especial em Belo Horizonte. O encontro acontecerá nos dias 7 e 8 de agosto de 2025, no Estádio Mineirão, e reunirá líderes, especialistas, executivos e representantes dos principais clubes e instituições do futebol nacional. A iniciativa marca um novo momento da conferência, com um formato mais enxuto e itinerante, que permitirá sua realização em outras capitais brasileiras a cada dois anos. A abertura, no dia 7, será marcada por uma noite exclusiva de networking com convidados especiais, e o dia 8 será dedicado a painéis e palestras com foco em inovação, gestão e desenvolvimento do futebol brasileiro. As inscrições para o evento podem ser feitas no site oficial www.conafut.com.br/summit. Segundo Fernando Trevisan, diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios, a escolha da capital mineira não foi por acaso. “A CONAFUT acontece em São Paulo anualmente desde 2017. Criamos um formato chamado CONAFUT Summit que será itinerante. Escolhemos Minas Gerais para ser a casa desta primeira edição por ser fora do eixo Rio-São Paulo. É o estado mais relevante economicamente e mais representativo do futebol nacional, talvez ao lado do Rio Grande do Sul. E nada mais natural do que o evento acontecer no Mineirão, palco histórico da modalidade”. O CONAFUT Summit 2025 abordará temas relevantes para o mercado do futebol, como a saúde financeira dos clubes, a valorização dos estádios como centros de entretenimento, os preparativos para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e os desafios da publicidade esportiva em meio ao avanço do setor de apostas. A programação inclui painéis com a participação de nomes de peso, como os CEOs do Palmeiras, América-MG, Atlético-MG, Athletic Club e Cruzeiro, além de representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), da Liga Forte União (LFU). O novo modelo também tem como objetivo ampliar o alcance e a representatividade do evento. “Apesar da maior parte do público das edições da CONAFUT ser do eixo Rio-São Paulo, um percentual relevante de pessoas vinham de outras praças. Então, a ideia deste novo formato é ir até essas regiões, movimentar a indústria local do futebol e aprofundar nas temáticas mais específicas dali, fazendo um diálogo com os temas nacionais e internacionais”, explica Trevisan. Ele pontua que os debates propostos refletem alguns dos principais desafios do futebol nacional. “O futebol brasileiro vive um paradoxo na questão financeira: os clubes nunca arrecadaram tanto, superando a marca dos R$ 10 bilhões de faturamento, mas também nunca estiveram tão endividados. Isso porque os gastos têm aumentado em uma velocidade superior ao crescimento da receita. Então este é um debate fundamental para a sustentabilidade do setor”. O dirigente também destaca a importância de discutir o crescimento do futebol feminino, em especial com a proximidade da Copa do Mundo de 2027. “É um segmento que vive uma profunda transformação no Brasil. Com a confirmação do país como sede, a modalidade tende a ganhar mais visibilidade, investimento e, principalmente, expectativa. O Campeonato Brasileiro Feminino A1 teve um crescimento de mais de 600% em audiência entre 2020 e 2023, inclusive, teve o Cruzeiro liderando a primeira fase esse ano”. A expectativa de Trevisan é que essa edição amplie o reconhecimento das boas práticas de gestão dos clubes locais. “A CONAFUT Summit em Minas Gerais pretende expandir a visibilidade da importância do Estado para o desenvolvimento do futebol nacional, além de abrir espaço para iniciativas de destaque do interior, como o modelo exitoso de gestão do Athletic e a inovadora parceria do North e o Sicoob Credinor no seu estádio”. “A CONAFUT tem dois objetivos principais. Levar para discussão conteúdos de vanguarda e ser um ponto de encontro da indústria do futebol, tão carente desse tipo de espaço. A ideia do kick-off é ser um momento de fortalecimento de conexões e ampliação do networking entre os membros do setor”, finaliza.

Torneio de Motovelocidade será realizado em Curvelo

Com 4.420 metros de extensão, 18 curvas, desníveis e uma reta de 840 metros, o Circuito dos Cristais, em Curvelo, na região Central do Estado, vai receber a quarta etapa do MOTO1000GP, do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, nos dias 2 e 3 de agosto. No início deste ano, o município sediou a segunda etapa da temporada e registrou o maior público do campeonato na cidade, que integra o calendário desde 2023. As atividades de pista começam no dia 1º de agosto, com mais de 50 sessões entre treinos, classificatórios e corridas. E, no fim de semana, estão previstas provas das oito categorias da competição: GP1000, Daytona 660 Cup, GP600, Motul 300V Cup, Yamaha R15 BLU CRU LA, Yamalube R3 BLU CRU LA Cup e Talent e Mottu Endurance. Todas as corridas serão transmitidas no YouTube do MOTO1000GP, e também, no domingo, no canal BandSports, na plataforma RACER e no Motorsport.com. Além do New Brasil, canal do grupo Bandeirantes. O organizador do evento, Donato Khouri, explica que o município de Minas tem papel importante na motovelocidade nacional por contar com uma das poucas pistas aptas a receber provas com segurança e estrutura adequada. “Em 2025, o MOTO1000GP terá etapas em cinco autódromos, e o Circuito dos Cristais segue como uma das principais opções do calendário. A etapa de agosto, inclusive, estava inicialmente prevista para Goiânia, que passa por reformas para receber o MotoGP em 2026, reforçando ainda mais a relevância de Curvelo para a continuidade do campeonato”. Ele destaca ainda que a motovelocidade é um esporte ainda em expansão no Brasil. “Porém, o nosso objetivo é que, como nos principais mercados do mundo, a modalidade seja uma ferramenta de desenvolvimento de tecnologias. Isso é muito importante, especialmente em um país com um mercado de quase 2 milhões de motos produzidas por ano”. Os ingressos para o evento já estão disponíveis no Sympla, com opções para diferentes experiências a partir de R$ 30. Além das credenciais à venda e distribuídas para os convidados, terá um local com entrada gratuita, estacionamento e food trucks para 10 mil pessoas. As cortesias podem ser retiradas nos pontos de venda físicos de Curvelo e Belo Horizonte. Já à próxima etapa do MOTO1000GP será em Cascavel, no Paraná, nos dias 30 e 31 de agosto. Novos talentos A competição conta com mais de 150 pilotos de 10 diferentes países. De acordo com Khouri, o MOTO1000GP foca muito no desenvolvimento de novos talentos, em fornecer condições seguras para que eles se desenvolvam no esporte. “A Yamalube R3 BLU CRU LA Talent, categoria para pilotos de 12 a 22 anos, leva todos os anos, os dois primeiros na classificação do campeonato para competir na R3 World, que reúne competidores do mundo dentro do WSBK, uma das maiores competições de motociclismo que temos”. “O torneio também é uma alternativa para aqueles que retornam ao Brasil, ou que focam no desenvolvimento nacional. A competição é importante por ser vitrine para novos talentos, mas também por fornecer opções de categorias para o desenvolvimento dos pilotos até a GP1000, com as motos de mil cilindradas”, acrescenta. O circuito Khouri pontua que o circuito é a pista mais longa e técnica que o MOTO1000GP visita. “Os pilotos precisam de um maior preparo, principalmente físico. Pode ser um pouco complicado no início para quem nunca competiu no circuito. Além disso, é uma pista segura, e o autódromo tem uma ótima estrutura para o evento”. Para o mineiro Diego Hilel, campeão da 1000 Light em 2024 e piloto da 1000 Evo nesta temporada, a exigência da pista vai além da técnica. “O Circuito dos Cristais é o autódromo de maior complexidade técnica do calendário. Exige muito fisicamente, não só pelo calor, mas pelas muitas curvas e chicanes”. A sequência de aceleração e frenagem curtas, somada às subidas e descidas do traçado, impõe um desafio constante, afirma o piloto da Castrol. “É um circuito de muita aceleração e frenagem curta. Você acelera e freia o tempo inteiro. Se a moto não estiver bem ajustada, o piloto não consegue extrair desempenho. Tem curva cega, chicane antes de reta, depois de reta. Exige leitura de pista e pilotagem limpa”, finaliza.

Maior rally das Américas chega à sua 33ª edição

Entre os dias 26 de julho e 3 de agosto, a edição 2025 do Sertões resgata suas origens ao mesmo tempo em que projeta novos horizontes. Na sua 33ª edição, o maior rally das Américas terá um trajeto de 3.482 quilômetros, sendo 2.215 deles em trechos cronometrados. O percurso atravessará cinco estados brasileiros (Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas) até alcançar a linha de chegada na Praia do Francês, em Marechal Deodoro (AL), onde os campeões serão consagrados. O trajeto foi cuidadosamente planejado para desafiar tanto os pilotos quanto seus veículos, explorando uma variedade de terrenos. Os competidores enfrentarão piçarra, areia, trechos de pedra (tipo trial), serras e mudanças constantes de altitude, exigindo alto nível de navegação. Motos, carros, UTVs e quadriciclos voltarão a cruzar o país levantando poeira, com a promessa de disputas acirradas até os momentos finais da prova. Para a CEO do Sertões, Leonora Guedes, o desafio a cada edição é de trazer novos elementos, evoluir do ponto de vista tecnológico e proporcionar uma experiência diferente, à altura dessa tradição. “Mais uma vez contaremos com a participação de competidores de vários países; um nível técnico elevadíssimo nas três modalidades (carro, moto e UTV) e o roteiro escolhido para este ano será extremamente exigente, para testar pilotos, navegadores e máquinas. Por outro lado, queremos dar novos passos em nossa caminhada que tem feito do Sertões uma referência também em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e preocupação com as pessoas”. Ela explica que o Sertões chega com uma caravana de aproximadamente 2.500 pessoas entre competidores, equipes, organização, imprensa e integrantes das expedições turísticas. “Essa ‘mini cidade’ movimenta toda a cadeia produtiva do turismo. Estimamos em cerca de R$ 2 milhões/dia o impacto econômico direto. Além disso, o Sertões é uma grande vitrine, tendo visibilidade nacional e internacional, pois as cidades e suas paisagens são o pano de fundo da competição. Em 2024 o retorno de mídia gerado pelo rally superou os R$ 237 milhões”. A CEO afirma que a presença das cidades mineiras, Unaí e Januária, no roteiro do Sertões 2025 se encaixa perfeitamente no principal conceito da prova, que é um retorno às raízes. “Januária fez parte do percurso da primeira edição do rally, realizada em 1993; enquanto Unaí recebeu a prova pela última vez em 2010. As respectivas regiões nos permitem desenhar etapas cada vez mais exigentes e técnicas, além de contarem com atrativos turísticos no entorno, como o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Minas Gerais é parte fundamental da história do Sertões”. Segundo Leonora, deixar um legado positivo e concreto nas regiões atravessadas pelo rally é hoje uma premissa do Sertões, e no caso de Minas não é diferente. “Queremos que as pessoas sejam parte do evento, nos vejam como exemplo e inspiração e se envolvam com as diferentes iniciativas socioambientais. Entre as ações previstas está a realização do Concurso de Artes Sertões, que envolve estudantes do ensino fundamental por meio de desenhos e redações, expressando-se sobre temas ligados à sustentabilidade e ao ambiente”. “Além disso, em Januária e Montalvânia haverá a entrega de filtros a comunidades que não contam com água tratada, parte de uma parceria com a Conasa Infraestrutura, que desenvolveu um equipamento barato, simples e que pode ser replicado sem grande dificuldade. Januária ainda receberá uma ação da SAS Brasil, organização social parceira do rally que presta atendimento médico especializado. As Vilas Sertões contarão com coleta seletiva de resíduos e o material será tratado e destinado à reciclagem. Vale destacar que todas as emissões de carbono geradas pelo rally são neutralizadas”, destaca. Os locais escolhidos nas diferentes cidades para receber a estrutura do rally têm acesso gratuito à população. “Queremos que todos vivenciem o evento, conheçam de perto os participantes e seus veículos, assim como as diferentes iniciativas socioambientais”. O público terá ainda a chance de acompanhar a prova através da cobertura de grandes veículos de mídia, dos programas exibidos no YouTube (SertõesOficial), pelas redes sociais e pela plataforma rally.sertoes.com.br.

Quedas no Mundial de Clubes geram reflexão sobre emoções no futebol

Orgulho, tristeza, revolta, vergonha e choro. O torcedor brasileiro está experimentando um verdadeiro turbilhão de emoções com a eliminação dos representantes do país na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, disputada nos Estados Unidos. Botafogo e Flamengo caíram nas oitavas, o Palmeiras parou nas quartas, e o Fluminense foi até a semifinal, mas ficou pelo caminho diante do Chelsea. Apesar da frustração, muitos também sentem orgulho de ver seus clubes enfrentando os gigantes europeus, jogando de igual para igual ou quase lá. Mas o que fazer com tantos sentimentos, como encarar a zoação dos rivais, os memes, os debates intermináveis e como os próprios atletas processam o peso da derrota. Na avaliação da psicóloga Êdela Nicoletti, o futebol é muito mais do que um jogo. Ele mexe com identidade, história e vínculos emocionais profundos. “Não é só esporte. É memória afetiva, é estar com a família, é cultura. Por isso, a dor da eliminação vai além do placar”. Já o psicólogo Vinícius Dornelles explica que ver o time do coração chegar entre os melhores do mundo gera euforia, mas também cria uma expectativa que, se frustrada, pode virar raiva ou tristeza intensa. “É natural sentir decepção. O torcedor investe emocionalmente no time e acaba se sentindo injustiçado ou até envergonhado. Mas é importante reconhecer esses sentimentos para não deixá-los crescer de forma descontrolada”. E nem tudo precisa ser negativo. Êdela lembra que mesmo na queda há espaço para reconhecer o mérito. “A emoção saudável é aquela que permite que a tristeza exista, mas sem nos desconectar daquilo que valorizamos, como o amor pelo clube”. Chorar faz parte do jogo Um dos momentos mais marcantes do torneio foi a entrevista do atacante colombiano Jhon Arias, do Fluminense. Visivelmente abalado, ele chorou ao falar sobre a eliminação e pediu desculpas aos torcedores. A cena emocionou e gerou identificação, afinal, nem sempre o jogador pode ou quer mostrar vulnerabilidade diante das câmeras. Para Dornelles, essa é uma reação compreensível e também muito necessária. “O atleta sente tudo: a frustração pessoal, o peso da responsabilidade e o medo do julgamento. Chorar não é fraqueza, é um passo importante para processar a dor com equilíbrio”. E, mais do que isso, essa humanização dos atletas pode ajudar toda a comunidade do futebol. “Quando um jogador se mostra sensível, ele ensina ao torcedor que sentir não é sinal de fraqueza. Isso ajuda a quebrar um ciclo de pressão desumana, que muitas vezes atinge não só os jogadores, mas também quem está na arquibancada”, finaliza Êdela.

CBF cria grupo para desenvolver um modelo de fair play financeiro

Na última semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou o Grupo de Trabalho (GT) responsável por elaborar o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), regimento que funcionará como um fair play financeiro nacional. A proposta atende ao artigo 188 da Lei Geral do Esporte, que exige das entidades esportivas o controle econômico, financeiro e de governança das agremiações. Até o momento, 28 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além de oito federações estaduais se comprometeram com o projeto. O GT terá sua primeira reunião oficial logo após o Mundial de Clubes da Fifa. Noventa dias após o encontro, será apresentada a versão final do SSF. O advogado especialista em Direito Desportivo, Gustavo Lopes Pires de Souza, aponta a relevância da iniciativa, destacando que a CBF cumpre uma obrigação legal. “O artigo 188 da Lei Geral do Esporte determina que as entidades de administração, como a própria CBF, implementem mecanismos de controle econômico, financeiro e de governança dos clubes. O objetivo é garantir mais equilíbrio e sustentabilidade no futebol”. Ele afirma que a entidade reguladora precisa agir dentro de parâmetros delineados pela Constituição, respeitando princípios como legalidade, isonomia e transparência. “Ou seja, a CBF não pode criar regras que sejam desproporcionais ou que acabem, de forma indireta, prejudicando determinados clubes”. Para Souza, o Brasil precisa de um sistema de responsabilidade financeira, mas adaptado à realidade do futebol brasileiro. “Isso significa criar regras que sejam rigorosas, porém, realistas. Que cobrem dos clubes responsabilidade, mas que também deem condições para quem está em situação financeira mais frágil se reorganizar”. “Não dá para simplesmente copiar e colar o modelo europeu. A realidade dos clubes brasileiros é muito diferente, com disparidades econômicas muito maiores e dificuldade histórica de fiscalização”, acrescenta. É necessária uma transição planejada e escalonada, segundo Souza. “Os critérios podem incluir o nível de endividamento, a forma de gestão, se ainda é associação ou se virou Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o grau de profissionalização e até o perfil da receita de cada clube. É essencial garantir que o sistema não se transforme em uma armadilha que puna quem já enfrenta dificuldades”. O especialista avalia que um SSF bem desenhado tem o potencial de atrair investidores, não de afastá-los. “Afinal, quem investe quer segurança, regras claras e previsibilidade. O que não pode acontecer é o sistema ser uma camisa de força, criando barreiras que acabam desestimulando quem quer profissionalizar o futebol”. O advogado Douglas Sanguinete Ribeiro alerta que para evitar o favorecimento dos clubes com mais receita e os de menor receita sejam punidos por descumprir as regras, é necessário implementar critérios proporcionais, considerando o faturamento, a capacidade de investimento e a estrutura de cada equipe. “O órgão responsável pela fiscalização deve atuar com imparcialidade, independência e total transparência nas decisões. Só haverá verdadeiro ‘jogo limpo’ se o regulamento for justo desde a sua constituição até a sua aplicação prática, levando em consideração a desigualdade estrutural existente entre os clubes”.

Módulo II do Mineiro vai entrar na segunda fase da competição

O Campeonato Mineiro do Módulo II vai mudar de fase no final do mês, a última rodada da primeira etapa será no dia 21 de junho. Após 10 rodadas, 12 times lutam para subir para a divisão de elite do Mineiro. A segunda fase será um triangular, com os três melhores clubes de cada grupo. Na primeira fase, os times foram divididos em dois grupos: Caldense, Mamoré, Patrocinense, URT, Uberaba e Varginha no grupo A, e Democrata de Sete Lagoas, Guarani, Ipatinga, Nacional, North e Valeriodoce no grupo B, para jogarem entre si. Os dois últimos colocados serão rebaixados para a segunda divisão e os seis primeiros vão disputar as duas vagas para a elite do mineiro. A fase triangular está prevista para acontecer entre os dias 28 de junho e 27 de julho e as finais serão entre 30 de julho e 2 de agosto. A jornalista e comentarista da competição pela Rádio Web Novidade e FMF/TV, Aline Teixeira, destaca que a fase de classificação se mostrou equilibrada nos dois grupos. “Embora alguns times possuam orçamentos mais vultosos, alguns não conseguiram confirmar em campo o seu inteiro favoritismo e outras, que investiram de forma mais tímida, mostraram força e competitividade. Isso só comprova que no futebol a organização e a entrega sobressaem-se ao investimento, quando este não vem acompanhado de um planejamento bem executado”. “Em todos os anos, o Módulo II é um campeonato equilibrado tecnicamente, vejo que este nível se manteve nesta temporada. E na questão de jogadores em destaque, o Hiwry, do Democrata, tem muito potencial, não é mais tão garoto assim, porém, pode ser um nome bastante ouvido na sequência da temporada”, pontua Aline. Já o jornalista e coordenador de esportes da Rádio Inconfidência, José Augusto Toscano, tem uma avaliação positiva da competição até o momento. “Destaco o equilíbrio, especialmente, do grupo B. Uma surpresa positiva foi o desempenho das equipes de Patos de Minas (Mamoré e URT), e o negativo fica para o Uberaba”. Mamoré, URT e Democrata foram os times que apresentaram maior regularidade, afirma o jornalista. “Sendo que o North e o Mamoré são os destaques no setor ofensivo. Acredito que o nível da competição em 2025 está melhor, prova disso é o equilíbrio e as chances de classificação ao hexagonal de, pelo menos, 2/3 dos disputantes”. Hexagonal Os seis clubes classificados serão divididos em dois grupos (C e D), com três participantes em cada. Nessa fase, as equipes se enfrentarão, dentro de seu grupo, em confrontos de ida e volta (turno e returno), classificando-se para a fase seguinte o primeiro colocado ao final do returno. No hexagonal, a experiência e o foco se tornam tão importantes quanto à qualidade técnica, ressalta Aline. “Quem gerenciar melhor a ansiedade e conseguir se impor tecnicamente larga na frente na briga pelo acesso. Um treinador que consegue equalizar as vaidades, ajudar a controlar a ansiedade e fazer com que o time seja obediente tecnicamente, é essencial. O bom desempenho também é reflexo dos bastidores”. Para Aline, a logística é muito prejudicial. “São viagens longas de ônibus, curtos intervalos para descanso e automaticamente, vem o desgaste físico e a dificuldade de se manter concentrado. As lesões também surgem no meio do caminho e obrigam o recálculo da rota em tempo recorde. Disputar competições de tiro curto é sempre um desafio e é um bom planejamento que ajuda a amenizar estes impactos”. Toscano espera na segunda fase, em termos de competitividade, mais equilíbrio e pegada. “Nessa etapa, os clubes devem melhorar, principalmente, os sistemas defensivos. E a estabilidade nos bastidores é fundamental. Aliás, não só na fase final do torneio, mas como um todo no futebol brasileiro”. “A diferença para a primeira divisão, pode não parecer, mas é grande. Aquelas equipes que subirem precisam se reforçar técnica e logisticamente, com antecedência e qualidade. Principalmente, no quesito estádio. Jogar a divisão principal, em seus domínios e diante de seus torcedores, é crucial para uma boa campanha”, finaliza o jornalista. As partidas estão sendo exibidas, em rede, pela Rede Minas e também pela Rádio Inconfidência.