Brasil é ouro na neve

Foi um orgulho nacional: o Brasil fez história nas Olimpíadas de Inverno, em Milão-Cortina 2026. Pela primeira vez o país apareceu no quadro de medalhas ocupando a décima nona posição, com o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino.

O orgulho começou no desfile de abertura, com 14 atletas brasileiros, super felizes de estar ali. Foi a maior delegação verde amarela nos jogos.

Nosso medalhista de ouro, Lucas Pinheiro Braathen, filho de mãe brasileira e pai norueguês, mostrou que é bom de samba ao comemorar o feito histórico ensaiando alguns passos no pódio. Depois da conquista, sofreu preconceito e racismo nas redes por pessoas que o condenaram dizendo que o Brasil não poderia ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Inverno. Como assim? Só porque somos um país tropical?

A história dele também foi difícil quando rompeu com a Federação Norueguesa de Esqui, em 2023, por conflitos sobre direitos de imagem e liberdade comercial. O esquiador desejava buscar seus próprios patrocínios e divulgar o esporte no Brasil, mas se sentia restringido pela rígida cultura norueguesa. Depois de anunciar sua aposentadoria precoce voltou a competir, desta vez pelo Brasil.

Deu certo e agora somos Ouro no slalom gigante!

Dupla brasileira vence o Rio Open

Ver o Brasil ser campeão de duplas no Rio Open foi mágico. O veterano Marcelo Melo, 42, e o jovem tenista, João Fonseca, 19, fizeram uma dupla perfeita e levantaram o troféu.

Emocionado, Marcelo Melo dedicou o título ao pai, que morreu um dia depois da conquista do mesmo título, no ano passado, e à mãe, que estava presente no Jockey Club Brasileiro, no Rio. Melo é especialista em duplas e já foi o número 1 na lista da ATP (Associação de Tenistas Profissionais).

O parceiro, João Fonseca, dedicou o título ao Egídio, seu fisioterapeuta. Após o Rio Open ele ultrapassou mais de 2,5 tenistas e apareceu como 160º colocado em lista atualizada.

O diretor do torneio, Lui Carvalho, acenou com a mudança da quadra de saibro (terra batida), onde é possível ver o atleta deslizar para chegar até a bola, pela quadra dura, rápida, de concreto, onde o quique da bola é mais previsível tornando o jogo mais ágil.

Galo tem novo treinador argentino

Eduardo Dominguez já começou o ciclo no Atlético Mineiro. Com títulos importantes na carreira e sólida trajetória no futebol sul-americano, o novo treinador alvinegro fez renovar a esperança do torcedor após a decepção na segunda passagem do também argentino Sampaoli no clube.

Em 2020, Sampaoli treinou o Galo e montou um time competitivo. Ao final da temporada, o time ficou em terceiro lugar, com 68 pontos, três a menos que o campeão.

O Galo amassava os adversários, literalmente. Sampaoli mantinha as linhas altas e pressionava os adversários que não conheciam aquela forma de jogar.

No meu livro, “ O Futebol Mineiro – 2019/2020 “, eu cito alguns jogos desse time eletrizante. Confira um trecho da crônica do dia 04/10/2020 com o título Acabou o sofrimento:

“Ver o Atlético Mineiro jogar se tornou um prazer. A bola rola fácil e quase se tem a certeza de que o time vai vencer, não importa o adversário. Foi assim contra o Flamengo, na estreia do Brasileirão, Corinthians, São Paulo e Vasco, na partida deste domingo, no Mineirão. Não faz diferença se o Galo começa perdendo ou sai na frente. A impressão é de que, ao final, a vitória alvinegra vai prevalecer. O líder do campeonato está com cinco pontos a mais que o segundo colocado. A torcida já percebeu que o técnico argentino, um dos melhores do mundo, tem repertório variado, como não se vê nos treinadores brasileiros, e consegue motivar o elenco, fazendo com que todos os jogadores joguem muito bem.”

Com o tempo, os times aprenderam aquele esquema de jogo e Sampaoli perdeu seu segredo. Ao que parece não se modernizou e caiu.

Agora é ver o que Eduardo Dominguez trará para o Galo. Elenco tem. Estádio tem. Torcida tem. Centro de Treinamento tem. Só falta por o time para jogar bem!

Em tempo: os dois volumes do livro “ O Futebol Mineiro “, da Editora Autografia, estão à venda nas livrarias Leitura, Da Rua, Quixote, em Belo Horizonte, e na internet. Basta digitar o título e o autor. São registros históricos do futebol mineiro nos anos de 2019 a 2023. Relembre os jogos e divirta-se com a leitura.

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