Mudar é preciso
O ser humano sempre deve estar aberto às mudanças. O ritmo da vida atual praticamente obriga que a pessoa esteja sempre pronta para mudanças, seja em seu modo de vida, nas decisões pessoais, nos ambientes de trabalho, na vontade política, no endereço e, acima de tudo, nas atitudes. Estamos vivendo em uma época que precisamos, principalmente, mudar nosso comportamento eleitoral. Ainda que um pouco distante das próximas eleições, precisamos nos conscientizar que é necessário mudar a maneira de escolher nossos representantes políticos. O que está acontecendo com o colegiado dos eleitos que ainda gozam de seus cargos nesta legislatura chega à beira do absurdo, a começar pelos dois mandatários da Câmara e do Congresso. Uma gestão feita na base de negociatas, votando projetos de interesses pessoais, esquecendo, por completo, os anseios dos eleitores. E é justamente aí que o eleitor precisa ter capacidade de mudar. Examinar bem o que seu deputado está fazendo nesta legislação, independente da opção política, direita ou esquerda. Fazer um balanço. O seu deputado eleito atendeu às suas expectativas, ele realmente votou ou apresentou projetos de interesse da comunidade ou apenas atuou como “boi de presépio”. Já passou da hora de deixarmos de eleger cantores, jogadores de futebol, influenciadores digitais, humoristas só porque estão na moda. É preciso conhecer mais o seu candidato para evitar surpresas. Da direita ou da esquerda os candidatos à reeleição precisam ser conhecidos pelos seus projetos, embora dificilmente o Brasil conheça alguém de “direita” que busque verdadeiramente os interesses do povo. É só fazer uma busca pelos projetos votados nas duas Casas e veremos o nível de participação de deputados direitistas. Sempre votam contra o interesse popular. Podemos exemplificar com um mineiro bastante atuante nas redes sociais, mas que não apresentou nenhum projeto e sempre questiona o que possa vir a favor do social. É urgente e necessário mudar o nosso comportamento como eleitor. Enquanto o país ficar à mercê desse tipo de político, vamos ficar no mesmo patamar, uma legislação perdida em meio a decisões de interesse apenas pessoais. O cargo eletivo reivindica uma mudança de postura. O político eleito precisa se adaptar à nova vida e assim, passar a ter mais dedicação aos seus eleitores. O humorista precisa mudar seu foco e tratar a coisa com seriedade. O cantor precisa acompanhar o ritmo exigido. O jogador de futebol não pode entrar no jogo sujo e o influenciador digital deve deixar de fabricar fatos em busca de mais visibilidade. E, falando em mudanças, eu mesmo resolvi mudar e mudei de endereço, e tive que mudar muito. Junto com minha companheira de vida, Imaculada, abrimos mão de algumas coisas. Mudamos no Carnaval e como foliões que somos abrimos mão da festa para organizar caixas e desapegar de objetos que fizeram parte de uma longa jornada, mais de 50 anos juntos. Estamos agora em um ambiente com espaço menor, mas bem confortável. O importante é que a mudança possa fazer bem para nós dois. E é lógico que a mudança de endereço acaba mudando também nossa qualidade de vida. E o ato de concretizar a mudança já foi uma atitude de mudar. Pitaco 1: Neste triste episódio do Tribunal de Justiça de Minas, que absolveu um homem de 35 anos por manter uma relação amorosa com uma criança de 12, nota 10 para escola pública, que acompanhou o caso e denunciou ao Conselho Tutelar. Dez para a escola e zero para a Justiça. Pitaco 2: Dois exemplos claros da falta de interesse de políticos da direita com a vontade popular. Para variar, em Minas, tem vereador querendo proibir a participação de crianças nos blocos de rua. A nível federal, um deputado pastor sugeriu um projeto para acabar com o Carnaval como evento oficial. Vamos passar a festa no bananal. Pitaco 3: Outra da folia. Dica do leitor Roberto Boca, seria muito melhor se a Prefeitura instalasse os banheiros públicos no entorno da folia, não no Centro como foi registrado em alguns pontos da cidade. Assim, o folião ficaria mais à vontade e não iria se desafogar nos muros, árvores e canteiros. Pitaco aceito e publicado.
O comércio da fé
A religião é um sistema de crenças, práticas e valores que conecta indivíduos a uma realidade superior ou sagrada, oferecendo sentido à existência e promovendo coesão social. Baseada no dicionário, essa definição não é de difícil entendimento. Porém, hoje em dia há controvérsias. O Brasil é um Estado laico, não adota uma religião oficial e garante total liberdade de cultos e crenças. Respeita ou deveria respeitar todas as vontades de seu povo. Isso abre um leque de oportunidades para aproveitadores que se agarram na fé das pessoas para conseguir seus bens pessoais. Em função dessa “brecha”, aumenta-se, consideravelmente, o número de igrejas criadas ao redor de comunidades menos favorecidas pelos benefícios do poder público nas questões sociais. Alguns desses exploradores da fé deixaram de frequentar as páginas policiais como “falsos pastores” para entrar na fantasiosa profissão de influenciadores e políticos, esses estão se tornando os mais perigosos. A maior prova disso está na Câmara Federal, onde foi criada uma Bancada da Bíblia formada por membros de igrejas evangélicas, com pensamentos de direita e que quase nunca pensam no bem-estar do seu infortunado fiel. Sempre estão na contramão de projetos que beneficiam a população, principalmente aquela de baixa renda. Nem no corte de impostos para os itens da cesta básica estiveram a favor dos indivíduos mais necessitados. Parece mesmo que a tal Bíblia funciona só para o lado deles. A Bancada da Bíblia legisla a mando de dirigentes maiores, que há muito deixaram a pregação para dedicar aos prazeres mundanos de viagens milionárias, roupas de grife, carros e relógios de marca. E como lutaram, no governo passado, pela isenção do pagamento de impostos pelas igrejas! Foi na mesma época que galgaram os maiores cargos da história política do país. Hoje, a igreja domina até os campos de futebol. Deus marcou o pênalti, defendeu, fez o gol e venceu o jogo. Quando o resultado foi negativo, Deus não quis. Está na música dominando o mercado e, com a graça do Senhor, com cachês milionários. Está na economia, dominando o comércio, principalmente aquele voltado para a classe C, mas se tornam empresários classe A com iates, aviões particulares e propriedades. Todo esse sucesso desperta a gula e a “goela larga”, sempre querem mais. O negócio é crescer em parceria com as autoridades, aliança que mistura, de forma estratégica, o desejo de influência nas esferas de poder com a mobilização de fiéis para validar e eleger representantes. Está aí o exemplo do Banco Master. Muita coisa ainda está por vir. O escândalo está apenas no princípio. Tudo começou em uma igreja evangélica, uma das maiores do país, onde seus “administradores” investiram em políticos, criaram um banco, criaram fundos, se envolveram com dinheiro público, furtaram aposentados e ainda continuam soltos. Isso tudo não é em nome do Senhor, mas em nome de inúmeros senhores. Estão brincando de Deus. Eles acham que são e os fiéis têm certeza disso. Lamentável. Pitaco 1: Na recente caminhada de um político mineiro ligado à igreja envolvida na confusão do Banco Master, foi possível ver os inúmeros políticos da tal Bancada da Bíblia que se juntaram ao grupo nos quilômetros finais. Tinha de tudo. Deficientes, cadeirantes, churrasco, caminhonetes, helicópteros, ônibus. Uma farra. Só faltou o bezerro de ouro. Pitaco 2: Irresponsável e inacreditável foi uma senhora que levou o filho ligado a aparelhos para ser “abençoado” pelo Forrest Gump. Mais irresponsável, inacreditável e farsante é que ele abençoou o menino. Cruzes! Pitaco 3: Assim como no episódio que envolve Moisés e as Tábuas das Leis, a ira divina terminou com a farra através de um raio. Ou será que foi o Thor, filho de Zeus, que entrou em ação? Tem gente falando que a tempestade e o raio foram arranjados. E tem quem acredite!
Fazer política ou ser político?
O ano é novo, mas os problemas são velhos. São os mesmos do ano passado e, possivelmente, do ano retrasado. Com as melhores expectativas, temos que lidar com o mesmo assunto que domina o país nos últimos anos: a polarização política. A cada dia que passa cresce a nossa indignação com os políticos deste país, que continuam ignorando os anseios e as necessidades da população em troca de ações mesquinhas utilizando, principalmente, as redes sociais. O povo continua em segundo plano, porque aqueles que foram eleitos, ao invés de trabalhar, ficam buscando rusgas pessoais contra outras pessoas do governo. Na esfera municipal, não parece que o prefeito de Belo Horizonte vá fazer grandes realizações em seu atual mandato. Mesmo com uma boa equipe divulgando suas ações, os problemas sempre crescentes da capital seguem sem debates e sem uma política de prioridades. Isso em função da irrelevância de nossa Câmara Municipal, que vai se tornando um “cabide de empregos” na cidade. Para se ter uma ideia dessa insignificância, basta pedir aos cidadãos que digam o nome de dez vereadores da atual legislatura, independente do partido, o resultado é assustador. Muitos são desconhecidos. É preciso que esses políticos acordem. Belo Horizonte continua sendo uma cidade que precisa de mais carinho. É grande o número de moradores nas ruas, o que demonstra uma ausência de uma política social. O fato se repete na esfera estadual. Citar dez deputados também se torna uma missão quase impossível. Os debates que aconteceram em nossa Assembleia nos últimos tempos foram por conta da dívida vergonhosa de Minas e do plano para a liquidação da pendência financeira. Aliás, o governador não sai do TikTok e tem uma obsessão em criticar o presidente da República. Nada de positivo é feito para a população mineira. Quem viaja pelo nosso Estado reclama da qualidade de nossas estradas, nas cidades as queixas são do atendimento médico, da falta de apoio para os servidores da segurança e para o funcionalismo estadual. Outro dia, o nosso governante se vangloriou por pagar o 13º salário, porque seu antecessor não pagou. Como se isso não fosse obrigação. Muitos dos políticos eleitos em Minas Gerais, no Legislativo municipal, estadual ou federal, estão perdendo a chance de fazer história. Estão brincando de fazer política ao invés de trabalhar para o bem comum. Muitos só pensam no próprio umbigo. Legislam para si e levam benefícios apenas para seus currais eleitorais. Não existe seriedade no que andam fazendo. Cabe ao povo guardar isso na memória e usar na hora de votar. É preciso saber o que cada candidato à reeleição fez para merecer continuar. Às vezes é melhor dar uma chance para outros que prometem fazer diferente. As campanhas para as próximas eleições já estão por aí. O país já tem seus pretendentes e toda hora aparece mais um. E pasmem, quase todos clamam por intervenção de outro país no Brasil. Isso demonstra que não têm nenhum apreço pela nossa soberania. Aliás, acho que nem sabem o que é isso. Pitaco 1: Passar as festas de fim de ano no litoral foi um tormento. Quem viajou, voltou com cada “causo” cabeludo. Os barraqueiros assumiram o litoral de Norte a Sul. Cardápios causavam inveja ao Guia Michelin no quesito preço. Colocaram fritas no Trio do Mar com camarão e peixe frito a R$ 500. Sem contar o guarda-sol com a mesa custando o valor de R$ 280. Ficaram loucos! Pitaco 2: A Lagoa da Pampulha já tem passeio de barco e a procura está bem alta. Daqui a pouco terceirizam a coisa e vai aparecer até caiaque. Só falta a areia e os barraqueiros.
O papo é a Papuda
O presídio da Papuda é a tônica do noticiário nesse começo de semana, disputando espaço na mídia com o presídio de Tremembé. Este último em função de uma minissérie sobre essa penitenciária dos famosos, já a Papuda porque vive a expectativa de se transformar no possível lar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a ficar recolhido por mais de duas décadas por seus atos nada democráticos. A série Tremembé retrata a vida de alguns personagens que se tornaram ainda mais famosos por seus crimes, quase todos com requintes de muita crueldade. Para sobreviver e enfrentar o período de pena a cumprir, esses criminosos e criminosas criaram um roteiro que, aliado a outros, serviram de mote para o drama. Alguns já cumpriram suas penas e agora conseguiram levantar um troco ao relatar seus cotidianos dentro dos muros. O presídio da Papuda é conhecido por esse nome por ter sido construído em uma antiga fazenda cuja proprietária era uma senhora com a doença do bócio que causa inchaço na tireoide, formando um papo no pescoço. Entra em cena pela expectativa da chegada de seu mais importante hóspede. Enquanto isso não acontece, aliados e opositores desse aguardado morador vão fazendo a imagem do local ficar cada vez mais viva e mais próxima. A senadora Damares Alves (Republicanos) e ministra no governo de Jair Bolsonaro mostrou toda a sua preocupação com as instalações do presídio que irá receber o condenado. Ao lado de alguns amigos políticos, também seguidores do tal “mito”, quis conhecer de perto para onde será levado o guru. Questionou se, em caso de urgência, o atendimento médico seria feito com a rapidez necessária. Observou a localização do presídio e a distância de um hospital mais próximo. Interessante essa preocupação, pois ela não vale só para o amigo da senadora, vale para todos os encarcerados na Papuda. Ao fazer sua coletiva, ela deveria ter citado essa inquietação em relação à toda população carcerária. Até mesmo o ministro Alexandre de Moraes esteve por lá para ver o andamento das obras para o “puxadinho do mito”. Até provou a comida, que segundo ele, todos terão o mesmo tratamento alimentar, embora, por questões médicas, o ex-presidente tenha que seguir uma dieta. Parece que tudo está sendo preparado dentro do script. O certo é que se Bolsonaro for para o complexo da Papuda, os olhares estarão voltados para o local e depois de algum tempo, quem sabe, os políticos possam dar maior atenção à situação dos apenados no Brasil. Mas tem que deixar bem claro que preso condenado não vota. Alguns não podem nem ser votados. A Justiça deve também definir a questão das visitas. Visitar Bolsonaro pode ser uma experiência imersiva, um bom treinamento para alguns irem se acostumando com a vida intramuros. Olha que tem gente demais para disputar uma vaga para uma partidinha de truco no quartinho do mito, pode até ser por adesão. A população vai agradecer. Pitaco 1: Diretor de banco é preso e polícia encontra mais de R$ 1 milhão na casa dele. Ele não confia na instituição que dirige ou é bandido mesmo? Cruzes. Pitaco 2: Quem frequentava o Palácio da Liberdade nos tempos de Francelino não esquece daquela figura com a camisa do Flamengo e violão na mão. Ficava cantando perto da quadra de futebol do Corpo da Guarda. Jards Macalé foi genro de Francelino e Dona Latife. Pitaco 3: Só um pensamento bobo, a Faria Lima está ganhando espaço nas páginas policiais? Saudade do Gabi Santos, Ruiter Miranda e Pedro Carrapeta, iam colocar até gravata.
Itaú, ainda estou aqui!
Às vezes, a modernidade é um saco, principalmente para aqueles que chegaram à terceira idade. Nessa fase da vida, mesmo tentando acompanhar o ritmo das mudanças, sempre encontramos desafios. É o caso dos avanços tecnológicos. Hoje, tudo que você quer fazer ou pensa em fazer, pode se realizar (ou não) na palma da mão, nos teclados de um celular. Tudo em um piscar de olhos para quem enxerga bem. Comprar bebida, pedir um táxi, Uber, pagar contas, pedir pizza ou sanduíches, comprar ingressos para shows, cinemas e futebol, tudo bem na palma da mão. Mas, para tratar de assuntos bancários, nem tudo são flores. Inventaram um “monte” de Alexas que prometem solucionar o máximo de seus problemas, mas só prometem. Imagina eu, um quase completo analfabeto digital, que quase entro em guerra contra aquele maldito painel das lojas do McDonald’s para comprar um simples sanduíche, tentando resolver minha vida financeira com uma máquina que insiste em saber se pode me ajudar. Foi uma quinzena de luta. Muita raiva e poucas soluções. Caí na esparrela de tentar um empréstimo on-line em um banco, coisa rápida, dois minutos. Não consegui e ainda abri um leque de perseguidores insaciáveis, famintos com o meu desespero na busca por dinheiro. Recebi e ainda continuo recebendo mensagens de ofertas já com todos meus dados disponíveis. Pode isso? Recebi uma proposta na qual me emprestariam R$ 6 mil parcelados em 60 meses. Pasmem! A soma total das parcelas era inferior ao total emprestado, mas me cobravam uma taxa para liberar o dinheiro. Golpe! Inúmeras ofertas de golpes e mais golpes. Sem nenhuma fiscalização das redes sociais e muita gente caindo nessa coisa. Mas e a resposta do banco procurado? Nada, só a mesma vozinha chata da atendente virtual. Nunca senti tanta saudade do tempo em que tratávamos tudo olho no olho com o nosso gerente. Tempo bom. Ele entendia nosso drama. Você entrava na agência, chegava no gerente e falava baixinho: quebra meu galho? Ele entendia na hora, mesmo a frase tendo vários significados: segura meu cheque; aumenta meu especial; quero um empréstimo; libera meu cartão; adianta meu pagamento. Um tempo bom que não volta mais. Os gerentes realmente conheciam seus clientes. Saudade do Aggeo Pio do BrB. Era o cara. Tinha uma redação inteira como clientes. Quase todos verdadeiros exploradores de novos negócios financeiros. Mas ele atendia a todos e solucionava todos os “pepinos”. Era nosso consultor. Mas voltando ao meu drama, resolvi ir à minha agência. Sou cliente do Itaú há mais de 15 anos. Aliás, sou um nômade pelas agências. Comecei na Savassi, fui transferido para a Praça da Liberdade. Fui para a Cidade Administrativa, depois para a Rodovia, para Confins, depois para o Shopping Estação e agora descobri que estou na Avenida Vilarinho. Estou a mais de 9 quilômetros de minha casa. Mas fui lá. Que coisa! Que horror! Enfrentei quarenta minutos em uma fila repleta de pessoas da terceira idade, alguns preferem chamar de melhor idade. Depois, mais dez minutos para tirar uma senha, já que o equipamento estava com defeito. Funcionários com uma aparência esgotada, mesmo sendo dez e meia da manhã. E então, finalmente conheci a gerente da minha conta. Apesar da boa vontade, não conversamos muito. Ela não tinha acesso às minhas informações por problemas com a internet. Prometeu me ligar quando pudesse. Saí de lá derrotado. Senti que eu não só dependo, mas sou um prisioneiro de minhas decisões financeiras. O Itaú foi tão bom para mim que hoje não consigo sair dele nem que eu queira. Só se pagar o que devo e não é pouco. Sou um personagem de um roteiro do dono do banco que também é um cineasta. Lembro sempre ao Itaú que “eu ainda estou aqui”! Continuo pagando o que devo, mas a atendente virtual não consegue entender o meu pedido: quebra meu galho? E nem a gerente me liga! Pitaco 1: Neste final de semana, o Bar do Bolão fechará suas portas na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza. Durante muitos anos, o Bar Rocha e Filhos foi vizinho da minha família. Por inúmeras noites, garçons ou o próprio Bolão, meu amigo pessoal, bateu na janela do quarto de minha mãe pedindo um baldinho de gelo para atender um cliente mais especial que só tomava bebidas em dose. Então, como homenagem, vou lá tomar a saideira. Gostaria muito que fosse com o meu amigo Bolãozinho. Pitaco 2: O local onde o bar funcionou por 60 anos foi a oficina de bicicletas do Corino. Ele alugava as magrelas velhas recuperadas e ensinou a toda uma geração a andar de bike. Foi também o ponto de venda do pudim do seu Osvaldo, nos fins de tarde da pracinha. Bons tempos!
Brasil não é para amadores
Realmente o Brasil não é para amadores ou principiantes. Em Brasília, deixando de votar projetos de Segurança Pública e taxação de Imposto de Renda, os políticos apresentaram uma Proposta de Emenda à Constituição que ficou conhecida como PEC da Bandidagem, na tentativa de se blindarem de investigações judiciais. Imediatamente, a população respondeu com manifestações de repúdio em quase todo o país. No Rio de Janeiro, deputados estaduais conseguiram se superar. Através de votação, aprovaram uma premiação para policiais que conseguirem “matar bandidos”. A gratificação faroeste, nome de batismo do projeto, vai premiar com até um salário e meio, cada “presunto” que o policial der baixa. Um verdadeiro incentivo à matança indiscriminada de uma das polícias mais letais do mundo. Por incrível que pareça, tem muita gente que aprova. Não se trata de nenhuma novidade. Esta gratificação, paga pela própria Secretaria de Segurança, já esteve em vigor por volta dos anos 1990, mas deixou de existir depois que a sociedade civil demonstrou que houve um aumento significativo no número de mortes de inocentes. Matavam e diziam estar em troca de tiros. A gratificação faroeste cria um caminho sinistro para que policiais consigam resolver problemas financeiros. Se precisa trocar de carro é só fazer algumas execuções. O supermercado do mês, mais duas mortes e assim vai. O texto aprovado prevê um bônus de até 150% de seus vencimentos para os policiais e foi incluído como um “Frankenstein” no projeto de reestruturação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Apesar das reações da sociedade, o tal projeto aguarda sanção e regulamentação do governo. Enquanto isso, em Minas Gerais, uma recente operação da Polícia Federal balançou as estruturas da Cidade Administrativa, local onde atua um quase famoso produtor de vídeos para as redes sociais. A Polícia Federal desbaratou um bando que liberava licenças para exploração mineral, recebendo propinas milionárias. A operação atingiu em cheio o primeiro escalão responsável por cuidar do meio ambiente. Correu muito dinheiro em toda a trama, mas ainda falta chegar em quem mandava. Ou já chegaram? Nos casos citados e nas recentes demonstrações do Congresso, existe uma distância muito grande entre os anseios da população e o desejo dos políticos, que querem apenas se arrumar e cuidar da própria segurança. A maneira de chegar ao sucesso político é sempre a mesma, enganar a população, mesmo que uma porcentagem pequena tente trabalhar com honestidade. É preciso ter mais atenção na hora de exercer o direito do voto, saber realmente em quem está votando. Dizem que a existência da direita e da esquerda faz bem para a democracia, mas ainda não encontrei nenhuma vantagem na atualidade. Antes existiam políticos direitistas que tinham interesse nas necessidades do povo. Votavam em projetos que beneficiavam a todos. Hoje, nomes conhecidos votam exclusivamente em seus interesses. A direita tem até um representante nos Estados Unidos que fica ameaçando a nossa soberania e falando besteira o tempo todo. Não conheço nenhum projeto da direita que seja direcionado para a população. Nenhum. Pitaco 1: Acho que o saudoso jornalista Ricardo Boechat deixou muita gente de fora quando indicou remédio para o Silas Malafaia. Tem mais pessoas precisando de uma “cura”. Pitaco 2: Ex-governadores enviaram carta ao atual ocupante da Cidade Administrativa contrários ao aluguel do Palácio da Liberdade para eventos como casamentos, recepções, farras e orgias. Zema não tá nem aí. Não sabe do valor, nem do Palácio e nem da liberdade. Quer é vender tudo.
Olha o golpe!
A vida de aposentado já foi boa no Brasil. Aliás, continua boa para uma pequena parcela de pessoas. Aquelas que conseguiram uma boquinha por quatro ou seis anos e hoje recebem vencimentos bem diferenciados da maioria da população que vai penando nas mãos dos bancos, aproveitadores e golpistas. O recente escândalo das aposentadorias do INSS, denunciado por uma série de reportagens no final de 2023, só ganhou contornos investigativos em 2025. Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) vem se arrastando na busca dos culpados seguindo à risca a divisão do país: direita e esquerda. Enquanto isso, os aposentados esperam por resultados. O INSS vem pagando o que foi tomado e restituindo com juros aquilo que foi tirado, mas ainda falta muito, principalmente, o respeito com a vida privada. No Brasil é assim, aposentou não tem mais privacidade. Diariamente, acontecem assédios de bancos e financeiras com ofertas de dinheiro fácil para ser pago em 90 parcelas ou mais. Tempo a perder de vista. Mas como os bancos sabem das necessidades das pessoas? Como ficam sabendo da aposentadoria para oferecer tais benefícios, muitos deles verdadeiras arapucas com juros que ninguém entende? Os aposentados só querem saber do dinheiro na conta todo mês e quase nunca conferem o contracheque. É aí que os golpistas entram. As produções cinematográficas já mostraram golpes parecidos. Em Superman 3, filme de 1983, o ator Richard Pryor desenvolve um personagem que cuidava da folha de pagamentos de funcionários do governo americano. Ao observar os cheques que tinha que autorizar, viu que havia valores em centavos e resolveu alterar todos. Um centavo aqui, outro acolá, criou uma verdadeira fortuna. No primeiro mês comprou uma Ferrari, o que chamou a atenção do vilão Lex Luthor. Nesse roteiro, a explicação dele era a mesma: ninguém presta atenção nos centavos. É assim mesmo, ninguém confere as contas de telefone, água, luz e gás. O boleto chega e os cidadãos pagam, sem saber que o crime pode estar tirando proveito disso. Com os aposentados foi desse jeito. Tiraram dinheiro na calada da noite sem que observassem. Mas, para isso acontecer, só tendo a cumplicidade de alguém de dentro do INSS. Senão, como teriam os contatos das pessoas? Um amigo jornalista disse que apareceu no seu contracheque a cobrança de uma associação lá da Paraíba e durante algum tempo lhe tomou quase R$ 40 por mês. A CPMI é presidida pelo senador Carlos Viana, um verdadeiro fantasma para os mineiros. Agora, ele tem a grande chance de mostrar pulsos firmes para buscar os responsáveis e tentar trazer um pouco de confiança para os aposentados. Nesta semana estão pedindo a prisão de um monte de gente, inclusive um tal de “Careca do INSS”, uma figura nefasta que tinha trânsito livre nos palácios e que, segundo dizem, fez grandes doações para campanhas políticas. Espero realmente que possam prender todos. Inacreditável, mesmo durante os trabalhos da CPMI e da proibição pelo INSS de empréstimo consignado, os telefones não param de tocar. Continuam oferecendo novas propostas. Acho que essa Comissão deveria suspender as cobranças até o final dos trabalhos, porque ainda tem muita coisa para aparecer. Acho que aposentados e pensionistas iriam aprovar. Seria uma forma de compensá-los pelos dissabores que têm enfrentado nos últimos meses. Os bancos não vão perder tanto dinheiro assim. Só acho. Pitaco 1: O atual ocupante do Palácio Tiradentes deu uma recuada. Depois de falar tanta bobagem em programa de rede nacional, agora resolveu tirar os óculos e usar lente de contato. Novo visual? Acho que ele precisa mesmo é de uma harmonização cerebral. Pitaco 2: “A gente tem visto um monte de professor colocando filmes pornográficos em sala de aula”. Como assim cara pálida? Qualquer pessoa sabe que isso é totalmente inverídico. Mais uma fake news daquele deputado mineiro que já virou réu em casos semelhantes. Chega de mentiras, respeite os professores!
O capiroto tá solto
Os cidadãos e cidadãs de Belo Horizonte possuem motivos de sobra para questionar as mudanças nos hábitos na contemporaneidade. Hoje o mundo é outro, não somente em tecnologia, mas também no relacionamento humano. De uns tempos para cá, coisas estranhas têm acontecido e, cada vez mais, o grau de violência cresce nas ações das pessoas. Não se dá mais valor à vida do próximo, mesmo que esse próximo seja mais próximo do que pareça. Há algumas semanas, Belo Horizonte acompanhou o drama do desaparecimento de uma professora de um colégio tradicional da capital. A busca terminou com o encontro do seu corpo abandonado e seminu nas proximidades do município de Esmeraldas. Além da violência da morte, a maior indignação foi a constatação de que o assassinato foi cometido pelo próprio filho, que durante dois dias, fingia buscar informações do paradeiro da mãe junto às autoridades policiais. Ele, servidor do Governo do Estado de Minas Gerais, usou como motivo de tamanha atrocidade as dívidas acumuladas pelo vício em jogos nas inúmeras bets espalhadas pelo país, empresas que ajudam a sustentar o milionário mercado do futebol. A cidade nem tinha se recuperado do trauma e já começou a semana com o covarde assassinato de um gari que estava a serviço de uma empresa terceirizada no setor de coleta de lixo de Belo Horizonte. Um “animal bombadão”, ao volante de um carro elétrico, resolveu atirar no gari depois de ameaçar a motorista do caminhão. Atirou, matou e foi para a academia para manter seu corpo torneado pelos aparelhos e quiçá por coquetéis de suplementos. O empresário Renê da Silva Nogueira Junior usou a arma da esposa, delegada de Polícia Civil em Minas Gerais, que não deve ter tido o cuidado de examinar a ficha criminal do seu “amor”. Ele já tinha sido acusado de homicídio culposo de uma mulher, em acidente de trânsito no Rio de Janeiro, além de envolvimento em crimes de lesão corporal e extorsão. Em Belford Roxo, chegou a ser encaminhado ao Juizado Especial Criminal por agredir uma mulher. Renê se diz cristão e patriota, é sempre assim. Os dois casos citados independem da ação policial nas ruas. Um aconteceu dentro de casa, quando um filho discute e mata a própria mãe. O outro é a certeza da impunidade. O homem desce do carro, faz uma ameaça, atira e mata um trabalhador, depois deixa o local como se nada tivesse acontecido. Mudou o comportamento das pessoas. O lado ruim de cada um aflorou. Parece que de uns tempos para cá abriram a porta do inferno e saiu de lá algo muito pior do que aquilo que já vivenciávamos. Paira no ar uma nuvem que contamina as pessoas. O pior é que esses seres sempre apresentam o mesmo perfil: patriota, cristão e do bem. Pelo menos na grande maioria das vezes. Pitaco 1: Continuando o assunto, são alarmantes os dados da violência no trânsito em Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, entre janeiro e junho, foram 117 casos de brigas e agressões nas cidades mineiras. Os motivos são sempre injustificáveis e banais. Esse número pode ser ainda maior, já que são computados apenas as ações que tiveram boletim de ocorrência registrado. Pitaco 2: Quando Donald Trump tomou posse, muita gente pensou em retrocesso. Mas acabar com o voto feminino nos Estados Unidos é voltar a idade da pedra e assumir uma ditadura. Pitaco 3: A Secretaria de Estado de Saúde comprou e repassou às prefeituras um glicosímetro que não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Zema “não tá nem aí”! Postos de saúde dispõem de insulina, mas falta a seringa. A vida do diabético é dura e não é doce.
Um jeca do mal
Durante anos, a política mineira foi marcada por seus personagens. Homens e mulheres tiveram seus nomes incluídos na história brasileira, participando, de alguma maneira, dos grandes momentos de um país que atravessou décadas de uma ditadura militar, que serviu para forjar aqueles que conseguiriam abrir caminhos para dias de democracia. Políticos mineiros estiveram sempre presentes no cenário nacional. Tinham poder decisivo em muitas situações governamentais do Brasil. Foram, por algumas vezes, o governo central. Minas Gerais deu ao Brasil políticos como José Maria Alkmin, Juscelino Kubitschek, Itamar Franco, Tancredo Neves e tantos outros, que ganharam notoriedade pelos feitos e pela forma de fazer política. No entanto, Minas também criou muita coisa ruim que o próprio destino cuidou de apagar da lembrança de todos. Acho que se colocar na balança o ruim ganha disparado do bom. Quando o Brasil resolveu adotar o pluripartidarismo, ou seja, uma colcha de retalhos de siglas partidárias, sabia que iríamos ter que aturar todo tipo de gente. A maior parte escondida em capas de “novidade” para se lançar como uma coisa diferente àquelas que os eleitores estavam acostumados. E foi assim no período pós-ditadura. Apareceu de tudo, abriram a porta da esperança. Eram artistas, ex-jogadores de futebol, policiais, militares, professores, religiosos, fraudadores, grileiros e pecuaristas. Era gente de todos os lados, buscando uma boquinha na política. Descobriram que a coisa dava dinheiro, como ainda dá. Tinha sigla para todos os gostos. Tudo começando com “P” de partido. O complemento ficava por conta dos interessados. Hoje temos 29 registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Os filiados crescem à medida que se aproximam os períodos eleitorais. Nos últimos tempos, dois partidos criados mudaram a maneira de praticar política no Brasil. O Partido Liberal, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e o Partido Novo, que surgiu com a vontade de ser diferente de tudo que já tinha visto na política. É nele que surgiu Romeu Zema. Realmente diferente de tudo que já apareceu na política mineira. Se imaginar alguém ruim, ele consegue ser pior, na gestão, no jeito de fazer política e nas suas atitudes. Um empresário bem-sucedido, com características simplórias de um jeca, mas com pensamentos e ações de fazer inveja a Paul Joseph Goebbels, político alemão e ministro da propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Um ser capaz de comer banana com casca para se promover e sugerir um plano para acabar com a população de rua das cidades, “guinchando” cada um deles, como carros estacionados em local proibido. Só não anunciou para onde iria levá-los. Podemos intuir que pode ser para um forno no próximo quarteirão. O mais incrível disso tudo é que ainda tem seguidores. Consegue ter gente que o apoia em seus planos de extermínio. O dito-cujo esteve recentemente em El Salvador para conhecer o plano de segurança da cidade, famosa por alugar presídios para condenados americanos, além de prender seus cidadãos sem nenhuma comprovação jurídica. Viajou acompanhado de seu secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, um “bombadão” que mais parece segurança de cantor sertanejo ou de dirigente de futebol. Tem mais, recentemente anunciou que autorizou o seu “Rambo” a viajar para Israel. Qual seria o motivo? Aprender com os bombardeios em Gaza? Para completar, Zema autorizou o aumento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). O aumento foi superior a 250%. Uma coisa é certa, se alguém pretende rezar por Zema, reze para o corpo, porque a alma já está com o capeta há muito tempo. Pitaco 1: Apesar dos apelos, o prefeito Álvaro Damião não desistiu da viagem a Israel, onde foi conhecer o sistema de segurança usado em suas cidades. Era só ver pela televisão. Lá todo mundo tem uma arma e de grande calibre. Melhor cuidar da educação. Pitaco 2: Só lembrando que a Europa parou para aplaudir Cristiano Ronaldo, com seus 40 anos, se emocionando com mais um título. Aqui no Brasil, Fábio e Hulk jogam fácil na Seleção de Ancelotti. Será que teremos que esperar Neymar completar 40 anos e ter mais responsabilidade?
Descaso pelo saber
A fixação do atual ocupante do Palácio Tiradentes da Cidade Administrativa de Minas Gerais por Lula é uma coisa doentia. É paixão mesmo! Não passa um dia, uma hora, um momento, sem mencionar o presidente. É no café, no almoço, na janta e até na hora de dormir. Coisa de paixão mal resolvida. Na maior parte das vezes a citação é feita de maneira jocosa e desrespeitosa, mas com aquela coisa que só os amantes não correspondidos podem entender. Até mesmo seus auxiliares mais diretos já não aguentam mais. O assunto aparece até mesmo em eventos oficiais. Até parece que recebeu uma orientação para falar o máximo possível o nome do Lula e o tem feito com muito êxito. Enquanto a questão da paixão não é resolvida, a saúde em Minas vai sofrendo. A prova disto está no sucateamento do Hospital do Ipsemg, que já foi um dia referência no atendimento ao servidor público. A tentativa de privatizar o Hospital Maria Amélia Lins é a prova do descaso no atendimento médico das pessoas carentes. A Justiça impediu o edital para a licitação, mas o hospital foi quase desativado e como braço do Hospital de Pronto Socorro de BH, que também está prejudicado, está atendendo a população na base do conta-gotas. Quando um gestor público não pensa em Saúde e Educação, bom sujeito não é. Não pensa em seus eleitores que depositaram confiança nos seus dois mandatos. Reclamar da dívida do seu antecessor só colou no primeiro mandato. No segundo, a dívida deveria ser assumida. E o pior, ela ficou muito maior e virou motivo de choradeira para quem herdá-la. Mas parece que o atual ocupante do palácio mineiro encontrou a fórmula mágica para resolver a questão. Criou um PL 3.738 que trata de repassar para a União os bens de algumas autarquias do governo, entre elas a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Criada em 1989 por um sonho do professor Aloísio Pimenta, essa universidade é de todos os mineiros, pois oferece ensino universitário gratuito em dezenas de municípios de Minas Gerais. O professor Aloísio foi, durante muito tempo de sua vida, colunista do Edição do Brasil, sempre defendendo a Educação. A UEMG oferece diversos cursos, entre eles o de design, já cotado como um dos melhores do mundo e o curso de Artes Plásticas da Escola Guignard, oriunda da Escola de Belas Artes do Mestre Alberto da Veiga Guignard, amigo de JK, que iniciou suas aulas no Parque Municipal, também tem reconhecimento. Talvez o governante não conheça a importância de Aloísio Pimenta e de Guignard, assim como desconhece a notoriedade da poeta Adélia Prado. O seu vice-governador foi para a TV mostrar as vantagens dessa federalização. Segundo ele, todos irão ganhar, alunos, professores e servidores. A proposta soa como um amplo trem da alegria, pois existem diferenças entre os requisitos para a escolha de professores nas universidades federais. Além disso, a proposta não respeita a autonomia universitária de sua Reitora e do Conselho da Universidade. Uma aberração. Uma coisa muito estranha é o silêncio da nossa classe política com relação à toda essa negociata. O ex-governador Antônio Anastasia foi o criador da Faculdade de Ciências Públicas da UEMG, hoje um dos mais procurados cursos oferecidos. O ex-governador Aécio Neves já foi entusiasta da Universidade, foi na sua gestão que surgiu a ideia de um Campus do Saber, na Cidade Nova, próximo à UFMG. Silêncio estranho também do deputado Betinho Pinto Coelho, terceiro vice-presidente da Assembleia. Filho do ex-governador Alberto Pinto Coelho e da professora Santuza Abras, escritora e diretora da Faculdade de Educação, que foi vice-reitora eleita pelo voto direto da comunidade estudantil. Era uma pessoa apaixonada pela instituição. Muitos outros políticos à procura de votos aproveitaram os benefícios da universidade mineira ofertando cursos em sua região. Esses também precisam ser cobrados. Em suma, o Governo de Minas está interessado em vender e o resto que se exploda. Pitaco 1: A mulher do senador Sérgio Moro está propondo um projeto para o Sistema Único de Saúde (SUS) atender mães e pais de boneca reborn. Eles já têm atendimento, só procurar o CERSAM. Pitaco 2: O dinheiro levado dos aposentados não volta tão cedo. O governo podia suspender a cobrança dos consignados por três meses. Todo mundo ficaria feliz. Até quem roubou.