Calendário apertado no futebol
O réveillon parece que foi ontem, o Natal anteontem, mas já está terminando janeiro, o Carnaval chegando, os dias estão “voando”. O ano de 2026 começou com a bola já rolando pelos gramados de todos os estádios pelo Brasil, diferente dos anos anteriores em que começavam no final de janeiro. Os campeonatos estaduais iniciaram com muitas novidades, contratações de jogadores e com o aproveitamento dos jovens atletas da base nos primeiros jogos. Esse ano o “bicho” vai pegar, os estaduais serão mais curtos, o Campeonato Brasileiro mais longo, a Copa do Brasil reformulada e terão torneios regionais inéditos. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alterou o calendário do futebol nacional que está sendo adotado este ano e vai até 2029 – isso se “os cartolas” não modificarem. É a maior reformulação do futebol nacional desde os pontos corridos. Com mudanças profundas, o objetivo da entidade é equilibrar o calendário, reduzir a quantidade de jogos para os clubes de elite e, ao mesmo tempo, aumentar as oportunidades para clubes das divisões inferiores. O Campeonato Brasileiro começa no final de janeiro e vai até dezembro. Pela primeira vez desde a implementação do sistema de pontos corridos, o torneio será disputado de forma integral ao longo do ano, com início em 28 de janeiro e término em 2 de dezembro. A competição passa a ter maior espaçamento entre as rodadas e não será mais interrompida durante Datas Fifa, uma demanda antiga de clubes, jogadores e técnicos. Com isso, a expectativa é de jogos com elencos completos e melhor qualidade técnica. Os campeonatos estaduais serão enxutos, com 11 datas, iniciados no dia 10 de janeiro e com término em 8 de março. Eles dividirão espaço com as rodadas iniciais do Brasileirão em algumas semanas, embora as finais dos estaduais contem com semanas exclusivas, sem sobreposição de jogos nacionais. Os clubes deverão ter um elenco de jogadores grande, com cerca de 36 atletas para aguentar a maratona de jogos nos estaduais e o Campeonato Brasileiro. E ainda Copa do Brasil que também será intensa. Essa foi uma das medidas mais discutidas com as federações locais e enfrentou resistência, especialmente de estados com forte tradição nos regionais. No entanto, a CBF justifica a mudança como necessária para valorizar o calendário nacional e preservar os atletas. A Copa do Brasil terá 126 clubes e final única, com o torneio mata-mata mais democrático do país, e ganhará um novo formato a partir de 2026. Os clubes da Série A entram apenas na quinta fase, última antes das oitavas de final. A final será em jogo único, marcada para o dia 6 de dezembro de 2026, encerrando a temporada. Os campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde, Série C e Série D começam na terceira fase. Além disso, a CBF escolherá sede neutra na final, priorizando infraestrutura, logística e acesso para torcedores de ambas as equipes. A CBF, também definiu a criação de três torneios regionais, com foco em ampliar o calendário para clubes fora das séries A, B e C: a Copa Sul-Sudeste: 12 clubes (2 por estado – PR, RS, SC, RJ, SP e MG); a Copa Centro-Oeste: contará com equipes da região e do Espírito Santo; a Copa Norte: volta ao calendário e será disputada em paralelo à Copa Centro-Oeste; os campeões de ambas se enfrentam na final da Copa Verde. Essas competições ocorrerão entre março e junho, com 10 datas reservadas. Clubes que participarem da Libertadores e Sul-Americana não poderão disputar as copas regionais. Com as mudanças, a CBF projeta uma redução de até 15% no número de jogos disputados pelos clubes da Série A, principalmente com a diminuição dos estaduais e o ingresso tardio na Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, a base da pirâmide do futebol nacional será mais contemplada: a Série D passará de 64 para 96 clubes, e haverá 82 novas vagas em competições organizadas pela CBF. Apesar do novo calendário entrar em vigor já em 2026, os maiores benefícios serão sentidos apenas em 2028. Isso porque este será ano de Copa do Mundo masculina, com previsão de 55 dias de impacto no calendário entre datas Fifa e o Mundial, em 2027 terá a Copa do Mundo Feminina, que será realizada pela primeira vez no Brasil, e exigirá a entrega antecipada de estádios para a Fifa, restringindo o uso de algumas praças esportivas. Assim, a previsão da CBF é de que o calendário atinja pleno funcionamento apenas em 2028, com todas as engrenagens ajustadas. Como o futebol é jogado com a bola, a redondinha já vai a mil, que os dirigentes organizem seus clubes, os elencos sejam fortes, pois a reformulação do calendário é uma tentativa ambiciosa da CBF de modernizar o futebol nacional, conciliando interesses de clubes grandes e pequenos, federações, patrocinadores e torcedores. Se conseguirá agradar a todos, ainda é cedo para saber. Mas uma coisa é certa: o futebol brasileiro, a partir de 2026, terá uma nova cara — mais racional, mais inclusiva e, ao que tudo indica, mais profissional. Assim esperamos, pois o futebol é a paixão do brasileiro, acompanhar seu time de coração, ir aos estádios, vestir a camisa do seu clube, e gritar é campeão. Feliz 2026!
O VAR e sua interferência no futebol
O futebol brasileiro está em férias, com um calendário apertado de competições para os principais clubes do futebol, nas disputas de Campeonato Estadual, pré-Libertadores, Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Viagens para todos os cantos do extenso Brasil, as equipes não pararam, jogo atrás de jogo, mas o grande vilão foi o VAR. No nosso país que já foi chamado de o “país de chuteiras”, pela paixão dos torcedores e pelas cores do seu time, tem o sistema “aVARcalhando” os jogos. Os juízes dependem dos árbitros do VAR que não sabem medir as linhas de impedimento, entre outros detalhes em pênaltis e cartões vermelhos. E a bola começa a rolar no começo de janeiro de 2026 com os campeonatos estaduais, e muitos jogos em disputas de campeonatos, além da Copa do Mundo, que vai acontecer nos Estados Unidos, Canadá e México. Pelas pesquisas realizadas, as consultas ao monitor na beira do gramado aumentam 33% e o tempo médio de jogo parado pelo árbitro de vídeo cresce 9%. Veja quais são os árbitros com mais paralisações e mudanças de decisão. O árbitro de vídeo foi mais intervencionista no Campeonato Brasileiro de 2025. A prova disso é que o número de revisões na beira do gramado e a quantidade de decisões alteradas cresceram de forma expressiva em relação ao ano passado. Ambos os índices atingiram o maior patamar da história da competição. A tecnologia foi implementada pela primeira vez em 2019. Os juízes foram chamados como nunca à beira do gramado para revisar possíveis erros. Ao todo, foram impressionantes 163 consultas ao vídeo em 2025, superando com folga o antigo recorde de 146 revisões realizadas na ARA (Área de Revisão do VAR) no ano de estreia da tecnologia, em 2019. Houve um aumento de 33% nas consultas ao vídeo na beira do campo em relação ao ano passado. O crescimento das revisões na ARA teve impacto direto no número de decisões alteradas. Nesta edição, os árbitros corrigiram erros de campo 192 vezes, sendo 147 após consultas na beira do gramado e 45 via ponto eletrônico. Trata-se do maior número já registrado na história do Brasileirão. O recorde anterior era de 2020, com 187 mudanças. No comparativo com 2024, as mudanças de decisão tiveram um salto de 18%. Outro aspecto relevante no uso da tecnologia é o tempo de jogo parado durante as checagens do árbitro de vídeo. A Comissão de Arbitragem pôde observar um aumento no tempo médio das interrupções provocadas pelo VAR. Em 2025, cada intervenção consumiu uma média de 1 minuto e 40 segundos. Um crescimento de 9% em relação à edição anterior. O dado reforça a tendência de maior interferência do VAR e estabelece, também nesse quesito, o maior tempo médio já registrado em toda a história do Brasileirão. O lance mais demorado considerando os minutos da revisão foi na derrota do Corinthians por 2 a 1 para o Bahia. Paulo Cesar Zanovelli (juiz) e Rafael Traci (VAR) precisaram de 7 minutos e 53 segundos para validar o gol de Gui Negão e anular o impedimento do atacante na jogada. Os dados confirmam que houve uma piora em vários indicadores. O que mais me chama a atenção é o aumento de mudanças de decisão. O número é altíssimo, recorde desde a implantação do VAR em 2019. 192 mudanças de decisão em 380 jogos mostram o quanto o sistema é intervencionista no Brasil. Os árbitros se acomodaram em uma zona de conforto, não decidem em campo, transferem a responsabilidade para equipe do VAR e usam a ferramenta como “muleta”. Os árbitros, na maioria das vezes, durante a revisão no monitor à beira do gramado, estão se vendo próximo das jogadas. Isso mostra falta de coragem para tomar decisão. Um levantamento mostrou que, em maio, o Brasileirão registrava o maior número de idas do árbitro para revisar o lance desde que o VAR foi implementado. Na época, os dados eram referentes até a 9ª rodada da competição. A Comissão de Árbitros da CBF, com base nas orientações da FIFA, mudou a linha de atuação do VAR. A filosofia original de “Mínima interferência com máximo benefício”, na qual o VAR julgava se tinha ocorrido um erro claro e óbvio, foi substituída por “É ou não é?”, onde o VAR atua como assistente para que a melhor decisão seja tomada, nesse caso, o árbitro central é quem julga e toma a decisão final. Árbitro com mais paralisações de jogo e mudanças foi o carioca Alex Gomes Stefano, de 37 anos, o juiz que mais precisou interromper uma partida do Campeonato Brasileiro para se comunicar com o árbitro de vídeo. Ao todo, foram 51 paralisações em 21 jogos apitados na competição. O recorde dele foi no jogo entre Grêmio e Fortaleza pela 14ª rodada, com comando de Charly Wendy Straub Deretti na cabine do VAR. Naquela ocasião, o jogo foi paralisado seis vezes para a comunicação entre os dois: todos pelo ponto eletrônico. Apesar de Alex Gomes Stefano ser um dos árbitros que mais paralisam o jogo, ele alterou suas decisões de campo apenas 10 vezes. No topo do ranking aparece o paranaense Lucas Paulo Torezin, de 42 anos. O recordista absoluto registrou 17 mudanças de decisão em 22 partidas no Brasileirão. Na goleada do Mirassol por 4 a 1 sobre o Grêmio, pela 4ª rodada, foram três mudanças registradas na partida comandada por ele. Primeiro, validou o gol de Braithwaite após anular um impedimento. Depois, corrigiu um erro de identificação ao confirmar que Edenílson foi o autor da falta. Por fim, anulou um pênalti de Neto Moura em João Pedro após consultar o vídeo. Árbitro de vídeo com mais paralisações de jogo e mudanças: Eleito melhor árbitro de vídeo do Brasileirão, Caio Max Augusto Vieira foi quem mais solicitou ao juiz de campo que parasse a partida para análise de uma jogada. O potiguar de 43 anos foi quem mais interviu na competição: 53 paralisações em 33 partidas comandadas diretamente da cabine do VAR. Nenhum outro árbitro de vídeo foi
A cera no futebol
“Fazer cera” no futebol significa atrasar propositalmente o jogo para fazer o tempo passar, especialmente quando uma equipe está em vantagem. Essa ação, também chamada de catimba, pode ser feita de várias maneiras, como segurar a bola por muito tempo, demorar para cobrar laterais e escanteios, ou forjar lesões. O termo é usado tanto por jogadores quanto pelo goleiro, atrasando o jogo de forma intencional para esgotar o tempo restante, quando o time está ganhando, para manter a vantagem no placar e tirar o ritmo do adversário. Já estamos cansados de ver tanta cera ou catimba nos jogos. Por exemplo, o goleiro demora a repor a bola após uma defesa, jogador demora para cobrar um lateral, substituição de jogador é arrastada por mais tempo do que o necessário, simular uma lesão para ganhar tempo no final do jogo. Para tentar diminuir a cera dos goleiros está valendo o limite de 8 segundos para repor a bola. Se o limite for ultrapassado, a infração resulta em um escanteio para o time adversário, e não mais um tiro livre indireto como era antes. Como cronista esportivo, gosto de verificar pesquisas sobre o futebol, relatos de que outros fatos constantes nos jogos são os atendimentos médicos a um goleiro é de fato por lesão e quando é apenas uma estratégia para retardar o jogo? Essa foi a pergunta que guiou o estudo conduzido pelo economista Bruno Imaizumi, com base em 637 atendimentos médicos mapeados desde o Brasileirão de 2022. A análise estatística identificou padrões e chegou a uma conclusão: 82,6% dos atendimentos foram classificados como cera pelo algoritmo. A pesquisa chegou ao ponto central do estudo em usar a regressão logística, um método estatístico que estima a probabilidade de um evento ocorrer (neste caso, um goleiro receber atendimento médico) a partir de várias condições do jogo ao mesmo tempo. O objetivo não foi julgar a intenção do goleiro, mas sim traduzir em números as situações que costumam indicar “cera”. A lógica é a seguinte: o modelo foi treinado usando dados reais de atendimentos médicos a goleiros e várias informações de contexto (placar no momento, se jogava fora ou em casa, finalizações sofridas nos últimos minutos, entre outras). Com isso, ele “aprendeu” quais padrões tornam um atendimento mais provável, especialmente sob condições onde parar o jogo pode ser vantajoso taticamente para o time do goleiro. Ao comparar cada caso concreto com esses padrões, o modelo consegue calcular a probabilidade de aquele atendimento ter sido motivado por uma tática de segurar o jogo e não apenas por necessidade médica. Para classificar um atendimento médico como “cera” foram considerados todos os casos em que o modelo estimou mais de 50% de probabilidade de ser uma pausa intencional para retardar o jogo. Com esse critério, o algoritmo identificou 526 dos 637 atendimentos como tentativa de cera. Em média, cada paralisação de jogo durou 1 minuto e 46 segundos. Como o goleiro é o único jogador que recebe atendimento em campo sem que o árbitro autorize a retomada da partida, ele costuma usar esse momento como estratégia para esfriar o jogo. Essa, porém, não é a única forma de retardar o reinício: atrasar a cobrança de tiros de meta ou segurar a bola por mais tempo após uma defesa também são práticas comuns. Embora a regra dos 8 segundos tenha sido criada para coibir esse comportamento, ainda é frequente ver goleiros ultrapassando esse limite sem punição. Quando a análise é feita pelo placar de momento do jogo durante um atendimento, os dados mostram que a maioria das paralisações acontece quando o placar está empatado ou quando o time do goleiro vence por apenas um gol, justamente os cenários em que parar o jogo ajuda a segurar o resultado e faz o relógio andar. Com base nisso, foi desenvolvido um modelo que estima, a cada janela de cinco minutos, a probabilidade de o goleiro receber atendimento em campo. Se o time do goleiro joga como mandante ou visitante; a diferença do valor de mercado entre as equipes; a diferença de posição na tabela entre as equipes antes da partida começar; os chutes sofridos nos últimos 5 minutos, ou seja, quão perigosas foram as chances contra o goleiro nesse período; a diferença de placar no momento do atendimento médico. Mais do que evidenciar o impacto das táticas em campo, esse estudo representa um avanço na mensuração do comportamento da cera no futebol, tema que já motivou novos testes de regras pela Fifa e modificações em campeonatos nacionais para preservar o ritmo da partida. A metodologia desenvolvida pode servir de base para futuras análises sobre o efeito de medidas disciplinares, pedagógicas ou normativas no contexto futebolístico brasileiro. O aperfeiçoamento dessas métricas permite identificar, de forma sistemática, as circunstâncias que incentivam práticas de retardo por parte dos goleiros, contribuindo para tornar o futebol mais técnico, transparente e rigoroso na análise de condutas táticas. Se todas as variáveis do modelo estiverem em zero (em referência, ou seja, jogando em casa, sem diferença de valor e posição, sem gol sofrido, demais diferenças de placar que não sejam 0 ou 1 e idade – média dos goleiros), o modelo prevê uma chance muito baixa de atendimento de um goleiro de 0,29%. Goleiros jogando fora de casa têm aproximadamente 56% mais chance de pedir atendimento em relação aos goleiros jogando em casa. Quanto maior a diferença entre o time do goleiro e o time adversário, sendo o adversário mais forte, a chance de atendimento aumenta cerca de 32%. Para cada posição que o adversário está acima na tabela, há um aumento de 2% na chance de atendimento. Uma finalização com probabilidade de ser convertida em gol sofrida nos últimos 5 minutos aumenta em 44,7% as chances de atendimento a um goleiro quando o jogo está empatado, a chance de ter atendimento sobe 144% em relação a outros casos. Se o time do goleiro está vencendo por um gol, a chance de atendimento é 306% maior (ou seja, multiplica por mais de quatro vezes). O futebol
Brasil se prepara para as Olimpíadas
Ouro, prata e bronze, quantas emoções nas competições dos Jogos Olímpicos. Isso mesmo, já estamos pensando em 2028. Para quem gosta dos esportes, seja futebol, vôlei, basquete, atletismo, ginástica de solo e barras, arco e flecha, judô, natação e tantos outros, os Jogos Olímpicos nos fascina, é muita emoção. Os Jogos Olímpicos já nos deixam ligados na preparação das equipes e atletas brasileiros nas suas etapas das competições, preparando para a próxima edição das Olimpíadas que serão realizadas em Los Angeles, de 14 a 30 de julho de 2028. Esta será a terceira vez que a cidade sedia os Jogos de Verão, tendo também sediado as edições de 1932 e 1984. O evento de 2028 contará com cinco novos esportes: beisebol/softbol, squash, flag football, críquete e lacrosse. Faltam menos de mil dias para o início dos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028, os atletas e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) seguem em intensos preparativos para a missão, na esperança de consolidar um ciclo olímpico que começa promissor. O ano de 2025, em especial, tem sido marcado por relevantes resultados de atletas brasileiros em diferentes modalidades. Como exemplo disso estão as medalhas ou finais (até 8º lugar) em Mundiais em 2025 de atletas das águas abertas, atletismo, boxe, canoagem slalom, canoagem velocidade, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, surfe, tênis de mesa, tiro com arco, vela e vôlei. Para 2025, o COB tem um orçamento de R$ 594 milhões. Deste valor, a maior parte é destinada a ações e investimentos no esporte. O COB recebe recursos através dos patrocinadores e da Lei das Loterias (cerca de 1,7% do valor apostado em todas as loterias federais do país são repassados ao Comitê desde 2001). Sendo a destinação para ações esportivas: R$ 482 milhões direcionados exclusivamente para atividades ligadas ao esporte e o repasse às Confederações: R$ 265 milhões, um valor recorde, são repassados diretamente às Confederações Brasileiras Olímpicas. Na preparação para Los Angeles 2028, a missão brasileira também já deu passos significativos, com reuniões estratégicas e viagens de reconhecimento à cidade-sede. O COB tem atuado de forma proativa para garantir o melhor ambiente e estrutura para os atletas, realizando sua primeira reunião de trabalho logo no início de 2025 para traçar o planejamento. O mapeamento de instalações que podem servir como soluções de serviços ao redor do perímetro de segurança da Vila Olímpica teve início ainda em 2022, e no ano seguinte foi realizada a primeira visita para entender as possibilidades, distâncias e características dos locais. Mesmo que os Jogos Olímpicos de Los Angeles estejam a mil dias, a preparação dos atletas, comissões técnicas e parte administrativa é intensa. São muitas atividades em jogos preparatórios, aperfeiçoamentos, estudos de técnicas, saber como estão os atletas de outros países, além de aquisições de equipamentos de última geração para o aperfeiçoamento dos atletas em suas performances. Os Jogos Olímpicos da Era Moderna começaram a ser disputados em 1896. A primeira edição aconteceu em Atenas, na Grécia, com a participação de cerca de 241 atletas. Já a primeira vez que o Brasil esteve presente na competição foi em 1920, participando de todas as edições desde então, com exceção de 1928. Considerando Paris 2024, ao longo de 24 edições de Jogos Olímpicos de Verão, o Brasil conquistou um total de 170 medalhas, sendo 40 de ouro, 49 de prata e 81 de bronze. Já nas Olimpíadas de Inverno, o país participou de nove edições, porém não subiu ao pódio em nenhuma ocasião. Estes números tornam o Brasil o melhor país sul-americano na história dos Jogos Olímpicos e o quarto maior ganhador das Américas, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Cuba, respectivamente. Nos Jogos Olímpicos de 1920, na Bélgica, o Brasil levou uma delegação de 22 atletas, todos homens. O país conquistou, então, suas três primeiras medalhas nesta edição, todas no tiro esportivo. Guilherme Paraense foi o primeiro atleta brasileiro a subir ao lugar mais alto do pódio. Já Afrânio da Costa foi medalha de prata, enquanto o país conquistou o bronze na disputa por equipes, com Guilherme, Afrânio, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade. Esportes brasileiros com mais medalhas olímpicas – Com 28 medalhas, o judô é o esporte em que o Brasil mais conquistou medalhas. Os judocas brasileiros subiram ao pódio em todas as edições desde 1984. Logo atrás vem o vôlei, com 13 na quadra e 14 na praia. A modalidade é também a mais vitoriosa, ultrapassando a vela, com nove ouros. E foi no vôlei que o Brasil se tornou o primeiro país a ser campeão em todas as quatro modalidades: quadra masculino em 1992, praia feminino em 1996, praia masculino em 2004 e quadra feminino em 2008.
Desafios das Sociedades Anônimas do Futebol
Quem acompanha o futebol sabe que a regra de 2 + 2 nos clubes, às vezes, não são quatro, “uai” como assim! São as contas que não fecham, os clubes gastam mais que recebem das receitas, com isso, as dívidas só aumentando, alguns clubes “quase” entraram em sistema de falência. Infelizmente, alguns dirigentes dão a canetada nas despesas sem responsabilidade, deixando os clubes na conta vermelha, e o futuro dirigente recebe a “bomba” das dívidas do antecessor. No Brasil, em 2025, há vários times que são ou estão se tornando Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Entre os clubes que disputam a Série A estão Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Fortaleza, enquanto o Vasco também se consolidou nesse modelo, de acordo com a atual situação, mas está em litígio com a empresa que comprou. Em outras divisões, clubes como o Figueirense e o Londrina são exemplos de SAFs na Série C, que ganhou outros clubes-empresas em 2025, enquanto na Série D, clubes como o Cianorte e o Portuguesa adotaram o modelo com o objetivo de subir de divisão. Times SAF no Brasileirão 2025, Série A: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fortaleza e Vasco. Série B: América-MG, Athletic, Atlético-GO, Botafogo-SP, Coritiba, Cuiabá, Ferroviária, Novorizontino, Amazonas e Cuiabá. Este último é um caso especial, pois foi comprado pela família Dresch, em 2009, e já funcionava como modelo empresarial. Série C: Figueirense e Londrina. Série D: Cianorte, Boavista-RJ e Portuguesa são mencionados como SAFs, com a Portuguesa sendo alvo de um aporte significativo de R$ 1 bilhão. O Brasil já ultrapassa a marca de 100 clubes no modelo SAF, com mais de 60 estados representados no futebol brasileiro. A instituição da Sociedade Anônima do Futebol, regida pela Lei 14.193/2021, inaugurou uma mudança estrutural na forma de organização dos clubes brasileiros. Ao adotarem a roupagem de sociedade empresária no futebol, passam a dispor de um modelo que alia instrumentos de governança corporativa, regras de mercado de capitais e mecanismos de recuperação de passivos. Essa legislação ataca uma realidade conhecida: décadas de má gestão, dependência de receitas irregulares e endividamento que, em muitos casos, inviabilizava a continuidade dos clubes em patamares competitivos. Entre os principais atrativos jurídicos da SAF, destacam-se o Regime Centralizado de Execuções, que organiza a cobrança judicial das dívidas e garante maior previsibilidade no cumprimento das obrigações, e a possibilidade de emissão de debêntures-fut, títulos voltados para a captação de recursos junto a investidores. Ademais, a estrutura societária permite a entrada de acionistas majoritários ou minoritários, viabilizando o aporte de capital e o profissionalismo administrativo. O impacto econômico imediato já pode ser observado em alguns clubes que migraram para o modelo, atraindo grandes investidores e reestruturando suas dívidas em patamares inéditos. Entretanto, essa abertura de mercado levanta preocupações. A depender do nível de intervenção do investidor, existe o risco de perder a identidade do clube, com a substituição da tradição associativa por uma lógica estritamente empresarial. A experiência internacional mostra exemplos de sucesso, como clubes europeus que se tornaram potências globais após investimentos, mas também de fracasso, com casos de ingerência financeira e abandono de projetos pelos investidores. Outro desafio relevante é a desigualdade entre clubes. Enquanto alguns possuem vínculo de torcida, marca forte e maior capacidade de atrair capital, outros têm dificuldades para conseguir investidores, ampliando a concentração de poder esportivo-econômico em poucos atores. Nesse sentido, a regulação estatal e a fiscalização tornam-se essenciais para garantir transparência, equilíbrio concorrencial e proteção ao interesse envolvido no futebol, indo além do campo esportivo e assumindo relevância sociocultural. Diante desse cenário, a SAF é um avanço em termos de modernização e gestão empresarial. Contudo, não é uma solução absoluta. A consolidação do modelo dependerá não apenas de aplicação rigorosa da legislação, mas também de políticas públicas de fomento à base esportiva, preservação da identidade cultural dos clubes e mecanismos de fiscalização que impeçam abusos econômicos. O futuro da gestão do futebol brasileiro depende da capacidade de harmonizar a lógica empresarial com os valores sociais que o futebol possui. O desafio está em fazer da SAF além de um instrumento de recuperação e sustentabilidade financeira, mas também um modelo capaz de assegurar competitividade, justiça esportiva e respeito à tradição de um dos maiores patrimônios culturais do país: o futebol.
Profissionalização da arbitragem no futebol
Quando o jogo de futebol termina em campo, um assunto sempre está nas ruas, nos comentaristas de rádios, TVs, jornais e redes sociais: o juiz do jogo errou, o analista do VAR errou, é sempre assim. A arbitragem do futebol brasileiro nos últimos anos está péssima, erros atrás de erros, e o VAR, que foi feito para ajudar, está atrapalhando. Como sempre falo, está “aVARcalhando” o futebol, não sabem fazer linha de impedimento, analisar mão na bola, ou bola na mão, entre outras polêmicas da arbitragem. A adoção de novas tecnologias no esporte, como a do árbitro assistente de vídeo, que tem o objetivo de reduzir a ocorrência de erros humanos no futebol. Enquanto ferramentas auxiliares não se consolidam, falhas em lances polêmicos e interpretativos seguem pesando na conta dos árbitros brasileiros. A urgência por melhor capacitação de juízes e o estigma que envolve a profissão servem de argumento para que se questione as condições atuais de trabalho da categoria. A arbitragem de futebol é reconhecida legalmente como profissão no país desde outubro de 2013. Apesar disso, árbitros nacionais não atuam em regime profissional, como acontece em países como Portugal, Inglaterra, Espanha, entre outros, que oferecem salários mensais e bonificações. Na prática, suas regras de trabalho são definidas na Lei Pelé. Ela define os árbitros como trabalhadores autônomos, sem vínculos empregatícios formais com federações estaduais ou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo. Sem terem remuneração fixa, os árbitros são escalados para cada partida por sorteio, sendo pagos conforme o número de jogos que apitam. Os ganhos por partida dependem diretamente do “nível” do juiz. Um árbitro vinculado à Fifa recebe cerca de R$ 8 mil por jogo. Árbitros da CBF, por sua vez, faturam R$ 5 mil por partida trabalhada na Série A. A quantia é proporcionalmente menor para campeonatos de menor expressão e os assistentes recebem cerca de 60% do valor dado aos árbitros. Na CBF estão registrados cerca de 600 árbitros e assistentes. Caso não sejam sorteados (ou sejam amigos da comissão de arbitragem da CBF), os juízes podem passar até algumas semanas sem apitar. Por conta desse funcionamento, entidades administrativas não precisam manter responsabilidades trabalhistas ou previdenciárias. Embora existam casos de árbitros que se dediquem apenas ao trabalho dentro das quatro linhas, a maioria segue conciliando a dedicação ao esporte com outras atividades profissionais. Isso seria um dos fatores que limitam o potencial de árbitros e tornam desproporcional a cobrança por rendimento. No Brasil, duas coisas são fundamentais: profissionalização e fim do sorteio. Isso seria bom não só em relação a salários, mas em ter um tempo integral para o árbitro se preparar melhor para essa função, que é extremamente difícil, complicada e polêmica. O juiz de futebol é figura amadora, solitária, que deve ir atrás de treinamentos e recuperação, tudo por conta própria. Debates sobre técnicas de arbitragem e preparação física são importantes, trabalhar o psicológico, mas poucas federações estaduais apoiam esses trabalhos dos juízes durante o ano. Para a grande maioria dos juízes, a profissão costuma funcionar como uma espécie de complemento de renda. Após realizarem um curso de capacitação que dura, em média, um ano, árbitros podem pleitear uma vaga nas federações. Cursos desse tipo são oferecidos por sindicatos de árbitros ou pelas próprias federações, o que varia de estado para estado. Se aprovados em testes teóricos, psicológicos e de aptidão física, os juízes ficam à disposição da federação ao qual pertencem. Para fazerem parte do quadro nacional e pleitearem vagas como árbitros Fifa, devem ser indicados pelas federações. A grande visibilidade do trabalho dos juízes prevê cobranças na mesma proporção. De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, árbitros podem ser suspensos ou até multados por não seguirem as regras oficiais do esporte, omitirem-se em situação de indisciplina entre atletas, ou não comunicar ocorrências nas súmulas ao fim da partida, por exemplo. O que me chama a atenção é que nunca vi notícias que eles foram multados por erros. A CBF precisa de cerca de 120 árbitros para o Campeonato Brasileiro das Séries A, B, C e D, que devem estar o tempo todo em treinamento. Se um deles comete um erro no final de semana, não adianta que volte para casa e fique 15 dias fora da escala. Isso vai melhorar em que a situação dele? Um árbitro já sabe depois do jogo que errou e que vai ficar fora. Segundo as pesquisas de especialistas na área administrativa do futebol, a estimativa dos custos anuais para a profissionalização dos serviços de arbitragem no Brasil gira em torno de R$ 65 milhões. O aspecto logístico também foi apontado como entrave para o regime de dedicação exclusiva dos árbitros. O sistema pode ser chamado de “Arbitrolândia”, onde todos estariam reunidos para fazer os trabalhos? Como seria a legislação, o tempo de serviço, contribuição previdenciária? Então, não é tão simples como as pessoas colocam. Será que iria melhorar a péssima arbitragem em campo e do VAR pelo Brasil? Enquanto isso, a bola rola e o torcedor continua apaixonado pelo seu clube e, em sua maioria, os árbitros (juízes) continuam péssimos!
Apelidos no futebol
Se um locutor de rádio ou TV narrasse o gol de Edson Arantes do Nascimento, Eduardo Gonçalves de Andrade, Arthur Antunes Coimbra, Ronaldo Nazário, José Reinaldo de Lima, Ronaldo de Assis Moreira ou Givanildo Vieira de Sousa, alguém saberia quem era o autor? O futebol brasileiro sempre trouxe à tona a criatividade nos apelidos de seus atletas. Eles marcaram a vida dos craques dentro dos gramados, respectivamente, Pelé, Tostão, Zico, Ronaldo Fenômeno, Reinaldo, Ronaldinho Gaúcho e Hulk. Não à toa, o maior jogador de futebol do mundo, Edson Arantes do Nascimento, ficou conhecido por sua alcunha: Pelé, todos conheciam e falavam Pelé nos quatro cantos do planeta. Desde a base, os jogadores começam a brincar com os colegas em campo, também naquela prosa nas concentrações ou nas viagens, os apelidos aparecem e são denominados para o jogador ser chamado nas partidas. Alguns não gostam no começo, mas a torcida adota, os cronistas esportivos começam a chamar aquele jogador pelo apelido e o nome de batismo vai sendo esquecido. No meio futebolístico, os jogadores são da “resenha”, os melhores apelidos são aqueles que demonstram afeto e são significativos para a pessoa que o recebe. Podem ser baseados em características físicas, traços de personalidade, momentos especiais ou simplesmente serem carinhosos e originais. O mais importante é que o apelido seja escolhido com carinho e que a pessoa goste de ser chamada por ele. E os nomes compostos de jogadores lógico que marcam, como Ademir da Guia “o Divino”, Roberto Dinamite, Serginho Chulapa, Dario Peito de Aço, Dadá Maravilha, Jairzinho, Branco, Dunga, Cafu, Garrincha, Zizinho, Pepe, Zinho, Cadu, Ziza, Tchô, Leão, Nelinho, Búfalo Bill, Dida, Luizinho, Zito, Batista, Cafuringa, Dedé, Junior, Manga, Dedé, Palhinha, Xuxa, Kaká, Vampeta, Biro Biro, Boiadeiro, Kafunga, Guará, Careca, Cabeção, Jair Bala, Juca Show, Batata, Formiga, Cobra, Faísca, entre outros. Pergunte a alguém da família, aos amigos, a brincadeira de lembrar os apelidos vai ser muito interessante. Temos ainda esses apelidos pelo Brasil afora: Rafael Ratão, Gatito, Mosquito, Ganso, Pavón, Wellington Rato, Lucas Piton, Gabriel Veneno, Gabriel Menino, Vitor Jacaré, Emerson Urso, Erick Pulga, Wesley Pomba, Falcão, Willian Formiga, Gabriel Falcão, Dayvison Mosquito, Búfalo Parraguez, Guilherme Pato, Thiago Coelho, Pablo Pardal, Magno El Lobo, Vinicius Siri, Roni Lobo, Dudu, Biel, Vinícius Barata, Capote, Alex Galo, Yuri Mamute, Ronald Camarão, Yago Pikachu e Deivisson Pikachu, são centenas por todos os cantos e campos. O futebol é considerado o esporte mais popular do mundo por diversos fatores, incluindo sua simplicidade, universalidade e capacidade de envolver pessoas de diferentes idades e origens. Além disso, gera fortes emoções, tanto nos jogadores quanto nos torcedores, o que contribui para sua grande popularidade. No Brasil, existem cerca de 17 mil jogadores inscritos nas federações estaduais, desde a base até os profissionais. Sem dúvida, são muitas histórias no mundo da bola. Que seu time seja campeão e quem sabe o jogador que vai marcar o gol do título tem um apelido super engraçado, viva o bom futebol!
Futebol e investimentos
A janela extra de transferências está aberta desde o dia 1º de junho e vai até o dia 10. O período para contratações foi feito pela Fifa por conta da Copa do Mundo de Clubes 2025. No entanto, abre a possibilidade para que todos os clubes das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro regularizem reforços. As 20 federações, entre elas o Brasil, que têm representantes na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, decidiram abrir esta janela a todos os filiados. Assim, as equipes dos países envolvidos serão beneficiadas pela medida, que busca atrair mais jogadores para a competição. O torneio vai de 14 de junho a 13 de julho. O prazo final para o envio da lista de jogadores inscritos na Copa do Mundo de Clubes é o dia 10 de junho. O mundo da bola é uma “loucura”, muito dinheiro envolvido, e o Brasil, que como dizem é o país da bola, não para. Os dirigentes ficam a mil por hora em negociações de jogadores. Para verificar o movimento no Brasil, a Fifa registrou que a janela de transferências de janeiro de 2025 quebrou múltiplos recordes, tanto no masculino quanto no feminino, com o futebol brasileiro entre os destaques. Ao todo, 5.863 transferências de jogadores homens movimentaram US$ 2,35 bilhões (R$ 13,6 bilhões na cotação atual) no mundo – ambos os números são inéditos. Os valores representaram aumentos de 19,1% e de 57,9%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano passado. Foram US$ 5,8 milhões (R$ 33,6 milhões) gastos no feminino, um crescimento de 180,6%. As cifras foram atingidas com 455 transferências internacionais. No masculino, os times da Inglaterra desembolsaram US$ 621,6 milhões (R$ 3,6 bilhões). O top cinco é completado por Alemanha (US$ 295,7 milhões), Itália (US$ 223,8 milhões), França (US$ 209,7 milhões) e Arábia Saudita (US$ 202,1 milhões). O Brasil aparece em sétimo (US$ 76,3 milhões), atrás dos Estados Unidos (US$ 145 milhões). O Brasil foi o país que mais contratou e o segundo que mais vendeu. Foram 471 chegadas e 212 partidas, respectivamente. O futebol brasileiro ficou atrás apenas do argentino (255) no quesito exportador de atletas. Os times franceses foram os que mais receberam: US$ 371 milhões (R$ 2,14 bilhões). Alemanha (US$ 226,2 milhões), Inglaterra (US$ 185,2 milhões), Portugal (US$ 176,4 milhões) e Itália (US$ 162 milhões) aparecem na sequência. O Brasil aparece em sexto (US$ 12 milhões). Os números estão no relatório da janela produzido pela Fifa. O período analisado foi de 1º de janeiro a 4 de fevereiro. Clubes ingleses foram os mais gastões nas duas categorias. Números da janela de janeiro no masculino Inglaterra: US$ 621,6 milhões (R$ 3,6 bilhões); Alemanha: US$ 295,7 milhões (R$ 1,7 bilhão); Itália: US$ 223,8 milhões (R$ 1,3 bilhão); França: US$ 209,7 milhões (R$ 1,2 bilhão); Arábia Saudita: US$ 202,1 milhões (R$ 1,17 bilhão); Estados Unidos: US$ 145 milhões (R$ 838,8 milhões) e Brasil: US$ 76,3 milhões (R$ 441,4 milhões). Países que mais lucraram: França: US$ 371 milhões (R$ 2,14 bilhões); Alemanha: US$ 226,2 milhões (R$ 1,3 bilhão); Inglaterra: US$ 185,2 milhões (R$ 1,07 bilhão); Portugal: US$ 176,4 milhões (R$ 1,02 bilhão); Itália: US$ 162 milhões (R$ 937,2 milhões); Brasil: US$ 126 milhões (R$ 728,9 milhões). Países que mais contrataram: Brasil: 471; Argentina: 265; Portugal: 207; Espanha: 200 e Inglaterra: 190. Países que mais venderam: Argentina: 255; Brasil: 212; Inglaterra: 211; Estados Unidos: 188 e Portugal: 170. Padrões comportamentais podem afetar negativamente tanto decisões de investimento quanto opiniões do cotidiano. No futebol, grande paixão do brasileiro, isso não é diferente. O Campeonato Brasileiro está na décima rodada e já surge uma enxurrada de opiniões de apaixonados e comentaristas de futebol. Em momentos como esse, todo cuidado é pouco para que nossos julgamentos não caiam em armadilhas mentais típicas que também aparecem nas decisões de investimento no mundo da bola. Os torcedores são apaixonados pelos seus clubes, podemos perceber esse padrão quando torcedores, que outrora foram a favor da contratação de determinado jogador, tendem levar em conta apenas as jogadas bem-sucedidas que ele fez depois de contratado, ignorando aquelas em que ele errou, para confirmar sua aposta inicial. Com isso, em comparação com o mercado financeiro, esse viés fica claro quando investidores desenvolvem uma tese de investimento e, para confirmá-la, tendem a buscar somente informações que corroboram com ela. Quem cai nessa armadilha costuma não considerar notícias e estudos que apresentam ressalvas ou riscos para aquela tese. A consequência é óbvia: prejuízo financeiro por alocar seu patrimônio com base em suposições tendenciosas. E nesse sentido, muitos clubes estão devendo milhões ou até bilhões de reais, segundo os balanços divulgados pelos clubes no mês passado. Os dirigentes dos clubes de futebol esquecem de seus compromissos de recursos dos clubes, gastam muito, às vezes muito mal, colocando em dívidas as instituições clubísticas. Tudo isso requer disciplina e não torna ninguém livre de equívocos, mas é essa disciplina que vai evitar que vieses levem a erros previsíveis. Não se trata de nos tornarmos robôs: subjetividade e emoções formam nossa identidade e também fazem a diferença. Há casos, entretanto, em que é preciso uma postura mais analítica e menos emocional, além de humildade para questionar as próprias convicções. O mundo da bola é apaixonante, uma loucura em dizendo de dinheiro de investimento em transações!
Racismo no esporte
Estamos no século 21, as tecnologias mais avançadas a cada dia, as pessoas andando mais rápido, e o tempo, nem sela, uma correria, mas um assunto que era para terminar no mundo é o racismo. Todos nós somos iguais perante a Deus, seja na cor, gênero e credo. Mas, no esporte a situação está preocupante, todo dia acontece um fato de torcedor xingar jogador com palavras e gestos de racismo, e o que não podemos acreditar é que jogador também tem feito isso em campo, com companheiro de profissão. Triste realidade. O racismo soa como uma espécie de antijogo. Com ofensas racistas, o objetivo de torcedores e, até de próprios atletas no gramado, é inferiorizar e desestabilizar o adversário. Já que pela bola não seja possível levar a melhor, com uma jogada criminosa, ataca-se o adversário via verborragia racista. Com efeito, se o jogador negro ganhar, pode ser rebaixado por seus méritos; se ele perder, pode ser humilhado por suas falhas. O curioso é que nesse meio o racismo mostra sua efetividade, pois tudo acaba diluído na temperatura do jogo. Torcedores, jogadores, e, até mesmo muitos atletas negros, não enxergam o racismo nas competições de futebol, mas tão só dissabores do espetáculo. Infelizmente, o racismo é parte da história do futebol. No Brasil, por exemplo, o esporte surgiu elitista e racista no final do século 19, ainda na esteira da abolição da escravatura. São conhecidas as histórias de exclusão e discriminação de jogadores negros nos primórdios dos times brasileiros. Todavia, a bola foi se tornando paixão nacional e, gradativamente, jogadores pretos e pobres foram driblando as barreiras. Aliás, o esporte se tornou uma possibilidade de ascensão social para jovens negros. Daí, nos dias de hoje, os jogadores negros e pardos são a maioria nas equipes do país, mas mesmo assim são alvos do racismo. Em recente pesquisa do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, ficou apurado que 41% dos jogadores das principais competições do país foram vítimas de ofensas racistas. É fato. Embora seja meio de inserção social, o futebol ainda é marcado pelo racismo. Em campo ou fora dele, o atleta negro precisa driblar discriminações até se destacar. Ressalta-se que, apesar da maioria dos jogadores no Brasil ser negro ou pardo, ainda ocupar o posto de técnico de futebol é exceção. Entretanto, política, religião e futebol não se discutem, segundo a expressão popular. Por qual motivo não se discute? Talvez porque poucos estejam dispostos a discutir as idiossincrasias da política, religião e futebol. Ora, é melhor não tratar de golpes na política, de extremismos na religião e de racismo no futebol. Não se pode insurgir contra o racismo no futebol, ainda mais quando seus profissionais são bem pagos para simplesmente jogar bola. Há papéis sociais atribuídos positivamente aos negros e um deles é o de jogador de futebol. Nessa imagem, o futebolista negro é visto como um objeto de entretenimento, logo não lhe cabe assumir postura contestatória. Portanto, falar de racismo no futebol não é parte do jogo. A questão é que há futebolistas que escolhem enfrentar as injustiças e encaixar o racismo também como assunto de futebol. No passado e no presente, tais personagens simbolizam que, por meio do esporte, pode se jogar contra o racismo. Por fim, atos racistas não podem ficar dissolvidos em meio a dribles, gritos de gol, emoções das torcidas e conquistas. O racismo, no campo ou fora dele, é crime e deve ser tratado como tal pelas autoridades, jogadores, torcedores, imprensa e interessados no esporte. Do contrário, violências étnico-raciais persistirão no mundo da bola. Fica a pergunta: a situação vai continuar ecoando em tom de revolta para além das quatro linhas do campo. Até quando?
Jogadores movimentam bilhões
O Brasil é o único país do mundo tetracampeão da Copa do Mundo de Futebol (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, é tetraaaaaa). Mas, já estamos há 5 copas do mundo sem a cobiçada taça de campeão. A próxima Copa do Mundo será em 2026, pela primeira vez em três países: México, Canadá e Estados Unidos. Sabemos das polêmicas, a desorganização da direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que nos últimos anos não tem feito um belo trabalho no futebol no calendário esportivo pelo país, refletindo na seleção principal. Vamos mostrar o movimento que o futebol realiza. O país verde amarelo, de Norte a Sul, Leste a Oeste é celeiro de jogadores, veja os números de transações, os maiores clubes brasileiros movimentaram entre 2003 e 2023 um total de R$ 23,7 bilhões em transferências. A média anual foi de R$ 1,1 bilhão por ano. Nos últimos 6 anos, os clubes brasileiros geraram R$ 10,8 bilhões em transferências. Nesse período, a média anual saltou para R$ 1,8 bilhão por ano. O balanço do ano passado ainda não foi divulgado pelos clubes, através dos balanços onde são obrigados a apresentar aos Conselhos Deliberativos até o mês de maio. Este ano o movimento deve ser muito maior com as “exportações” de jogadores. Em pesquisas realizadas na história, desde Didi, famoso jogador que atuou nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, jogadores já iam para fora do país. Como no caso de Pelé que jogou a maior parte da carreira no Santos Futebol Clube, aceitou ao final de sua carreira jogar pelo Cosmos, com a finalidade de promover o futebol nos Estados Unidos. Diferentes dos jogadores atuais que muitos vão para o exterior muito cedo quando completam 18 anos. Outros jogadores que foram embora nos áureos tempos, Romário, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Kaká, Cafu, Neymar, Hulk, Zico, e ultimamente Endrick (Real Madrid), Raphinha (Barcelona), Vinicius Júnior (Real Madrid), Matheus Cunha (Wolverhampton), Bruno Guimarães (Newcastle), Gabriel Magalhães (Arsenal), Igor Paixão (Feyenoord), Matheus Magalhães (Braga), Vitor Roque (que foi para o Barcelona e já voltou ao Brasil), entre dezenas de jogadores. Se os recursos que são recebidos pelos clubes nas vendas de seus jogadores fossem bem investidos nas equipes, dando os devidos créditos de bom investimento, o Palmeiras e o Flamengo, que sempre estão formando novos jogadores e vendendo bem para o exterior. Quem sabe a CBF faz um estágio nos clubes e saiba organizar melhor a “casinha” em sua sede no Rio de Janeiro e faça uma seleção principal a conquistar títulos, pois nem técnico a seleção canarinho tem no comando. O futebol geral bilhões de reais dentro e fora de campo, basta usar as palavras “organização, seriedade, honestidade e transparência” nos trabalhos. E a bola rola todo dia nos gramados pelo Brasil que é conhecido como país do futebol, ou já foi!