Um Líder a gente nunca esquece!

Minas Gerais é berço de incontáveis personalidades que moldaram e moldam o estado e o país, e muitos com relevância no estrangeiro. Evocar essas pessoas faz com que valorizemos nossa história, como palco celebrativo na consistência da Liberdade, desprovidos dos porões da colônia e dos vieses das ditaduras. Há cidades em Minas que vão muito além nessas personalidades, como Itabira, Ouro Preto, Serro, Diamantina, Sabará, São João del-Rei, Barbacena, Montes Claros, Uberaba e Dores do Indaiá, que foi eleita como o nome mais bonito das cidades mineiras, em crônica na revista Veja, e que deu ao país nomes do mais alto gabarito em todos os segmentos: finanças, Oswaldo Araújo; diplomacia, Hugo Gouthier; política: Francisco Campos; história: Waldemar de Almeida Barbosa; literatura: Stela Maris… No dia 19 de janeiro perdemos um deles: o grande empresário Carlos Carneiro Costa, 89, nascido naquele torrão dorense em 1936, uma estrela que sempre brilhou no horizonte das serras da Saudade e do Curral. Carneiro Costa foi um construtor de alta performance no campo da engenharia/arquitetura no Brasil; angariou prêmios e condecorações. Sua Construtora Lider foi uma das mais importantes e uma das marcas mais admiradas, transformando paisagens em BH, Cabo Frio (RJ), Brasília (DF) e São Paulo (capital). Foram mais de 2.500 salas e dez mil apartamentos, quatro grandes centros comerciais, o Life Center (BH), hotéis e conjuntos de alto luxo, templos, etc.: “tradição e acabamento” em um Líder. Carlos foi quem restaurou a planta original de Belo Horizonte, deu em comodato para a Prefeitura, por 99 anos, o prédio histórico e sua área verde, na rua Estêvão Pinto, na Serra, para a cultura. Fez a necessária intercessão na Avenida Raja Gabaglia, junto à 4ª Divisão do Exército, e deu ênfase à história, com bustos de personagens ligados à Batalha dos Guararapes, que pôs fim à Insurreição Pernambucana. Foi a Líder, por intermédio de Scheila Carneiro Costa, historiadora, colecionadora de arte e esposa de Carlos, a responsável por introduzir obras de artes nos saguões dos prédios, ideia implementada pela Lei Municipal n. 5.893/1991, aquilatando nossos artistas. A moda pegou em todo o país. Yara Tupynambá disse: “Carlos Carneiro Costa se tornava sinônimo de bom gosto e inovação”. Carlos Bracher: “Histórias da vida que nos trazem encantos e belezas”. Segundo Ronaldo Costa Couto, no livro Carlos Carneiro Costa — Lider, de Ozório Couto, “Carlos foi e é um empresário de perfil especial. Criativo, boa visão de futuro, dinâmico, apreciável teor de audácia e disposição de correr riscos, aberto a novas tecnologias, sempre atento a boas oportunidades”. Para Emídio Teles de Carvalho Filho, as obras de CCC são “objetos de desejo”. Já José Aloízio Teixeira de Souza, “uma lenda da construção civil”. Ângelo Oswaldo de Araújo Santos: “O notável empreendedor cultiva profundo carinho pela terra natal. Esse ânimo de construção e conquista, essa tenaz determinação realizadora que identificamos em Carlos Carneiro Costa, pode-se dizer que é forte herança de Dores do Indaiá”. Eduardo Brandão Azeredo: “Um construtor de sonhos de famílias e cidades”. Aristóteles Drummond: “Construtor de qualidade”. Segundo a filha Liliane, “além desse dom de engenheiro artista, ele é um dos últimos homens estilo gentleman da face da Terra. Meu pai foi um construtor de valores”. Deixa viúva Scheila, os filhos, engenheiros civis, Liliane (Carlos Eduardo, ordenação em abril, na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e Ludimila, médica, e a netinha Thereza), Sandra Mara (Gabriel, músico, Paula, advogada, e Elisa, artista/ publicitária) e Carlos Júnior (Bruno, aviador comandante). Ao Carlos, a gratidão mineira pelo profissional, pela obra, pela família e pela bela amizade.

Memorialistas ilustres

Existem no Brasil muitos profissionais de diversas atribuições que se tornaram ou são memorialistas de uma outra prateleira, principalmente no jornalismo. Nessa categoria, além de nos manter informados em todos os níveis, escrevem sobre o seu tempo e transformam o passado em relíquia de agradável leitura. Entre os grandes memorialistas, lembremo-nos do maior deles, o mineiro Pedro Nava (1903/1984), médico nascido em Juiz de Fora, um dos poucos não-juristas a assinar o Manifesto dos Mineiros, em 1930. Das oito obras, Baú dos ossos, 1972, é sem dúvida o melhor livro de memórias lançado no país. Rachel de Queiroz (1910/2003), cearense de Fortaleza, é a pioneira feminina do jornalismo; começou na adolescência, no jornal O Ceará, e em 1953 no O Estado de S. Paulo, e foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Publicou “O Quinze”, 1930, referência de obra regionalista, e Tantos Anos, 1998, em parceria com a irmã Maria Luíza. Ricardo Boechat (1952/2019) nasceu em Buenos Aires, mas adotou o Brasil; foi eleito o jornalista mais admirado do país por três anos, 2016/2018, e foi um dos mais importantes profissionais da imprensa brasileira. O talentoso mineiro Pedro Rogério Moreira (1946), da Academia Mineira de Letras, com belas obras, destaque para A vida misteriosa dos gatos, considerado um dos melhores escritos brasileiros do gênero. A homenagem especial é para o músico, advogado, jornalista, escritor e memorialista Abelardo Jurema Filho. Carioca de 1952, filho do advogado e jornalista Abelardo Araújo Jurema (1914/1999) e da Sra. Maria Evanise Pessoa Jurema (1922/2014); o pai foi o renomado ministro da Justiça do governo João Goulart, prefeito de João Pessoa e de Itabaiana, deputado federal e senador. Pelo lado materno é sobrinho de João Pessoa e sobrinho-neto do grande presidente Epitácio Pessoa, o único oriundo da Paraíba. Epitácio revogou, em 3 de setembro de 1920, a Lei do Banimento da família imperial (Decreto n. 78-A, 21 de dezembro de 1889), pelo Decreto n. 4.120, uma correção histórica que marcou o fim do banimento. Abelardo Filho ocupa a Cadeira n. 12, patrono João Coelho Gonçalves Lisboa, da Academia Paraibana de Letras, e é membro do Instituto Histórico Paraibano. É o maior colunista do Norte/Nordeste e completa este ano 50 anos de sua prestigiadíssima e memorável coluna “Abelardo Jurema – Todo mundo lê”; também é colaborador e articulista de “Opinião” do conhecido jornal A União, com 133 anos. Trabalhou no Rio no Jornal do Brasil, e ainda jovem, optou por voltar às raízes da família, a Paraíba, a João Pessoa, estado e capital que pulsam fortemente como maior inspiração de sua vida. Faz o programa de entrevistas de sucesso na TV Master, canal 520, também no canal 20, com cobertura para os 223 municípios da Paraíba. Escreveu inúmeros artigos de alto valor estético e histórico para jornais e revistas, e publicou vários livros, entre eles Paraíba sim senhor – Homens e mulheres que constroem a Paraíba no século XXI, e o inolvidável Cesário Alvim, 27 – Histórias do filho de um exilado. Cesário Alvim é o nome da rua onde a família morou no Rio, quando o pai, lamentavelmente, teve que amargar o exílio no Peru no início do governo militar/civil. Abelardo Jurema Filho é casado com Maria Lúcia Bezerra Jurema e têm três filhos: João Luiz, João Paulo e Abelardo. É um ser iluminado, intelectual e um diplomata nato. Foi vereador em João Pessoa de 1982 a 1986 e é o presidente imediato da Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo (Abrajet/PB). Esteve várias vezes em Minas, onde aprecia e tem o maior gosto pela nossa Belo Horizonte, pelas Gerais e pelo nosso povo. Aos memorialistas rendemos nossas homenagens na pessoa do amigo jornalista e memorialista Abelardo Jurema Filho.

A Imperial Liberdade

Ainda sob o efeito do bicentenário de Dom Pedro II, é importante registrar a inauguração do busto de Sua Majestade no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG). Uma esplêndida homenagem a ele que foi “O Maior dos Brasileiros”. O busto é uma das últimas obras do artista Synfronini (José Sinfronino de Freitas Castro, 1940/2024). A última foi o busto em bronze de João Pinheiro, doado por membros do IHGMG, inaugurado em 2024 pelo desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, que teve o brilhante conceito. Na solenidade, houve o lançamento do livro D. Pedro II, a história não contada, de Paulo Rezutti. Por justiça, Synfronini, criativo e libertador, produziu importantes obras como as esculturas de Tiradentes (2 metros de altura), instalada em pedestal de mármore na Praça José Mendes Júnior, no Comando da PMMG, e a de Tiradentes da Praça Tiradentes (ex-21 de Abril), nas Avenidas Afonso Pena e Brasil, inaugurada em gesso em 1962 e substituída pela de bronze em 1963, com 6,50 metros e 14 mil quilos. As obras são resultantes de estudo da PM e aprovadas pelo IHGMG. Joaquim José da Silva Xavier (o patrono da PMMG), personagem máximo da história mineira, olha serenamente e com liberdade plena para a Afonso Pena; em 1981 produziu as imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernadete na Gruta do Largo Augusto Silva, em Lavras, Minas Gerais; e a de Iemanjá, na Pampulha, em 1982, em mármore sintético branco e substituída em 1988 por uma de bronze de dois metros e 500 quilos. De gesso e pintado de amarelo, medindo 60 x 40 e 28 centímetros, o busto de D. Pedro II foi doado, assim como o imponente pedestal, pelo confrade Caldeira Brant (Cad. n. 59, patrono Marquês de Barbacena). Em um lugar estratégico do IHGMG, a obra chama a atenção ao lado da belíssima bandeira bordada do Brasil Império, a qual tive a honra de doar. O IHGMG promoveu ainda excursão a Petrópolis – a Cidade Imperial brasileira, sob a batuta do presidente Antônio Marcos Nohmi (Cad. n. 22, patrono Alphonsus de Guimaraens), nos dias 1º e 2 de dezembro de 2025 para comemorar junto ao Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), sob a presidência da historiadora Elisabeth Maller, e o Museu Histórico Nacional, com a colaboração e simpatia do diretor Maurício Vicente Ferreira Júnior, no Palácio Imperial, os 200 anos de nascimento do imperador Pedro II. Foram intensas as comemorações: missa na catedral de São Pedro de Alcântara, cerimônia solene com depósito de coroa de flores pelos dois presidentes, visitas à torre da catedral, ao IHP, ao casario monumental da Avenida Koeler, ao encantador e opulento acervo do Museu Imperial, palestra e lançamento do livro Dom Pedro II e a cultura hebraica, de Leandro Garcia, com as presenças dos príncipes D. Pedro Carlos, D. Manoel e D. Francisco de Orleans e Bragança. O secretário Municipal de Turismo é Pablo Kling, da Abrajet/RJ. D. Bertrand de Orleans e Bragança, trineto de Pedro II, é o chefe da Casa Imperial do Brasil. Sua Alteza Imperial e Real é o imperador de jure do Brasil, e é o que se almeja de fato para o equilíbrio da nação. A importância da data é de suma significância, não só para relembrar o passado de glórias que tivemos mesmo regado à escravidão, extinta ainda na Monarquia, mas para que possamos voltar aos trilhos; o país necessita de pessoas à altura da nossa História, dignidade, ambição elevada na cultura e na educação, respeito às instituições e à real separação dos Poderes. Minas, com Tiradentes e seu grandioso sonho de liberdade, representa o ideal de Dom Pedro II para quem a liberdade deveria prevalecer como conquista humana (valia-se a liberdade de imprensa) e porque amou o Brasil e sua gente como nenhum outro governante. Um feliz Natal em Cristo e um 2026 que responsabilidade!

“O Magnâmico”: o maior dos brasileiros!

No dia 2 de dezembro acontecerá uma das efemérides das mais relevantes para a nossa historiografia, os 200 anos de nascimento de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, o imperador Pedro II. Muitas instituições se preparam para festejar a data do maior dos brasileiros. Várias foram as publicações sobre o maior governante que tivemos nesta terra de Santa e Vera Cruz. Muito há o que se falar sobre Pedro de Alcântara, imperador e defensor perpétuo do país. Nasceu em 1825 no Palácio Imperial de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, no Rio, capital e sede da corte, o último dos sete filhos dos heróis da independência e responsáveis por ela, os imperadores Leopoldina e Pedro I. A súbita abdicação do pai tornou Pedro imperador aos cinco anos. O pai partiu para o exílio, foi rei de Portugal de 1826 a 1828, como Pedro IV, tornando-se o “libertador” daquele reino do jugo de seu irmão Dom Miguel. Por dez anos, o Brasil foi governado por Regências. Pedro teve a maioridade decretada em 23 de julho de 1840, aos quatorze anos, e passou a governar como Pedro II, o que evitou a desintegração do Império. Durante 49 anos de reinado deixou uma nação distinta como potência emergente, que se distinguia dos vizinhos hispano-americanos devido à sua estabilidade política e especialmente pela forma de governo: uma Monarquia Parlamentar Constitucional. O interessante é que todos ao redor mantinham certa “inveja” do “irmão” gigante e falante da Língua Portuguesa. Na realidade, somos muito mais uma América Portuguesa do que uma América Latina. Somos díspares. Dom Pedro II fez do Brasil um país que, apesar da Guerra do Paraguai, participou das feiras internacionais muito antes do que qualquer outro sul-americano. Fomos o 2º do mundo na Marinha Mercante e o 3º na Marinha de Guerra; o 2º a ter cabo submarino e a usar o telefone, entre muitos feitos. Dom Pedro II foi o brasileiro que mais acumulou conhecimento e cultura. Apesar de não se ter conta exata, Sua Majestade falava ao menos 23 idiomas, sendo fluente em dezessete. Entre as línguas que dominava: alemão, árabe, aramaico, espanhol, francês, grego, hebraico, inglês, italiano, latim, português, provençal, sânscrito e tupi. Casou-se por procuração com a princesa napolitana Tereza Cristina das Duas Sicílias em 30 de maio de 1843 no Palazzo Chiaramonte, na Sicília, e em 4 de setembro na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Rio. Tiveram quatro filhos: Afonso Pedro (príncipe imperial, morto aos dois anos); Isabel (princesa imperial, Condessa d’Eu); Leopoldina do Brasil (Duquesa de Saxe) e Pedro Afonso (príncipe imperial, morto com um ano). Lamentavelmente, a nação, abjurada pelo marechal Deodoro da Fonseca, teve o maior golpe já sofrido, ao proclamar a República em 15 de novembro de 1889 sem apoio popular e parlamentar. Bartolomé Mitre, presidente da Argentina, chamou o país de uma “democracia coroada”, e o venezuelano Juan Pablo Rojas Paúl disse: “Terminou a única república que existia na América”. A Família Imperial seguiu para o exílio. Dom Pedro II morreu em Paris em 5 de dezembro de 1891 aos 66 anos. Últimas palavras: “Deus que me conceda esses últimos desejos — paz e prosperidade para o Brasil”. O cortejo, sob os olhares de mais de 300 mil pessoas, preparado pela França para o chefe de Estado, seguiu por uma Paris triste, fria e chuvosa. Os únicos países que não mandaram representantes foram o Brasil e o México. Em um pacote lacrado que se encontrava no seu quarto no Hotel Bedford, continha terra de todas as províncias brasileiras, e foi colocado dentro do caixão: “É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria”. O Brasil almeja um novo Pedro II. Já! Vamos comemorar patrioticamente o bicentenário daquele que foi o grande “O Magnâmico”.

Fora dos trilhos

Lá se vão 136 anos de República e o Brasil ainda brinca de aprender a ser “gente” no mundo globalizado e tenta se ajeitar à sua história. O 15 de novembro de 1889 foi um acontecimento dramático, sem a participação efetiva do povo. Um golpe fatal no dinamismo, na coerência. O futuro promissor deste gigantesco trem descarrilhou do futuro. De “o país do futuro”, hoje a frase se tornou refém de um passado próximo. É claro que muitas questões fizeram a Monarquia cair. Uma delas foi a Abolição da Escravatura em 13 maio de 1888, que estarreceu os “barões do café”, muitos com títulos de nobreza concedidos pela Coroa. Isso mesmo, a Monarquia caiu pelo ínfimo movimento republicano, sendo os integrantes não mais que meros coadjuvantes na política da ocasião. A principal causa foi o fato da pior mentira (fake news) que tivemos, quando inventaram para o marechal Deodoro da Fonseca, que havia dito ao sobrinho Clodoaldo, também militar, sobre uma implantação de República no país, o que ele o respondeu que República e desgraça eram a mesma coisa, ou seja, uma “verdadeira desgraça”. Entretanto, o fato de Deodoro saber que Dom Pedro queria enfraquecer o exército e havia escolhido seu rival político e “arqui-inimigo” Gaspar da Silveira para chefe do Conselho de Ministros, deixou-o atordoado, pois Deodoro tinha briga ferrenha com Gaspar por causa de “um rabo de saia” no Rio Grande do Sul; mesmo doente, monarquista convicto, amigo do imperador, que pagou do próprio bolso toda a sua formação, ele acabou proclamando a República, pois dependiam só dele para isso. Lamentavelmente, Pedro II recusou-se a ir para Minas, onde poderia ser amparado; não queria derramamento de sangue. Já abatido pelos anos, um dos homens mais cultos do mundo, o maior governante do Brasil, afeito ao ensino e ao desenvolvimento, entregou-se. Isabel, a princesa imperial, não tinha condições de lutar; o esposo, Conde d’Eu, herói, mas enfraquecido e surdo por causa da Guerra do Paraguai, também não tinha condições físicas para aquentar uma contrarrevolução; o príncipe do Grão- -Pará, D. Pedro de Alcântara, herdeiro imediato de Isabel, com quinze anos, e o neto mais velho, filho da princesa Leopoldina, Dom Afonso, 25, também não tiveram condições de heroísmo. O Brasil precisa repensar com urgência sua condição política. Não teria problema nenhum a República. No entanto, ela nunca deu certo de verdade em um país que continua essencialmente monárquico. Durante muitas décadas não se podia falar em outro regime que não fosse aquele implantado pela turma do Quintino Bocaiuva. Quando Deodoro arrependeu, já era tarde. O vice, Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, perseguiu, mandou matar, sequestrar e queimar os livros de Eduardo Prado, A ilusão americana, e quem portasse um exemplar poderia ter consequências graves. Não importamos de ser republicanos. Não do jeito que vivemos este tempo todo, com vários golpes e tentativas de golpes, inclusive, de cunho duvidoso, insistir em uma outra recente que dizem que um ex- -presidente tentou fazer… No plebiscito de 1993, para escolher se República ou Monarquia, estudei a fundo todos os países do mundo e cheguei à conclusão de que a Monarquia como forma de governo (pois só temos duas: Monarquia ou República) seria a melhor opção: uma Monarquia Constitucional Parlamentar, tema para outra oportunidade. Semana passada, estivemos com Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança, D. Duarte Nuno Pio, chefe da Casa Real Portuguesa, e D. Isabel de Heredia, em Lisboa, acompanhados de queridos amigos republicanos, nosso estimado governador Eduardo Azeredo e os jornalistas Antônio Claret e Suely Guerra. Foi uma conversa das mais agradáveis. Antes, estivemos com o embaixador do Brasil em Portugal, um dos maranhenses mais cultos, também simpático à causa monárquica, o diplomata Raimundo Carreiro, um grande divulgador de nossa pátria.

O 12 de outubro: alta significância

Aproxima-se o 12 de outubro. Com a data amparada em simbologia, advieram fatos históricos de alta significância. Dois deles: a chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1492 e, em 1822, o novo Brasil aclamou o 1º imperador: D. Pedro I, príncipe regente da nação Reino do Brasil, que deixou de pertencer ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves pelas ameaças das Cortes Constituintes portugueses de voltar o Brasil ao status de colônia. A coroação como “Imperador Constitucional” e “Defensor Perpétuo do Brasil” se deu em 1º de dezembro na Capela Imperial da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça XV, no Rio, com honras e salvas de artilharia e uma multidão. Também no dia 12 de outubro é celebrado no país o Dia das Crianças. Em 1923, a capital nacional, Rio de Janeiro, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. O sucesso foi tão grande que o deputado federal Galdino do Valle Filho, presidente da Câmara e vice das Comissões Permanentes, propôs Projeto de Lei para estabelecer o 12 de outubro o Dia das Crianças (Decreto n. 4.867, de 5 novembro de 1924). Devido a uma campanha publicitária da Estrela, a “Semana do Bebê Robusto”, o Dia das Crianças passou a ter a grandeza da comemoração, tornando a data bem popular. O feriado nacional do 12 de outubro se deve à celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, instituído pela Lei n. 6.802, de 30 junho de 1980. Em 1717, a imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no rio Paraíba do Sul pelos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia. Segundo consta, foi João Alves quem a apanhou: primeiro o corpo e depois a cabeça, e a enrolou em um manto. Depois disso, conseguiram encher as redes de peixes, até então, não conseguiam nada. Vale ilustrar que eles tentavam apanhá-los para um jantar especial para o Conde de Assumar. A imagem foi restaurada e a devoção à Santa começou a crescer. Em 1868, a princesa imperial Isabel ofertou um manto azul e uma coroa de diamantes à imagem, uma miniatura do que seria a coroa que usaria quando se tornasse imperatriz, o que lamentavelmente não aconteceu. Reconhecida por Decreto do Papa Pio XI em 1930 como a padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e Padroeira Oficial em 16 de julho. Após 50 anos, o 12 de outubro foi decretado feriado no país em 1980. As crianças são a esperança de um mundo melhor. A educação básica do berço é a mais extraordinária. A família é o sustentáculo do Estado e deve ser valorizada como tal e hoje sofre ataques inconsequentes e incoerentes por setores da sociedade. Valorizá-la é colocá-la na união perfeita da harmonia da criação. Não adianta fugir, e a presença de um pai e de uma mãe dá segurança afetiva, psíquica e equilibrada. O futuro está nas crianças. Disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mateus 19:14). A pureza da criança é inviolável. Jamais deve ser maculada. Vênia máxima ao promotor de Justiça Casé Fortes: “Todos contra a pedofilia”, um dos piores crimes. O Art. 227 da Constituição de 1988 nos assevera: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Enquanto isso, o canto dos sabiás desvia nesta primavera as incongruências que cercam o Brasil.

O príncipe e o princípio

O 7 de setembro de 1822 representa o grito “Independência ou Morte” do príncipe regente do Reino do Brasil, nação parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Pedro de Alcântara, às margens do Rio Ipiranga, hoje, parte da capital São Paulo, acompanhado de homens heroicos, como o padre Belchior Pinheiro da Silva, de Pitangui, a 7ª Vila do Ouro. Antes, no dia 2, a princesa Leopoldina Habsburgo de Bragança, esposa do regente, interinamente no comando da Pátria, assinou, com o Conselho de Ministros e apoio incondicional de José Bonifácio de Andrada e Silva, a independência, chancelada no dia 7 pelo príncipe regente. Andrada, o “Patriarca da Independência”, ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros (janeiro de 1822/julho de 1823), foi o maior incentivador da Regência. Após a Independência, liderou uma política centralizadora e organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação. Com a volta de Dom João VI à velha corte, as Cortes portuguesas “não o ouviram”, fazendo “ouvidos mocos”, e queriam rebaixar o Brasil à condição de colônia, como era antes de 1808 (efetivamente a partir de 1815, elevado a reino). Foi o ápice para uma independência total; importante se continuássemos nações independentes, ligadas a um Reino Unido. Pedro tornou-se o 1º imperador do Brasil e Leopoldina, a “Paladina da Independência”, a 1ª imperatriz e a primeira mulher a comandar a nossa nação. Depois de vários conflitos pelo país, Pedro I foi, com a colaboração de vários heróis, brasileiros e estrangeiros, pacificar a independência e expandir o território nacional. Muitos não conhecem a história e acham que não houve guerras para conquista da Pátria. A Monarquia foi a maior contribuição para o Brasil seguir em frente, com crises necessárias à sua sobrevivência soberana e pacificadora no 2º Império com Dom Pedro II. A história é muito bonita, honrosa, apesar da escravatura. Com a abolição, a forma e o sistema (regime parlamentarista) caíram com a mal proclamada República em 15 de novembro de 1889; a simbologia e a história foram sendo deturpadas por décadas, com recuperação há cerca de 30 anos. O sistema de governo presidencialista, nascido na Independência dos Estados Unidos em 1776, onde dá certo, é regido aos “trancos e barrancos” em países das Américas, alguns da África, da Ásia, e Chipre, na Europa. Atravessamos um dilema que nos assusta e nos leva a um patamar de dúvidas, alinhados a países ditatoriais e governos duvidosos. Estamos nos afastando do bom-senso, do verdadeiro significado de democracia (que não é regime e nem forma de governo, mas equilíbrio), dos princípios cristãos e de outros que pregam o bem. Corrupção, narcotráfico, universidades “viradas do avesso”, falta de respeito à condição humana e desprezo pela Constituição, mesmo sendo uma “colcha de retalhos” e de “cunho socialista”, deveria ser respeitada e seguida à risca. Francisco Carneiro Júnior, autor da tetralogia “O silêncio das noites escuras — Guerra, terrorismo e operações especiais”, é enfático e profético: “a elite brasileira, viciada em sua bolha midiática e seduzida por sua autopercepção iluminista, o terremoto político reverbera para além das fronteiras. A lição é clara: o preço da repressão política interna pode ser cobrado em escala internacional. O regime criou uma armadilha da qual não consegue sair, porque a própria sobrevivência passou a depender da destruição de um homem — e, agora, desse homem depende a estabilidade do país. A História, afinal, não perdoa arrogância acompanhada de ignorância. E jamais subestima os homens que, em silêncio, constroem o futuro”. O futuro urde e nos espera…

Enquanto isso… Respira-se cultura!

Enquanto o país atravessa uma crise de identidade e a República desde o 15 de novembro de 1889 se equilibra para manter a forma e o poder, desastrada como foi durante este período, as instituições culturais procuram se manter à frente dos obstáculos e das pedras que vão aparecendo no meio do caminho, como poetou Drummond. A inteligência artificial, por outro lado, chega a invadir e a deixar cômoda a inteligência de normalidade do ser humano que, de algum propósito “susto e surto” em um futuro próximo, poderá deixar bilhões sem raciocínio lógico e seguir um perigo que simplesmente poderá ser adotado à cegueira intelectual e robótica e se perder em tempo real. E mais: a educação é penalizada e vem se tornando duvidosa. Não obstante isso, seguindo as tradições do bom gosto e do bom senso, a cultura se contradiz à ideologia política e à insensatez de vieses escravizadores de ideias e de gentes. Em Minas, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), a instituição cultural mais antiga do estado, completou 118 anos no dia 15 de agosto. Fundado por um grupo de pensadores à altura de seu tempo, capitaneada pelo presidente do estado, João Pinheiro da Silva, nessa data comemorou-se também a posse da nova diretoria para o triênio 2025/2028, tendo como presidente o dileto e renomado advogado e professor Marcos Antônio Nohmi. Para ilustrar, a posse, concorrida e prestigiada, lotou o auditório de 160 lugares, e 140 pessoas em pé mostrou que o IHGMG necessita com urgência máxima de um espaço maior e digno de sua nobre missão. A gestão 2022/2025, presidida pelo médico e professor José Carlos Serufo, colocou a Instituição em um patamar que há décadas não se via. Entre os feitos, a busca incansável para obtenção de nova sede, deixando a semente plantada; a valorização dos associados; o aprimoramento da Revista do IHGMG; a volta do Boletim; construção sincera com o Condomínio JK; a restauração da laje (infiltrava água, danificando o ambiente) em parceria com o MPMG e associados; a reestruturação da Biblioteca Copérnico Pinto Coelho, com 18 mil volumes, e contratação de bibliotecária; a catalogação da documentação histórica; única cópia dos originais dos Autos de Tira-dentes; o inventário patrimonial e aquisição de bens essenciais; reuniões informais de alto nível semanais, com palestras de suma-importância; aquisição por doação de acervo de arte e de livros e documentos raros; novo sistema de som e imagem, possibilitando propagar o IHGMG para o mundo; funcionamento do ar-condicionado (depois de 14 anos instalado); preenchimento do quadro associativo; a maior divulgação que o órgão já teve na mídia; repaginação decorativa e estética do acervo e implantação da Sala Nobre, dando à Casa o seu tom museológico e encantador; intercâmbio de grande importância nacional, como a visita à Cela de Tiradentes na Ilha das Cobras, Rio, e ao Mosteiro de São Bento, São Paulo, para comemorar o bandeirante Fernão Dias Paes Leme; a criação do “Memorial Cela de Tiradentes”; a realização dos festivais de corais mineiros; posse internacional e criação da Casa dos Açores de Minas Gerais; intercâmbio com outros IHGs e outros órgãos. Muitos méritos se devem à gestão que se encerra, por tornar o IHGMG – um órgão de utilidade pública municipal, estadual e federal, e órgão consultivo oficial do Estado para a História e a Geografia (Lei Estadual n. 21.131/2014) – à frente de seu tempo, elevando-o a cada minuto ao patamar merecido. Que o presidente Antônio Marcos Nohmi e a nova diretoria continuem a fazer desta Casa de João Pinheiro o órgão máximo de nossa cultura e história.

2025: 250 anos da gloriosa PMMG

Há muitas maneiras de comemorar. Trazer do passado a significativa contribuição que pessoas e instituições proporcionaram a uma sociedade ou à Humanidade. Sem o passado fica difícil viver o presente e projetar o futuro. Não se deve viver do passado, mas aproveitar e tirar dele experiência. O presente é luta constante. Viver não é fácil, é contencioso. Somos equilibristas nos “prazeres” que a vivência nos consome a cada movimento. Para o universo não é nada! Vistos do longínquo, passamos o limite. Um feito! Vamos festejar os 250 anos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG), disparadamente a melhor do Brasil. A data se refere aos primórdios de Minas que engatinhava, mas éramos a “cereja do bolo” da corte portuguesa, pela população, riqueza mineral, arte barroca e a proteção sem fronteiras com o mar. Assim se armou a inteligência lusitana. Nossas Minas Gerais “realizaram o milagre da unificação do Brasil”. A origem da PMMG é de 9 de junho de 1775, quando o governador da capitania alterosa, Dom Antônio de Noronha, fundiu as antigas Cias de Dragões e criou o Regimento Regular de Cavalaria de Minas, tropa de mazombos (filhos da terra), ligada à corte, com a missão de guardar as minas de ouro nas regiões de Vila Rica e Mariana. Vários foram os fatores para a criação do Regimento, como a inoperância das Cias de Dragões. Naquela época já estavam sendo incorporados brasileiros aos soldados portugueses, começando um ar de mineiralidade e brasilidade. Entre os brasileiros estava Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que assentou praça em 1769 na guarda de Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão de Eça Melo e Silva Mascarenhas (Marquês de Lavradio, 11º vice-rei do Brasil). Em 1º de dezembro de 1775, Tiradentes entrou para o Regimento de Cavalaria no posto de alferes. Sobre o Patrono da PMMG e a Inconfidência, disse Waldemar de Almeida Barbosa ao Jornal do Brasil em 1964: “Os Inconfidentes foram denunciados por outras razões, e não por ser Tiradentes loquaz. Outra distorção que procuro destruir é a que afirma que Tiradentes foi figura secundária no movimento, quando ele realmente foi o principal, o líder dos Inconfidentes. Provo também que Tiradentes foi um verdadeiro gênio em todas as fases de sua vida”. A trajetória é longa e de heroísmo. Do ano de 1775 até a criação do Corpo de Guardas Municipais Permanentes, em 12 de dezembro de 1831, por meio da Lei de 10 de outubro de 1831, autorizando a criação de corpos de guardas municipais voluntários, considerada data crucial para a Instituição, juntamente com o 9 de junho de 1775, é um passo gigante para a história da PMMG. Nestes 250 anos, cumprimentamos a tropa mineira nas pessoas dos oficiais coronéis: Carlos Frederico Otoni Garcia (comandante-geral), Paulo Roberto Bermudes Rezende (Gabinete Militar do Governador) e Maurício José de Oliveira (estado- -maior). E na reserva: os coronéis Márcio Martins Santana, Luiz Carlos Martins e Divino Pereira de Brito. Em memória: coronéis José Ortiga, Saul Alves Martins e médico Paulo Penido, o militar que fez casas para militares. Barbosa foi ao ponto sobre o Patrono Cívico da Nação e Patrono da PM mineira, o Tiradentes: “Minas Gerais nasceu com o destino da Liberdade, aquela Liberdade que caracterizou os primeiros povoadores de nosso território e foi sempre o apanágio dos habitantes destas montanhas”. Aquela liberdade ainda que tardia estampada na nossa bandeira. Damos vivas e glórias à PMMG pelos seus 250 anos! Devemos cuidar bem dela, para que a segurança e a liberdade dos mineiros possam estar sempre num patamar superior.

Minas Brasil Gerais

Minas Gerais tem peculiaridades, história e legados para a cultura e o desenvolvimento da nação há 525 anos. No entanto, Minas separou-se de São Paulo e das Minas do Ouro em 1720, e teve apogeu gigantesco no século 18. Ouro Preto era uma das maiores cidades das Américas e a riqueza do ouro, das Bandeiras e da construção do barroco mineiro, único no mundo, com Aleijadinho, já deixavam as alterosas em evidência. Diamantina, patrimônio da Humanidade e sua Vesperata, sem igual no mundo, Serro, Mariana, Sabará, Tiradentes, São João, como “trem bão” da vida que vai serpenteando pelos caminhos da Estrada Real e pela imensidão dos Gerais. Minas é o estado que mais recebeu turistas no Brasil em 2024. Maior do que a França ou a Espanha, enaltece-se em cultura, cidades históricas, Três Marias e o “Mar” de Furnas, as águas de Araxá, Caxambu, Lambari, São Lourenço, em montanhas que ultrapassam em muito onde as vistas se perdem na paisagem, nas serras da Canastra, onde nasce o Velho Chico, a do Caparaó, da Mantiqueira, do Espinhaço, do Curral com o seu Belo Horizonte (e a arquitetura Patrimônio da Humanidade de Oscar Niemeyer), e a da Saudade, onde desponta minha patriazinha sob o manto de Nossa Senhora da Luz. O Vale do Peruaçu, as cavernas, os grandes sertões veredas. Minas mineral com ouro, diamante, pedras mais do que preciosas em topázio imperial, só visto na região ouro-pretana. O ferro, o manganês, o ouro e o nióbio (o Brasil detém 98,4% da reserva mundial). Tamanha riqueza se comunga e se atrela à nossa história. Com imensa riqueza e com o crescimento do turismo em Minas, tivemos o privilégio de poder contar com a nobreza do advogado, empresário e hoteleiro português, o visionário Jorge Rebelo Almeida, de inaugurar a 5ª unidade no Brasil do famoso Hotel Vila Galé. A inauguração da 1ª unidade em Minas, no dia 25 de maio, contou com a presença de jornalistas, inúmeras autoridades, do embaixador de Portugal e do ministro de Estado da Agricultura daquele país, e do governador Romeu Zema, que anunciou a duplicação da rodovia de BH a Ouro Preto, a primeira cidade a ter o título de Patrimônio da Humanidade no país. O Collection Vila Galé Ouro Preto foi implantado no belíssimo e antigo Colégio Dom Bosco (patrimônio estadual), em Cachoeira do Campo, município de Ouro Preto, localizado no km 78 da rodovia dos Inconfidentes, a BR-356. É o primeiro Collection brasileiro. Em breve virá o de Brumadinho, em Inhotim. O Vila Galé Collection Ouro Preto, um luxuoso resort de campo cinco estrelas com história e natureza, em uma área de 277 hectares, já conta com vinícola e olivicultura e belo haras. O prédio histórico foi “palco” da Revolta de Filipe dos Santos em 1720, abrigou o 1º Quartel do Regimento de Cavalaria de MG, 1779, esconderijo de um dos conjurados da Inconfidência, a Coudelaria Imperial, da Revolta do Ano da Fumaça, 1883, e recebeu as visitas de Pedro I e Pedro II. No domingo foi inaugurado o Museu com objetos do antigo colégio salesiano; uma sala dedicada aos 250 anos da PMMG, com estudos do historiador major Francis, que contém escultura de Tiradentes, doada pelo Instituto Histórico e Geográfico de MG. Presença do anfitrião Jorge, do prefeito Angelo Oswaldo, membros do IHGMG, presidente José Carlos Serufo, e do ex-presidente, Cel. PM QOR Paulo Duarte, do comandante-geral, Cel. Frederico, do chefe do estado maior, Cel. Maurício, e do chefe do gabinete militar, Cel. Rezende. Jorge Rebelo Almeida recebeu o título de Cidadão Mineiro na Assembleia Legislativa, indicado pelo deputado Mauro Tramonte. A ideia da homenagem foi do presidente da Abrajet/MG, jornalista Antônio Claret Guerra.