Edição 2184 – 30 de agosto a 6 de setembro de 2025

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Vigílias – 30 de agosto a 6 de setembro de 2025
Rubens MeninO nome do empresário Rubens Menin entrou no radar político dos frequentadores do Palácio do Planalto, para uma possível opção como vice de Lula (PT) no pleito de 2026, caso não seja possível a recondução de Geraldo Alckmin ao seu atual posto. Araújo, fora de combateOutros empresários importantes de Minas também estão sendo incentivados a participar do processo eleitoral no próximo ano, a exemplo de Salim Mattar e Modesto Araújo. Este último estaria com dificuldade de seguir nessa trilha política em função de um suposto problema de saúde. Montes ClarosO veterano deputado estadual Gil Pereira (PSD) pensa em se tornar pré-candidato ao Executivo de Montes Claros daqui a três anos. Ele já tentou se eleger em duas oportunidades e não conseguiu êxito. Como diz o ditado popular: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Política em SabaráMesmo tendo sido derrotado no pleito à Prefeitura de Sabará, no ano passado, o ex-prefeito Wander Borges continua querendo demonstrar prestígio nos bastidores. Tem se oferecido para discutir a sucessão estadual, oferecendo seu apoio para nomes diferentes, como o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o vice-governador Mateus Simões (Novo). Tribunal de ContasSobre a possível ida do deputado Thiago Cota (PDT) para o posto de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), informações de bastidores do Legislativo revelam que o parlamentar já conta com mais de 40 assinaturas o indicando para ser o futuro escolhido. Pimentel candidatoUma das estratégias do PT em Minas é lançar o maior número de candidatos ao parlamento federal, com o objetivo de tentar conquistar espaço no Congresso. As apostas petistas são o vereador Pedro Rousseff; o ex-governador Fernando Pimentel; o ex-prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões; e o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado. Carlos VianaAté então avaliado como um político de pouca envergadura, o senador Carlos Viana (Podemos) deu a volta por cima e agora conta com enorme espaço na mídia, por ser o presidente da CPI do INSS. Novo processo?Jornalistas da crônica política brasileira consideram que os mais de R$ 40 milhões em depósitos nas contas bancárias de Jair Bolsonaro (PL), tendem a gerar uma nova onda de pressão contra o ex-dirigente, inclusive, podendo acontecer um novo processo judicial. Ufa. Comissão de InquéritoQuando começar a fase dos depoimentos na CPI do INSS, alguns parlamentares envolvidos no processo vão reservar uma parte do tempo para realizar postagens na internet, enquanto outros ficarão disponíveis para conceder entrevistas à imprensa. Essa é a previsão de funcionários do Congresso. Política internacionalPara comentaristas de assuntos internacionais, a recente ação das Forças Armadas de Israel que ceifou a vida de meia dúzia de jornalistas foi pura execução para calar a imprensa em geral. Ex-democracia americanaComeça a se desfazer a tese de que os Estados Unidos são o celeiro da maior democracia do mundo. Na era do atual presidente Donald Trump, o país caminha a passos largos para se transformar em uma ditadura. Isolado em uma bolha“Devido a atitudes estabanadas de seus filhos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está ficando cada vez mais isolado perante outros líderes políticos, inclusive os governadores da direita. Isso só tende a piorar com a aproximação do período de julgamento dos processos relacionados ao 8 de janeiro de 2023”. Opinião do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho. São Paulo ou Brasil?Nem mesmo o próprio governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, (Republicanos), sabe o seu futuro político. Em determinado momento, fala na possibilidade de aceitar o desafio de disputar a Presidência da República. Na semana seguinte, volta a conversar sobre a reeleição ao governo do Estado. Uma indecisão que pode custar caro ao chefe do Executivo. Bolsonaro e Lula“Enquanto a popularidade do presidente conquista alguns pontos a mais, a família de Jair Bolsonaro (PL) continua com suas trapalhadas, o que prejudica o ex-presidente e beneficia o petista. Nesse ritmo, Lula (PT) vai acabar ficando entusiasmado com o seu projeto de reeleição”. Frase ouvida na sala ao lado do gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos). Brasil X PortugalSobre a decisão do governo de Portugal em deportar milhares de brasileiros, por conta da legislação existente, se o Brasil quisesse poderia aplicar a lei de reciprocidade e também mandar os portugueses de volta para casa. Pix, controvérsia“O sistema é sério e com resultados aprovados pela maioria dos milhões de brasileiros. O problema é que o Pix é gerido e fiscalizado pelo Banco Central. Quando precisar fazer algum tipo de ajuste, vai ficar difícil procurar a quem recorrer”, vaticinou o economista Ricardo Sennes.
Minas X Brasília
Ao longo de décadas, era comum ouvir nos meandros públicos a respeito da importância de uma convivência harmônica entre o Governo do Estado e o Poder Central. Essa realidade termina sempre em uma atuação mais consequente nos investimentos do governo federal e Minas Gerais, avaliado por todos os títulos como um Estado síntese do país. Mas, os resultados positivos dessa simbiose de boa política de vizinhança entre os dois entes já não acontecem na realidade de hoje, com prejuízo para ambos os lados. Em verdade, o que está em evidência em Minas e no Brasil é um indesejado viés ideológico entre direita e esquerda, provocando desentendimentos constantes. Isso termina por distanciar a concretização de concepções estruturantes, advindas da ausência de parcerias entre Brasília e Minas Gerais. Basta ver que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já veio diversas vezes ao Estado para anunciar planos e investimentos, mas, por questões meramente políticas, nunca conta com a presença do governador Romeu Zema (Novo) no seu palanque. Como não poderia deixar de ser, Lula e Zema têm as suas ambições peculiares. Se não é possível harmonia no tangente à política, roga-se pela civilidade do convívio institucional para que Minas não seja prejudicada como está ocorrendo. Até porque, as verbas vindas de Brasília fariam muito bem ao povo mineiro. No momento, é impossível nutrir expectativas positivas sobre essa realidade. O diálogo deve sempre prevalecer e quem sabe ainda não podemos pensar na chance de uma atuação nas raízes da diplomacia. Mesmo porque, as intenções relacionadas à peleja de 2026 e a vaidade dos homens sempre passam, mas o Estado e as pessoas continuam testemunhando uma comunidade ordeira, digna e trabalhadora. Não é imperativo assistir a essa disputa, em detrimento das necessidades e anseios de nossa gente. No regime democrático, é inconcebível esse tipo de comportamento. Por parte do governador do Estado, pede-se parcimônia, porque apenas fustigar o presidente da República não garante permear resultados positivos para incrementar mais ajuda para levar avante os projetos estruturantes de Minas. É hora de baixar as armas e caminhar para um debate mais franco, ao invés desse projeto político/eleitoral exacerbado.
Tudo arrumado para a eleição de Ulysses Gomes ao Tribunal

Já é de domínio público as informações de bastidores, no âmbito da Assembleia Legislativa, pormenorizando um possível acordo visando a definição do próximo nome a ocupar uma vaga como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Segundo fontes desta editoria, a preferência recairia sobre o parlamentar Ulysses Gomes (PT), considerado entre os petistas como o mais antigo e com o maior número de mandatos no Parlamento estadual. O grupo de deputados em favor de Ulysses Gomes já teria selado os entendimentos, quando da eleição do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT), cujo resultado foi positivo com mais de 60 votos a favor do nome dele. Tadeu na coordenação A imprensa mineira alardeou que o projeto para a escolha de Alencar da Silveira Júnior foi coordenado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB), que atuou nos bastidores ao longo dos meses até conseguir unir todas as correntes. Mas, pelo que se percebe, a eleição do próximo Conselheiro no Plenário da Casa Legislativa ainda vai carecer de maturação. Até porque, o tema tem tudo para provocar uma espécie de rebelião entre os próprios deputados. O cargo é tão cobiçado que já tem pretendente, como é o caso do deputado Thiago Cota (PDT), com apoio, mediante assinatura de documento com mais de 40 firmas. Para os especialistas no assunto, isso não garante sucesso na empreitada, pois vai terminar prevalecendo mesmo a união de forças, através do denominado compromisso assumido. Quem pode sair dessa aludida coalizão a favor de Ulysses Gomes deve ser o deputado Sargento Rodrigues (PL), também um veterano ostentador de mandatos e com larga experiência na vida pública. Ao lado dele, essa lista vai só aumentando, acrescentando-se os parlamentares Ione Pinheiro (União Brasil), Dalmo Ribeiro (PSDB) e Tito Torres (PSD), que é filho do atual Conselheiro Mauri Torres. Irritado, Tito tem evitado conversar com jornalistas sobre o assunto, mas isso seria importante, até mesmo para explicar se procede uma informação indicando ter havido uma discussão acalorada entre ele e Tadeu Leite. Para jornalistas da crônica política mineira, esse tema atinente à indicação de membros para o Tribunal tem tudo para dominar o noticiário até o final do ano. Inclusive, minimizando o espaço a respeito da eleição ao Governo de Minas, isso passível de acontecer tão somente no âmbito da Assembleia Legislativa.
Edição 2183 – 23 a 30 de agosto de 2025

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Zema sem internautas
Ao longo de cinco anos e meio de gestão, o chefe do Executivo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), adotou medidas de austeridade e recebeu o reconhecimento da população mineira, com reverberação perante todo o país. Também inaugurou um período em que a corrupção era uma expressão marginal, sem ressonância nos meandros da Cidade Administrativa. Esse legado de cidadão honrado ficou no “colo” do governador, até porque, como homem milionário, dificilmente careceria das migalhas de negociações escusas da área pública. Com o passar do tempo, Zema tomou gosto pelo cargo e logo começou a ser cortejado por companheiros da política nacional. Com certeza, devido ao fato de administrar um estado com a segunda maior economia do país e também o segundo colégio eleitoral. À época, o chefe do Executivo se intitulava como homem público sem efetivo interesse pela política partidária. Muito provavelmente, o erro do ilustre governador foi abandonar, assim que começou a atuar no Palácio Tiradentes, o modelo de comunicação tradicional através da imprensa, passando a utilizar as redes sociais. Nesta toada, gastou grande parte de seu tempo no ambiente digital, publicando vídeos engraçados e instigando seus adversários. Ao se lançar como pré-candidato à Presidência da República, o governador sentiu a sua incomensurável falta de liderança perante outros políticos brasileiros, inclusive em relação ao bolsonarismo. Parentes do ex-presidente até ironizaram a posição do mineiro, considerando que ele é um aproveitador da situação vivida por Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo prisão domiciliar e com futuro incerto. Se a sua incursão nacional na política não galgou o sucesso esperado, também foi abandonado no mundo digital pelos seus supostos seguidores. De acordo com as redes sociais, foi sofrível a adesão dos internautas ao ato acontecido na cidade paulistana. Certamente, o pré-candidato vai precisar fazer um rearranjo para turbinar o seu projeto eleitoral. Já existem jornalistas da crônica política de Brasília e de Minas, expressando que a candidatura de Zema pode ser natimorta, ou seja, pode morrer nas entranhas das membranas. Isso será analisado no segundo semestre, mas, o planejado grande evento não passou de uma reunião de pequeno porte, com a presença de empresários bem-sucedidos e poucas lideranças do povão. É importante evitar encontros públicos como o que aconteceu recentemente, pois o ato foi considerado um fiasco.
Vigílias – 23 a 30 de agosto de 2025
Antigos X AtuaisA crônica política mineira informa que há uma indecisão dos eleitores. Se apostam em nomes antigos para disputar o Governo de Minas, como Walfrido dos Mares Guia, Aécio Neves, Clésio Andrade e Eduardo Azeredo. Também poderiam optar por políticos mais jovens, mas sem nenhuma experiência administrativa, como Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Silveira não confirmaEmbora seu nome tenha voltado à lista dos pré-candidatos ao Governo do Estado, Alexandre Silveira nada fala sobre o assunto. Para muitos amigos, o ministro de Minas e Energia está feliz no cargo. Desafio do MDBO presidente estadual do MDB, deputado federal Newton Cardoso Júnior, vai precisar de muita sorte para continuar administrando a sigla e não deixá-la diminuir ainda mais de tamanho. Se no passado, o partido era o principal de Minas, hoje tem dois parlamentares federais, Newtinho e o empresário Hercílio Diniz, além de dois estaduais, Tadeu Leite e João Magalhães. A cada eleição, os emedebistas também têm sofrido baixas no número de prefeitos e vereadores. Álvaro DamiãoUm dos assuntos polêmicos que deve cair no colo do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), diz respeito à liberação por parte da Prefeitura de licença para construção de prédios com até 50 andares na cidade. Com apoio de JoãoNos corredores da Assembleia Legislativa, o apoio explícito do deputado estadual João Magalhães (MDB), ao nome do deputado Thiago Cota (PDT) para o posto de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), pode ser a sinalização de uma caminhada de vitória. Isso por conta da capacidade de Magalhães convencer os seus pares sobre o tema nos bastidores. A ver. Adalclever LopesO ex-presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, retornou ao Parlamento há cerca de um ano. Desde então, o ilustre deputado tem encontrado dificuldades para refazer as suas bases eleitorais. Ele terá de redobrar a sua capacidade de argumentação. Deputado irritadoNa última semana, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) movimentou as redes sociais ao criticar o governador Romeu Zema (Novo). Tudo para defender seu colega de partido, o parlamentar federal Eduardo Bolsonaro. É a primeira vez que Caporezzo faz um ataque tão direto ao chefe do Executivo mineiro. Alexandre de MoraesSegundo avaliação do jornalista Gerson Camarotti, a pressão dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes é tratada nos bastidores do Supremo Tribunal Federal com ironia. Isso porque o ministro pretende continuar firme na posição de processar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), objeto de discórdia entre brasileiros e americanos. Que vença o mais poderoso. Conflito internacionalEspecialistas já não sabem mais o que comentar, quando o assunto diz respeito ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Já aconteceram mais de 200 encontros, reuniões e outras manifestações para negociações, mas sem qualquer avanço positivo. Festa palacianaEm comentário recente, o jornalista Joel Pinheiro disse ter assistido a uma verdadeira manifestação de euforia no Palácio do Planalto, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, através do celular, manteve contato com Lula (PT). Energia limpaO empresário Emerson Kapaz sugeriu que o Brasil, durante a COP 30, faça um desafio para saber qual outra nação do mundo tem 90% de toda a energia gerada vinda de fontes renováveis. Poderio das redes sociaisHá indícios de que os donos das big techs, comandantes das redes sociais, estariam atuando nos bastidores para pressionar o Brasil a aplicar sanções ao Supremo Tribunal Federal, onde o poderio das empresas é questionado, especialmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Isso ainda vai dar xabú. Brasil e Estados UnidosRelativamente à crise entre Brasil e Estados Unidos por conta do tarifaço, o consultor internacional Welber Barral vaticina: “esse clima entre as duas nações tende a ser mais agudo antes de ser encontrada uma solução. Ainda haverá muitas rusgas”. Tarcísio de Freitas“O único capaz de ser ouvido por Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de minimizar as críticas ao Brasil, seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por ser antigo aliado de Bolsonaro e bem avaliado politicamente, o paulistano tem algum tipo de interlocução com a família do ex-presidente”. Opinião do cientista político Sérgio Fausto. Tarifaço X Lula“Está claro que de nada tem adiantado as movimentações dos governadores da direita, visando jogar no colo de Lula (PT) os resquícios do tarifaço. Isso não vai dar certo e o presidente terminará levando vantagem neste embate”. Comentário da jornalista Vera Magalhães.
Pontos de vista são divergentes sobre pré-campanha de Zema

Analistas políticos mineiros avaliam que o pré-lançamento da candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República, ocorrido em São Paulo, deveria ter sido realizado em Belo Horizonte. Isso porque daria a conotação de outrora, onde Minas era celeiro dos grandes políticos brasileiros, sendo a última figura o ilustre ex-presidente Tancredo Neves. Alguns jornalistas ouvidos por nossa reportagem observam que o titular da Cidade Administrativa é desconhecido fora do Estado, sem tempo de rádio e TV e sob críticas dos bolsonaristas. Em suas movimentações iniciais, Zema tenta ganhar projeção com opiniões controversas. Em Brasília, caso não tenha apoio total da direita, já se cogita que Zema poderia abrir mão do projeto eleitoral na peleja de 2026. O chefe do Executivo mineiro foi o primeiro a se inserir na disputa nacional, visando conquistar o Palácio do Planalto. Sobre o projeto do governador, o deputado estadual Arlen Santiago (Avante) opina que o evento de pré-lançamento obteve o êxito esperado. “Ele tem todos os predicados para ser vitorioso nesse projeto. A seu favor tem a percepção de administrar um Estado no qual a palavra corrupção foi banida. Zema não é um político radical e, outrossim, sempre defende e valoriza quem produz, porque isso turbina a economia, gerando emprego e renda para a população”. Na avaliação do empresário e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, o governador mineiro possui uma trajetória construída na iniciativa privada e é reputado por sua gestão correta e eficiente no Governo do Estado, com destaque para atração de investimentos e melhorias na infraestrutura. “Reúne todas as qualidades para se tornar um bom presidente do Brasil”, vaticinou Souza e Silva. Análise de especialistas Ao ser instado a avaliar a respeito do projeto eleitoral de Romeu Zema, o cientista político Malco Camargos afirma que a candidatura do chefe do Executivo tem alguns desafios a serem superados para se tornar minimamente viável. “O primeiro deles é a falta de um partido político de representação nacional, o que traz dificuldades em relação à formação de alianças e também na captação de recursos necessários para elaboração da campanha”. “A segunda questão tem a ver com a sucessão em Minas. Seria importante que o governador estivesse liderando as pesquisas de intenção de voto no Estado onde ele é mais conhecido e isso não aconteceu. O terceiro fator é a presença de um candidato mais ligado ao bolsonarismo do que o próprio Zema, que ora se aproxima, ora se afasta, mas não consegue identidade com o grupo que apoia Jair Bolsonaro”, acrescenta. Relativamente ao assunto, o advogado especializado em direito eleitoral, Mauro Bomfim, sentencia que Romeu Zema, segundo a legislação eleitoral vigente, pode fazer pré-campanha desde que não use os bens e serviços públicos. “Ele tenta se colocar com uma das opções de nome da direita, mas também estão na fila os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior”. O advogado lembra que o governador realizou o lançamento de sua pré-candidatura em São Paulo. “Ao contrário de Juscelino Kubitschek, que começava por Diamantina, e Itamar Franco, por Juiz de Fora. Vale lembrar que o Partido Novo, com pouca capilaridade, terá que enfrentar poderosas federações como a recém-criada União Progressista”.
Edição 2182 – 16 a 23 de agosto de 2025

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Vigílias – 16 a 23 de agosto de 2025
Silveira e a sucessãoAmigos do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, continuam disseminando falas indicando que o político será o nome apoiado pelo Palácio do Planalto na disputa ao Governo do Estado. Qual o projeto de Tadeu?Cada vez mais prestigiado pelas lideranças políticas estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB), vive um bom momento na sua popularidade. No entanto, para alguns observadores, o parlamentar carece de tomar uma decisão, visto que é mencionado para projetos diferentes. Em determinado período, isso pode significar uma indecisão dele e abrir espaço para seus concorrentes. Discurso da oposiçãoTem sido cada vez mais ácidos os discursos da deputada Lohanna (PV) contra o governador Romeu Zema (Novo). Em uma de suas últimas intervenções, a parlamentar enfatizou: “enquanto o chefe do Executivo viaja para todos os estados brasileiros, além de outros países, para fazer não se sabe o que, vai deixando de se reunir com seu secretariado para melhorar a saúde e a segurança do Estado. Ele não tem a mínima condição de censurar o presidente Lula, por suas idas e vindas ao exterior”. Base do governoJornalistas da crônica política de Minas Gerais apostam na debandada de deputados da base governista na Assembleia Legislativa, depois que a pesquisa da Rádio Itatiaia/Instituto Ver constatou 9% de popularidade do governador Romeu Zema (Novo) em sua pré-campanha à Presidência da República. Políticos, lado a ladoNos bastidores do Legislativo mineiro, uma fala solta no ar relaciona um possível descontentamento político do influente deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Dizem as más línguas que seria bom não os convidarem para a mesma mesa de almoço. Apoio de empresáriosA imprensa de São Paulo noticiou que o lançamento da pré-campanha do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência da República contou com o apoio de grandes empresários, capitaneados pelo abastado Eugênio Mattar, da Localiza. Política em ContagemNo terceiro maior colégio eleitoral de Minas, Contagem, já se fala na possibilidade do retorno do ex-prefeito Alex de Freitas à cena política local. A ver. Montes ClarosPrestes a assumir uma vaga na Assembleia Legislativa, diante da ida do deputado Alencar da Silveira (PDT) para o Tribunal de Contas, o atual suplente Carlos Pimenta (PDT) já anunciou que não pretende disputar mais eleições. Ou seja, vai assumir o cargo apenas por um ano e meio. Será, gente? Eduardo CunhaInformações apontam para uma possível dificuldade do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agora pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, encontrar algum partido disposto em aceitar a sua filiação. Por outro lado, reconhecem o seu potencial de conquistar algo em torno de cem mil votos. Ufa. Política internacionalPara o comentarista internacional Demétrio Magnoli, trata-se de um desrespeito a maneira como as grandes potências estão tratando o conflito entre Rússia e Ucrânia. “Lideranças mundiais estão fazendo de conta que estão preocupadas com o assunto. Se isso fosse verdade, a guerra já teria sido resolvida há muito tempo”. Compra de petróleo“Se o Brasil quiser sair fora do tarifaço imposto pelo governo norte-americano, basta começar a comprar petróleo diretamente da Arábia Saudita, um dos países com maior produção do produto na escala mundial”. Sugestão do empresário Emerson Kapaz. Tarcísio X BolsonaroEm debate na TV Cultura, o cientista político Jairo Pimentel assinou: “não há dúvidas que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já atua fortemente para abocanhar os eleitores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”. Nações poderosasPela sua potência populacional e de artefatos nucleares, analistas avaliam que a Índia continua sendo uma espécie de contenção contra a impetuosidade da China. Partido pequenoNa avaliação de matemáticos da política mineira, se quiser levar adiante o seu projeto para 2026, o vice-governador Mateus Simões vai precisar assinar a ficha de filiação em outro partido. Já que o Novo é uma sigla pequena, sem fundo partidário e sem capilaridade em Minas. Especula-se até mesmo na possibilidade dele caminhar em direção ao Partido Avante.