Exportações mineiras
Os impactos do tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros estão sendo um pesadelo para empresários e firmas exportadoras. Conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a queda no envio de produtos ao país norte-americano foi de 50,44%, naturalmente, ocasionando preponderantes prejuízos para a cadeia produtiva mineira. Segundo levantamento recente do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, em agosto de 2025 na comparação com julho, o faturamento passou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,94 milhões. As consequências dessa realidade são nítidas, com déficit na balança comercial de US$ 21 milhões. As autoridades e envolvidos no tema rememoram que essa é a primeira vez que isso ocorre desde 2018. Essa informação negativa para o setor produtivo mineiro tem gosto amargo. De acordo com projeções da Fiemg, os impactos tendem a se aprofundar nos próximos meses à medida em que a nova tarifa alcance toda a pauta de exportação. É que o mercado internacional ainda está se aclimatando com as novas taxas. Os números de hoje não refletem a plena dificuldade, por conta de uma antecipação de embarques de mercadoras antes do dia 6 de agosto, quando era possível utilizar as taxas de apenas 10%. A Fiemg pontua que já se sente uma forte queda em setores tradicionais na pauta de exportações no Estado. As vendas de café tiveram redução de 17,05% no período, enquanto os embarques de ferro gusa recuaram 73,62%, volume ainda maior do que a queda das exportações mineiras em geral. Roga-se pelo espírito conciliador dos mineiros, para junto às autoridades de Brasília e também das lideranças empresariais, encontrar uma solução definitiva para o entrevero. Sem debate ideológico, porque não é salutar deixar que temas políticos possam influenciar negativamente no segmento produtivo mineiro, tão reconhecido nacional e internacionalmente na produção de grãos. O momento é de baixar as armas, pendurar o radicalismo e implementar discussões proativas para o bem de todos. É hora de uma comunhão de esforços para consumar uma atuação de bom senso, mesmo que do ponto de vista da ideologia seja uma trégua temporária. Mas vale a pena saber que isso pode salvar empregos, rendas e a continuidade de uma economia forte e duradoura.
Vigílias – 19 a 27 de setembro de 2025
Política em Ipatinga Desgastado por conta de injunções administrativas, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), poderá ter mais problemas a partir de agora, porque os vereadores da oposição prometem bater pesado e criticar seus possíveis desmandos. Pelo visto, Nunes vai precisar de um bombeiro para apagar esse incêndio. Damião, ausente A assessoria do governador Romeu Zema (Novo) ainda nutre desconfiança de que a ausência do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), no palanque do 7 de setembro, teve o objetivo de evitar que ambos fossem fotografados lado a lado. Democracia brasileira O filósofo Mario Sergio Cortella rememora: “em mais de 500 anos de história do Brasil, poucas foram as décadas onde a população esteve em condições de viver a plena democracia. Neste longo período, sempre aconteceram golpes ou tentativas de golpe militar”. Política em Uberlândia Desvencilhado dos problemas perante o Poder Judiciário, o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), já avisou que vai entrar firme em campanha. Não se sabe exatamente a que cargo. Governador Valadares Na capital do Vale do Rio Doce, há uma disputa para saber quem tem mais dinheiro para gastar em política. Se o deputado Hercílio Diniz (MDB) ou Euclydes Pettersen (Republicanos). Ambos possuem a fama de apoiar nomes para disputas eleitorais em diferentes postos. Calma, deputado Quem quiser deixar o deputado Antônio Pinheiro Neto (PP) irritado, basta dizer que os problemas fundiários em Ibirité serão resolvidos. Além de controlar o cartório da cidade, sua família agora também comanda a política do município. Apoiando o esporte Torcedores do América estão arrasados com a saída do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT) da presidência do Clube. Na verdade, a fúria é pelo fato de não poderem mais contar com o tradicional complemento financeiro mensal. Política em Belo Horizonte Distante dos holofotes, o ex-prefeito Alexandre Kalil passou a ser o queridinho dos influenciadores digitais. É que suas declarações quando o assunto é política são sempre carregadas de predicados, causando uma verdadeira agitação perante os internautas. Rubens Menin Vários cenários sobre o projeto político para conquistar o poder em São Paulo são traçados em Brasília. Se a opção for pelo lançamento da candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) ao Governo do Estado, pode prosperar a possibilidade de o presidente Lula (PT) convidar o mineiro Rubens Menin para ser o seu vice. A ver. Estados Unidos Levantamento de entidades não governamentais indicam que uma média de 45 mil pessoas morreram nos Estados unidos em consequência de problemas com armas de fogo. Mesmo assim, as autoridades continuam incentivando o uso sem medir as consequências dos atos. Simões no PSD Quem esteve recentemente com o presidente estadual do PSD, deputado Cassio Soares, ficou com a nítida impressão de que a filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo) à sigla é uma questão de meses. Cena única: Amigos de Rodrigo Pacheco (PSD) já têm como certa a ida do senador para o União Brasil, para cair nos braços do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e outros importantes parceiros. A ver. Aécio X Zema Em Brasília, cogita-se a pretensão do deputado Aécio Neves (PSDB) se candidatar à Presidência da República. Em Belo Horizonte, a articulação seria para que o tucano tentasse voltar ao Palácio Tiradentes. Em seu projeto político, Aécio almeja bater pesado contra o governador Romeu Zema (Novo), começando pelas críticas ao seu viés de privatista. Venda da Copasa Na semana passada, empresários de São Paulo vibraram com a informação veiculada pela imprensa, apontando o caminho aberto sobre a venda da Copasa. Aí tem coisa. Jarbas Soares, fora? Ao se aposentar do comando do Ministério Público do Estado, Jarbas Soares Júnior também perdeu o alcance do brilho dos holofotes. Assim, o seu projeto para disputar o Governo de Minas subiu no telhado. Sucessão mineira Relativamente à sucessão mineira de 2026, o presidente Lula (PT) teria confidenciado a interlocutores que gostaria de envolver o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), nas discussões sobre um projeto de aliança com o centro-esquerda. Emendas parlamentares O empresário Emerson Kapaz comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conter a gastança dos deputados via as emendas parlamentares. “Tem de haver uma disciplina, porque os congressistas estão fazendo tudo errado”, vaticinou.
Mateus Simões busca apoio de Cleitinho Azevedo e Nikolas

A recente filiação do deputado estadual Gustavo Valadares no PSD movimentou os bastidores da política mineira, apontando também para a possível filiação à sigla do vice-governador Mateus Simões (Novo). Isso de acordo com entendimentos realizados de maneira super reservada entre interlocutores de Simões e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Nos corredores da Assembleia Legislativa, propala-se uma informação indicando a possível atuação do vice-governador na filiação de mais 20 prefeitos ao PSD. Assim, estaria ficando clara a sua pretensão de deixar o Partido Novo para se apoiar em quem tem mais capilaridade pelo interior do Estado. De acordo com dados, o PSD foi o que mais cresceu em número e em qualidade nos últimos anos em Minas. Mateus, governador? Em diálogo com o deputado Antônio Carlos Arantes (PL), Mateus Simões rememora: “a partir de abril vou me tornar governador. Então, podem acreditar que serei candidato à reeleição, pois vou estar no comando do Executivo estadual pelo período de nove meses”. Mesmo sem definir eleitoralmente, por conta de injunções partidárias, Arantes complementa o diálogo com outro comentário: “ele acha que o atual governo mineiro tem tudo para externar a sua competência administrativa, especialmente pelo fato de pagar os funcionários públicos rigorosamente em dia, ao contrário do governo do PT, quando os valores eram parcelados em até três vezes ao mês”. Ainda com relação ao projeto do vice-governador para a peleja de 2026, Simões tem conversado com as principais lideranças de Minas. Neste enorme arco de entendimentos, vê com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) sobre a oportunidade de receber o seu apoio. “O parlamentar precisa fazer parte do meu projeto eleitoral, pois, como serei candidato à reeleição, só tenho condições de ficar no Palácio Tiradentes por quatro anos. Se outro nome for escolhido, como Rodrigo Pacheco (PSD), com certeza serão implementadas condições para tentar ostentar o cargo de chefe do Executivo por oito anos”, observa. Com relação ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), e de acordo com informações de jornalistas, já estão sendo entabulados contatos oferecendo ao político a chance de indicar o vice na disputa encabeçada por Mateus Simões. Tadeu, o preferido Outrossim, quando o assunto se refere à candidatura do senador Rodrigo Pacheco, a atenção fica por conta do seu companheiro de chapa, quando sempre se especula o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). Ele tem bom trânsito com vários grupos políticos e parlamentares do Estado, além de contar com uma boa aproximação com o Palácio do Planalto. Com isso, pode até vingar a tese de a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), aceitar o desafio para disputar o Senado, mesmo sem uma aliança formal com o grupo. A essas alturas dos acontecimentos, o dilema do senador Rodrigo Pacheco seria em relação ao seu partido, o aludido PSD, cobiçado por outras forças políticas mineiras no caminho da sucessão estadual.
Edição 2186 – 13 a 20 de setembro de 2025

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Vigílias – 13 a 20 de setembro de 2025
Pacheco e seus amigos Está em curso uma série de especulações sobre a possível participação de Rodrigo Pacheco (PSD) na peleja ao Governo de Minas em 2026. Segundo fontes, o senador poderia ter como companheiro de chapa o atual prefeito de Nova Lima, João Marcelo (Cidadania). Outra opção para o posto de vice seria o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), deve disputar o Senado. Cena única: Por outro lado, cresce a intenção de não ter a presença de representantes do PT no projeto de Pacheco, como forma de evitar uma oposição mais consistente por parte da extrema-direita. Kalil na sucessão Assessores políticos lotados no Palácio do Planalto apostam que a presença do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, no projeto da sucessão estadual do próximo ano, seria uma alternativa ao eleitor, evitando a possibilidade de superioridade por conta da união na disputa por parte de grupos da direita. Privatização da Copasa Sindicalistas esbravejavam na porta da Assembleia Legislativa com discursos pesados contra a privatização da Copasa. No Plenário, os deputados continuam avançando nas negociações visando entregar a estatal mineira à iniciativa privada. Ex-governadores Nos corredores da Assembleia Legislativa, os comentários confirmam a intenção do ex-governador Fernando Pimentel (PT) em ser candidato a deputado federal. Já o ex-governador Eduardo Azeredo, sempre mencionado para continuar na atividade parlamentar, ainda não tem uma definição sobre o tema. Clésio e Walfrido Enquanto o ex-senador Clésio Andrade estaria tentando se envolver politicamente no pleito do próximo ano, o ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia já tem ideia formada. Vai trabalhar pela eleição de seu irmão, João Batista Mares Guia. Este último está há 20 anos fora do batente e seu projeto de retorno não será fácil. Polarização política Ao analisar o cenário brasileiro, a jornalista Patrícia Campos Mello vaticinou: “a polarização política está tão elevada que pode até mesmo contribuir para deteriorar o sistema democrático do Brasil”. Política internacional “Os Estados Unidos não têm moral para censurar a realidade política e administrativa vivida pela Venezuela, pois os norte-americanos apoiam e convivem abertamente com a ditadura na Arábia Saudita”. Avaliação do filósofo Luiz Felipe Pondé. Centrão e o governoEm debate na TV, o advogado João Santana desafiou: “quero ver os políticos do centrão entregarem os cargos que ocupam no segundo escalão do governo federal e deixar as hastes governistas”. País racista Sem mencionar fontes, a comunicadora Bianca Santana sentenciou com convicção: “a cada 12 minutos, uma pessoa negra é assassinada no Brasil. Isso deixa claro que estamos vivendo em um país onde o racismo é uma realidade”. Política monetária Economistas alertam que a escalada de debates no âmbito do Congresso Nacional, para discutir possíveis mudanças no regime de governança do Banco Central, pode representar uma enorme controvérsia, prejudicando a atual política monetária.
Oportunismo político
Tem aroma de oportunismo algumas atitudes tomadas por homens públicos mineiros e brasileiros, durante a discussão relacionada ao pleito eleitoral de 2026, a começar pela falta de coerência nos atos políticos do governador Romeu Zema (Novo). Arriscando em se postar como político de referência nacional e quebrando a tradição, o chefe do Executivo de Minas Gerais tomou a iniciativa de realizar o ato de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República em São Paulo. Os historiadores e estudiosos lembram da preferência de tradicionais lideranças políticas mineiras ao iniciarem os seus vitoriosos projetos na caminhada nacional. O saudoso Juscelino Kubitschek começava por Diamantina, Tancredo Neves da exuberante sacada do Palácio da Liberdade, e Itamar Franco tinha preferência por Juiz de Fora. Não bastasse a opção pelo pré-lançamento de campanha em território alheio, o governador Zema protagonizou mais um deslize. Ao desistir de prestigiar atos em favor da direita no dia 7 de setembro, na Praça da Liberdade, sua excelência deixou os parlamentares Domingos Sávio e Nikolas Ferreira, ambos do PL, sem a sua presença no palanque. No mesmo horário, a opção do araxaense foi viajar para São Paulo com o objetivo de participar de evento junto ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde entrou mudo e saiu calado. A situação comprova que Zema não tem espaço nesse projeto de recrudescimento da extrema-direita, visando reconquistar o espaço político no cenário nacional. Ainda relativamente ao pleito presidencial do próximo ano, o nome do parlamentar e ex-governador Aécio Neves (PSDB) está sendo sondado para se tornar candidato rumo ao Planalto. Mas, quem milita nos espaços públicos e privados de Belo Horizonte e demais cidades de Minas Gerais, reconhece a completa ausência do neto de Tancredo Neves para debater temas e ouvir reivindicações de interesse coletivo. Para ganhar mais visibilidade nacional, está se atrelando ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). O baiano é bem avaliado, mas também não é uma figura de importância popular no cenário brasileiro. Se o tucano Aécio Neves almeja incrementar as suas intenções de se viabilizar como pré-candidato, vai precisar mudar de rota. O coerente seria contar com o apoio de grupos políticos de Minas para se projetar na empreitada de tal envergadura, com tentáculos para além de nossas fronteiras. Do jeito que está, tudo pode não passar de uma bazófia.
Edição 2185 – 6 a 13 de setembro de 2025

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Parlamentares e o saneamento
O diplomata Carlos Alves de Souza Filho costumava falar que o Brasil não é um país sério. Ele estava errado, pois nesta Terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, o que sempre existiu são alguns dirigentes com má intenção, procurando usurpar o poder em detrimento dos interesses coletivos. São mais de 520 anos de história e o Brasil continua na penumbra do subdesenvolvimento, não havendo, com raras exceções, um grupo de homens públicos benfeitores, capaz de romper a inércia e alçar o nome do nosso país ao lado de nações mais avançadas, seja no desenvolvimento humano, economia, ciência e tecnologia. É desalentador observar os números difundidos pelas entidades oficiais, apontando a existência de 90 milhões de brasileiros que ainda sofrem com as consequências da falta de coleta de esgoto em suas residências. A vida dos moradores dessa aludidas regiões tende a ser de sacrifícios, pois a ausência desse item básico compromete a saúde pública e pode causar doenças. Especialistas reafirmam que seriam necessários grandes investimentos para minimizar esse drama, mas o poder público nunca levou o tema com seriedade. Atualmente, o governo federal ensaia uma aproximação com o setor privado, inclusive com abertura para a participação de capital financeiro internacional. Talvez não seja o caminho ideal, mas é melhor do que ficar sem uma solução para a demanda. Seria oportuno debater esse e outros tópicos de instância comum, evitando que senadores e deputados federais se revelem tão somente preocupados em implementar projetos oriundos do legislativo para promover uma verdadeira “blindagem” entre eles. Segundo avaliação dos bastidores, isso tem a ver com a necessidade de encobrir transferências de valores dos cofres públicos federais rumo aos municípios, associações e outras entidades, através de emendas parlamentares. Esse modus operandi dos congressistas serve para ajudar na perpetuação em seus respectivos postos, usurpando a chance de melhorar a vida dos seus semelhantes nos diversos rincões brasileiros, inclusive nas comunidades rurais, onde não há qualquer infraestrutura digna. Como as obras de saneamento em geral são subterrâneas, não oferecem muito potencial de votos para os parlamentares. Na visão deles, as intervenções debaixo do chão têm pouco resultado prático e, assim, tudo vai sendo deixado para depois.
Vigílias – 6 a 13 de setembro de 2025
Sucessão estadualO presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, está sendo cogitado para formar chapa com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), para disputar o Governo de Minas. A revelação é do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, irmão do senador. Falcão é o atual chefe do Executivo de Patos de Minas e nada comentou sobre o assunto. Dilema para o PTA prefeita de Contagem, Marília Campos, tem se destacado como uma liderança mais expressiva nos meandros do PT. Caso ela não aceite o desafio de disputar o Governo de Minas, os petistas mineiros terão de fazer uma composição para indicar alguém para vice na possível chapa de Rodrigo Pacheco (PSD). É isso ou ficar fora do páreo, pois não há outro nome com desenvoltura suficiente para alavancar uma votação a um posto majoritário. Zema em São PauloDepois de uma repercussão pífia do lançamento da pré-campanha de Romeu Zema à Presidência da República, os deputados da base governista na Assembleia Legislativa indagaram: “quem foi esse infeliz marqueteiro que incentivou a realização do ato político em São Paulo ao invés de fazer isso em Minas Gerais?” Presidente da ALMG“Existe uma pretensão de amigos políticos do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), visando sua possível presença em chapa majoritária. No entanto, sua base forte continua sendo trabalhada para disputar a reeleição”. Comentários ouvidos nos bastidores do Legislativo mineiro. Política em UberlândiaEm Brasília, o presidente do Partido Progressista, Ciro Nogueira, vaticinou: “acho que o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), seria uma boa presença nos palanques políticos mineiros em uma eventual disputa ao Senado”. A ver. KTO, o problemaNinguém fala nada a respeito da decisão do Governo de Minas em desalojar o cassino eletrônico, sob o comando da KTO, montado no prédio anexo ao Automóvel Clube. “O problema é que estão instalados em um imóvel público e isso não pode”, dizem os especialistas. Empresas inadimplentesAtualmente, as dívidas das empresas com o fisco somam cerca de R$ 3 trilhões. Parece haver um debate para aprovação de uma lei no Congresso Nacional, com a finalidade de pressionar as firmas. Caso não paguem a pendência, serão encaminhadas para uma espécie de cadastro negativo, inclusive com cancelamento do CNPJ. Poder do PCCPara o jornalista Gerson Camarotti, depois da atuação das Forças de Segurança para desmantelar o Primeiro Comando da Capital (PCC) no âmbito dos combustíveis, seria bom uma incursão também no tangente ao setor de transporte, especialmente em São Paulo. ErrataEm publicação de 5 de julho de 2025, o Edição do Brasil afirmou existir problemas na Federação do Comércio de Minas Gerais, assim como denúncias sendo apuradas pela imprensa nacional, envolvendo membros de sua diretoria. Tais informações não foram confirmadas e, por essa razão, o jornal vem a público se retratar junto à Fecomércio MG. Cabe investigarRelativamente a esse tema, a professora de administração pública da Fundação Getúlio Vargas, Elida Graziane, acrescenta que os políticos também devem ser investigados. “Há comentários envolvendo o nome de muitos deles junto às ações do PCC”. Crime organizado“O poder público não pode perder a oportunidade de incrementar as investigações para acabar com o PCC. É um grupo poderoso a ser contido enquanto ainda há tempo”. Opinião do apresentador Marcelo Tas. Tarifaço americano“Tudo pode não passar de um jogo de cena, mas é importante acreditar que há razões para o otimismo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao dizer que as negociações para minimizar os efeitos do tarifaço norte-americano estão no caminho certo”, vaticina o cientista político Sérgio Fausto. Eleições de 2026Para a jornalista Ana Flor, a recente reunião do presidente Lula (PT) com seus ministros não deveria ser tratada como reunião de trabalho, mas como um pontapé inicial rumo às eleições de 2026. Maria da PenhaNo primeiro semestre de 2025 foram registrados 718 feminicídios no país, segundo dados atualizados do Mapa Nacional da Violência de Gênero. Na avaliação dos especialistas, a situação indica uma falha no pleno funcionamento da denominada Lei Maria da Penha. Delinquência pública“A recente campanha pública comandada pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, para desmoralizar o conceituado Banco do Brasil, tem a ver com um elevado grau de delinquência por parte dele”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello. Banco Central americano“O presidente Donald Trump repete o que fez durante o seu primeiro governo para tentar acabar com o Banco Central de seu próprio país. Se ninguém conter a sua impetuosidade, o dirigente dos Estados Unidos poderá conseguir o seu intento”. Avaliação do filósofo Luiz Felipe Pondé.
ACM Neto articula nome de Aécio para disputar o Planalto em 2026

Em Brasília e em Belo Horizonte, comentários indicam um novo projeto político para o deputado federal e ex-governador Aécio Neves (PSDB). Trata-se de um entendimento com o objetivo de incentivar a candidatura do mineiro à Presidência da República. Isso começou a reverberar depois que o governador Romeu Zema (Novo) se lançou ao pleito majoritário, em São Paulo. Fontes garantem que o tema vem sendo tratado entre Aécio Neves e seu maior incentivador, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O político baiano é pré-candidato a governador do seu estado e vice-presidente do União Brasil, um partido de enorme visibilidade, principalmente após a formação de uma federação com o PP, a denominada União Progressista, com mais de cem parlamentares. Toda essa estrutura, se colocada à disposição de uma eventual empreitada a favor de Neves, poderia fazer toda a diferença, tanto do ponto de vista de capilaridade quanto em relação a recursos financeiros. Essa aposta no nome do ex-governador de Minas Gerais para uma empreitada nacional não é de agora. Há o registro de algumas sinalizações, como a escolha do amigo de Aécio Neves, o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, para presidir o PSDB, sigla que também tem coligação a partir da formatação de uma federação com o Cidadania. Eduardo Leite Nos bastidores da Câmara dos Deputados circulam informações que merecem análise dos matemáticos da política brasileira. Um exemplo é a saída do PSDB do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, quando ainda falta mais de um ano e meio para as eleições. À época, quando se filiou ao PSD a convite do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, todos entenderam que se tratava de uma opção por um partido de maior visibilidade, visto que Leite tem projeto de se candidatar a presidente. Ao decidir deixar o ninho dos tucanos, muito possivelmente o governador do Rio Grande do Sul já tinha conhecimento das primeiras manifestações em prol de Aécio Neves rumo ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite não quis correr o risco de ficar isolado dentro de seu próprio partido político. Essa possibilidade do pleito de 2026 contar com Aécio Neves como candidato à Presidência da República pode ser apenas uma ideia. No entanto, outro forte nome nos bastidores do União Brasil, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, esteve em Belo Horizonte na semana passada. Ele participou de um evento do segmento empresarial, circulou pelos meandros políticos e visitou a Associação Mineira de Municípios (AMM). Na sede da entidade, esteve com prefeitos e membros da diretoria da Associação, quando propalou a respeito da sua pré-candidatura sem dar muitos detalhes. “É hora da união dos políticos de centro para extirpar de vez o poder do PT e da esquerda brasileira”, comentou.