Sobre os direitos humanos

O debate relacionado aos direitos humanos tem alimentado a pauta mundial, especialmente depois da criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, com a finalidade de implementar políticas públicas visando garantir o direito de segurança entre as nações e a igualdade entre os cidadãos. Indubitavelmente, a ONU se impôs, fazendo toda a diferença perante as agitações geopolíticas internacionais, ora intermediando diálogo, ora cuidando da assistência social a desabrigados e desamparados. A agência multilateral, com seus objetivos pré- -estabelecidos em estatutos, tem um raio definido. No entanto, principalmente no limiar do século 21, tem aumentado a demanda da humanidade quanto aos direitos das pessoas em geral. Em tela, a discussão para se encontrar um caminho mais eficaz para conter a violência contra as mulheres e indivíduos vulneráveis. Para reduzir os efeitos de inúmeros registros sobre o tema, o governo federal brasileiro implementou políticas públicas próprias, na tentativa de minimizar a violação dos direitos dos cidadãos. Mesmo assim, os malfeitores continuam protagonizando cenas de desatino. Através do Disque 100, foram registradas 657,2 mil denúncias envolvendo agressores no ano passado, um aumento de 22% em relação a 2023. O ministério dos Direitos Humanos vaticina que as violações dos direitos subiram de 3,4 milhões em 2024 para 4,3 milhões no ano anterior. Os crimes mais comuns estão ligados violação da integridade por negligência, tortura psicológica, violação da integridade física, exposição de risco à saúde. As maiores vítimas, conforme as denúncias enviadas ao ministério, são contra as mulheres. Além da punição aos agressores, concebe-se também a sugestão do psicólogo Marcos Figueiredo, destacando a importância do apoio psicológico às vítimas, com o objetivo de facilitar a recuperação emocional e mental do indivíduo. Para o êxito do trabalho, investimentos em políticas públicas eficazes são necessários, inclusive mediante treinamento de forças de segurança, chegando ao apoio psicológico. Se a pessoa está sendo desrespeitada, carece de haver uma intervenção das autoridades para restabelecer a sintonia da vítima. Os direitos humanos pressupõem a possibilidade de ir e vir de maneira livre e sem intimidações.

Alguns nomes de prefeito podem liderar a política em Minas

A imprensa tem mencionado muito o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como uma expoente à cena política majoritária de Minas, inclusive com chances de se tornar ainda mais influente politicamente, já no pleito de 2026. A titular da Prefeitura de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), permanece sendo propalada apenas em seu município, não se projetando, sequer, na região da Zona da Mata. Enquanto isso, e tendo como base a última eleição municipal, já é possível elencar nomes de prefeitos com possibilidade de se tornarem protagonistas na liderança política do Estado. Alguns deles ainda jovens, como o chefe do Executivo de Nova Lima, João Marcelo Dieguez (Cidadania); de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL); de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP); de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB); de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil); e Betim, Heron Guimarães (União Brasil). A dificuldade desses e de outros nomes no cargo de dirigente municipal é se projetar para além da fronteira de suas respectivas cidades. Isso iria incomodar muito os parlamentares e outras lideranças já consolidadas, inclusive em posição de comando, em postos importantes, como de senador, governador, vice-governador e deputado federal. Mas em uma projeção não muito distante, não há como negar a possibilidade de despontar como líderes os nomes já mencionados: o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio, foi eleito no final do ano passado ainda no primeiro turno, em uma cidade que é o segundo maior colégio eleitoral de Minas. Também em um grande colégio eleitoral, destaca-se a eleição, na primeira leva, de Heron Guimarães, em Betim. Na Grande BH, o nome mais badalado nos meandros políticos é o prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez, reeleito com mais de 80% dos votos. De Itabira, surge o titular Marco Antônio Lage, também reeleito com facilidade. Um destaque especial para o jovem prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, que mesmo enfrentando uma enorme oposição, se reelegeu para o posto, em uma cidade onde a política local é decididamente complexa, devido às forças de muitas lideranças locais. O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, também foi outro a ser eleito no primeiro turno da peleja do ano passado. A cidade é considerada a capital do Norte de Minas, cujas ações locais reverberam em mais de 40 municípios da região Norte do Estado.

Obras com dinheiro da Vale

Entidades do Judiciário em parceria com órgãos do governo de Minas Gerais estão anunciando melhorias na malha viária e a construção de novos trechos de rodovias, com a finalidade de facilitar o acesso aos municípios de Brumadinho, Sarzedo e Mário Campos, na região metropolitana da capital, a partir de conexão do futuro Aeroporto de Betim, através de obras para se chegar à 381. Isso na primeira etapa, porque na segunda fase, a interligação se daria também com MG-040, atendendo uma média de 500 mil moradores da localidade. Espera-se por uma decisão fática, sem a intoxicação de viés político ideológico, capaz de contaminar ações desenvolvimentistas como essas aqui elencadas. Quem está na direção dos projetos é o governo, mas se trata de ação conjunta entre o Executivo estadual, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal e Defensoria Pública de Minas Gerais, financiado com recursos financeiros provenientes do Acordo de Reparação do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. De acordo com informações da secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, serão investidos R$ 320 milhões neste primeiro momento, apenas na recuperação e duplicação. Posteriormente, serão divulgados novos cálculos quanto ao investimento para haver o prosseguimento da interligação do entorno do município de Mário Campos com a MG-040, na direção do Centro de Brumadinho. Otimista, Luísa Barreto rememora que as obras vão melhorar o deslocamento entre municípios da região atingida, favorecendo a população e a economia local. O dinheiro da Vale também prevê a construção do Rodoanel, com uma média de 25 quilômetros de extensão. Mas o projeto não sai do papel, decididamente por desavença e desacordo com os municípios por onde a alça deverá passar. As Prefeituras de Contagem e de Betim estão exigindo um novo traçado, sob alegação de problemas ambientais, inclusive de nascentes, cujas águas são captadas para abastecer a região, incluindo Belo Horizonte. Neste sentido, seria importante que esse novo projeto seja uma realidade factível, até porque, se essas intervenções viárias não forem realizadas com o dinheiro do Acordo de Reparação da Vale, o Executivo mineiro não tem a mínima condição de dar andamento a esses planos. Especialmente quando se denota uma dívida do governo estadual com a União no valor de R$ 160 bilhões. Então, o ensejo de abrir caminho para a possibilidade do incremento do desenvolvimento da região é esse. Trata-se de chance única. É agora ou nunca, podem apostar.

Prosseguem os entendimentos entre Mateus Simões e PSD rumo a 2026

Uma super aliança política, com a finalidade de projetar condições para enfrentar adversários poderosos, tem sido pensada para a sucessão estadual mineira de 2026. Esse argumento se desenrola a partir de Brasília, com a participação de personalidades ligadas ao Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte. No centro das discussões está o poderoso ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Ele possui acesso direto ao presidente Lula (PT), com quem se comunica diariamente, além da simpatia do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e também as bênçãos da primeira-dama Janja. Silveira tem se destacado cada vez mais no âmbito do governo federal, o que lhe concede o privilégio de se envolver em assuntos políticos mineiros. Secretário-geral do PSD nacional, o segundo cargo da importância na estrutura partidária, ficando atrás apenas do presidente Gilberto Kassab, Silveira tem em sua mesa a sugestão de uma parceria com o vice-governador Mateus Simões (Novo). Não há definição de qual cargo seria disputado, até porque a ideia ainda é embrionária. No entanto, essa seria uma forma de barrar o projeto do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), tido como um nome popular de prestígio para pleitear a cadeira de governador do Estado. Já se projeta inclusive uma aliança, onde Simões se candidataria ao governo, tendo a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como vice na chapa. As duas vagas ao Senado seriam disputadas exatamente por Alexandre Silveira e o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP). Pelo lado da extrema-direita, pode haver uma definição dos nomes do aludido Cleitinho ao governo, tendo como companheiro de chapa, para o Senado, o super deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Seria uma espécie de partida a ser jogada por nomes experientes na administração e na vida política contra dois jovens, forjados pelas redes sociais, e que, até o momento, não esboçaram projetos estruturantes para o Estado de Minas Gerais. O presidente do PSD estadual, deputado Cássio Soares, indagado sobre o assunto, nada comenta, embora tenha sido visto na semana passada ao lado do governador Romeu Zema (Novo), durante viagens pelo Sul de Minas. O PSD é uma espécie de noiva cobiçada para este sugerido casamento, pelo fato de ser a sigla com maior número de prefeitos, atualmente são mais 140. Além disso, sua capilaridade só aumenta, quando somado também ao enorme contingente de vereadores. Nesta lista de nomes e sugestões de alianças, por enquanto, estão ficando de fora nomes importantes, como o próprio senador Rodrigo Pacheco (PSD); o ex-governador e deputado federal, Aécio Neves (PSDB); e o popular presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB).

Sem escravidão tecnológica

Neste limiar do século 21, nem mesmo os maiores pensadores continentais foram capazes de prever que uma nova ordem mundial fosse introjetada entre os seres humanos, estabelecendo regras com a finalidade de exercer predominância no cotidiano dos cidadãos. As redes sociais, comandadas pelas grandes empresas do segmento, especialmente as sediadas na América do Norte, estão no ápice de seu apogeu quando o tema é conquistar cada vez mais seguidores para suas comunidades virtuais. No Brasil, segundo dados extraoficiais, são cerca de 189 milhões de usuários desse dispositivo. Não satisfeitos com os lucros obtidos pela monetização de seus produtos, os senhores poderosos das maiores firmas do ramo, detentoras do direito de explorar o “X” e o próprio Facebook, agora estão enveredando para dominar também as ideologias políticas, através de um processo digital sem atalhos, abandonando o indispensável respeito pelos princípios éticos, políticos e administrativos dos países. Mas é difícil imaginar que esses semideuses, do alto de suas arrogâncias, venham dizer para nós, brasileiros, como proceder para aumentar a nossa capacidade de seguir como um dos países mais destacados da produção mundial de alimentos, cujo agronegócio movimenta algo em torno de US$ 153 bilhões por ano. Reconhecidamente, o Brasil é um dos maiores exportadores de minério de ferro, ouro, nióbio e cobre. Por todas as citações, é de se indagar: quem seria capaz de sobrepor aos nossos feitos, somente através do uso das redes sociais? Esses aloprados da internet, podem muito, mas não podem tudo. O tema carece de um debate democrático e republicano, preservando sempre o direto da nossa inegociável soberania. Ao longo de mais de 500 anos, temos demonstrado a plena capacidade de gerir nossos destinos. Não vai ser agora que iremos sucumbir às pretensões dos gananciosos barões das big techs. É salutar o uso da tecnologia apenas para garantir e perpetuar a vida na Terra, sem, contudo, servir como uma espécie de “curral eletrônico”, a cercear os direitos de ir e vir de nossa gente. Se alguém deve dirigir os nossos destinos, que esse alguém seja um brasileiro, de preferência escolhido democraticamente, sem ter de se reportar a grupos universais, sempre eivados de segundas intenções. Não aceitaremos essa escravidão tecnológica jamais.

Ano novo com velhas especulações relacionadas à sucessão estadual

  O ano de 2025 começa com as mesmas especulações, quando o assunto é a sucessão estadual, porém, com uma constatação: os bolsonaristas, que segundo os matemáticos da política mineira representam uma média de 30% do eleitorado, caso o pleito fosse hoje, votariam de olhos fechados no atual senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Essa é a percepção junto ao público formador de opinião em Belo Horizonte, Montes Claros, Uberlândia, Juiz de Fora, Ipatinga e especialmente no Sul do Estado. O parlamentar tem sido o rei das redes sociais, cujo espaço virtual é usado para propalar suas ideias. Mas, os seus adversários rebatem: são comentários lacônicos, desprovidos, em muitos casos, de verdades, com a finalidade de incentivar, amplificar a sua conexão com os seus milhares de internautas. Polêmica à parte, em Brasília, personalidades próximas ao Palácio do Planalto analisam que a única chance de conquistar espaço na política mineira, por parte do Partido dos Trabalhadores, seria por intermédio de uma aliança com o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Já que a sigla está sem um nome de proa para reunir condições de caminhar na direção de um embate pesado. Mesmo assim, tem alguns defendendo a possibilidade da candidatura da prefeita Contagem, Marília Campos (PT), mas há quem discorde dessa tese, por entender que ela não teria, se fosse nesta ocasião, condições de enfrentamentos pesados com os oponentes, inclusive, sem muita chance de minimizar a influência do senador Cleitinho, junto ao eleitorado jovem, em quase todas as regiões do Estado. O problema do senador Pacheco seria dentro de seu próprio partido. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), tem participado ativamente dos eventos políticos mineiros em diferentes instâncias. Em Brasília, não é novidade para ninguém que Silveira namora uma possível aliança do PSD, com o atual vice-governador Mateus Simões, ainda filiado ao Partido Novo. Vale dizer que Pacheco pode atrapalhar Silveira e vice-versa.   Outros nomes A lista de nomes disponíveis para o pleito majoritário de 2026 não é tão extensa. Mas além de Mateus Simões, Rodrigo Pacheco/Alexandre Silveira, e o senador Cleitinho, vem sempre à tona, personalidades como o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite, cujo partido, o MDB, está em frangalho no Estado e tem um dono, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. No final do ano passado, o presidente da Federação das Indústrias, Flávio Roscoe, disse que não está fora de cogitação a sua participação na cena política durante a peleja de 2026, mas tudo vai depender do cenário à época. No escopo desse projeto para daqui a dois anos cabe listar nomes de reconhecida capilaridade eleitoral, como o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP). Ele comandou o município por várias vezes, foi deputado federal e é um empresário de sucesso. Em seu currículo consta que nunca perdeu uma eleição, inclusive quando participou de pleitos para dirigir entidades do setor privado, como a Federação da Agricultura de Minas. Quem acompanha o movimento nas redes sociais, tem notado a pretensão do ex-senador Clésio Andrade em colocar o seu nome à disposição do eleitor. No âmbito dos tucanos, continuam fortes as discussões nos bastidores, cuja finalidade é turbinar o nome do deputado e ex-governador Aécio Neves para disputar o Palácio Tiradentes. Esses são os nomes sempre recomendados com vistas a ocuparem os cargos de governador, vice- -governador e duas vagas ao Senado. Ou seja, tem espaço para muita gente.