Vigílias – 26 de abril a 3 de maio de 2025

Evento sem povo Segundo os jornalistas da crônica política mineira, faltou povo na solenidade de inauguração do memorial pelos 40 anos da morte do ex-presidente Tancredo Neves, em São João del-Rei. Comandado pelo neto dele, o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o evento contou com a presença do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos), porém, com a completa ausência do povão, como era o estilo de Dr. Tancredo em seus atos públicos. Prefeita complicada Sempre badalada pela imprensa como uma das lideranças do PT em Minas, a prefeita de Contagem, Marília Campos, aproveitou dessa popularidade para externar que só definirá o seu projeto político do próximo ano após uma conversa com o presidente Lula (PT). Presidente da Fiemg Pessoas próximas ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), empresário Flávio Roscoe, dizem que ele decidirá se efetivamente irá ingressar na política partidária apenas a partir de janeiro de 2026. Até lá, ficaria apenas nas conversações de bastidores. Na verdade, Roscoe é cortejado por todos os grupos políticos: Mateus Simões (Novo), Rodrigo Pacheco (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e outros mais. Clésio em cena Relativamente ao pleito eleitoral do próximo ano, consta dos bastidores que um dos nomes prestes a participar do movimento para disputar o Governo do Estado ou Senado, é o empresário e ex-senador Clésio Andrade. A ver. Gabriel Azevedo O pífio desempenho nas urnas no ano passado, quando se candidatou à Prefeitura de Belo Horizonte, não diminuiu a impetuosidade do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB). Agora, ele já externa aos amigos que vai ser candidato novamente, em 2028. Até lá, muita água ainda irá passar por baixo da ponte, senhor Gabriel. Zema X Cleitinho Em Brasília, circula uma informação indicando que o governador Romeu Zema (Novo) irá buscar uma aliança entre o vice-governador Mateus Simões (Novo) e Cleitinho Azevedo (Republicanos), pela disputa ao governo no ano seguinte. Médicos recém-formados Órgãos ligados ao sistema de saúde do país avaliam com preocupação a enorme proliferação de Faculdades de Medicina. Eles comentam que estão sendo formados profissionais sem qualificação para exercer a medicina. Já existem defensores propondo a criação de uma prova por parte do Conselho Federal de Medicina, para atestar a capacidade de cada recém-formado. Seria mais ou menos o que já vem sendo aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). China X Estados Unidos A jornalista Patrícia Campos Mello disse, recentemente, que uma média de 80% dos aparelhos de ar-condicionado em uso nos Estados Unidos são originários da China. “Agora, diante da guerra comercial entre as duas nações, resta esperar como a população vai reagir em época de calor intenso”, vaticinou. Pura arapongagem“A Agência Brasileira de Inteligência, sem qualquer disfarce, tem atuado fortemente na verdadeira arapongagem dentro e fora do Brasil. Isso precisa ser revisto para o bem de todos, pois é ilegal e imoral”. Opinião do cientista político Mauro Paulino. Ufa. Universidades americanas “Parece que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está elegendo as maiores universidades daquele país como adversárias do seu governo. E isso pode desaguar em um descontentamento público de maneira avassaladora, algo nunca constatado por lá”. Opinião do economista Antônio Correa de Lacerda. Menores infratores O filósofo Luiz Felipe Pondé, ao analisar o número crescente de crimes praticados por menores na internet, rememorou: “talvez, para esses casos, fosse importante observar a legislação americana e da Inglaterra, onde os menores de 16 anos respondem como adultos, quando se trata de prática de delinquências”. Importância da imprensa Tem jornalistas morrendo nos conflitos, especialmente no embate entre Rússia e Ucrânia. Neste sentido, o empresário Emerson Kapaz lembrou que tudo poderia ser pior, se profissionais da imprensa não estivessem por lá, testemunhando cotidianamente as atrocidades desse terrível evento.

Sobre o transporte coletivo

As autoridades brasileiras continuam estudando alternativas para atenuar as demandas atinentes ao transporte coletivo nas grandes cidades do país. O desafio ganhou propulsão após a pandemia de COVID-19, quando se agravou o problema por conta da falta de estrutura das empresas concessionárias de ônibus. As firmas fazem de conta que são sensíveis às demandas populares, enquanto o poder público sinaliza para um fim positivo do episódio, mas na realidade tudo pode ser avaliado como uma mera jogada de cena. Os dirigentes dos sindicatos patronais exprimem um discurso pré-fabricado, quando alegam existir uma espécie de desidratação do processo de atendimento em geral, visto que as empresas de ônibus estão sucateadas e com falta de passageiros que efetivamente pagam. Neste debate, constata-se o enfraquecimento do sistema, por conta da concorrência advinda do volume de carros por aplicativos, mototaxistas, transporte clandestino, entre outros itens que, segundo avaliação de lideranças, retiram dinheiro destinado ao financiamento do setor formalmente credenciado. Estudiosos e analistas do assunto propõem um debate mais amplo, inclusive, se possível, com a presença dos parlamentares federais. O objetivo é conceber uma solução definitiva para a demanda. Na planilha de sugestões está a ideia de aumentar os investimentos públicos para garantir esse modal de transporte coletivo. Resta saber de onde retirar dinheiro para financiar o sistema. Em Belo Horizonte, assim como nas demais metrópoles, as estatísticas indicam que uma média de 30% dos usuários já circula sem pagar na bilheteria. São estudantes, pessoas maiores de 60 anos, muitos profissionais procedentes do sistema de segurança e do judiciário, além dos moradores das proximidades das comunidades. Também é comum observar indivíduos, sem o devido benefício da lei, entrarem e saírem pela porta da frente dos veículos. Uma das alternativas pode ser o aumento das linhas de metrô. Aí vem a questão: a iniciativa privada teria capacidade de atendimento? Por todos os títulos, a questão requer atenção de empresários, líderes sindicais, representantes dos trabalhadores e especialmente dos políticos. Isoladamente, nenhuma cidade de grande porte e com uma massa trabalhadora preponderante terá condições de encontrar uma resolução afirmativa. O conjunto da sociedade é desafiado a discutir e implementar a decisão acertada para beneficiar as próximas gerações. Pelo visto, o atual modelo de transporte coletivo já está exaurido.

Novo presidente da AMM promete atuar pela união dos 853 municípios

O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, eleito presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), toma posse durante o 40º Congresso Mineiro de Municípios, que será realizado nos dias 6 e 7 de maio, em Belo Horizonte. O evento reúne, anualmente, prefeituras, órgãos públicos, autoridades políticas, entidades de classe e empresas que apresentam soluções para as cidades e seus administradores. Falcão foi o primeiro prefeito reeleito da história de Patos de Minas, com 85,19% dos votos válidos, e assume a AMM com o compromisso de unificar e ajudar todos os 853 municípios mineiros. “Quem é prefeito e prefeita sabe a dor da sua cidade. Vamos buscar recursos e auxiliar todos os municípios que precisarem da gente. Essa é uma gestão para todos e tenho falado isso desde que decidi me colocar à disposição dos chefes do Executivo de Minas Gerais. Não podemos pensar em uma associação que atenda parte das cidades ou priorize apenas algumas. Temos que mostrar a força que Minas Gerais possui e participar de todas as conversas importantes que vão gerar conquistas e benefícios para os cidadãos mineiros”, explica. Entre os principais compromissos do presidente eleito da AMM está a ação política para as menores cidades, que acabam tendo maior dependência do repasse de recursos do governo federal. “Além da inversão do pacto federativo, que é luta antiga, vamos trabalhar para mudar os critérios de divisão dos recursos, principalmente para os municípios menores, que são quase 500 com o FPM 0.6. Os municípios médios e grandes têm suas próprias ferramentas, têm recursos próprios, equipes mais adequadas. Já os menores dependem de recursos vinculados e têm pouquíssima margem para fazer até o que é básico”, completa o líder municipalista. A posse oficial será no último dia do 40º Congresso Mineiro de Municípios, no dia 7 de maio, às 17h30. Toda a diretoria eleita será empossada e assumirá os trabalhos na associação já no dia seguinte. O trabalho de transição entre as gestões já foi iniciado. “A nossa intenção, com a ativa participação de toda diretoria, é dar continuidade aos processos que funcionam e fazer cada vez mais com que os gestores entendam que aqui nós vamos apoiar, auxiliar, ajudar e conduzir o que for necessário para ver os municípios se desenvolvendo dia a dia. Minas Gerais precisa ser protagonista e tem força para isso”, finaliza Falcão.

Entre o cálculo e o caráter: IA e a urgência de uma educação humana

Escrito pelo diretor-geral da Rede Batista de Educação, professor Valseni Braga Vivemos a mais radical transformação cognitiva desde a invenção da escrita. A inteligência artificial (IA) não é apenas uma ferramenta sofisticada. Ela é uma ruptura. Algoritmos que escrevem, traduzem, desenham, diagnosticam, conversam. Máquinas que aprendem. Sistemas que preveem. E o espanto: muitos fazem isso melhor e mais rápido do que qualquer ser humano. Como educador, a pergunta que me atravessa não é tecnológica. É puramente humana. Se a inteligência artificial pode fazer tudo o que a escola sempre ensinou, o que resta à escola? Nas 15 unidades do Colégio Batista Mineiro e nas 7 do Colégio Batista Brasil, essa pergunta não é nova. Desde 2017, muito antes da explosão do ChatGPT ou das plataformas generativas, refletimos sobre o papel da inteligência artificial nos processos pedagógicos da Rede Batista de Educação. Mas agora, mais do que nunca, essa reflexão se torna urgente – e estratégica. Há oportunidades poderosas. A inteligência artificial pode personalizar o ensino em escala. Pode libertar o professor de tarefas repetitivas para que ele seja, de fato, o mentor da alma e da mente. Pode ajudar no diagnóstico precoce de dificuldades de aprendizagem, criar trilhas adaptativas e ampliar o repertório de investigação científica, mesmo nos primeiros anos da vida escolar. Mas não nos iludamos: também há ameaças profundas. A primeira delas é a perda do esforço. Em um mundo em que tudo está a um prompt de distância, o risco é formar estudantes que sabem buscar respostas, mas não sabem fazer perguntas. Que dominam a interface, mas não entendem os fundamentos. Que reproduzem soluções, mas jamais desenvolveram a capacidade de intuir, argumentar ou discernir. A segunda ameaça é mais sutil: a erosão da consciência. A inteligência artificial pode nos tornar eficientes, mas não necessariamente éticos. A educação, portanto, precisa assumir um papel de resistência: preservar e cultivar o que nenhuma máquina é capaz de simular com verdade – o caráter. É por isso que insistimos tanto na formação integral. Para nós, ensinar não é apenas instruir. É formar. É esculpir a interioridade de um ser humano para que ele saiba como agir quando ninguém estiver olhando. Para que ele use a tecnologia com discernimento, e nunca como um atalho para escapar do processo, do tempo ou da responsabilidade. As incertezas são muitas – e inevitáveis. O que será da prova escolar quando a inteligência artificial puder responder melhor do que o estudante? O que será da autoria quando os textos gerados se confundirem com os produzidos? O que será do professor quando seus métodos forem desafiados por plataformas inteligentes? Não temos respostas definitivas. Mas temos princípios inegociáveis. Sabemos que a educação não pode ser reduzida a acertos. Ela precisa gerar consciência, compaixão, domínio próprio. E isso não se programa. Se testemunha. Se transmite. A inteligência artificial talvez ensine mais. Mas jamais formará melhor. Porque ensinar é transferir conhecimento. Formar é transmitir vida. E essa, ainda é – e sempre será – a missão da escola. E da Rede Batista de Educação.

Novo Cangaço brasileiro

Um dos temas a turbinar o noticiário político de Brasília em 2025 refere-se a Proposta de Emenda Constitucional, intitulada PEC da Segurança Pública, estabelecendo uma atuação em conjunto da Força Nacional de Segurança em parceria com estados e municípios, com o objetivo de tentar controlar o crime organizado, cujos atos maléficos já perpassam as fronteiras dos estados, alçando tentáculos até mesmo na esfera internacional. O tema está em debate no Congresso Nacional, com um certo grau de desconfiança e discordância de alguns governadores, por entenderem que a adoção desse novo sistema significa interferência de Brasília junto às Forças de Segurança dos estados, uma prerrogativa atinente aos aludidos chefes dos Executivos. Especialistas no assunto consideram que essa falta de sintonia desses governadores com o Palácio do Planalto tem a ver com a polarização da política brasileira. Na realidade, o problema da falta de segurança, ocasionada por ações cada vez mais violentas dos marginais, traz à luz da verdade: isoladamente nenhum ente federado é capaz de barrar a escalada de tensão gerada entre os meliantes contra a população civil brasileira. Enquanto não se dissemina essa tensão entres os poderes, os agressores vão espalhando o medo nas grandes cidades, cometendo roubos e furtos contra pessoas comuns, mas também fazem vítimas no setor rural, uma modalidade bárbara nunca vista em mais de 500 anos de história do Brasil. A sociedade brasileira não deve esquecer o inquietante discurso do prefeito de Guaxupé, Jarbas Filho, diante de uma recente atuação dos criminosos na cidade, que atentaram contra o Quartel da Polícia Militar, atearam fogo em bens públicos e invadiram uma agência bancária. A imprensa brasileira propala de que se trata de um Novo Cangaço, agora atuando em Minas, preferencialmente na região Sul do Estado, por sua limítrofe fronteira com São Paulo, estado sabidamente dominado pelos marginais da facção PCC. O prefeito sentenciou que se trata de um ato de terrorismo, trazendo inquietação a uma cidade onde as pessoas sempre viveram na maior tranquilidade ao longo de décadas. Enquanto as autoridades se desentendem a respeito do novo modelo de segurança a ser implementado no país, os vadios vão realizando ações cada vez mais audaciosas em Minas e no Brasil. Em verdade, é hora de caminhar para um consenso sobre esse tema, tirando o povão desse verdadeiro fogo cruzado, ocasionado pelo viés ideológico. O bem-estar de todos deve estar acima dessas mesquinharias, atualmente a dominar o cotidiano de nossa gente.

Vigílias – 19 a 26 de abril de 2025

Adeus a Ronan TitoNa semana passada, Minas Gerais sepultou o ex-senador Ronan Tito, um dos defensores da redemocratização do país. O ex-parlamentar, com forte atuação no Triângulo Mineiro, também foi secretário do Trabalho na gestão do então governador Tancredo Neves. Pressão contra CleitinhoRelativamente à sucessão ao Governo de Minas no próximo ano, alguns debates de bastidores já são evidentes. Consta que haverá um enorme grupo unindo forças de diferentes vieses ideológicos, com a finalidade de barrar a popularidade do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O argumento seria a falta de experiência dele para governar um estado com cerca de 15 milhões de habitantes. Resta saber o que pensam os eleitores a respeito desse tema. Lira no PalácioNinguém consegue saber qual o motivo de tanta intimidade do ex-presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), com os ocupantes do Palácio do Planalto. Ele tem sido visto com frequência neste ambiente, além do Palácio da Alvorada e tudo mais. Aí tem coisa. Aposentando da políticaPelos cálculos dos matemáticos da política mineira, o horizonte do senador Carlos Viana (Podemos), relativamente à eleição de 2026, vai se afunilando. Segundo os estudiosos, ele sabe da dificuldade de se reeleger. Nestas circunstâncias, deverá apostar na reeleição de seu filho, Samuel Viana (Republicanos), para a Câmara Federal. Se ambos insistirem em permanecer na disputa, podem ser derrotados. Mateus em campanhaSemanalmente, o vice-governador Mateus Simões (Novo) comparece a cerca de 10 eventos. Em todos eles dissemina a sua pretensão de se tornar governador na peleja de 2026. Nadim joga pesadoOs meios empresariais ficaram assustados com o afoitamento do empresário Nadim Donato, que recentemente se tornou uma espécie de garoto propaganda da Fecomércio MG, entidade na qual é dirigente. Ele apareceu em um anúncio institucional de longo espaço de tempo na TV. Walfrido e a sucessãoDividindo o tempo entre sua residência em São Paulo e nos Estados Unidos, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, a partir do segundo semestre, deverá permanecer mais tempo em Minas, para concentrar atenção ao tema relacionado à sucessão mineira. Sua missão é ajudar a unir alguns grupos que estão distantes do projeto político do Palácio do Planalto. A ver. Conselheiros do TCERecentemente, informantes dessa coluna afiançam: “mudou por completo o critério para escolha dos novos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. A indicação será feita não diretamente pelo plenário, mas por um grupo de parlamentares divididos em três partes. Ou seja, aquele sistema antigo estaria ficando de fora dessa próxima leva dos três nomes a serem escolhidos. Neste caso, caberia ao plenário apenas ratificar essas aludidas pré-escolhas dos indicados”. Malafaia na política?Um dos animadores de palco para as reuniões dos políticos e da população com viés da direita no Brasil, o líder evangélico Silas Malafaia, segundo jornalistas da crônica política de Brasília, pode ser o candidato do grupo da extrema-direita, caso o movimento não consiga unir a disputa em torno de um nome dos atuais políticos para concorrer ao pleito presidencial no próximo ano. Direita e a democraciaPara o experiente cientista político Mauro Paulino, é necessário esclarecer com nitidez: “ser de direita não quer dizer que o eleitor brasileiro seja necessariamente contra a democracia. É apenas uma opção dessa pessoa por determinado grupo com o qual se convive do ponto de vista ideológico”. Emenda parlamentarA famigerada ousadia dos políticos pelas denominadas emendas parlamentares já fez a sua primeira vítima, o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), demitido recentemente. Segundo comentários do Planalto, novos nomes podem entrar nessa lista de maracutaia com o dinheiro público. Um horror. Crime organizadoO ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas, Dimas Ramalho, disse: “o crime organizado no Rio de Janeiro já domina cerca de 35% das atividades econômicas no Estado. E a tendência é expandir para outros estados essa bandeira criminosa de dominação do sistema produtivo em geral”. Apostas esportivasDados divulgados por diversos órgãos e entidades econômicas apontam que as apostas esportivas on-line movimentam a bagatela de R$ 20 bilhões por mês. “O governo federal tenta barrar essa volúpia financeira dos empresários do ramo, mas é praticamente impossível”, dizem os comentaristas sobre o assunto. De olho em 2026Segundo comenta o experiente jornalista Waldo Cruz, o presidente Lula (PT) aproveitou os feriados da Semana Santa para armar um arco de conversações com o objetivo de buscar apoio dos parlamentares do União Brasil, para votarem os projetos do governo no âmbito do Congresso Nacional. A ideia também é tentar convencer grande parte do partido a caminhar com ele no projeto de reeleição de 2026. Empresas brasileiras“Diante da reconhecida complicação em consequência de nossa famigerada carga tributária, para implementar uma empresa no Brasil, o empresário precisa de muita coragem e fé em Deus”. Opinião do filósofo Luiz Felipe Pondé.

Nome de Walfrido dos Mares Guia é mencionado para o pleito de 2026

Tendo como atração uma apresentação do humorista Fernando Ângelo, aconteceu na semana passada, nos dourados salões do Automóvel Clube, em Belo Horizonte, mais um encontro de ex-deputados estaduais. Esse foi o evento, em forma de almoço, destinado a manter esses políticos em contato permanente, quando se discute sobre os mais diversos assuntos, inclusive em relação à tradicional política de Minas Gerais. O ex-deputado Paulo Pettersen, um dos presentes ao certame, disse que “não se tratou especificamente sobre nenhum nome ou preferência por projetos políticos, mas, ao pé do ouvido, foram sussurrados temas com vistas ao pleito de 2026”. Walfrido dos Mares Guia O almoço/reunião contou com uma lista de 30 ex-deputados mineiros. Porém, coube ao organizador, João Pinto Ribeiro, anunciar a presença de surpresa, para muitos, do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. Com seu estilo de comunicação fácil, o convidado foi logo dizendo que estava ali sem missão específica, apenas para participar da confraternização. Mas a realidade é que o seu nome imediatamente foi lembrado para disputar o Governo de Minas, embora tenha se esquivado do tema. Indagado qual o real objetivo do acontecimento, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Queiroz, pontuou que compareceu ao evento mais para ouvir do que propriamente emitir opinião. Para ele, foi um lance agradável, se traduzindo em uma reunião amistosa, compartilhada por velhos companheiros. A possibilidade do próprio Mares Guia ser o nome para disputar o Governo do Estado é uma novidade. Até porque, a imprensa de Minas tem conhecimento de uma articulação feita pelo presidente Lula (PT), com a finalidade de incrementar a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Segundo fontes de Brasília, o ex-ministro estaria com a missão de sondar sobre as chances políticas do senador no âmbito dos políticos estaduais. Na outra ponta desse projeto, uma informação descreve, inclusive, a possibilidade da mudança de partido por parte do senador Pacheco, que estaria retornando ao MDB. No entanto, sob condições especiais de ser eleito o presidente da legenda estadual. Esse movimento já prevê até mesmo uma estratégia para acomodar o atual presidente emedebista, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. Contra ele, pesa o fato de o MDB ostentar hoje apenas dois representantes na Câmara Federal, ou seja, ele próprio e seu colega Hercílio Diniz. Já no parlamento estadual, as duas cadeiras da sigla estão ocupadas, respectivamente, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite, e pelo líder do Governo, João Magalhães.

Vigílias – 12 a 19 de abril de 2025

Forças de Segurança Tendo o deputado Sargento Rodrigues (PL) como indutor, as Forças de Segurança de Minas Gerais prometem cada vez mais hostilidade contra a administração do governador Romeu Zema (Novo). É aguardar para conferir.   Mercado Central e a imprensa Ao longo dos anos, o Mercado Central de Belo Horizonte sempre contou com a simpatia da imprensa. No entanto, depois que a atual administração resolveu mudar o nome da instituição para Mercado Central KTO, a mesma mídia está evitando tanta badalação, por entender que se trata de um projeto meramente comercial, ao invés de se manter como um tradicional ponto de gastronomia e cultura. Agora, o espaço também é um local de aposta esportiva.   Sucessão na AMM Na recente disputa pela eleição da Associação Mineira de Municípios (AMM), quando da escolha do novo presidente, Luiz Eduardo Falcão, houve atuação de lideranças políticas pedindo votos para ambos os lados. Por parte de Dr. Marcos Vinícius, candidato à reeleição, atuou firme o secretário de Governo, Marcelo Aro (PP). Diante dessa presença, um grupo político, sob a liderança do senador Rodrigo Pacheco (PSD) e do ministro Alexandre Silveira (PSD), também decidiu pedir votos.   Dobradinha importante Fontes de Brasília garantem ser cada vez mais forte a aproximação do novo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), com o senador mineiro e ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Essa ligação pode estar ainda mais afinada por ocasião da eleição de 2026.   Deputado sem ação O abastado deputado federal Hercílio Diniz (MDB), uma espécie de dono de Governador Valadares e região, é respeitado por lá, como um dos poderosos de Minas Gerais. Enquanto isso, a população local desconhece os denominados grandes projetos do ilustre político. Ninguém se atreve a reclamar ou questioná-lo sobre qualquer assunto, por medo de represália.   Incoerência da ACMinas Por quase 50 anos, a Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas) funcionou na Avenida Afonso Pena, no Centro de BH. Recentemente, mudou-se para um prédio de luxo na região da Savassi, deixando seu antigo endereço abandonado à própria sorte. Apesar disso, a entidade continua pregando a revitalização do Hipercentro da capital mineira.   Diretoria da Faemg Empresários e produtores rurais dizem que o atual presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), o fazendeiro Antônio de Salvo, antes um cidadão simples, agora dirigente de uma entidade importante, já não pensa em deixar o poder tão cedo. “Gostou de ser presidente”, ironizam.   Tentativa frustrada Ao perceber que seria o primeiro nome a ser demitido pelo prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), o então chefe de gabinete, Daniel Messias, tentou sensibilizar o seu padrinho político, o ministro do Tribunal de Contas da União, Antônio Anastasia, com um diálogo para a sua continuidade no posto.   Transporte sem apoio Havia uma aproximação efetiva de lideranças empresariais do setor de transporte com o então prefeito Fuad Noman. Agora, entendidos no assunto apostam que tudo vai carecer de uma reestruturação com novos atores públicos na Prefeitura de Belo Horizonte.   Silêncio do ex-ministro Nas administrações passadas do presidente Lula (PT), um dos ministros era o mineiro Luiz Soares Dulci, então chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Na atual gestão, o político sequer aparece nas reuniões de cúpula do PT. Algo complicado deve ter acontecido.   Curso superior no Brasil Dados oficiais do governo, divulgados na semana passada, constatam o que já era propalado pelos especialistas. Atualmente, apenas 18% da população adulta no Brasil possuem curso superior, enquanto esse percentual nos países desenvolvidos é da ordem de 30%.   Crime organizado Comentaristas de TV e especialistas em segurança pública analisam a seguinte situação. “O crime organizado no Brasil tem presença marcante junto aos poderes constituídos, perpassando por uma faixa mais nobre da sociedade. Já a violência, pequenos furtos e roubos nas ruas das maiores cidades acontecem por conta dos criminosos comuns, ou seja, o crime desorganizado”.   Proteção chinesa “Não foi muito inteligente a decisão do presidente americano, Donald Trump, em estabelecer essa verdadeira guerra comercial com o mundo inteiro. Isso vai levar uma centena de países, e possivelmente, o próprio Brasil, a buscar a proteção da China, que no médio prazo pode ficar mundialmente mais fortalecida”. Opinião do economista Antônio Correa de Lacerda.   Liderança de Bolsonaro Para os jornalistas da crônica política de Brasília, Jair Bolsonaro (PL) já percebeu o fim do seu projeto em busca da reeleição. Os atos públicos protagonizados pelo ex-presidente visam nomeá-lo cada vez mais líder do grupo da direita radical do Brasil.   Lula em Montes Claros Quando esteve em Montes Claros, para incremento de uma fábrica de insulina, o presidente Lula (PT) fez vários acenos políticos. Inclusive, junto ao prefeito da cidade, Guilherme Guimarães (União Brasil), sinalizando precisar de seu apoio nas eleições do próximo ano.

20 novos partidos políticos

Na avaliação dos jornalistas e comentaristas políticos do mundo inteiro, a democracia está sendo passada a limpo no momento, inclusive correndo sério risco de deixar de existir, tendo em vista que muitos dos governantes, ao chegarem ao poder, alteram os critérios e processos destinados à escolha dos dirigentes. Aliás, alguns desses países se transformam em ditaduras, outros são administrados como base na teocracia, entre tantos regimes continentes afora. Aqui no Brasil, a política é regida pelos partidos com um forte viés ideológico entre direita e esquerda, debate que vem ocupando a pauta das Casas Legislativas. É enorme o poder dos dirigentes partidários, tendo em vista o seu fortalecimento a partir de umas polpudas verbas concedidas pelo poder público, através do Fundo Eleitoral, e também Fundo Partidário e outras benesses concedidas às siglas. Nos últimos dez anos, surgem diversas reclamações por conta da enorme quantidade de partidos registrados. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, são exatas 29 siglas em funcionamento no Brasil, ao mesmo tempo em que avolumam denúncias sérias, segundo as quais, muitas dessas agremiações servem aos seus “senhores”, pecuniariamente ou com o objetivo de barganhar apoios a diferentes grupos, em épocas de campanhas políticas, para escolha de prefeitos, vereadores, assim como nos pleitos referente às eleições para cargos majoritários. Tem havido uma onda de formação de Federações Partidárias, quando acontece a junção de vários partidos para atuar em conjunto em oportunidade específica. Constata-se, nessa situação, exatamente a falta de prestígio de alguns dos partidos que aceitam a Federação. Não bastasse essa profusão de 29 partidos, formando essa verdadeira sopa de siglas partidárias, grupos organizados da sociedade, alegando que não são representados nas diferentes instâncias, estão com 20 pedidos de novas inscrições junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Tem de tudo, como Partido da Missão, Partido da Esperança, Partido do Autista, Partido da Segurança Privada, Brasil Novo, Capitalista Popular, Juntos Pela República, e tem até o Partido “Ordem”. É nítida a esperteza de muitos que querem se dar bem com a política, mesmo sem ter votos. A situação descamba mesmo para um mero deboche popular. Quando um tema dessa envergadura é tão banalizado, tudo pode acontecer, inclusive, a fragilidade das instituições, podendo perpassar para a baderna. O debate político carece de ser livre e democrático, mas isso não impede que seja levado a efeito por pessoas idôneas, sem esse viés de oportunismo.