Edição 2185 – 6 a 13 de setembro de 2025

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Parlamentares e o saneamento
O diplomata Carlos Alves de Souza Filho costumava falar que o Brasil não é um país sério. Ele estava errado, pois nesta Terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, o que sempre existiu são alguns dirigentes com má intenção, procurando usurpar o poder em detrimento dos interesses coletivos. São mais de 520 anos de história e o Brasil continua na penumbra do subdesenvolvimento, não havendo, com raras exceções, um grupo de homens públicos benfeitores, capaz de romper a inércia e alçar o nome do nosso país ao lado de nações mais avançadas, seja no desenvolvimento humano, economia, ciência e tecnologia. É desalentador observar os números difundidos pelas entidades oficiais, apontando a existência de 90 milhões de brasileiros que ainda sofrem com as consequências da falta de coleta de esgoto em suas residências. A vida dos moradores dessa aludidas regiões tende a ser de sacrifícios, pois a ausência desse item básico compromete a saúde pública e pode causar doenças. Especialistas reafirmam que seriam necessários grandes investimentos para minimizar esse drama, mas o poder público nunca levou o tema com seriedade. Atualmente, o governo federal ensaia uma aproximação com o setor privado, inclusive com abertura para a participação de capital financeiro internacional. Talvez não seja o caminho ideal, mas é melhor do que ficar sem uma solução para a demanda. Seria oportuno debater esse e outros tópicos de instância comum, evitando que senadores e deputados federais se revelem tão somente preocupados em implementar projetos oriundos do legislativo para promover uma verdadeira “blindagem” entre eles. Segundo avaliação dos bastidores, isso tem a ver com a necessidade de encobrir transferências de valores dos cofres públicos federais rumo aos municípios, associações e outras entidades, através de emendas parlamentares. Esse modus operandi dos congressistas serve para ajudar na perpetuação em seus respectivos postos, usurpando a chance de melhorar a vida dos seus semelhantes nos diversos rincões brasileiros, inclusive nas comunidades rurais, onde não há qualquer infraestrutura digna. Como as obras de saneamento em geral são subterrâneas, não oferecem muito potencial de votos para os parlamentares. Na visão deles, as intervenções debaixo do chão têm pouco resultado prático e, assim, tudo vai sendo deixado para depois.
Vigílias – 6 a 13 de setembro de 2025
Sucessão estadualO presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, está sendo cogitado para formar chapa com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), para disputar o Governo de Minas. A revelação é do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, irmão do senador. Falcão é o atual chefe do Executivo de Patos de Minas e nada comentou sobre o assunto. Dilema para o PTA prefeita de Contagem, Marília Campos, tem se destacado como uma liderança mais expressiva nos meandros do PT. Caso ela não aceite o desafio de disputar o Governo de Minas, os petistas mineiros terão de fazer uma composição para indicar alguém para vice na possível chapa de Rodrigo Pacheco (PSD). É isso ou ficar fora do páreo, pois não há outro nome com desenvoltura suficiente para alavancar uma votação a um posto majoritário. Zema em São PauloDepois de uma repercussão pífia do lançamento da pré-campanha de Romeu Zema à Presidência da República, os deputados da base governista na Assembleia Legislativa indagaram: “quem foi esse infeliz marqueteiro que incentivou a realização do ato político em São Paulo ao invés de fazer isso em Minas Gerais?” Presidente da ALMG“Existe uma pretensão de amigos políticos do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), visando sua possível presença em chapa majoritária. No entanto, sua base forte continua sendo trabalhada para disputar a reeleição”. Comentários ouvidos nos bastidores do Legislativo mineiro. Política em UberlândiaEm Brasília, o presidente do Partido Progressista, Ciro Nogueira, vaticinou: “acho que o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), seria uma boa presença nos palanques políticos mineiros em uma eventual disputa ao Senado”. A ver. KTO, o problemaNinguém fala nada a respeito da decisão do Governo de Minas em desalojar o cassino eletrônico, sob o comando da KTO, montado no prédio anexo ao Automóvel Clube. “O problema é que estão instalados em um imóvel público e isso não pode”, dizem os especialistas. Empresas inadimplentesAtualmente, as dívidas das empresas com o fisco somam cerca de R$ 3 trilhões. Parece haver um debate para aprovação de uma lei no Congresso Nacional, com a finalidade de pressionar as firmas. Caso não paguem a pendência, serão encaminhadas para uma espécie de cadastro negativo, inclusive com cancelamento do CNPJ. Poder do PCCPara o jornalista Gerson Camarotti, depois da atuação das Forças de Segurança para desmantelar o Primeiro Comando da Capital (PCC) no âmbito dos combustíveis, seria bom uma incursão também no tangente ao setor de transporte, especialmente em São Paulo. ErrataEm publicação de 5 de julho de 2025, o Edição do Brasil afirmou existir problemas na Federação do Comércio de Minas Gerais, assim como denúncias sendo apuradas pela imprensa nacional, envolvendo membros de sua diretoria. Tais informações não foram confirmadas e, por essa razão, o jornal vem a público se retratar junto à Fecomércio MG. Cabe investigarRelativamente a esse tema, a professora de administração pública da Fundação Getúlio Vargas, Elida Graziane, acrescenta que os políticos também devem ser investigados. “Há comentários envolvendo o nome de muitos deles junto às ações do PCC”. Crime organizado“O poder público não pode perder a oportunidade de incrementar as investigações para acabar com o PCC. É um grupo poderoso a ser contido enquanto ainda há tempo”. Opinião do apresentador Marcelo Tas. Tarifaço americano“Tudo pode não passar de um jogo de cena, mas é importante acreditar que há razões para o otimismo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao dizer que as negociações para minimizar os efeitos do tarifaço norte-americano estão no caminho certo”, vaticina o cientista político Sérgio Fausto. Eleições de 2026Para a jornalista Ana Flor, a recente reunião do presidente Lula (PT) com seus ministros não deveria ser tratada como reunião de trabalho, mas como um pontapé inicial rumo às eleições de 2026. Maria da PenhaNo primeiro semestre de 2025 foram registrados 718 feminicídios no país, segundo dados atualizados do Mapa Nacional da Violência de Gênero. Na avaliação dos especialistas, a situação indica uma falha no pleno funcionamento da denominada Lei Maria da Penha. Delinquência pública“A recente campanha pública comandada pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, para desmoralizar o conceituado Banco do Brasil, tem a ver com um elevado grau de delinquência por parte dele”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello. Banco Central americano“O presidente Donald Trump repete o que fez durante o seu primeiro governo para tentar acabar com o Banco Central de seu próprio país. Se ninguém conter a sua impetuosidade, o dirigente dos Estados Unidos poderá conseguir o seu intento”. Avaliação do filósofo Luiz Felipe Pondé.
ACM Neto articula nome de Aécio para disputar o Planalto em 2026

Em Brasília e em Belo Horizonte, comentários indicam um novo projeto político para o deputado federal e ex-governador Aécio Neves (PSDB). Trata-se de um entendimento com o objetivo de incentivar a candidatura do mineiro à Presidência da República. Isso começou a reverberar depois que o governador Romeu Zema (Novo) se lançou ao pleito majoritário, em São Paulo. Fontes garantem que o tema vem sendo tratado entre Aécio Neves e seu maior incentivador, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O político baiano é pré-candidato a governador do seu estado e vice-presidente do União Brasil, um partido de enorme visibilidade, principalmente após a formação de uma federação com o PP, a denominada União Progressista, com mais de cem parlamentares. Toda essa estrutura, se colocada à disposição de uma eventual empreitada a favor de Neves, poderia fazer toda a diferença, tanto do ponto de vista de capilaridade quanto em relação a recursos financeiros. Essa aposta no nome do ex-governador de Minas Gerais para uma empreitada nacional não é de agora. Há o registro de algumas sinalizações, como a escolha do amigo de Aécio Neves, o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, para presidir o PSDB, sigla que também tem coligação a partir da formatação de uma federação com o Cidadania. Eduardo Leite Nos bastidores da Câmara dos Deputados circulam informações que merecem análise dos matemáticos da política brasileira. Um exemplo é a saída do PSDB do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, quando ainda falta mais de um ano e meio para as eleições. À época, quando se filiou ao PSD a convite do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, todos entenderam que se tratava de uma opção por um partido de maior visibilidade, visto que Leite tem projeto de se candidatar a presidente. Ao decidir deixar o ninho dos tucanos, muito possivelmente o governador do Rio Grande do Sul já tinha conhecimento das primeiras manifestações em prol de Aécio Neves rumo ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite não quis correr o risco de ficar isolado dentro de seu próprio partido político. Essa possibilidade do pleito de 2026 contar com Aécio Neves como candidato à Presidência da República pode ser apenas uma ideia. No entanto, outro forte nome nos bastidores do União Brasil, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, esteve em Belo Horizonte na semana passada. Ele participou de um evento do segmento empresarial, circulou pelos meandros políticos e visitou a Associação Mineira de Municípios (AMM). Na sede da entidade, esteve com prefeitos e membros da diretoria da Associação, quando propalou a respeito da sua pré-candidatura sem dar muitos detalhes. “É hora da união dos políticos de centro para extirpar de vez o poder do PT e da esquerda brasileira”, comentou.
Edição 2184 – 30 de agosto a 6 de setembro de 2025

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Vigílias – 30 de agosto a 6 de setembro de 2025
Rubens MeninO nome do empresário Rubens Menin entrou no radar político dos frequentadores do Palácio do Planalto, para uma possível opção como vice de Lula (PT) no pleito de 2026, caso não seja possível a recondução de Geraldo Alckmin ao seu atual posto. Araújo, fora de combateOutros empresários importantes de Minas também estão sendo incentivados a participar do processo eleitoral no próximo ano, a exemplo de Salim Mattar e Modesto Araújo. Este último estaria com dificuldade de seguir nessa trilha política em função de um suposto problema de saúde. Montes ClarosO veterano deputado estadual Gil Pereira (PSD) pensa em se tornar pré-candidato ao Executivo de Montes Claros daqui a três anos. Ele já tentou se eleger em duas oportunidades e não conseguiu êxito. Como diz o ditado popular: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Política em SabaráMesmo tendo sido derrotado no pleito à Prefeitura de Sabará, no ano passado, o ex-prefeito Wander Borges continua querendo demonstrar prestígio nos bastidores. Tem se oferecido para discutir a sucessão estadual, oferecendo seu apoio para nomes diferentes, como o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o vice-governador Mateus Simões (Novo). Tribunal de ContasSobre a possível ida do deputado Thiago Cota (PDT) para o posto de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), informações de bastidores do Legislativo revelam que o parlamentar já conta com mais de 40 assinaturas o indicando para ser o futuro escolhido. Pimentel candidatoUma das estratégias do PT em Minas é lançar o maior número de candidatos ao parlamento federal, com o objetivo de tentar conquistar espaço no Congresso. As apostas petistas são o vereador Pedro Rousseff; o ex-governador Fernando Pimentel; o ex-prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões; e o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado. Carlos VianaAté então avaliado como um político de pouca envergadura, o senador Carlos Viana (Podemos) deu a volta por cima e agora conta com enorme espaço na mídia, por ser o presidente da CPI do INSS. Novo processo?Jornalistas da crônica política brasileira consideram que os mais de R$ 40 milhões em depósitos nas contas bancárias de Jair Bolsonaro (PL), tendem a gerar uma nova onda de pressão contra o ex-dirigente, inclusive, podendo acontecer um novo processo judicial. Ufa. Comissão de InquéritoQuando começar a fase dos depoimentos na CPI do INSS, alguns parlamentares envolvidos no processo vão reservar uma parte do tempo para realizar postagens na internet, enquanto outros ficarão disponíveis para conceder entrevistas à imprensa. Essa é a previsão de funcionários do Congresso. Política internacionalPara comentaristas de assuntos internacionais, a recente ação das Forças Armadas de Israel que ceifou a vida de meia dúzia de jornalistas foi pura execução para calar a imprensa em geral. Ex-democracia americanaComeça a se desfazer a tese de que os Estados Unidos são o celeiro da maior democracia do mundo. Na era do atual presidente Donald Trump, o país caminha a passos largos para se transformar em uma ditadura. Isolado em uma bolha“Devido a atitudes estabanadas de seus filhos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está ficando cada vez mais isolado perante outros líderes políticos, inclusive os governadores da direita. Isso só tende a piorar com a aproximação do período de julgamento dos processos relacionados ao 8 de janeiro de 2023”. Opinião do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho. São Paulo ou Brasil?Nem mesmo o próprio governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, (Republicanos), sabe o seu futuro político. Em determinado momento, fala na possibilidade de aceitar o desafio de disputar a Presidência da República. Na semana seguinte, volta a conversar sobre a reeleição ao governo do Estado. Uma indecisão que pode custar caro ao chefe do Executivo. Bolsonaro e Lula“Enquanto a popularidade do presidente conquista alguns pontos a mais, a família de Jair Bolsonaro (PL) continua com suas trapalhadas, o que prejudica o ex-presidente e beneficia o petista. Nesse ritmo, Lula (PT) vai acabar ficando entusiasmado com o seu projeto de reeleição”. Frase ouvida na sala ao lado do gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos). Brasil X PortugalSobre a decisão do governo de Portugal em deportar milhares de brasileiros, por conta da legislação existente, se o Brasil quisesse poderia aplicar a lei de reciprocidade e também mandar os portugueses de volta para casa. Pix, controvérsia“O sistema é sério e com resultados aprovados pela maioria dos milhões de brasileiros. O problema é que o Pix é gerido e fiscalizado pelo Banco Central. Quando precisar fazer algum tipo de ajuste, vai ficar difícil procurar a quem recorrer”, vaticinou o economista Ricardo Sennes.
Minas X Brasília
Ao longo de décadas, era comum ouvir nos meandros públicos a respeito da importância de uma convivência harmônica entre o Governo do Estado e o Poder Central. Essa realidade termina sempre em uma atuação mais consequente nos investimentos do governo federal e Minas Gerais, avaliado por todos os títulos como um Estado síntese do país. Mas, os resultados positivos dessa simbiose de boa política de vizinhança entre os dois entes já não acontecem na realidade de hoje, com prejuízo para ambos os lados. Em verdade, o que está em evidência em Minas e no Brasil é um indesejado viés ideológico entre direita e esquerda, provocando desentendimentos constantes. Isso termina por distanciar a concretização de concepções estruturantes, advindas da ausência de parcerias entre Brasília e Minas Gerais. Basta ver que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já veio diversas vezes ao Estado para anunciar planos e investimentos, mas, por questões meramente políticas, nunca conta com a presença do governador Romeu Zema (Novo) no seu palanque. Como não poderia deixar de ser, Lula e Zema têm as suas ambições peculiares. Se não é possível harmonia no tangente à política, roga-se pela civilidade do convívio institucional para que Minas não seja prejudicada como está ocorrendo. Até porque, as verbas vindas de Brasília fariam muito bem ao povo mineiro. No momento, é impossível nutrir expectativas positivas sobre essa realidade. O diálogo deve sempre prevalecer e quem sabe ainda não podemos pensar na chance de uma atuação nas raízes da diplomacia. Mesmo porque, as intenções relacionadas à peleja de 2026 e a vaidade dos homens sempre passam, mas o Estado e as pessoas continuam testemunhando uma comunidade ordeira, digna e trabalhadora. Não é imperativo assistir a essa disputa, em detrimento das necessidades e anseios de nossa gente. No regime democrático, é inconcebível esse tipo de comportamento. Por parte do governador do Estado, pede-se parcimônia, porque apenas fustigar o presidente da República não garante permear resultados positivos para incrementar mais ajuda para levar avante os projetos estruturantes de Minas. É hora de baixar as armas e caminhar para um debate mais franco, ao invés desse projeto político/eleitoral exacerbado.
Tudo arrumado para a eleição de Ulysses Gomes ao Tribunal

Já é de domínio público as informações de bastidores, no âmbito da Assembleia Legislativa, pormenorizando um possível acordo visando a definição do próximo nome a ocupar uma vaga como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Segundo fontes desta editoria, a preferência recairia sobre o parlamentar Ulysses Gomes (PT), considerado entre os petistas como o mais antigo e com o maior número de mandatos no Parlamento estadual. O grupo de deputados em favor de Ulysses Gomes já teria selado os entendimentos, quando da eleição do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT), cujo resultado foi positivo com mais de 60 votos a favor do nome dele. Tadeu na coordenação A imprensa mineira alardeou que o projeto para a escolha de Alencar da Silveira Júnior foi coordenado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB), que atuou nos bastidores ao longo dos meses até conseguir unir todas as correntes. Mas, pelo que se percebe, a eleição do próximo Conselheiro no Plenário da Casa Legislativa ainda vai carecer de maturação. Até porque, o tema tem tudo para provocar uma espécie de rebelião entre os próprios deputados. O cargo é tão cobiçado que já tem pretendente, como é o caso do deputado Thiago Cota (PDT), com apoio, mediante assinatura de documento com mais de 40 firmas. Para os especialistas no assunto, isso não garante sucesso na empreitada, pois vai terminar prevalecendo mesmo a união de forças, através do denominado compromisso assumido. Quem pode sair dessa aludida coalizão a favor de Ulysses Gomes deve ser o deputado Sargento Rodrigues (PL), também um veterano ostentador de mandatos e com larga experiência na vida pública. Ao lado dele, essa lista vai só aumentando, acrescentando-se os parlamentares Ione Pinheiro (União Brasil), Dalmo Ribeiro (PSDB) e Tito Torres (PSD), que é filho do atual Conselheiro Mauri Torres. Irritado, Tito tem evitado conversar com jornalistas sobre o assunto, mas isso seria importante, até mesmo para explicar se procede uma informação indicando ter havido uma discussão acalorada entre ele e Tadeu Leite. Para jornalistas da crônica política mineira, esse tema atinente à indicação de membros para o Tribunal tem tudo para dominar o noticiário até o final do ano. Inclusive, minimizando o espaço a respeito da eleição ao Governo de Minas, isso passível de acontecer tão somente no âmbito da Assembleia Legislativa.
Edição 2183 – 23 a 30 de agosto de 2025

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Zema sem internautas
Ao longo de cinco anos e meio de gestão, o chefe do Executivo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), adotou medidas de austeridade e recebeu o reconhecimento da população mineira, com reverberação perante todo o país. Também inaugurou um período em que a corrupção era uma expressão marginal, sem ressonância nos meandros da Cidade Administrativa. Esse legado de cidadão honrado ficou no “colo” do governador, até porque, como homem milionário, dificilmente careceria das migalhas de negociações escusas da área pública. Com o passar do tempo, Zema tomou gosto pelo cargo e logo começou a ser cortejado por companheiros da política nacional. Com certeza, devido ao fato de administrar um estado com a segunda maior economia do país e também o segundo colégio eleitoral. À época, o chefe do Executivo se intitulava como homem público sem efetivo interesse pela política partidária. Muito provavelmente, o erro do ilustre governador foi abandonar, assim que começou a atuar no Palácio Tiradentes, o modelo de comunicação tradicional através da imprensa, passando a utilizar as redes sociais. Nesta toada, gastou grande parte de seu tempo no ambiente digital, publicando vídeos engraçados e instigando seus adversários. Ao se lançar como pré-candidato à Presidência da República, o governador sentiu a sua incomensurável falta de liderança perante outros políticos brasileiros, inclusive em relação ao bolsonarismo. Parentes do ex-presidente até ironizaram a posição do mineiro, considerando que ele é um aproveitador da situação vivida por Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo prisão domiciliar e com futuro incerto. Se a sua incursão nacional na política não galgou o sucesso esperado, também foi abandonado no mundo digital pelos seus supostos seguidores. De acordo com as redes sociais, foi sofrível a adesão dos internautas ao ato acontecido na cidade paulistana. Certamente, o pré-candidato vai precisar fazer um rearranjo para turbinar o seu projeto eleitoral. Já existem jornalistas da crônica política de Brasília e de Minas, expressando que a candidatura de Zema pode ser natimorta, ou seja, pode morrer nas entranhas das membranas. Isso será analisado no segundo semestre, mas, o planejado grande evento não passou de uma reunião de pequeno porte, com a presença de empresários bem-sucedidos e poucas lideranças do povão. É importante evitar encontros públicos como o que aconteceu recentemente, pois o ato foi considerado um fiasco.