Oposição tem a difícil missão de tentar barrar a venda da Copasa

No âmbito da Assembleia Legislativa, um grupo informal foi criado para incrementar os debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), encaminhada pelo governo mineiro, para retirar a obrigatoriedade de realizar um referendo popular, o que poderá facilitar a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Curiosidade e desinformação envolvem esse tema. Por exemplo, tão logo a PEC foi pautada e adentrou em sua reta de discussão nas comissões alusivas ao assunto, o Palácio Tiradentes começou a liberar emendas parlamentares de maneira acelerada. Nos últimos 20 dias, muitos deputados ficam pouco tempo em seus gabinetes, pois preferem transitar nas secretarias e órgãos do Estado, onde são processados os encaminhamentos dos valores. Situação X Oposição A oposição tem implementado uma atuação sistemática, mostrando a incoerência e o devaneio do governo estadual ao tentar vender a estatal mineira, sem ouvir a população, o que é exigido pela Constituição do Estado de Minas Gerais. Em verdade, são três os principais deputados a propugnarem narrativas sobre o projeto. Por exemplo, a parlamentar Beatriz Cerqueira (PT) enfatiza. “Com sua tese de privatizar tudo, o governador Romeu Zema (Novo) está incluindo a Copasa na lista como um ativo necessário para diminuir o impacto da dívida de Minas com o governo federal. No entanto, Zema cria apenas uma cortina de fumaça, querendo transferir a Companhia para a iniciativa privada”, afirma. A deputada Bella Gonçalves (PSOL) também tem criticado a aprovação da matéria em pauta. Ela chegou a denunciar uma espécie de conluio do Poder Executivo estadual com setores financeiros nacionais, mencionando nomes de bancos que já estariam previamente acertados para assumir o controle acionário da Copasa. Porém, a parlamentar não mostrou provas de sua fala, nem o governo mineiro comprovou ser apenas uma falácia. Completando esse trio contrário aos interesses palacianos, surge a atuação do parlamentar Professor Cleiton (PV). Por exemplo, foi dele o pedido para verificar o que está acontecendo nos bastidores dessa celeuma, inclusive em relação aos reais valores da Codemig, prestes a ser federalizada, para permitir o Estado aderir ao Propag, do governo federal. Assim como outros representantes da oposição na Assembleia Legislativa, Professor Cleiton quer saber os motivos que levaram o governador a decretar sigilo para evitar o acesso ao documento da avaliação feita para indicar quanto vale essa empresa de Minas Gerais. Defensores do governo Na linha de defesa dos interesses do projeto governista, muitos debates, em sua maioria acalorados, têm acontecido nas salas de comissões especiais no Parlamento estadual. O líder do governo, deputado João Magalhães (MDB), sempre aparece na imprensa concedendo entrevistas e defendendo a aprovação do conteúdo. Mas, segundo comentários dos bastidores da Casa, quem tem efetiva atuação, mesmo à base do anonimato, é o ex-secretário de Governo, deputado Gustavo Valadares. Faz parte desse meandro, com destacada relevância, o presidente do PSD mineiro, deputado Cassio Soares. “Ele está cada vez mais próximo do projeto político do grupo palaciano e também nutre uma singular presença entre os seus pares”, garantem as fontes de nossa reportagem.
Edição 2190 – 11 a 18 de outubro de 2025

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 11 a 18 de outubro de 2025
Kassab e SimõesA respeito da possível filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, a crônica política de Brasília afiança: “o entendimento fica restrito a contatos entre o presidente nacional dos pessedistas, Gilberto Kassab, e Simões, deixando de fora qualquer acordo relacionado à propalada candidatura do governador Romeu Zema (Novo) ao Palácio do Planalto”. Pacheco, vice de Lula?Semana passada, informações indicavam a possibilidade do senador Rodrigo Pacheco (PSD) compor chapa como vice do presidente Lula (PT). Mas logo na sequência, amigos do parlamentar atalharam: “isso tem a ver com a jogada de pessoas que não o querem disputando o Governo de Minas. É uma maneira de deixar o caminho livre, por reconhecer o seu potencial como possível representante do projeto em evolução a respeito da sucessão mineira, no âmbito do Palácio do Planalto”. Clésio governadorAqui no Edição do Brasil, o ex-senador Clésio Andrade foi citado na lista de possíveis nomes para o cargo de vice-governador. Um leitor vaticinou: “ele tem o perfil para ser candidato a governador”. Tribunal de ContasNos bastidores do Parlamento mineiro, com a nomeação do deputado Alencar da Silveira Júnior para Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), comentários revelam um propalado interesse do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), por uma das vagas, já disponível naquela Corte. A ver. Brasil/Estados Unidos“A suspensão de sanções a autoridades brasileiras não deve fazer parte das primeiras incursões dos ministros com o representante do governo americano. Por enquanto, o assunto dominante diz respeito a minimizar os efeitos do tarifaço no agronegócio e no segmento empresarial do Brasil”. Avaliação da jornalista Flávia Oliveira. Presidente irritadoSegundo avaliam os jornalistas da crônica política de Brasília, a troca de mensagens entre Lula e Donald Trump, deixou o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, irritado. Ele teria questionado o serviço de inteligência da sigla, que não o informou antecipadamente sobre o ato. Perante as câmeras de TV, o dirigente quis passar uma imagem de grandeza. Intriga palacianaQuando negociou com parlamentares a respeito da Medida Provisória que substitui o aumento do IOF, o ministro Fernando Haddad teria dito que a presença da ministra de Assuntos Institucionais, Gleisi Hoffmann, nos encontros eram dispensáveis. Nem Lula, nem BolsonaroUma média de 54% da população brasileira não quer saber de engajamento em teses ideológicas, não demonstrando preferência ao bolsonarismo ou ao lulismo. “O importante é que esses eleitores não deixem de comparecer às urnas no pleito eleitoral”, lembra a professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida. Ministério PúblicoAo tomar conhecimento de uma pesquisa apontando que 98% dos promotores e procuradores de justiça ganham acima do teto permitido por lei, o filósofo Luiz Felipe Pondé sentenciou: “nós estamos perdidos, pois quem vai ter peito para bater de frente com esses senhores?”, indagou. Contaminação por metanolEspecialistas no assunto dizem que o Ministério da Agricultura teria de ser chamado para ajudar a descobrir quem estaria produzindo o metanol clandestinamente. “A pasta pode auxiliar muito no processo de investigação para chegar nos criminosos”. Bebidas adulteradasEm debate na TV Cultura, a economista Carla Beni disse: “lamentavelmente, a fabricação de bebidas falsificadas no Brasil é uma realidade, e rende muito dinheiro aos falsários”. Eduardo CunhaEnquanto concebe planos para o seu projeto de se tornar deputado federal por Minas Gerais, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, vai se consolidando, concomitantemente, como empresário do setor de rádios, inclusive com uma emissora em BH. Imposto de renda“A aprovação do projeto de isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, medida que vai beneficiar milhares de contribuintes, só aconteceu por conta da pressão popular nas redes sociais. Afinal, os parlamentares conservadores eram contra a matéria”. Avaliação do jornalista Gerson Camarotti. Meio ambiente“Os países ricos viraram as costas para a realidade mundial na questão da temperatura do planeta. Isso é um drama climático”. Observação do empresário e ex-deputado Emerson Kapaz. Jogos on-line“Beneficiários dos programas sociais estão proibidos de participar dos sites de jogos on-line. Por outro lado, podem usar o dinheiro na compra de drogas”. Fala do reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente. Agências reguladorasNo plenário da Câmara Federal, deputados de oposição espalharam a notícia: “O PT tem se posicionado contra o fortalecimento das agências reguladoras em geral”.
Brasil e Estados Unidos
Está faltando mais patriotismo nas discussões dos políticos e membros de ideologias mais acentuadas, quando se trata do resultado da última incursão, através do celular, entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o titular do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tópico deixou segmentos públicos brasileiros em plena erupção, com análises que foram feitas na sequência ao acontecimento. Passado o período de entusiasmo pela troca de mensagens, chegou a hora de saber o que se concebe de positivo. Sinceramente, não se trata de ampliar espaço para críticas e descompasso no assunto relacionado ao objetivo do movimento. Ninguém deveria torcer contra os resultados dessa empreitada a ser comandada pelos ministros e secretários de ambas as partes, visando minimizar os efeitos do tarifaço, que tanto trouxe desassossego aos segmentos produtivos do nosso país, especialmente ao agronegócio. Antes de provocar algazarras políticas na Esplanada dos Ministérios, representantes da direita e da esquerda carecem prestar atenção que, nos últimos dois meses, muitas empresas de médio porte estão com dificuldades, sem falar na situação de desemprego, diante da incerteza nas exportações dos seus produtos. É sempre bom ressaltar sobre a importância de buscar convergência para sedimentar a fissura por conta dessa incursão estrangeira em nossa nação, estabelecendo um clima ruim para ambos os lados. Estados Unidos e Brasil tem 200 anos de convivência harmônica, realidade capaz de causar inveja em grandes líderes mundiais. Para manter o respeito entre as duas nações, existe a necessidade de implementar uma diplomacia ainda mais forte e democrática. No Brasil, os parceiros internacionais precisam entender de uma vez por todas: por aqui, as portas estão abertas para o entendimento comercial, porém, a soberania é a base inegociável. Somos um país de milhões de habitantes, com estrutura e esteio capaz de nos guiar para as próximas gerações, diante de concebidas riquezas e um povo ordeiro e trabalhador. Não se submeter a caprichos de governantes estrangeiros é um dos nossos princípios. É bom que os norte-americanos saibam e respeitem a realidade.
Desafio de Gigantes: saiba sobre o jogo no Mineirão

No jogo que celebra os 60 anos do Estádio Mineirão, o Desafio de Gigantes, no dia 11 de outubro, uma novidade preparada pelo Grupo Minasmáquinas, a mais tradicional concessionária Mercedes-Benz de Minas Gerais, promete chamar a atenção dentro das quatro linhas. Pela primeira vez na história do estádio, o carrinho-maca (veículo que transporta jogadores que fazem “cera” ou estão sem condições de permanecer no jogo) terá o formato de um caminhão. O ícone do portfólio de caminhões da Mercedes-Benz, a consagrada linha Axor, será reproduzida no carrinho-maca. A iniciativa celebra o retorno do Axor ao portfólio da Minasmáquinas após dois anos. O Gigante das Estradas entra em campo pela primeira vez no Gigante da Pampulha, palco de emoções e conquistas. Como funciona o carrinho-maca no formato do caminhão Axor Os jogadores dos times de Ronaldinho Gaúcho e Alex “Talento”, ídolos do Atlético e Cruzeiro, serão transportados no veículo que representa a melhor solução para transporte rodoviário de carga e operações de médias e longas distâncias. O Axor entrará em campo toda vez que o árbitro do jogo solicitar o ingresso do carrinho-maca. A partida terá outros ídolos das duas equipes e, assim como a história da Axor, sucesso de vendas da Mercedes-Benz no Brasil, mais de 100 mil unidades comercializadas, o Desafio de Gigantes reúne consagrados nomes do futebol como os goleiros Victor e Gomes, os zagueiros Leonardo Silva e Léo, a dupla de volantes Pierre e Leandro Donizetti (Atlético) e Henrique e Fabrício (Cruzeiro), meias Dátolo e Montillo, atacantes Diego Tardelli e Marcelo Ramos. O Axor é referência em desempenho, economia, praticidade e confiabilidade no mercado de caminhões. O novo modelo está mais moderno, robusto e forte, oferecendo mais eficiência e rentabilidade aos clientes com baixo custo operacional. O futebol e o Axor são duas paixões que se movem os nossos clientes”, enaltece o CEO do Grupo Minasmáquinas, Bruno S.K. Volpini. Bruno Volpini acredita que o caminhão Axor será acionado algumas vezes no decorrer da partida, afinal os ex-jogadores podem se cansar durante o jogo festivo que terá os mesmos 90 minutos de uma disputa oficial. “O carrinho-maca foi preparado para propiciar bem-estar ao carregar os ídolos que representam a potência do futebol nacional, assim como o Axor simboliza conforto, robustez e segurança”, finaliza.
Edição 2189 – 4 a 11 de outubro de 2025

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 4 a 11 de outubro de 2025
Ministro irritadoEm Brasília, a insinuação contra o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pela possível ligação dele com pessoas presas por atuação irregular na mineração, o deixa irritado: “quem estiver fomentando esse tipo de maldade vai pagar caro”. Ufa. Eduardo CunhaEstá cada vez mais difícil a convivência entre o ex-presidente da Câmara de Vereadores de BH, Gabriel Azevedo (MDB), e o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. Este último é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Consta nos bastidores que existe uma fila de partidos querendo a filiação dele para a disputa eleitoral no próximo ano. Anastasia na políticaHá um grupo de pessoas próximas ao deputado federal e ex- -governador Aécio Neves (PSDB) sugerindo que, se ele não quiser ser candidato ao Governo de Minas, deve convencer o ministro do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia, a voltar a disputar o posto. Uma empreitada complicada. Líder ou vassalo?Os petistas dizem que o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado João Magalhães (MDB), de tanto dizer “sim, senhor” ao governador Romeu Zema (Novo), mais se identifica como um vassalo do chefe do Executivo mineiro. Política internacionalSegundo avaliação de especialistas, a complexa negociação de paz no conflito envolvendo Israel e o Hamas está sendo conduzida de maneira errada. “Deveriam ver o que pensa sobre o tema o governo iraniano, apoiador incondicional do grupo terrorista em suas ações em Gaza”. Gasoduto bilionárioPara se tornar popular, o governador Romeu Zema (Novo) foi capaz até de fazer um vídeo comendo banana com casca. Agora, o chefe do Executivo terá motivo para autorizar o seu governo a realizar uma grande divulgação institucional. Isso porque a Gasmig vai inaugurar o gasoduto do Centro-Oeste, cujo investimento da obra foi de cerca de R$ 1 bilhão. CPMI do INSSAo avaliar os primeiros depoimentos nos bastidores da CPMI do INSS, o economista paulistano Gesner de Oliveira demonstrou decepção sobre o tema. “Está claro que nomes importantes da política brasileira, possivelmente envolvidos na trama, ficarão de fora da lista de depoentes”, lamentou. Planos de saúdeO plano de saúde Amil promete voltar a atuar firme em Minas, especialmente na capital mineira, para tentar desbancar a hermética Unimed, que possui grande parte dos usuários do sistema. A ver. Unimed X Mater DeiNão são claras as motivações que levaram a direção da Rede Hospitalar Mater Dei a não aceitar pacientes pertencentes ao plano de saúde Unimed. Aí tem coisa. Silêncio do STFJornalistas da crônica política de Brasília já estão cientes que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, terá um comportamento mais discreto e evitará entrevistas constantes. Deputado sem padrinhoNos corredores da Assembleia Legislativa, comentários apontam que o parlamentar Bruno Engler (PL) tem estado desanimado. Tudo por conta do afastamento do seu forte padrinho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que teria outras prioridades no momento. Atuação de Hugo MottaDados divulgados recentemente indicam que 76% dos internautas estão contra a atuação do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos). Isso, segundo avaliação de cientistas políticos, estaria prejudicando a relevância das ações dos membros do centrão. Meio ambienteExistem ambientalistas indicando ambiguidade nas ações do governo federal sobre o meio ambiente. Ora querem preservar, ora exigem liberação e autorização para mais perfuração de exploração de combustível em alto mar. Os trapalhõesSobre o julgamento do segundo grupo de denunciados na trama golpista de 8 de janeiro de 2023, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho, atalhou: “eles fizeram provas contra eles mesmo o tempo todo. São ou não são trapalhões”? Deputados conservadoresA experiente jornalista Patrícia Campos Mello observou: “os parlamentares brasileiros, os mais conservadores, são contra o projeto de isenção do Imposto de Renda. Mas o governo deve ter força para impor um placar de vitória na hora da votação”, disse. Eduardo Bolsonaro“Relativamente à presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, fica nítido que o parlamentar já fez o que queria, atuando contra o Brasil nos bastidores do governo Americano. Com sua missão cumprida, deve retornar ao país e sentir o estrago causado na economia brasileira”. Opinião do filósofo Luiz Felipe Pondé.
PSD, MDB e PSB, bolas da vez
Decididamente, foi uma semana de efervescência na política mineira, diante do aumento dos comentários dando como certa a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, sob a égide do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Esse tema vem ocupando as manchetes dos jornais, ainda sem uma definição, mesmo que todos os indícios indiquem as chances de o tema ser levado a efeito. A possível filiação de Simões ao PSD é uma cartada dele visando conquistar mais chance nos bastidores, com vistas ao seu projeto de ser candidato ao Governo de Minas, em 2026. O atual partido de Simões, o Novo, é nanico em Minas e no Brasil. Ao avaliar esses fatos, o político em tela está costurando alianças com o objetivo de atingir o mínimo de capilaridade e garantir mais espaço no rádio e na TV, além de abocanhar o polpudo Fundo Eleitoral. Paralelamente ao debate da troca de siglas, vem a informação de Brasília, também sem confirmação. Se o vice for para o PSD, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, está em maus lençóis. Pode haver a indicação para a sua saída da Casa Partidária. Certamente, também ocorrerá a debandada de algumas dezenas de prefeitos e vereadores. No âmbito da Assembleia Legislativa, já se propala uma baixa de muitos dos atuais deputados. Relativamente aos deputados federais, não se prevê uma dança das cadeiras para não prejudicar a bancada deles na Câmara Federal. Essa jogada de aproximação Mateus Simões/Gilberto Kassab está levando o Palácio do Planalto a cuidar de temas dos bastidores da disputa eleitoral em Minas, no próximo ano. Uma das cartas na mesa, para garantir espaço ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), consiste na filiação dele ao PSB, o mesmo do vice-presidente Geraldo Alckmin. Há também as conversações envolvendo essa decisão de mudança para o MDB, embora algumas pessoas relatem que o atual presidente do MDB estadual, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, não abre mão de continuar na presidência. Tudo não passa de especulação e pode acontecer uma reviravolta, como a ida do senador Pacheco para o Supremo Tribunal Federal, embora, politicamente, isso possa representar uma falta de prestígio do Palácio do Planalto. Isso porque o grupo do presidente Lula (PT) ficará sem um palanque mensurável em uma eventual empreitada ao Governo de Minas, pois não passa dos 10% a 12% na avaliação popular. Enquanto se espera pelo calendário eleitoral de 2026, o jogo nos bastidores continua sendo jogado de forma profissional. Que vença o melhor.
Quem vai ser vice de quem no pleito eleitoral do próximo ano?

À medida em que o ano caminha para o fim, especula-se os nomes para uma eventual disputa ao Governo do Estado no pleito de 2026. No momento, há a formação de grupos e parcerias para fortalecer os aludidos postulantes ao Palácio Tiradentes. O evento irá movimentar a classe política mineira, inclusive com repercussão nacional, porque Minas é o segundo colégio eleitoral do país. Semana passada, o nome do deputado Aécio Neves (PSDB) voltou a ser destacado, especialmente nas redes sociais, como um dos pretendentes à peleja do próximo ano. Ao lado dele, permanecem outros integrantes das discussões desse projeto, como o vice-governador Mateus Simões (Novo), o senador Rodrigo Pacheco (PSD), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nomes para vice Desde o início deste ano, quando se menciona a sucessão ao Governo de Minas, surge a figura do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), avaliado como um parlamentar das práticas da boa diplomacia na política. Os jornalistas da crônica mineira avaliam que Tadeu pode ser candidato ao Governo ou ao Senado, mas se encaixaria bem como vice, pois a expectativa é que ao seu lado estaria uma quantidade imensa de colegas de parlamento, fieis parceiros dele em suas duas eleições para a presidência da Casa Legislativa. Quem também está de volta à vida pública é o ex-senador Clésio Andrade. Seu nome circula junto às lideranças pelo interior do Estado, por enquanto, sem uma definição quanto ao posto a ser disputado, embora muitos o vejam em três dimensões neste espaço: Pleitear o Palácio Tiradentes, tentar uma vaga no Senado, ou aceitar compor chapa com alguém na qualidade de vice. Com perfil procedente do segmento empresarial, consta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, cidadão preferido da imprensa da capital mineira. O dirigente tem experiência pública e já ocupou o cargo de secretário da Prefeitura na gestão do então prefeito Marcio Lacerda. Ele preside uma entidade que é referência nacional, além de comandar o Sebrae Minas. Se instado a participar de um projeto político, teria o perfil para vice- -governador, até porque, carrega em sua bagagem profissional a participação em eventos públicos e privados em vários continentes. Uma das grandes incógnitas se refere à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). O seu perfil de chefe do Executivo por vários mandatos e de ex- -deputada estadual, a credencia a voos mais altos, inclusive a vaga de vice, em uma possível composição com o senador Rodrigo Pacheco. Contudo, pessoas próximas a Marília apontam para uma completa indisposição dela em participar da disputa em 2026. Na faixa dos políticos tradicionais, são citados como opções ao cargo de vice-governador o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, o mesmo que venha ser enfatizado como interessado em ser cabeça de chapa na empreitada eleitoral que se aproxima. Matematicamente, quem almejar sucesso no pleito estadual em 2026 não pode excluir Uberlândia. O segundo colégio eleitoral mineiro, se a eleição fosse agora, poderia contribuir com dois nomes para composição de chapa: o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) e o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL). Este último é considerado como um dos baluartes nas redes sociais.
Edição 2188 – 27 de setembro a 4 de outubro de 2025

Clique aqui para baixar a versão digital