O Natal e o comércio

Então, é Natal! Felizes são as pessoas que estão com saúde e paz no coração para comemorar o nascimento do menino Jesus. No Brasil, muitos cristãos celebram a data com extravagância, indesejados excessos de bebidas e comidas, quando na realidade, conforme os preceitos devotos, o ato simboliza a esperança e proporciona a mensagem de paz e união. Não é distante o pensamento, segundo o qual representa a confirmação da vida e o amor divino, manifestado através da chegada de Cristo, alentando o coração daqueles que nutrem a fé sobre o capítulo. Os pedidos são sempre pela salvação da humanidade, embora nos últimos tempos passou a servir também para outros objetivos, além da valorização da religiosidade e da reflexão. Se a gula é um pecado mortal, também deveria haver castigo celestial para espertalhões que exploram comercialmente os cidadãos. Atualmente, as grandes lojas e o comércio em geral utilizam um marketing agressivo, disseminando e concebendo o mês de dezembro como uma oportunidade de aumentar as vendas, sem qualquer menção ao espírito real da data festiva. A não ser algumas musiquinhas tocadas nas portas das lojas de rua para atrair mais um freguês. Na memória relativamente à era cristã, existe apenas a referência à fraternidade entre os povos. Esse viés consumista que a cultura ocidental implementou ao longo dos séculos, hoje mais espelha um duelo para saber quem disponibiliza mais ofertas, mais produtos e serviços. Não há qualquer alusão aos Três Reis Magos, um efetivo símbolo do nascimento do menino Jesus, em Belém. Em síntese, Natal proporciona um estado de espírito, onde a confraternização se transformou em uma data focada em compras e o período mais importante do ano para o comércio. A questão da religiosidade ficou apenas na intenção, sem a devida valorização.

Vigílias – 5 a 13 de dezembro de 2025

Sávio não convence O ex-dirigente do PSDB mineiro e atual presidente do PL no Esta-do, deputado federal Domingos Sávio, se lançou como pré-candidato ao Senado. Entendidos da política dizem que o parlamentar não terá facilidade de levar seu projeto ao êxito, afinal, são conhecidas as divergências entre ele e bolsonaristas de Minas. O assunto promete esquentar os bastidores logo no início do ano. Tadeu se esquiva Na semana passada, a imprensa insinuou sobre a possibilidade do nome do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB) , ser uma opção da esquerda para disputar o Governo de Minas, diante da indecisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, pessoas próximas a Tadeu sequer admitem esta possibilidade. Menin e Aro Na porta do tradicional Café Nice, frequentadores do local falam do prestígio do secretário do Governo de Minas, Marcelo Aro, na Câmara de Vereadores. Também comentam sobre a aproximação do empresário Rubens Menin aos bastidores da Prefeitura. Banco mais importante A liquidação do Banco Master pelo Banco Central acendeu um sinal de alerta aos clientes das instituições financeiras. Em Minas Gerais, a indagação é saber qual banco merece mais respeito da população: o Inter, reconhecidamente digital; ou o Mercantil do Brasil, com meio século de presença no setor? Senador e o Planalto Fontes de Brasília garantem que o senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Justiça, tem servido como uma espécie de janela no diálogo entre o Planalto e o Senado, visando diminuir a resistência na questão da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Pobreza no Brasil No entorno do gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), um comentário chamou atenção dos jornalistas. “Na atual gestão do governo federal, a pobreza no Brasil tem diminuído, mas a desigualdade social continua sendo uma das maiores do mundo. E isso é inexplicável”. Estados Unidos X Venezuela A professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida, vaticina que as ações dos americanos contra a Venezuela não têm amparo legal no âmbito do Direito Internacional. Mas quem vai dizer isso ao presidente Donald Trump, mestra? Prisão de Bolsonaro Em debate na TV Cultura, o filósofo Luiz Felipe Pondé comentou as condições e regalias concedidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília pela Polícia Federal. “Ele recebe um tratamento diferenciado, permitindo visitas e acompanhamento médico a todo o tempo. Isso não acontece aos presos comuns”. STF como aliado Para o jornalista Joel Pinheiro, o Palácio do Planalto vai cuidar cada vez mais dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pois a Corte é a única aliada de fé do governo federal, diante de um enorme distanciamento do Congresso Nacional. Água potável Dados do governo federal sugerem que uma média de 40% de água potável no Brasil é desperdiçada. Enquanto as regiões Sul e Sudeste protagonizam essa cena, muitos estados do Nordeste sofrem com a falta do líquido. Benefícios fiscais Para minimizar o desequilíbrio das contas públicas, algumas medidas carecem de ser implementadas. “Os números de beneficiados com os incentivos fiscais são enormes, aliás, a realidade ainda pode levar o país à bancarrota”, opinou o economista Gesner Oliveira. Rússia X Ucrânia “Para mim, sempre foi e continuará sendo assim. Em conflitos bélicos, como se verifica entre Rússia e Ucrânia, o movimento para celebrar a paz sempre beneficia o mais forte do embate”. Fala do professor e advogado Oscar Vilhena. Deputado sem prestígio No passado, o deputado Bruno Engler (PL) era a estrela do mundo liberal nas redes sociais. Agora, com seu padrinho Eduardo Bolsonaro fora de combate, ninguém sequer consulta o nobre parlamentar a respeito dos projetos políticos de maior envergadura. Exportações bilionárias A projeção das autoridades econômicas é um volume de exportações do Brasil na ordem de US$ 290 bilhões. Isso significa que o tarifaço americano não impactou muito os produtos brasileiros. Sem regime fiscal Com apetite cada vez maior para gastar, o Congresso Nacional está jogando para debaixo do tapete o Regime de Recuperação Fiscal do governo federal. Essa é a avaliação de especialistas.

Aécio Neves disputará o Planalto de olho no crescimento do PSDB

Em Brasília, há uma convicção de que o deputado Aécio Neves, ao assumir a presidência nacional do PSDB, já estabeleceu a sua possível disputa pela Presidência da República, em 2026, como forma de ajudar a incrementar e pautar o partido para discutir os grandes temas nacionais, com o objetivo de assegurar o retorno da sigla como uma instituição de prestígio perante os eleitores do pais. Pessoas próximas ao político avaliam ser esse o caminho dele, porque se fosse disputar o Governo de Minas ou o Senado, o projeto dos tucanos deixaria de ser alavancado pelo Brasil afora. Candidatura de centro Jornalistas da crônica política de Brasília avaliam que Aécio Neves está atuando pelo ressurgimento do PSDB como um partido forte, voltando ao cenário de outrora. O seu trabalho carece de ser certeiro, pois se errar no planejamento, pode levar a sigla à bancarrota. Os comunicadores apontam que o mineiro almeja ser uma opção mais moderada, representando um pensamento copaz de se identificar com os leitores cansados dos brigas entre bolsonaristas (direita) e lulistas (esquerda) Eles analisam também que existe um vácuo quanto à liderança política de um pré-candidato de centro. Até porque, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda está sem uma definição sobre o seu futuro eleitoral. Isso tem proporcionado um bate cabeca entre os governadores de oposição ao Planalto, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Jorginho Mello (PL). Entusiasmado com esse novo desafio, assim que assumiu o comando do seu partido, Aécio estabeleceu uma agenda de contatos para ouvir opiniões de pessoas influentes e com experiência pública. Esteve pessoalmente para uma conversa com o seu padrinho e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também telefonou para o ex-presidente Michel Temer e tomou um café com o ex-presidente José Sarney. Formatação de chapas A partir de janeiro, o desafio do parlamentar é contribuir no formatação de chapas para as disputas nos estados, como a escolha de nomes pelo pleito 0o Senado e à Câmara Federal, naturalmente recaindo sobre figuras com reconhecido potencial de votos. Concernente a Minas Gerais, não é conhecida as possíveis alianças do tucano. Há um preponderante grau de tensão que deve impossibilitar a aproximação dele com o grupo do vice-governador Mateus Simões (PSD). É que ao longo dos últimos seis anos, fizeram inúmeras críticas a Aécio, especialmente quanto à sua administração como governador. Por exemplo, os palacianos teceram comentários ácidos, ironizando o projeto de construção da Cidade Administrativa.

Vigílias – 28 de novembro a 6 de dezembro de 2025

Política mineiraComentários nos bastidores da Assembleia Legislativa indicam que o projeto político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), ao Governo de Minas, está ficando cada vez mais difícil de acontecer, devido a uma série de incongruências nas falas e ações do parlamentar. Para um político experiente, o nobre senador fala muito. Ufa. Gabriel AzevedoUma das candidaturas já em evidência ao Governo de Minas é a de Gabriel Azevedo (MDB). Amigos do político dizem que a pretensão é apenas deixar o seu nome em pauta, não para o pleito estadual, mas para a sucessão em Belo Horizonte, em 2030. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte. Kalil e o GaloNo passado, todas as decisões políticas do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, eram alvo de manifestações por parte dos atleticanos. Desta vez, ao se filiar ao PDT para concorrer ao Palácio Tiradentes, nada se viu de movimentação dessa turma. Gosta do poderTido como um ministro com preponderante espaço na Esplanada dos Ministérios, o titular da pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira, quando indagado sobre a sucessão mineira, sempre se esquiva. Em Brasília, circulam informações a respeito de sua forte ligação com o setor empresarial brasileiro, que estaria com o futuro tranquilo, mesmo se o político resolvesse abandonar a vida pública. A ver. Aécio de volta?Em reunião com lideranças em Contagem, um grupo de pessoas passou a defender a candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Governo de Minas, no próximo ano. Política nacionalComentaristas políticos de Brasília compartilham a mesma tese: “o grupo de políticos do centrão tenta amealhar os votos da direita a qualquer custo, mas não querem dividir isso com os bolsonaristas raiz”. Isso vai dar xabú.

PT mineiro fragilizado

O protagonismo das redes sociais teve extensão colossal e impactou projetos de poder. Nas duas últimas eleições majoritárias, proporcionais e municipais, o costume tradicional de convencer o eleitor no contato direto na disseminação de propostas, simplesmente foi minimizado, abrindo espaço para pessoas mais jovens se inserirem no contexto político. Em consequência dessa realidade, um paradigma aponta que estamos vivendo uma nova era nos bastidores das campanhas eleitorais. A era máxima da internet e sua velocidade descomunal chegou para ficar. Assim como empresas e pessoas são aduzidas a galgarem essa nova realidade mundial, os partidos políticos também carecem de captar a mensagem atinente ao novo marco a ser estabelecido. Essa verdadeira tempestade vem alterando princípios e costumes dos meios tradicionais de pedir votos. Faz sentido elencar alguns pormenores importantes, porém, não levados tão a sério. Nesse contexto, cabe registrar a realidade enfrentada por grandes partidos tradicionais. O Partido dos Trabalhadores nasceu para ser contraponto ao então regime militar vigente no país, sagrando-se como uma onda de prioridade na arregimentação de trabalhadores, sindicalistas, jovens e intelectuais. Ao longo de décadas, com a plena democracia e o exorbitante número de novas siglas, o então poderoso começou a definhar. Hoje, vive em constante conflito e discussões internas, com grupos e alas que nutrem diferentes pensamentos ideológicos, escalando o grau de dificuldade de continuar na cena, quando aglutinavam a plena adesão dos eleitores no passado. No momento, onde tudo é mais dinâmico, ágil e veloz, encontram obstáculos de capitanear um nome competitivo para disputar o Governo de Minas, mesmo tendo como carro-chefe o puxador de votos, o enaltecido e relacionado presidente Lula. Contudo, em Minas, as dificuldades do partido não são de agora. Por exemplo, há muito tempo deixou de comandar a Prefeitura de Belo Horizonte, capital com seus dois milhões de eleitores. Está à espera de composição política/partidária para evitar o vexame de implementar uma caminhada individual e desenhar, por antecipação, uma possível derrota no pleito ao Governo de Minas, em 2026.

Vigílias – 21 a 29 de novembro de 2025

Política estadualAlguns amigos próximos insistem para que Romeu Queiroz participe do próximo pleito eleitoral. O livro da sua trajetória política está na reta final. A indagação é saber se teremos novidade? Pettersen, ontem e hojeO parlamentar Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos, era tido como uma forte liderança mineira, recebendo elogios constantes, inclusive de seu parceiro, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), a quem concedeu caronas em suas aeronaves. Depois da ação da Polícia Federal contra o deputado, o gramado da sua casa já começa a crescer pela ausência de visitas. Por falar em PFCompletou dois meses que a Polícia Federal conduziu o empresário da mineração, João Alberto Lages, por complicações em suas atividades empresariais. O assunto já caiu no esquecimento, mas ainda faz fervilhar o sangue de muitas pessoas importantes em Minas. Prefeituras com problemasConsta que uma média de 70% das Prefeituras de Minas, especialmente dos municípios menores, terá imensa dificuldade de pagar em dia o 13º salário dos funcionários. Política no Vale do AçoPara testar a sua popularidade na região do Vale do Aço, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), pretende apoiar parentes de primeiro grau na disputa ao Parlamento mineiro. Será um desafio, pois o chefe do Executivo está desgastado junto às comunidades mais humildes. PSB, a bola da vez?Nos bastidores da Assembleia Legislativa, o assunto é que o PSB em Minas pode ser a opção para acomodar candidatos com intenção de fazer aliança com políticos de esquerda. Para muitos matemáticos da área, outras siglas, a exemplo do União Brasil e MDB, são partidos cujos presidentes estaduais se consideram verdadeiros donos do espaço. Liderança petistaDe alguns dias para cá, aumentam as chances da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ser projetada como protagonista da disputa majoritária. Com isso, vai ficando para um segundo plano nomes como da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão; do deputado federal Patrus Ananias; e do parlamentar federal Rogério Correia. Comunicação do governoA comunicação social no governo Zema não foi uma prioridade. Nesta reta final, pode ser que o tema ganhe novos ares, após a mudança de alguns dirigentes da Secretaria de Estado de Comunicação Social. Política internacionalO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria vivendo um verdadeiro inferno astral. Especialistas relatam preços altos, elevação da inflação e desemprego. Emendas parlamentaresJornalistas da crônica política de Brasília estão reticentes diante do aumento da volúpia dos políticos em relação às denominadas emendas parlamentares. “Se essa escalada não for contida, poderá gerar um enorme conflito entre o Executivo e o Congresso Nacional”, avaliam. Alexandre SilveiraNos meandros das discussões políticas em Minas, há uma informação aventando a chance do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), ser candidato ao Senado. Resta saber se ele toparia o desafio ainda filiado ao seu atual partido. Segurança públicaNa avaliação do jornalista Gerson Camarotti, nesta reta final do ano, os debates relacionados à segurança pública devem tomar conta da agenda do Congresso. “Isso gera engajamento nas redes sociais”. Tarifaço americano“O tarifaço americano, ainda sem uma solução definitiva, foi danoso para o Brasil. No entanto, as exportações brasileiras estão indo muito bem. O efeito da sanção internacional influenciou pouco perante o envio de nossos produtos ao exterior”. Opinião da economista Carla Beni, em recente debate na TV Cultura. Redes sociaisNo Manual da Segurança Pública Nacional, consta que as redes sociais servem para muitas coisas, inclusive, facilitar as ações dos membros das organizações criminosas. Ufa. Prisão dos poderososAvaliando a realidade contida nos processos dos acusados pelos crimes golpistas de janeiro, a professora de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida, vaticina. “O Supremo Tribunal Federal pode começar a expedir mandados de prisão contra os acusados a qualquer momento”. Crime organizadoEstudos de órgãos não governamentais apontam que uma média de 40% da cocaína distribuída no mundo passa pelos rios e estradas da região da Amazônia. Em outra frente, os marginais já estariam dominando a produção agropecuária, depois de ter grilado milhares de hectares de terras das comunidades ribeirinhas e dos povos indígenas.

BH sem turistas estrangeiros

Autoridades do segmento de turismo, empresários e profissionais do ramo estão otimistas com os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Apenas nos nove primeiros meses de 2025, o país recebeu mais de 7 milhões de turistas internacionais, volume 45% superior ao do mesmo intervalo do ano passado, movimentando R$ 32,5 bilhões em despesas como hospedagem, alimentação, transporte, lazer e compras. O maior número de visitantes veio da Argentina, seguido pelos Estados Unidos. Ao analisar os dados, é uma pena que a política de incentivo ao turismo em Belo Horizonte não seja suficiente para conseguir atrair uma parcela significativa desses excursionistas estrangeiros. O ideal seria que eles enxergassem a capital mineira como um dos destinos a fazer parte dos seus roteiros. Enquanto nada de concreto ocorre, BH serve como cidade dormitório. Por mais competentes que sejam os nossos agentes de viagens, são poucas as opções a serem mostradas. A Praça do Papa está interditada e sem previsão para conclusão do projeto de revitalização. A Lagoa da Pampulha, com suas águas esverdeadas, deixou de ser uma opção para esportes náuticos. De resto, tem de positivo o Museu da Praça da Liberdade, Museu da Vale, fechado há mais de um ano; Palácio Dantas, que está em ruínas e aguardando verba do Ministério Público para fazer reformas necessárias. Diante da realidade, resta esperar um planejamento de expansão da infraestrutura, especialmente com o objetivo de atender as demandas internacionais, proporcionando espaço para realização de eventos culturais em bairros como o Santa Tereza, Floresta, Santo Antônio e mais. Não vale o comentário que somos a cidade dos botecos, porque certamente estes espaços também existem em outros países. Também fica a sugestão no sentido de implementar eventos de envergadura e participação popular, como o Carnaval. Para isso acontecer, carece contar com o poder público como indutor, caso contrário, os passageiros vão continuar desembarcando em Confins e procurando tradicionais destinos como Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Circuito das Águas, montanhas e cachoeiras localizadas nas serras mineiras.

Cleitinho continua sendo o preferido para o governo mineiro

Ao ser preterido pelo Palácio do Planalto para indicação à vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) participou de um desfecho que já incomodava a cúpula do governo federal: a interferência do Senado no dia a dia do Executivo. O presidente Lula (PT) e alguns ministros mais próximos entenderam a pressão do presidente do Congresso, David Alcolumbre, pela indicação do nome do senador mineiro como interferência interna. Por essas e outras razões, tudo caminhou na direção do indicado preferido, Jorge Messias, para ocupar a cadeira no STF. Ao contrário do noticiado pela imprensa, não houve clareira na disputa à sucessão ao Governo de Minas, diante da possibilidade de Pacheco se afastar da vida pública. No quadro sucessório ao Palácio da Liberdade, em momento algum foi colocado o nome do senador como definitivo, na sua participação nos meandros políticos referentes ao tema. Outros nomes Em verdade, quando o assunto é a sucessão do governador Romeu Zema (Novo), apenas o nome de seu vice, Mateus Simões, foi previamente lançado à disputa. Ele deixou o Partido Novo e chegou com força total no PSD, cuja ficha de filiação foi abonada pelo próprio presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Naquela oportunidade, em Brasília e em São Paulo, já se sabia que o poderoso Kassab nunca tomaria uma atitude dessa, se não tivesse certeza que Pacheco não almejava participar do pleito. Nesse mesmo período, alguns prefeitos antecipavam que o presidente Lula faria um jogo de cena e, posteriormente, indicaria o nome do político mineiro como o seu vice na disputa à presidência da República, em 2026. Isso porque no âmbito nacional, o atual vice Geraldo Alckmin, seria candidato ao Governo de São Paulo. Desde o início deste ano, em todas as pesquisas e sondagens feitas por diferentes institutos, o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com folga para pleitear o Palácio Tiradentes. Ele tem feito declarações desencontradas, mas diante de nomes de pouca popularidade, como Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT), o parlamentar permanece na dianteira. Ainda haverá entendimentos, alianças e possivelmente o surgimento de outros nomes competitivos com chances de alterar esse cenário de agora. Em Minas Gerais, quem está com a casa desarrumada é o Partido dos Trabalhadores e suas afiliadas siglas de esquerda. Isso se reflete no evento ao Palácio Tiradentes, especialmente quando se trata de abrir palanque para abrigar o projeto de reeleição do presidente Lula. Um desafio sem igual.