Divergências marcam o dia a dia do Partido dos Trabalhadores em Minas

Vivendo do passado, o Partido dos Trabalhadores em Minas parece esquecer a sua baixa performance nas últimas eleições, e continua implementando gestos de fortaleza, quando o tema se refere ao pleito deste ano. Querem impor condições para apoiar um nome que não seja do partido. Em síntese, mais uma vez, a sigla está completamente dividida, no tangente à sucessão ao Palácio Tiradentes, assim como esteve fora de foco nos últimos pleitos. Até parece um estigma petista a nível nacional. No momento, o duelo está sendo verbalizado pelo deputado estadual Cristiano Silveira, que já foi presidente do partido. No entendimento dele, o seu grupo pode perfeitamente bancar uma candidatura ao Governo de Minas, com condições de enfrentar a verdadeira muralha montada pelo vice-governador Mateus Simões (PSD), com sua ampla estrutura e apoio logístico capaz de fazer inveja a qualquer outro candidato do perfil ideológico de centro-direita no Brasil. Cristiano X Rogério Correia O assunto vem ocasionado calorosas conversas, especialmente entre Cristiano Silveira e o parlamentar federal Rogério Correia, tido como um representante da ala mais radical do PT. No projeto eleitoral deste ano, porém, defende a tese de apoiar um nome de origem partidária fora do seu campo político. Essa posição de Correia foi efetivamente contestada por Silveira na semana passada. Em entrevistas concedidas à imprensa, o deputado estadual se dizia convencido de que uma candidatura própria do partido tem plenas condições de vencer o pleito, embora não tenha apresentado qualquer informação complementar capaz de validar a sua locução. Enquanto ocorre esse verdadeiro bate-cabeça em Minas, o presidente Lula continua sem um palanque forte no Estado para o seu projeto com vistas à peleja nacional. À medida em que o tempo passa, situações como a da prefeita de Contagem, Marília Campos, vão se avolumando nas salas dos assessores interessados em debater o tema. Para ser candidata ao Senado, a chefe do Executivo exige que o convite seja proferido diretamente pelo presidente da República. Que a aliança partidária de seu apoio seja proativa o suficiente para levar a sua candidatura aos 853 municípios. Ela também só aceita o desafio se for a única candidata à Casa Alta, no âmbito do seu grupo político. Neste caso, a prefeita estaria descartando a possível presença do atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Em paralelo a essas informações, a ironia relacionada aos petistas omissos, a exemplo do eterno deputado federal Patrus Ananias; do ex- -ministro Luiz Dulci; da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão; da presidente estadual da legenda, deputada Leninha; entre tantos outros que estão esperando um milagre acontecer. Enquanto isso, os seus adversários estão na labuta, fazendo alianças e pedindo apoio de lideranças municipais, como é o caso do candidato do MDB, Gabriel Azevedo, atualmente visitando inúmeras cidades, preferencialmente onde os prefeitos são do mesmo partido. Como se diz nos corredores da Assembleia Legislativa, o PT mineiro é um partido pequeno, com ares de grandeza. Segundo os interlocutores, o forte mesmo é o “lulismo”. O resto é especulação.

Vigílias – 24 a 31 de janeiro de 2026

Voos de ZemaO Partido Novo se viu obrigado a silenciar diante da informação indicando que o governador de Minas, Romeu Zema, gastou R$ 1,5 milhão em 198 voos com as aeronaves do governo, para se deslocar com mais facilidade, inclusive fazer contatos como pré-candidato à Presidência da República. Tudo é CarnavalA partir de agora, tanto o noticiário da imprensa como as próprias redes sociais irão focar na cobertura do mega Carnaval de BH. Com isso, o assunto sobre o aumento da tarifa dos ônibus coletivos vai cair no esquecimento. Galo X AtléticoA Justiça negou um pedido do Atlético-MG para proibir o Galo da Madrugada, um dos blocos mais tradicionais do Carnaval do Recife, de usar a marca “Galo Folia”. O processo foi movido pelo time mineiro, que tem a ave como mascote, sob a justificativa de violação de direitos de propriedade. Dinis PinheiroTerminou o primeiro ano de mandato do prefeito de Ibirité, Dinis Pinheiro. Parece que o político está curtindo o isolamento. Ele já foi um parlamentar de muito prestígio, inclusive presidente da Assembleia Legislativa, mas hoje evita contato com o grupo que conviveu durante anos. Política nacionalExistem rusgas entre o ministro Alexandre Silveira e o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Em Brasília, se propala que o titular da pasta de Minas e Energia está cada vez mais envaidecido, se considerando dono da verdade em todos os assuntos. Gasmig na telaA licitação de uma agência de publicidade para atender a comunicação institucional da Gasmig está pendente na Justiça mineira há cerca de um ano, deixando o mercado publicitário sem ação. Filosofia pura“Se alguém disser para você que a felicidade está ao seu alcance, essa pessoa não é séria”. Palavras do filósofo Luiz Felipe Pondé. Poderoso Trump“Ao insistir em anexar a Groenlândia aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump age de caso pensado. Ele tem métodos próprios para entrar nessa guerra de narrativas”, comentam os analistas internacionais. Advogado e a máfiaEm debate na TV Cultura, o empresário Emerson Kapaz vaticinou: “O advogado de Donald Trump é o mesmo que representou mafiosos. É um ser humano perigoso sob todos os aspectos”. Continente europeuEspecialistas e jornalistas da mídia internacional fazem uma previsão. Em 12 anos, a extrema-direita vai dominar quase que totalmente o círculo político e administrativo do continente europeu. Nicolás MaduroPara o cientista político Ricardo Sennes, a comemorada captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi um combinado entre as Forças de Segurança dos Estados Unidos e os colegas de farda daquele país da América do Sul. “Podem apostar que essa malfadada história ainda vai parar nas telas dos cinemas”, sentenciou. Controle do petróleoApós dominar a exploração do petróleo venezuelano, o governo norte-americano pode se gabar de controlar 81% das reservas de petróleo em todo o mundo. É o que apontam as fontes nos bastidores. Caso MasterO professor de Direito Constitucional, Gustavo Sampaio, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgar os problemas relacionados à liquidação do Banco Master. “Em um país sério, isso estaria aos cuidados da Justiça de primeira instância”. Sem democracia“Todo mundo agora fala de tudo e de todos os acontecimentos recentes ocorridos na Venezuela. No entanto, ninguém discute a volta da democracia naquele país”. Opinião da jornalista Vera Magalhães. Sobrepeso no BrasilDados recentes revelam que uma média de 145 milhões de pessoas estão acima do peso recomendado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o Brasil em um alerta relacionado a bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes e sucos de caixinha. Flávio BolsonaroAssessores e amigos do senador Flávio Bolsonaro estão comemorando o crescimento dele nas pesquisas na disputa pela Presidência da República. Eles sugerem que o parlamentar busque alianças consistentes.

Zema, ontem e hoje

Os mais conectados com a realidade política mineira vão se lembrar das atitudes do governador Romeu Zema (Novo), ao bradar que seria um dirigente diferente. Em seu primeiro mandato, propôs enquadrar os deputados estaduais, pois em sua avaliação à época, os parlamentares estavam viciados em favores do Executivo e os ditos privilégios seriam cortados de imediato. Esse mesmo discurso aconteceu em reunião no Tribunal de Contas do Estado, quando Zema prometeu fazer chegar até aquela Corte a sua orientação de uma administração sem “mordomias”. A sua assessoria ainda não conseguiu apagar o incêndio causado por uma informação veiculada pela imprensa do Brasil inteiro. Para manter uma pré-campanha à Presidência da República, o político estadual teria utilizado os aviões oficiais de maneira exagerada, contabilizando uma média de 198 horas de voo no ano passado, a um custo de R$ 1,5 milhão, dinheiro do contribuinte. Essa informação está no Portal da Transparência. Quando assumiu o Palácio Tiradentes, dispensou a moradia no Palácio das Mangabeiras. Informações de bastidores apontam que o esquema de segurança institucional, montado para proteger o chefe do Executivo em sua residência particular, teria ficado além da cifra necessária para a manutenção do status quo. Os mineiros ainda se recordam da promessa de não receber salários de governador. Depois de um ano e meio de administração, voltou atrás e começou a ser beneficiado com os valores. Há cerca de um ano, houve a majoração dos vencimentos de Zema, cujo projeto recebeu o aval da Assembleia Legislativa. A síntese dessas anotações tem a ver com a mudança de rumo no projeto político do governador. Ele nunca comprovou ter votos próprios suficientes para conquistar seus mandatos, uma vez que o sucesso nas urnas está conectado à sua ligação com o bolsonarismo. Agora, aposta na pré-candidatura a presidente. Utilizando o prestígio do atual cargo, tem realizado viagens e feito contatos em todo o país. Como a sua pré-candidatura ainda é apenas uma “esperança”, Zema teria tomado a decisão de se afastar do governo no final do prazo permitido pela lei, ao contrário do anunciado no ano passado. Inicialmente, a ideia era abrir espaço para o projeto de seu vice-governador, Mateus Simões (PSD). Sai de cena o homem simples, do Triângulo Mineiro, para um retrato de um cidadão vaidoso e que almeja se postar como um líder nacional.

Apoio dos prefeitos da Grande BH é fundamental na eleição ao governo

Nos dias em torno do Carnaval acontecerão definições de nomes com a intenção de disputar o Governo de Minas. E o apoio de grupos para formação de uma aliança mais consistente se torna relevante. O desafio dos postulantes ao Palácio Tiradentes é conquistar eleitores de regiões tão antagônicas, como o denso Triângulo Mineiro e o descampado Vale do Jequitinhonha. As duas localidades possuem uma extensão territorial que poderia ser equivalente a um Estado Independente. Região Metropolitana Em verdade, os 30 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com mais de quatro milhões de eleitores, merecem uma atenção especial dos candidatos, tanto ao governo quanto também ao Senado, visto que este ano serão escolhidos dois senadores para as cadeiras atualmente ocupadas por Rodrigo Pacheco (PSD) e Carlos Viana (Podemos). Para os jornalistas da crônica política mineira, quem almeja sair na dianteira desse projeto eleitoral, carece se cercar de alianças fortes para garantir um mínimo de competitividade frente aos adversários. Conquistar o apoio de alguns prefeitos das cidades do entorno da capital é um viés positivo. Neste sentido, não se pode negar a importância de nomes como o do prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil). Ele representa uma preponderante parcela dos dois milhões de votantes no pleito que se aproxima. Já o prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), João Marcelo Dieguez (Cidadania), tem uma administração pertinente e é considerado um homem público bem avaliado. O político possui grande relevância, caso aceite subir a um palanque para defender uma candidatura majoritária, por conta da sua capilaridade junto a outros líderes municipais, inclusive perante os seus colegas prefeitos. Neste arco de nomes influentes, merece um registro especial a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Totalizando mais de 400 mil eleitores, a chefe do Executivo se gaba de nunca ter perdido uma eleição e já está no comando da cidade pela quarta vez. Seu apoio a qualquer nome em uma peleja polarizada pode fazer muita diferença. O candidato que nutrir expectativas positivas em sua aposta eleitoral não pode deixar de buscar uma aproximação com o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e seu grupo político. O município tem cerca de 300 mil eleitores e a atual administração tem sido bem avaliada, segundo as pesquisas mais recentes.

Vigílias – 17 a 24 de janeiro de 2026

Sucessão mineiraQuando a imprensa mineira informou a intenção do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia em ser candidato ao Governo de Minas, houve uma intensa movimentação. E quem mais está torcendo para esse projeto político dar certo é o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Ele tem forte influência nos bastidores do Palácio do Planalto, de onde deverá emanar a orientação do grupo político para participar da peleja deste ano em Minas Gerais. Pettersen, senador?No ano passado, era visível a euforia do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos), em sua pretensão de se tornar candidato ao Senado. No entanto, quando o seu nome foi envolvido em operações da Polícia Federal, por práticas de possíveis ilícitos, essa possibilidade foi à estaca zero. Em Governador Valadares, terra do parlamentar, o comentário do momento é: “sua excelência pode até mesmo abdicar da vida pública”. A conferir. Estratégia do MDBNo desespero para fazer aumentar sua bancada de deputados, o MDB mineiro está apostando na candidatura de Gabriel Azevedo ao Governo do Estado. Agora, o presidente da sigla, deputado federal Newton Cardoso Júnior, analisa apoiar o nome de sua própria mãe, Maria Lúcia Cardoso, para pleitear uma vaga ao Senado. Master X InterGrande parte dos mineiros desconheciam o fato de o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ser de Belo Horizonte. Após a sua derrocada, os analistas financeiros acrescentam que existem duas instituições financeiras sólidas em Minas, o Banco Mercantil e o Inter, com crescimento até na esfera internacional. Empresário poderosoTido como um dos empresários mais bem-sucedidos de nosso Estado, o poderoso presidente da Drogaria Araújo, Modesto Araújo, não tem nenhum problema de saúde, conforme insinuou a imprensa. Isso é o que sustentam pessoas próximas. Congressistas não trabalhamAo analisar o projeto do governo federal propondo a redução da jornada de trabalho do atual sistema 6×1, o historiador Marco Antônio Villa atalhou: “o impasse seria enorme, pois os parlamentares só trabalham três dias por semana. Eles, então, dão um exemplo para os funcionários da iniciativa privada”. Calor X EconomiaPara gananciosos que sempre deixaram de discutir os efeitos do clima no Brasil, uma informação do segmento científico. Esse calor registrado nos últimos dias deve se repetir todos os anos. Segundo os especialistas, a temperatura pode repercutir na própria economia, especialmente junto ao setor produtivo rural. Política em São PauloA imprensa de Brasília continua atiçando um possível projeto político do Palácio do Planalto, visando apoiar o nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, para disputar o Governo de São Paulo. De acordo com especulação dos matutinos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ficaria na coordenação de campanha do presidente Lula (PT), e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, seria candidato ao Senado. Crime organizadoJornalistas da crônica política de Brasília estão prevendo uma forte pressão de pessoas ligadas ao crime organizado, com a finalidade de desidratar os projetos de lei sobre a segurança no país. Banco e os políticosNa antessala do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), os comentários foram sobre a liquidação do Banco Master. “Só não fez um estrago ainda maior junto à classe política, pelo fato do acontecido ser levado ao conhecimento da população na véspera do início do recesso parlamentar”. Defendendo a democraciaAo assistir o discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, fazendo referência ao movimento do 8 de janeiro, o advogado João Santana sentenciou: “foi o mais equilibrado pronunciamento proferido por uma autoridade em defesa da efetiva democracia”. Venezuela e Brasil“Deixando de lado os detalhes dos problemas políticos, a recuperação da economia da Venezuela pode proporcionar inúmeros benefícios, inclusive, facilitando as exportações brasileiras para o país vizinho”, vaticina a economista Carla Beni. Esquerda e direitaCientistas políticos e formadores de opinião avaliam que no pleito eleitoral deste ano, especialmente o presidencial, haverá um debate acirrado protagonizado pela direita, elencando a segurança pública como o tema principal da campanha. Demolindo o centrão“Após a derrocada do Banco Master, o abalo político nos meandros de Brasília é cada vez mais visível. Com isso, o denominado centrão pode ser desfigurado ou até mesmo perder parte de seu protagonismo. Haverá uma desconstrução dessa muralha de poder, atuando no centro da política brasileira”. Avaliação do cientista político Ricardo Sennes, em debate na TV Cultura.

Dívidas das empresas

O cenário econômico brasileiro vem melhorando, mas os números ainda estão longe de atender plenamente aos anseios das pequenas e médias empresas, cujo segmento possui 8,7 milhões de firmas negativadas de Norte a Sul do país, somando mais de R$ 200 bilhões em dívidas atrasadas. As opiniões para explicar esse enorme “buraco” nas contas das empresas surgem de diferentes origens. Na avaliação da economista Natalie Verndl, o endividamento das micro e pequenas empresas deriva de um conjunto de fatores estruturantes, sendo o primeiro deles o alto custo do crédito. Ela aponta também a volatilidade da demanda, pois alguns pequenos negócios têm uma oscilação de vendas e sazonalidades que refletem no fluxo de caixa. Ainda baseado na opinião da economista, persiste a incerteza ocasionada pelo longo período de inflação, motivando o encarecimento dos insumos para as firmas, o que proporciona a diminuição da margem de lucro. Outro ponto que chama a atenção é à complexidade tributária, além da baixa educação financeira dos gestores dos estabelecimentos. Reduzir essa onda de endividamento seria preponderante na retomada do crescimento do Brasil, posto que as micro, pequenas e médias empresas representam 70% dos empregos formais no país. Se faltam condições para cumprir os compromissos financeiros, a situação está levando muitas empresas a dificuldades extremas. O atual vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sempre vem a público mencionar as ações para permitir a modernidade e a competitividade no setor. Porém, as falas não repercutem a realidade, afinal, nosso Parque Industrial funciona muito aquém de sua capacidade. O Poder Central deveria estabelecer uma política específica para evitar um colapso sem precedentes desse importante braço da economia. Por sua pujança e capilaridade financeira, os industriais têm muito mais capacidade de se desenvencilhar de suas demandas, ao contrário dos comerciantes que se enroscam em situações que podem minar a sua vitalidade rumo ao crescimento econômico e social. O importante é buscar diferentes atores para se engajarem nessa empreitada com a finalidade de resolver a questão, evitando o encaminhamento dos fatos rumo a uma situação sem volta

Especulações marcam os bastidores dos debates sobre o pleito deste ano

Neste período de férias do Legislativo, os assuntos referentes às eleições funcionam muito à base de especulações, até mesmo por conta do interesse do Palácio do Planalto em se inserir nos embates regionais, inclusive em Minas, onde continua o quadro de indefinição para saber qual o nome competitivo para enfrentar o projeto em curso, comandado pelo vice-governador Mateus Simões (PSD). Relativamente ao pleito ao Governo do Estado, existem fatos que merecem mais atenção do eleitor. Por exemplo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém um discurso dúbio, e cada hora indica uma direção diferente, mas nada de centralizar a sua decisão em um elo mais eloquente e de conexão com o pleito que se aproxima. Rodrigo Pacheco O mês de janeiro está quase chegando ao fim sem que a imprensa mineira seja efetivamente informada qual o projeto destinado a acolher as pretensões eleitorais do senador Rodrigo Pacheco (PSD). O parlamentar tem vociferado a pessoas próximas que em 30 dias anunciará o caminho que deve seguir. Fontes de Brasília apontam que Pacheco está analisando alguns cenários distintos. Um deles é saber da configuração da bancada de senadores, com possíveis acomodações de alguns de seus colegas em legendas diferentes. A partir desse posicionamento, haverá a sua própria resolução rumo ao pleito de 2026. Por parte da denominada centro-esquerda, referente ao certame para suceder Romeu Zema (Novo) no Palácio Tiradentes, existem comentários insinuando a possibilidade do presidente Lula (PT) abrir mão e não tentar montar um palanque forte no Estado, optando por abandonar a tese de uma aliança mais consistente. E diante destas circunstâncias, caminhar com um nome próprio do PT para disputar a peleja. Em última análise, seria o mesmo que “jogar a toalha”, pois isso tem chances de espelhar uma derrota antecipada do grupo político. Afinal, o PT mineiro sequer tem um nome com densidade popular para empreender um projeto dessa envergadura. Informações sinalizam que o grupo deve sugerir o deputado federal Rogério Correia para disputar o Governo de Minas, caso não haja associação com outras legendas. Enquanto o vice-governador Mateus Simões busca a consolidação de seu projeto político, o tema está cada vez mais eficiente nos bastidores. Agora, voltam às telas especulações sobre nomes como Aécio Neves (PSDB), Walfrido dos Mares Guia, Clésio Andrade (PSB) e Nikolas Ferreira (PL). Indefinição Especificamente em relação a Clésio Andrade, são levadas a efeito conjecturas de que o empresário está disposto a voltar a frequentar a cena eleitoral. No momento, uma decisão dele é aguardada para saber se pleiteia o Governo de Minas ou o Senado. O seu nome tem sido propalado perante muitas lideranças políticas, prefeitos e vereadores de diferentes regiões de Minas Gerais.