Novo ciclo da Seleção Brasileira

O mundo da bola de futebol realmente movimenta paixão, alegria, lágrima, olhos brilham, o coração a mil durante os jogos. A Copa do Mundo de 2026 ocorreu de 11 de junho a 19 de julho. O torneio foi realizado conjuntamente no Canadá, Estados Unidos e México, com 48 seleções e um total de 104 partidas. A Espanha foi a campeã, colocando na camisa a segunda estrela de bicampeã mundial, 2010 e 2026.

A próxima Copa do Mundo, em 2030, será disputada em seis países diferentes: Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai. Isso vai acontecer porque será em comemoração aos 100 anos do Mundial, já que o torneio começou a ser disputado em 1930, em terras uruguaias.

Para celebrar o centenário, os três países da América do Sul irão receber os jogos inaugurais da próxima edição. Ou seja, serão apenas três partidas no continente, com o confronto de abertura sendo disputado no Estádio Centenário de Montevidéu, no Uruguai. Na Argentina, o palco será o Estádio Más Monumental, em Buenos Aires, enquanto o Paraguai vai receber um duelo no novo Estádio Osvaldo Domínguez Dibb, em Assunção, que está sendo construído.

Após os três primeiros jogos, a competição passa a ser disputada na Espanha, Portugal e Marrocos. Inicialmente, a Copa do Mundo está marcada para começar no dia 8 de junho, com o jogo final em 21 de julho, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha.

A nossa Seleção Canarinho foi campeã em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Será que o hexa vem em 2030?

O meu balanço da participação da Seleção Brasileira no Mundial mostra que a CBF precisa melhorar muito a organização dentro da entidade e fora dela, além de manter o calendário do futebol mais planejado. A atuação da seleção deixou claro que o número de erros foi bem maior ao de acertos. E já deixa ligado o sinal de alerta para o próximo ciclo. As falhas começaram, literalmente, muito antes de a bola entrar em campo. A desorganização nos bastidores da CBF acabou custando caro demais.

Entre os diversos erros, está a demora em contratar o técnico Carlo Ancelotti, anunciado oficialmente em março de 2025. Outro erro foi a convocação de jogadores “meia boca”, pois ele afirmava que só levaria para a Copa aqueles que estivessem 100%, mas incluiu em sua convocação o atacante Neymar, que pouco atuou na temporada e vivia às voltas com lesão.

Mas o Camisa 10 não foi o único “problema” da lista de convocados. Com uma base repleta de veteranos, o grupo ainda tinha carências evidentes nas laterais e também para a função de meia-armador. Fica a pergunta: será que a pressão de empresas que patrocinam a CBF forçou a convocação de alguns jogadores? Foi o grupo mais velho da história do Brasil em Mundiais, com média de 28,7 anos. Dos 26 convocados, 11 tinham 30 anos ou mais (42,3%).

Alguns destaques durante a Copa, Vini Júnior, Rayan e Endrick, de apenas 19 anos, os mais jovens entre os 26 convocados, mostraram personalidade. Apesar de ter perdido o pênalti, Bruno Guimarães, pelas suas assistências, papel tático pedido pelo comandante. Perderam espaço, goleiro Alisson, Danilo, Casemiro, Neymar, Marquinhos e Alexsandro.

Passada a decepção gigante na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira já volta a pensar em 2030, com o novo ciclo sob o comando de Ancelotti. Já começa com dois amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro. Os confrontos fazem parte da primeira Data Fifa após a Copa do Mundo e marcam o início oficial do novo ciclo da Seleção.

No gol, Carlo Ancelotti sabe que precisa acelerar uma renovação, já que todos seus convocados estarão acima dos 36 anos em 2030 Weverton, 42; Ederson, 36; e o titular Alisson, 37 anos. Os novos nomes: John, do Nottingham Forest (30 anos); Hugo Souza, do Corinthians (27); e Bento, do Al Nassr (27), foram testados e devem ganhar novas chances. Carlos Miguel, do Palmeiras (27), é outro que está no radar e poderá aparecer em convocações.

Na zaga, Vitor Reis, ex-Palmeiras e que pertence ao Manchester City (20 anos), é acompanhado de perto, assim como existe a expectativa do retorno à melhor fase de Alexsandro, do Lille (26). Ele chegou a ser titular com Ancelotti no ciclo e teve boas atuações, mas acabou sofrendo com lesões e perdeu a chance de disputar sua primeira Copa.

Nas laterais, Wesley, que perdeu o Mundial lesionado, é nome certo, ainda com 22 anos. Kaiki Bruno, recém-vendido pelo Cruzeiro ao Como, da Itália, também deve ter espaço, assim como Vanderson, do Monaco – eles têm, respectivamente, 23 e 25 anos.

Já no meio-campo, dois nomes disputaram uma vaga e, claro, seguem no radar para o novo ciclo: Andrey Santos, do Manchester United, de 22 anos; e Gabriel Sara, ex-São Paulo e do Galatasaray, de 27.

Na frente, há um nome talvez menos conhecido do público brasileiro, Alisson, de 23 anos, contratado em 2026 pelo Napoli após se destacar no Sporting. Ele foi revelado pelo Vitória. Embora a comissão valorize jogadores que despontam em meio à intensidade da Europa, isso não tira nomes do futebol brasileiro do radar: Vitor Roque e Andreas Pereira, do Palmeiras; Breno Bidon, do Corinthians. A expectativa é que, para estes dois primeiros jogos, Ancelotti mantenha boa parte da base utilizada no Mundial de 2026. Mas a renovação do grupo deve ocorrer de forma gradual.

Esperamos uma CBF organizada, que saia das páginas policiais e entre na página do esporte. Internamente, a Confederação retomará o planejamento da seleção em agosto, após o recesso do departamento de seleções. A bola nos gramados não para, vamos gritar é Goooool!

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