Mineirão 61 anos – O Gigante da Pampulha

O maior palco do futebol mineiro, e um dos maiores estádios do Brasil, está para comemorar aniversário de fundação. Muitas emoções, alegrias, lágrimas, lances de craques, gols de placa e muitas histórias. O Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como Mineirão ou Gigante da Pampulha, foi inaugurado em 5 de setembro de 1965 e completa 61 anos de história. O estádio, que foi casa de Atlético e Cruzeiro por quase 58 anos, já recebeu cerca de 4 mil jogos. Hoje, a casa do Atlético é a Arena MRV.

Inaugurado há mais de seis décadas, o Gigante da Pampulha foi denominado inicialmente como “Estádio de Minas Gerais”. A mudança para a nomenclatura atual (Estádio Governador Magalhães Pinto) ocorreu no dia 18 de janeiro de 1966. O estádio foi construído para ser o maior do Brasil na época, com uma capacidade inicial de cerca de 130 mil espectadores. Projetado pelos arquitetos Eduardo Mendes Guimarães Júnior e Gaspar Garreto, tendo o engenheiro Gil César Moreira de Abreu como responsável pela obra, o estádio tornou-se um marco do modernismo brasileiro, com seu formato elíptico, suas 88 colunas e a estrutura de concreto armado. A primeira partida foi realizada em 5 de setembro de 1965. Na ocasião, a Seleção Mineira bateu o River Plate por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado por Buglê, então jogador do Atlético.

Os grandes rivais estaduais, Atlético e Cruzeiro, fizeram o primeiro clássico no Gigante da Pampulha em 24 de outubro daquele ano. O duelo foi interrompido por uma briga generalizada, quando o time celeste vencia por 1 a 0. O primeiro título de um clube de futebol no estádio foi conquistado no dia 12 de fevereiro de 1966: o Campeonato Mineiro de 1965 pelo Cruzeiro. Já o primeiro troféu do Galo no estádio foi a Taça Belo Horizonte de 1970.

Desde 1965, o Mineirão já recebeu mais de 70 milhões de pessoas, com números mágicos de quase 11 mil gols e uma centena de títulos comemorados em seu gramado.

O estádio foi construído para 130 mil pessoas, mas desde a reforma para Copa do Mundo, em 2014, a capacidade passou para cerca de 62 mil pessoas em dias de jogos e eventos esportivos (com variação exata oficial de público que fica em torno de 61.927 a 62.170 lugares, conforme o setor e o laudo vigente). Com dois níveis de público, sendo a arquibancada superior (38.721 lugares) e a arquibancada inferior (20.961 assentos). Em 2010, fechou os portões para a maior reforma de sua história para os jogos da Copa do Mundo e foi reinaugurado em dezembro de 2012.

A fase do novo Mineirão, administrado por uma Parceria Público-Privada (PPP), transformou o icônico estádio na maior arena multiuso do Estado e uma das principais do país, tendo recebido, desde 2013, 1.125 eventos. Paul McCartney, Elton John, Beyoncé, Roger Waters, Metallica, Andrea Bocelli e Bruno Mars são alguns dos nomes internacionais que passaram pelo Gigante. Além de dezenas de artistas brasileiros como Milton Nascimento, Roberto Carlos, Gusttavo Lima, além das bandas Skank e Jota Quest.

O Mineirão deu um grande impulso ao futebol mineiro e contribuiu diretamente com os anos de ouro dos times mineiros, celebrando Copa Libertadores (Atlético, 2013), Campeonatos Brasileiros (Cruzeiro, 2013 e 2014; Atlético, 2021) e Copas do Brasil (Cruzeiro, 2017 e 2018; Atlético, 2014 e 2021). O Mineirão esteve também na rota de todas as competições internacionais de seleções que passaram pelo país: Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Jogos Olímpicos (2016) e Copa América (2019). Em 2027, o Gigante será sede da Copa do Mundo Feminina.

Os números financeiros são enormes. Segundo mostrou um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), referente ao ano de 2022, o Mineirão tem capacidade de injetar R$ 1 bilhão na economia de Minas Gerais. A cada R$ 1 gasto no estádio, R$ 3,97 são desembolsados fora dele. Realmente, o Mineirão é um palco de paixões, emoções e muitas histórias. Que venham muitos anos de glórias ao Estádio que faz parte do mundo esportivo e de espetáculos.

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