Erros de arbitragem no futebol não são novidade recente. Remonta aos tempos da pedra lascada ou da bola de capotão, como queiram. Desde que resolveram colocar alguém com um apito na boca para tentar comandar um jogo, a coisa ferrou. Ao longo da história erros e mais erros podem ser listados. Alguns por ruindade mesmo, outros por falta de talento, má vontade e até por situações impossíveis de acreditar que sejam verdade. Dá para escrever um livro, ou melhor, uma enciclopédia.
Milhares de resultados já foram modificados por causa de um árbitro fraco ou mal intencionado. Quantos títulos conquistados ou perdidos já aconteceram. Isso sem falar na quantidade de lances invertidos, cartões amarelos ou vermelhos sem o menor critério. Repito, marcados por falta de competência ou por algo estranho que ninguém sabe o que é ou se sabe prefere ficar de bico fechado.
No passado mais recente, árbitros famosos, cheios de fama, tanto do Brasil como do exterior, já cometeram erros gigantes. Até a Copa do Mundo foi decidida no apito. E não foi uma só não. Basta fazer uma pesquisa mais apurada para descobrir a quantidade de erros e arranjos dos apitadores em todas as Copas. É de assustar.
Nos Campeonatos Sul-Americanos a coisa é incrível. Árbitros deixam o pau comer solto, marcam coisas estranhas e acabam prejudicando o visitante. Muitos títulos destes eventos foram conquistados com a benção de vários apitadores. Antigamente era bem pior, mas continua acontecendo. Nos campeonatos e torneios dentro do Brasil não é diferente. Por medo, pressão ou sei lá o que, o time menor sempre é prejudicado. Para não falar outras coisas.
O grande problema é que cada árbitro interpreta as regras oficiais e os muitos penduricalhos anexados do seu jeito. Algo simples, com poucos quesitos que se transformou em um monstrengo. Um calhamaço de orientações e determinações sem a menor necessidade. Vale a interpretação do apitador, abrindo margem para que ele faça o que achar certo. Virou o dono da verdade absoluta.
E o mais grave, foi transformado em gênio, extraterrestre, robô de última geração, inteligência artificial em carne e osso. É capaz de interpretar a velocidade da bola, o ângulo da perna, do pé, do braço e da mão do jogador para marcar ou deixar de marcar alguma situação de jogo. Consegue ler o pensamento do atleta para saber sua intenção e domina até a lei da física. Tudo a olho nu em uma fração de segundos. É fantástico, extraordinário, incrível.
Para dar uma mãozinha, inventaram o tal de VAR. Imprestável, mais atrapalha do que ajuda. Com todos os recursos da moderna tecnologia leva uma eternidade para tentar descobrir alguma coisa. Acaba errando também. Avacalha o andamento do jogo, reprime a emoção e com a desculpa da palavra, enche o saco. Custa caro, onera os clubes, os torcedores e não ajuda em nada. Devia ser eliminado do futebol. Existem coisas mais inteligentes.
Por causa desta e outras bobagens, a turma jovem tem abandonado o futebol. Trocado por esportes sem tantas frescuras. Fato é que a arbitragem do futebol no Brasil que era ruim, vem piorando a cada temporada. Fico abismado com tantos apitadores desfilando com o escudo da Federação Internacional de Futebol Associação (Fifa) no uniforme, cometendo erros infantis dentro de campo. Vários não mostram o menor talento, não conseguem impor liderança e disciplina junto aos jogadores, treinadores e dirigentes. Parecem fantoches, correndo de um lado ao outro sem saber direito o que fazer. É uma pena.
A situação é tão grave que, segundo dizem, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), agora sob nova gestão, pretende colocar a mão na massa. Investir na arbitragem. A ideia é reunir um grupo de até 100 apitadores e auxiliares para um curso de vários dias com o objetivo de buscar a padronização. Ensinar as regras de forma objetiva. Mostrar que interpretar não é inventar.
Ao mesmo tempo, a dona do nosso futebol estuda viabilizar um cachê melhor para os árbitros, assim como estabelecer um plano de carreira, assistência de saúde, ajuda para treinamento físico, alimentação e outras vantagens para que ele possa desenvolver seu trabalho com tranquilidade e segurança.
Bom que tudo isso e muito mais aconteça o mais rápido possível. A coisa não está nada boa. O apito está podre. É preciso agir antes que a credibilidade do futebol brasileiro vá para o espaço.



