Alguns nomes são citados como fortes para disputar o Senado

O mundo político mineiro está surpreso com a aproximação entre o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Segundo interlocutores, tem havido apenas agenda comum entre os políticos, porque ambos nutrem projetos diferentes. Nikolas planeja buscar mais um mandato com uma mega votação, contribuindo para a eleição de alguns parlamentares, assim como aconteceu no último pleito.

Relativamente ao pré-candidato Mateus Simões, sua pretensão é convencer o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a ser o seu vice na chapa. Ele tem se esquivado a bater o martelo sobre o assunto. A desculpa mais recente seria no sentido de prestar assistência a um familiar com problemas de saúde.

Aécio para o Senado

Reunindo informações debatidas em ambientes fechados, antes e durante o Carnaval, há uma constatação da construção da candidatura para o Senado do atual presidente do PSDB nacional, o deputado federal e ex- -governador Aécio Neves. Essa possibilidade seria em um contexto da possível candidatura ao Governo de Minas do senador Rodrigo Pacheco (PSD).

No campo político da peleja em torno de Pacheco ao Palácio Tiradentes, o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também é mencionado para disputar a Casa Alta do Congresso. Ela mesma disse que há duas vagas, então seria bom possuir na disputa um político de centro, para buscar votos desse segmento para além do centro-direita e centro-esquerda. Para os matemáticos da política mineira, Aécio Neves se encaixaria perfeitamente nesse perfil descrito pela prefeita de Contagem.

Para além dessas informações, existe outro nome forte com apoio do governador Romeu Zema (Novo) e do seu vice Mateus Simões. Ao deixar de ser deputado, o secretário de Governo, Marcelo Aro, sempre mirou a disputa ao Senado. Sua pretensão se tornou cada vez mais visível ao ser indicado para o cargo atual, o que lhe permitiu estreitar o relacionamento com deputados estaduais de diferentes partidos. Também intermediou inúmeros projetos às prefeituras, especialmente as mais distantes da Região Metropolitana.

“O quadro de agora deixa bastante claro que se Aécio Neves efetivamente optar por uma candidatura dessa magnitude, terá pela frente um competidor que tem bala na agulha”, pontuam os amigos do secretário de Governo.

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