Ainda sob o efeito do bicentenário de Dom Pedro II, é importante registrar a inauguração do busto de Sua Majestade no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG). Uma esplêndida homenagem a ele que foi “O Maior dos Brasileiros”. O busto é uma das últimas obras do artista Synfronini (José Sinfronino de Freitas Castro, 1940/2024). A última foi o busto em bronze de João Pinheiro, doado por membros do IHGMG, inaugurado em 2024 pelo desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, que teve o brilhante conceito. Na solenidade, houve o lançamento do livro D. Pedro II, a história não contada, de Paulo Rezutti.
Por justiça, Synfronini, criativo e libertador, produziu importantes obras como as esculturas de Tiradentes (2 metros de altura), instalada em pedestal de mármore na Praça José Mendes Júnior, no Comando da PMMG, e a de Tiradentes da Praça Tiradentes (ex-21 de Abril), nas Avenidas Afonso Pena e Brasil, inaugurada em gesso em 1962 e substituída pela de bronze em 1963, com 6,50 metros e 14 mil quilos.
As obras são resultantes de estudo da PM e aprovadas pelo IHGMG. Joaquim José da Silva Xavier (o patrono da PMMG), personagem máximo da história mineira, olha serenamente e com liberdade plena para a Afonso Pena; em 1981 produziu as imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernadete na Gruta do Largo Augusto Silva, em Lavras, Minas Gerais; e a de Iemanjá, na Pampulha, em 1982, em mármore sintético branco e substituída em 1988 por uma de bronze de dois metros e 500 quilos.
De gesso e pintado de amarelo, medindo 60 x 40 e 28 centímetros, o busto de D. Pedro II foi doado, assim como o imponente pedestal, pelo confrade Caldeira Brant (Cad. n. 59, patrono Marquês de Barbacena). Em um lugar estratégico do IHGMG, a obra chama a atenção ao lado da belíssima bandeira bordada do Brasil Império, a qual tive a honra de doar.
O IHGMG promoveu ainda excursão a Petrópolis – a Cidade Imperial brasileira, sob a batuta do presidente Antônio Marcos Nohmi (Cad. n. 22, patrono Alphonsus de Guimaraens), nos dias 1º e 2 de dezembro de 2025 para comemorar junto ao Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), sob a presidência da historiadora Elisabeth Maller, e o Museu Histórico Nacional, com a colaboração e simpatia do diretor Maurício Vicente Ferreira Júnior, no Palácio Imperial, os 200 anos de nascimento do imperador Pedro II.
Foram intensas as comemorações: missa na catedral de São Pedro de Alcântara, cerimônia solene com depósito de coroa de flores pelos dois presidentes, visitas à torre da catedral, ao IHP, ao casario monumental da Avenida Koeler, ao encantador e opulento acervo do Museu Imperial, palestra e lançamento do livro Dom Pedro II e a cultura hebraica, de Leandro Garcia, com as presenças dos príncipes D. Pedro Carlos, D. Manoel e D. Francisco de Orleans e Bragança. O secretário Municipal de Turismo é Pablo Kling, da Abrajet/RJ.
D. Bertrand de Orleans e Bragança, trineto de Pedro II, é o chefe da Casa Imperial do Brasil. Sua Alteza Imperial e Real é o imperador de jure do Brasil, e é o que se almeja de fato para o equilíbrio da nação.
A importância da data é de suma significância, não só para relembrar o passado de glórias que tivemos mesmo regado à escravidão, extinta ainda na Monarquia, mas para que possamos voltar aos trilhos; o país necessita de pessoas à altura da nossa História, dignidade, ambição elevada na cultura e na educação, respeito às instituições e à real separação dos Poderes.
Minas, com Tiradentes e seu grandioso sonho de liberdade, representa o ideal de Dom Pedro II para quem a liberdade deveria prevalecer como conquista humana (valia-se a liberdade de imprensa) e porque amou o Brasil e sua gente como nenhum outro governante.
Um feliz Natal em Cristo e um 2026 que responsabilidade!



