A guerra também é nossa

Paralelo ao conflito Irã, Estados Unidos e Israel, forjou-se nas escamas inferiores do episódio, uma guerra de narrativa ao estilo da época do nazismo, na Alemanha, onde a propaganda era mais eficiente do que propriamente as ações dos embates bélicos. Na batalha de agora, as redes sociais propagam coisas que nem sempre condizem com a realidade dos fatos. Até porque, a inteligência artificial pode distorcer as informações verídicas a respeito do conflito armado. Criam-se imagens fictícias, enquanto pessoas morrem nos campos da batalha.

O brasileiro não gosta muito de se ater a temas internacionais, possivelmente por entender que o certame acontece a milhares de quilômetros do Brasil. Só que todos estão sofrendo os efeitos da aludida guerra, por conta do aumento dos preços, especialmente dos combustíveis. Lamentavelmente, vale dizer que esse conflito bélico também passou a ser nosso.

Analistas falam em impactos na economia brasileira, com gradual majoração dos percentuais da inflação. Não carece ser matemático e estudioso no assunto para constatar que o aumento causa impacto nas gôndolas dos supermercados, afetando a camada menos abastada da população.

No país dos caminhoneiros, cuja categoria transporta quase 100% da produção de grãos e alimentos, a disparada do preço do diesel é central na composição do custo, trazendo reflexo imediato no bolso de todos. Resta esperar pelo bom senso dos governantes para minimizar a contenda. Parece ser acertada a medida do governo federal de subsidiar parte do preço do diesel, como forma de evitar o repasse aos consumidores/motoristas dos valores concebidos pelo mercado internacional.

É claro que algo deve ser feito, mas é necessário o envolvimento dos agentes públicos de maneira mais tenaz, como aumentar a linha de produção do petróleo em terras brasileiras, se valendo da expertise da Petrobras. Isso poderia diminuir a dependência internacional referente ao impacto de combustíveis. Até mesmo com relação ao melhoramento dos aspectos atinentes à soberania de nossa nação. Aos pobres mortais brasileiros, resta almejar pelo desfecho rápido dessa escalada bélica que só traz violência, morte e desassossego.

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