71% dos brasileiros planejam assistir à Copa

Foto: Freepik.com

O principal evento esportivo do planeta já tem data definida e desperta grande expectativa entre os fãs. Segundo o relatório global “Predictions 2026”, elaborado pela Ipsos, 71% dos brasileiros afirmam que planejam acompanhar a competição em 2026, acima da média global de 59%. Os dados mostram que o entusiasmo é alto, especialmente entre os homens da Geração Z, nascidos entre 1996 e 2012, com 71% demonstrando intenção de assistir aos jogos. Por outro lado, o interesse cai significativamente entre as mulheres da Geração Baby Boomer, nascidas entre 1945 e 1965, grupo que registra o menor engajamento, com apenas 39% planejando acompanhar a Copa.

No Brasil, o padrão se mantém, mas com nuances próprias. Os homens da Geração Z também aparecem como os mais animados para o torneio, com 84% de intenção de audiência, seguidos pelas mulheres da geração Millennial (nascidas entre 1981 e 1996), que registram 76%. Entre os brasileiros da geração Baby Boomer, o menor interesse é observado nos homens, com 54%, enquanto 67% das mulheres da mesma faixa etária planejam acompanhar a competição, invertendo a tendência global.

Para o antropólogo do esporte Rafael Muniz, a maior intenção de acompanhamento entre os jovens da Geração Z está relacionada à cultura digital e à exposição intensa do futebol nas redes sociais. “Os jovens consomem o torneio não apenas pela televisão, mas por meio de plataformas on-line, transmissões ao vivo, memes e interações nas redes. A Copa virou um fenômeno cultural que ultrapassa o campo e se integra ao cotidiano desses grupos”.

“O futebol é mais do que um esporte no país, representa identidade, emoção e união. A Copa do Mundo, em especial, carrega uma dimensão histórica e cultural que mobiliza milhões de pessoas, mesmo aqueles que não acompanham os campeonatos locais regularmente. A competição funciona como um ritual coletivo que reforça laços sociais, familiares e comunitários”, explica a socióloga Mariana Tavares.

O fascínio do brasileiro pelo torneio está ligado à combinação de tradição, mídia e espetáculo. “O país tem uma história rica no futebol, com conquistas que marcaram gerações, jogadores que se tornaram ícones nacionais e clubes que alimentam paixões locais. A Copa do Mundo sintetiza tudo isso: emoção, rivalidade, festa e visibilidade global, é um evento que conecta as pessoas ao mesmo tempo em que coloca o Brasil no centro do mundo”, ressalta.

Outro ponto destacado por Muniz é o poder de mobilização e identidade nacional que a Copa exerce. O evento é capaz de unir regiões, classes sociais e diferentes perfis de torcedores. “Mesmo em anos em que a Seleção não chega à final, a festa em torno do torneio é intensa. Isso mostra que, para os brasileiros, o espetáculo vai muito além do resultado final; envolve celebração, emoção e pertencimento”.

Com a Copa de 2026 se aproximando, os dados do relatório da Ipsos indicam que o torneio seguirá sendo um dos principais acontecimentos do país, capaz de mobilizar milhões de brasileiros, estimular a economia e consolidar o futebol como elemento central da cultura nacional. “Mais do que números, o que a pesquisa evidencia é que a Copa do Mundo representa uma paixão coletiva, um ritual anual que conecta gerações, reforça identidade e celebra a brasilidade em sua forma mais vibrante”, destaca.

“Cada geração encontra na Copa uma forma de se conectar com o país, com os amigos, com a família e com o mundo. E é exatamente essa mistura de tradição, espetáculo e sentimento que torna a competição um fenômeno, e, ao mesmo tempo, profundamente brasileiro”, conclui Mariana.

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