52% dos lojistas de MG estimam um aumento de vendas no Natal

Foto: Freepik.com

Os comerciantes mineiros estão otimistas para o Natal de 2025. É o que revela um levantamento da Fecomércio MG, indicando que 52% dos empresários do varejo esperam vender mais do que no ano passado, enquanto 19,2% projetam manter o mesmo nível de vendas de 2024 e 17,7% esperam piora nas vendas. Os dados mostram um clima de confiança no setor, impulsionado por fatores econômicos favoráveis, pela melhora da renda das famílias e pela antecipação de estratégias comerciais voltadas à retomada do consumo.

Dentre os comerciantes que anseiam vender mais neste Natal, 52,3% apontam como principal motivo a confiança no período, seguida pelo valor afetivo da data (22,7%) e pelo aquecimento do comércio (19,4%). Outros fatores incluem o décimo terceiro salário (9,3%), a melhora na economia (6,9%), ações promocionais (4,6%) e iniciativas da própria loja (3,7%), enquanto 1,9% veem a redução do desemprego como incentivo ao consumo.

Para os que esperam queda nas vendas, 43,8% atribuem a perspectiva ao comércio fraco e à baixa nas vendas, enquanto 27,4% citam o endividamento do consumidor e outros 27,4% apontam a situação econômica do país. Outros fatores incluem o consumidor mais cauteloso (8,2%), o preço elevado dos produtos (8,2%) e a concorrência desleal (4,1%), que também podem impactar negativamente as vendas neste Natal.

Segundo a economista Cláudia Menezes, o consumidor mineiro está mais confiante, e isso faz toda a diferença nessa época do ano. “A melhora do mercado de trabalho cria condições para que as famílias se planejem e antecipem compras. O Natal captura esse movimento de maneira muito intensa”.

Ela diz que linhas mais acessíveis, como crediário próprio e parcelamento sem juros, ajudam a destravar compras que haviam sido adiadas. “As lojas voltaram a negociar prazos melhores. Isso devolve ao consumidor a sensação de que é possível comprar sem comprometer o orçamento. Para o varejista, representa uma chance concreta de aumentar o tíquete médio e recuperar margens”.

O pesquisador de mercado, Felipe Tavares, conta que estratégias para atrair o público são importantes. “Investimentos em kits promocionais, ampliação dos canais de venda online e treinamentos em equipe para oferecer atendimento personalizado. A ideia é facilitar a vida do cliente e transformar a compra em uma experiência agradável”.

A sondagem da Fecomércio MG também revelou quais medidas os comerciantes planejam adotar para impulsionar as vendas durante o período de festas. Entre as estratégias mais citadas, 29,5% pretendem investir em promoções e liquidações, enquanto 29% apostam em um atendimento diferenciado para atrair clientes.

Outras iniciativas incluem brindes, sorteios e premiações (8,1%), descontos (5,5%) e a ampliação da diversidade no mix de produtos (5,2%). Por outro lado, 7,8% dos entrevistados afirmaram que não realizarão ações específicas, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam à questão.

Os consumidores estão mais atentos a promoções, mas também valorizam qualidade, atendimento e conveniência. O lojista que consegue combinar esses elementos tende a se destacar. Tavares explica que “a competição está mais acirrada, especialmente com o fortalecimento do comércio eletrônico. As lojas que investiram em omnichannel, retirada rápida e comunicação digital eficiente estão percebendo resultados mais sólidos”.

Tavares destaca que, para muitos estabelecimentos, esse é o primeiro ano em que ações estruturadas de marketing digital começaram a madurar. “Tem lojista que só agora entendeu como usar as redes sociais para gerar fluxo na loja física. Outros ampliaram catálogos e investiram em logística. Tudo isso aumenta o alcance e cria novas oportunidades de venda”, afirma.

A soma de preparação, condições econômicas favoráveis e mudança no perfil de consumo cria um cenário de Natal mais promissor do que nos últimos anos. “O varejo mineiro chega ao fim de 2025 mais profissionalizado e atento às tendências, fazendo com que o otimismo não seja apenas intuitivo, mas sustentado por dados e planejamento”, conclui.

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