Vigílias – 28 de novembro a 6 de dezembro de 2025
Política mineiraComentários nos bastidores da Assembleia Legislativa indicam que o projeto político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), ao Governo de Minas, está ficando cada vez mais difícil de acontecer, devido a uma série de incongruências nas falas e ações do parlamentar. Para um político experiente, o nobre senador fala muito. Ufa. Gabriel AzevedoUma das candidaturas já em evidência ao Governo de Minas é a de Gabriel Azevedo (MDB). Amigos do político dizem que a pretensão é apenas deixar o seu nome em pauta, não para o pleito estadual, mas para a sucessão em Belo Horizonte, em 2030. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte. Kalil e o GaloNo passado, todas as decisões políticas do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, eram alvo de manifestações por parte dos atleticanos. Desta vez, ao se filiar ao PDT para concorrer ao Palácio Tiradentes, nada se viu de movimentação dessa turma. Gosta do poderTido como um ministro com preponderante espaço na Esplanada dos Ministérios, o titular da pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira, quando indagado sobre a sucessão mineira, sempre se esquiva. Em Brasília, circulam informações a respeito de sua forte ligação com o setor empresarial brasileiro, que estaria com o futuro tranquilo, mesmo se o político resolvesse abandonar a vida pública. A ver. Aécio de volta?Em reunião com lideranças em Contagem, um grupo de pessoas passou a defender a candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Governo de Minas, no próximo ano. Política nacionalComentaristas políticos de Brasília compartilham a mesma tese: “o grupo de políticos do centrão tenta amealhar os votos da direita a qualquer custo, mas não querem dividir isso com os bolsonaristas raiz”. Isso vai dar xabú.
PT mineiro fragilizado
O protagonismo das redes sociais teve extensão colossal e impactou projetos de poder. Nas duas últimas eleições majoritárias, proporcionais e municipais, o costume tradicional de convencer o eleitor no contato direto na disseminação de propostas, simplesmente foi minimizado, abrindo espaço para pessoas mais jovens se inserirem no contexto político. Em consequência dessa realidade, um paradigma aponta que estamos vivendo uma nova era nos bastidores das campanhas eleitorais. A era máxima da internet e sua velocidade descomunal chegou para ficar. Assim como empresas e pessoas são aduzidas a galgarem essa nova realidade mundial, os partidos políticos também carecem de captar a mensagem atinente ao novo marco a ser estabelecido. Essa verdadeira tempestade vem alterando princípios e costumes dos meios tradicionais de pedir votos. Faz sentido elencar alguns pormenores importantes, porém, não levados tão a sério. Nesse contexto, cabe registrar a realidade enfrentada por grandes partidos tradicionais. O Partido dos Trabalhadores nasceu para ser contraponto ao então regime militar vigente no país, sagrando-se como uma onda de prioridade na arregimentação de trabalhadores, sindicalistas, jovens e intelectuais. Ao longo de décadas, com a plena democracia e o exorbitante número de novas siglas, o então poderoso começou a definhar. Hoje, vive em constante conflito e discussões internas, com grupos e alas que nutrem diferentes pensamentos ideológicos, escalando o grau de dificuldade de continuar na cena, quando aglutinavam a plena adesão dos eleitores no passado. No momento, onde tudo é mais dinâmico, ágil e veloz, encontram obstáculos de capitanear um nome competitivo para disputar o Governo de Minas, mesmo tendo como carro-chefe o puxador de votos, o enaltecido e relacionado presidente Lula. Contudo, em Minas, as dificuldades do partido não são de agora. Por exemplo, há muito tempo deixou de comandar a Prefeitura de Belo Horizonte, capital com seus dois milhões de eleitores. Está à espera de composição política/partidária para evitar o vexame de implementar uma caminhada individual e desenhar, por antecipação, uma possível derrota no pleito ao Governo de Minas, em 2026.
Edição 2196 – 21 a 29 de novembro de 2025

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Vigílias – 21 a 29 de novembro de 2025
Política estadualAlguns amigos próximos insistem para que Romeu Queiroz participe do próximo pleito eleitoral. O livro da sua trajetória política está na reta final. A indagação é saber se teremos novidade? Pettersen, ontem e hojeO parlamentar Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos, era tido como uma forte liderança mineira, recebendo elogios constantes, inclusive de seu parceiro, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), a quem concedeu caronas em suas aeronaves. Depois da ação da Polícia Federal contra o deputado, o gramado da sua casa já começa a crescer pela ausência de visitas. Por falar em PFCompletou dois meses que a Polícia Federal conduziu o empresário da mineração, João Alberto Lages, por complicações em suas atividades empresariais. O assunto já caiu no esquecimento, mas ainda faz fervilhar o sangue de muitas pessoas importantes em Minas. Prefeituras com problemasConsta que uma média de 70% das Prefeituras de Minas, especialmente dos municípios menores, terá imensa dificuldade de pagar em dia o 13º salário dos funcionários. Política no Vale do AçoPara testar a sua popularidade na região do Vale do Aço, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), pretende apoiar parentes de primeiro grau na disputa ao Parlamento mineiro. Será um desafio, pois o chefe do Executivo está desgastado junto às comunidades mais humildes. PSB, a bola da vez?Nos bastidores da Assembleia Legislativa, o assunto é que o PSB em Minas pode ser a opção para acomodar candidatos com intenção de fazer aliança com políticos de esquerda. Para muitos matemáticos da área, outras siglas, a exemplo do União Brasil e MDB, são partidos cujos presidentes estaduais se consideram verdadeiros donos do espaço. Liderança petistaDe alguns dias para cá, aumentam as chances da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ser projetada como protagonista da disputa majoritária. Com isso, vai ficando para um segundo plano nomes como da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão; do deputado federal Patrus Ananias; e do parlamentar federal Rogério Correia. Comunicação do governoA comunicação social no governo Zema não foi uma prioridade. Nesta reta final, pode ser que o tema ganhe novos ares, após a mudança de alguns dirigentes da Secretaria de Estado de Comunicação Social. Política internacionalO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria vivendo um verdadeiro inferno astral. Especialistas relatam preços altos, elevação da inflação e desemprego. Emendas parlamentaresJornalistas da crônica política de Brasília estão reticentes diante do aumento da volúpia dos políticos em relação às denominadas emendas parlamentares. “Se essa escalada não for contida, poderá gerar um enorme conflito entre o Executivo e o Congresso Nacional”, avaliam. Alexandre SilveiraNos meandros das discussões políticas em Minas, há uma informação aventando a chance do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), ser candidato ao Senado. Resta saber se ele toparia o desafio ainda filiado ao seu atual partido. Segurança públicaNa avaliação do jornalista Gerson Camarotti, nesta reta final do ano, os debates relacionados à segurança pública devem tomar conta da agenda do Congresso. “Isso gera engajamento nas redes sociais”. Tarifaço americano“O tarifaço americano, ainda sem uma solução definitiva, foi danoso para o Brasil. No entanto, as exportações brasileiras estão indo muito bem. O efeito da sanção internacional influenciou pouco perante o envio de nossos produtos ao exterior”. Opinião da economista Carla Beni, em recente debate na TV Cultura. Redes sociaisNo Manual da Segurança Pública Nacional, consta que as redes sociais servem para muitas coisas, inclusive, facilitar as ações dos membros das organizações criminosas. Ufa. Prisão dos poderososAvaliando a realidade contida nos processos dos acusados pelos crimes golpistas de janeiro, a professora de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado de Almeida, vaticina. “O Supremo Tribunal Federal pode começar a expedir mandados de prisão contra os acusados a qualquer momento”. Crime organizadoEstudos de órgãos não governamentais apontam que uma média de 40% da cocaína distribuída no mundo passa pelos rios e estradas da região da Amazônia. Em outra frente, os marginais já estariam dominando a produção agropecuária, depois de ter grilado milhares de hectares de terras das comunidades ribeirinhas e dos povos indígenas.
BH sem turistas estrangeiros
Autoridades do segmento de turismo, empresários e profissionais do ramo estão otimistas com os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Apenas nos nove primeiros meses de 2025, o país recebeu mais de 7 milhões de turistas internacionais, volume 45% superior ao do mesmo intervalo do ano passado, movimentando R$ 32,5 bilhões em despesas como hospedagem, alimentação, transporte, lazer e compras. O maior número de visitantes veio da Argentina, seguido pelos Estados Unidos. Ao analisar os dados, é uma pena que a política de incentivo ao turismo em Belo Horizonte não seja suficiente para conseguir atrair uma parcela significativa desses excursionistas estrangeiros. O ideal seria que eles enxergassem a capital mineira como um dos destinos a fazer parte dos seus roteiros. Enquanto nada de concreto ocorre, BH serve como cidade dormitório. Por mais competentes que sejam os nossos agentes de viagens, são poucas as opções a serem mostradas. A Praça do Papa está interditada e sem previsão para conclusão do projeto de revitalização. A Lagoa da Pampulha, com suas águas esverdeadas, deixou de ser uma opção para esportes náuticos. De resto, tem de positivo o Museu da Praça da Liberdade, Museu da Vale, fechado há mais de um ano; Palácio Dantas, que está em ruínas e aguardando verba do Ministério Público para fazer reformas necessárias. Diante da realidade, resta esperar um planejamento de expansão da infraestrutura, especialmente com o objetivo de atender as demandas internacionais, proporcionando espaço para realização de eventos culturais em bairros como o Santa Tereza, Floresta, Santo Antônio e mais. Não vale o comentário que somos a cidade dos botecos, porque certamente estes espaços também existem em outros países. Também fica a sugestão no sentido de implementar eventos de envergadura e participação popular, como o Carnaval. Para isso acontecer, carece contar com o poder público como indutor, caso contrário, os passageiros vão continuar desembarcando em Confins e procurando tradicionais destinos como Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Circuito das Águas, montanhas e cachoeiras localizadas nas serras mineiras.
Cleitinho continua sendo o preferido para o governo mineiro

Ao ser preterido pelo Palácio do Planalto para indicação à vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) participou de um desfecho que já incomodava a cúpula do governo federal: a interferência do Senado no dia a dia do Executivo. O presidente Lula (PT) e alguns ministros mais próximos entenderam a pressão do presidente do Congresso, David Alcolumbre, pela indicação do nome do senador mineiro como interferência interna. Por essas e outras razões, tudo caminhou na direção do indicado preferido, Jorge Messias, para ocupar a cadeira no STF. Ao contrário do noticiado pela imprensa, não houve clareira na disputa à sucessão ao Governo de Minas, diante da possibilidade de Pacheco se afastar da vida pública. No quadro sucessório ao Palácio da Liberdade, em momento algum foi colocado o nome do senador como definitivo, na sua participação nos meandros políticos referentes ao tema. Outros nomes Em verdade, quando o assunto é a sucessão do governador Romeu Zema (Novo), apenas o nome de seu vice, Mateus Simões, foi previamente lançado à disputa. Ele deixou o Partido Novo e chegou com força total no PSD, cuja ficha de filiação foi abonada pelo próprio presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Naquela oportunidade, em Brasília e em São Paulo, já se sabia que o poderoso Kassab nunca tomaria uma atitude dessa, se não tivesse certeza que Pacheco não almejava participar do pleito. Nesse mesmo período, alguns prefeitos antecipavam que o presidente Lula faria um jogo de cena e, posteriormente, indicaria o nome do político mineiro como o seu vice na disputa à presidência da República, em 2026. Isso porque no âmbito nacional, o atual vice Geraldo Alckmin, seria candidato ao Governo de São Paulo. Desde o início deste ano, em todas as pesquisas e sondagens feitas por diferentes institutos, o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com folga para pleitear o Palácio Tiradentes. Ele tem feito declarações desencontradas, mas diante de nomes de pouca popularidade, como Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT), o parlamentar permanece na dianteira. Ainda haverá entendimentos, alianças e possivelmente o surgimento de outros nomes competitivos com chances de alterar esse cenário de agora. Em Minas Gerais, quem está com a casa desarrumada é o Partido dos Trabalhadores e suas afiliadas siglas de esquerda. Isso se reflete no evento ao Palácio Tiradentes, especialmente quando se trata de abrir palanque para abrigar o projeto de reeleição do presidente Lula. Um desafio sem igual.
Edição 2195 – 15 a 22 de novembro de 2025

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Vigílias – 15 a 22 de novembro de 2025
Futuro de Tadeu LeiteSegundo os marqueteiros de plantão, para se tornar protagonista na sucessão estadual, o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), careceria de mais visibilidade junto ao povão. “A não ser que o político faça parte de uma grande aliança em busca de resultados práticos na eleição de 2026”, analisam. Recado ao vice-governadorCircula nos bastidores do Legislativo um comentário inusitado. Trata-se de uma possível pretensão da cúpula do PSD, visando indicar o marqueteiro de campanha de Mateus Simões ao Governo de Minas. Embora tenha chegado à sigla recentemente, as demandas direcionadas a Simões já começaram. Petista irritadoO deputado federal Rogério Correia (PT) desabafou com amigos. Na qualidade de vice-líder do Governo na Câmara Federal, o parlamentar gostaria de ser consultado a respeito da sucessão mineira, mas o Palácio do Planalto sequer menciona essa possibilidade. Por isso, Correia tem ficado “irritado”. Gabriel no Café NicePré-candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB) já avisou que vai fazer várias visitas ao tradicional Café Nice, local por onde circulam políticos desde a época de Juscelino Kubitschek. Eduardo CunhaAmigos do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afiançam que ele será candidato a deputado federal por Minas Gerais, com potencial para se eleger com cerca de 200 mil votos. “Isso seria com o apoio dos evangélicos, espalhados em todas as regiões de Minas, especialmente no Norte e na Zona da Mata”. A ver. Juiz de ForaO controvertido ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, foi visto cantarolando pelas ruas centrais da cidade. Por estar livre de processos na justiça, agora pode ser candidato a deputado estadual. Seus inimigos não acreditam nessa possibilidade, pois na última hora, sempre aparecem impeditivos que atrapalham seu projeto político. Política em IpatingaTido como homem forte na administração de Ipatinga, inclusive coordenou a campanha de reeleição do prefeito Gustavo Nunes (PL), Everton Campos foi convidado a deixar o cargo no final de outubro. O que pode ter pesado nesta decisão é o fato de Everton ser um potencial candidato à sucessão municipal daqui a três anos. Consequências climáticasA respeito do descontrole e falta de planejamento para minimizar o efeito degradante da terra, o médico Paulo Saldiva arremata: “uma das ações maléficas pode ser o calor elevado, com possibilidade de ampliar a mortalidade infantil”. Crime organizadoEstudos de órgãos não governamentais apontam que uma média de 40% da cocaína distribuída no mundo passa pelos rios e estradas da região da Amazônia. Em outra frente, os marginais já estariam dominando a produção agropecuária, depois de ter grilado milhares de hectares de terras das comunidades ribeirinhas e dos povos indígenas. DesconhecimentoAlguns institutos de pesquisas fizeram levantamento a respeito do que pensam os brasileiros sobre a COP30. 70% dos entrevistados nada sabem sobre o assunto, e uma grande parcela afirma desconhecer se o evento está sendo realizado em nosso país. Zema e o PropagEm Brasília e em Belo Horizonte, informações de bastidores insinuam que o governador Romeu Zema (Novo) está sem muita vontade de levar a efeito a adesão efetiva do Governo de Minas ao Propag. Ele tem feito um jogo de cena e deve estender o tema até a reta final dos prazos. Taxa de jurosO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou à imprensa que os problemas brasileiros são complexos. “Por exemplo, a diminuição das taxas de juros envolve muitas pessoas importantes que são contra a queda desses índices. Então, fica difícil equacionar tudo”, vaticinou. Segurança no Brasil“Não faz sentido instalar uma CPMI no Congresso para saber o que está acontecendo com a segurança no Brasil. Essa Comissão serve apenas para facilitar a vida de alguns políticos que vão fazer caras e bocas para as redes sociais”. Opinião do jornalista Fernando Abrucio. Desaprovação de TrumpDe tanto fazer jogo de cena, a desaprovação do presidente Donald Trump chegou a 63%, para desespero da Casa Branca. Fazendo a festaDe acordo com a imprensa internacional, muitas delegações que vieram participar da COP30 deram pouca importância para os debates técnicos e científicos. Grande parte estava interessada mesmo na culinária e também nas atrações musicais. COP30 no ParáO Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Dimas Ramalho, observa a pouca vontade dos europeus em participar da COP30, em Belém. Já que os americanos não estarão presentes, seria importante contar com as lideranças do Velho Mundo no evento.
Fundo Eleitoral
Para além de acordos e formação de grupos com vistas ao pleito eleitoral de 2026, a partir de agora, quem quiser ser candidato a qualquer cargo, precisa manter um bom entendimento com os partidos. Pela legislação atual, as siglas concentram prestígio e pelo crivo delas passa a generosa verba do Fundo Eleitoral e também o Fundo Partidário. A soma das duas resulta em uma quantia expressiva a ser gasta para financiar campanhas em todos os níveis: deputado estadual e federal, senador e governador. Esse bolo de dinheiro público também atende as campanhas presidenciais. O Fundo Eleitoral foi criado para evitar a supremacia de candidatos com posses financeiras, em detrimento de outros sem o mesmo potencial. A ideia era evitar o envolvimento de empresários e empresas nas tradicionais “ajudas” em época de campanhas, onde o dinheiro servia para turbinar representantes de setores com interesse na política. Após mais de uma década, os poderosos continuam driblando as leis, promovendo eventos eleitorais antecipados e desafiando as autoridades. Os mais ricos sempre estão à frente dos demais concorrentes a cargos públicos. Essa distorção é uma constante desde os primórdios da concepção do Brasil República, há 135 anos. Os presidentes regionais dos partidos políticos são eminências à parte nesse processo. A partir de dezembro até o período das Convenções Partidárias, amplia-se substancialmente o poder desses dirigentes, pois por eles perpassam decisões significativas, como a escolha dos candidatos e a homologação das candidaturas. Quem tem a caneta em mãos são o presidente nacional do Avante, deputado federal Luiz Tibé; deputada estadual Leninha (PT); comandante regional do PL, deputado federal Domingos Sávio; deputado federal Pinheirinho (PP); deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos); deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB); deputado federal Delegado Marcelo Freitas (União Brasil); deputado estadual Cássio Soares (PSD); e o prefeito de Conceição do Mato Dentro e presidente do PSB mineiro, Otacílio Costa Neto. Também a nível nacional, existem figuras antológicas como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o dirigente do PDT, Carlos Lupi. Ambos preferem comandar os seus feudos, sequer almejam ser candidatos ao Senado ou a deputado federal. Por certo, a mordomia compensa.
Edição 2194 – 8 a 15 de novembro de 2025

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