Apoio dos prefeitos da Grande BH é fundamental na eleição ao governo

Nos dias em torno do Carnaval acontecerão definições de nomes com a intenção de disputar o Governo de Minas. E o apoio de grupos para formação de uma aliança mais consistente se torna relevante. O desafio dos postulantes ao Palácio Tiradentes é conquistar eleitores de regiões tão antagônicas, como o denso Triângulo Mineiro e o descampado Vale do Jequitinhonha. As duas localidades possuem uma extensão territorial que poderia ser equivalente a um Estado Independente. Região Metropolitana Em verdade, os 30 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com mais de quatro milhões de eleitores, merecem uma atenção especial dos candidatos, tanto ao governo quanto também ao Senado, visto que este ano serão escolhidos dois senadores para as cadeiras atualmente ocupadas por Rodrigo Pacheco (PSD) e Carlos Viana (Podemos). Para os jornalistas da crônica política mineira, quem almeja sair na dianteira desse projeto eleitoral, carece se cercar de alianças fortes para garantir um mínimo de competitividade frente aos adversários. Conquistar o apoio de alguns prefeitos das cidades do entorno da capital é um viés positivo. Neste sentido, não se pode negar a importância de nomes como o do prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil). Ele representa uma preponderante parcela dos dois milhões de votantes no pleito que se aproxima. Já o prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), João Marcelo Dieguez (Cidadania), tem uma administração pertinente e é considerado um homem público bem avaliado. O político possui grande relevância, caso aceite subir a um palanque para defender uma candidatura majoritária, por conta da sua capilaridade junto a outros líderes municipais, inclusive perante os seus colegas prefeitos. Neste arco de nomes influentes, merece um registro especial a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Totalizando mais de 400 mil eleitores, a chefe do Executivo se gaba de nunca ter perdido uma eleição e já está no comando da cidade pela quarta vez. Seu apoio a qualquer nome em uma peleja polarizada pode fazer muita diferença. O candidato que nutrir expectativas positivas em sua aposta eleitoral não pode deixar de buscar uma aproximação com o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e seu grupo político. O município tem cerca de 300 mil eleitores e a atual administração tem sido bem avaliada, segundo as pesquisas mais recentes.
Edição 2202 – 17 a 24 de janeiro de 2026

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 17 a 24 de janeiro de 2026
Sucessão mineiraQuando a imprensa mineira informou a intenção do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia em ser candidato ao Governo de Minas, houve uma intensa movimentação. E quem mais está torcendo para esse projeto político dar certo é o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Ele tem forte influência nos bastidores do Palácio do Planalto, de onde deverá emanar a orientação do grupo político para participar da peleja deste ano em Minas Gerais. Pettersen, senador?No ano passado, era visível a euforia do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos), em sua pretensão de se tornar candidato ao Senado. No entanto, quando o seu nome foi envolvido em operações da Polícia Federal, por práticas de possíveis ilícitos, essa possibilidade foi à estaca zero. Em Governador Valadares, terra do parlamentar, o comentário do momento é: “sua excelência pode até mesmo abdicar da vida pública”. A conferir. Estratégia do MDBNo desespero para fazer aumentar sua bancada de deputados, o MDB mineiro está apostando na candidatura de Gabriel Azevedo ao Governo do Estado. Agora, o presidente da sigla, deputado federal Newton Cardoso Júnior, analisa apoiar o nome de sua própria mãe, Maria Lúcia Cardoso, para pleitear uma vaga ao Senado. Master X InterGrande parte dos mineiros desconheciam o fato de o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ser de Belo Horizonte. Após a sua derrocada, os analistas financeiros acrescentam que existem duas instituições financeiras sólidas em Minas, o Banco Mercantil e o Inter, com crescimento até na esfera internacional. Empresário poderosoTido como um dos empresários mais bem-sucedidos de nosso Estado, o poderoso presidente da Drogaria Araújo, Modesto Araújo, não tem nenhum problema de saúde, conforme insinuou a imprensa. Isso é o que sustentam pessoas próximas. Congressistas não trabalhamAo analisar o projeto do governo federal propondo a redução da jornada de trabalho do atual sistema 6×1, o historiador Marco Antônio Villa atalhou: “o impasse seria enorme, pois os parlamentares só trabalham três dias por semana. Eles, então, dão um exemplo para os funcionários da iniciativa privada”. Calor X EconomiaPara gananciosos que sempre deixaram de discutir os efeitos do clima no Brasil, uma informação do segmento científico. Esse calor registrado nos últimos dias deve se repetir todos os anos. Segundo os especialistas, a temperatura pode repercutir na própria economia, especialmente junto ao setor produtivo rural. Política em São PauloA imprensa de Brasília continua atiçando um possível projeto político do Palácio do Planalto, visando apoiar o nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, para disputar o Governo de São Paulo. De acordo com especulação dos matutinos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ficaria na coordenação de campanha do presidente Lula (PT), e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, seria candidato ao Senado. Crime organizadoJornalistas da crônica política de Brasília estão prevendo uma forte pressão de pessoas ligadas ao crime organizado, com a finalidade de desidratar os projetos de lei sobre a segurança no país. Banco e os políticosNa antessala do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), os comentários foram sobre a liquidação do Banco Master. “Só não fez um estrago ainda maior junto à classe política, pelo fato do acontecido ser levado ao conhecimento da população na véspera do início do recesso parlamentar”. Defendendo a democraciaAo assistir o discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, fazendo referência ao movimento do 8 de janeiro, o advogado João Santana sentenciou: “foi o mais equilibrado pronunciamento proferido por uma autoridade em defesa da efetiva democracia”. Venezuela e Brasil“Deixando de lado os detalhes dos problemas políticos, a recuperação da economia da Venezuela pode proporcionar inúmeros benefícios, inclusive, facilitando as exportações brasileiras para o país vizinho”, vaticina a economista Carla Beni. Esquerda e direitaCientistas políticos e formadores de opinião avaliam que no pleito eleitoral deste ano, especialmente o presidencial, haverá um debate acirrado protagonizado pela direita, elencando a segurança pública como o tema principal da campanha. Demolindo o centrão“Após a derrocada do Banco Master, o abalo político nos meandros de Brasília é cada vez mais visível. Com isso, o denominado centrão pode ser desfigurado ou até mesmo perder parte de seu protagonismo. Haverá uma desconstrução dessa muralha de poder, atuando no centro da política brasileira”. Avaliação do cientista político Ricardo Sennes, em debate na TV Cultura.
Dívidas das empresas
O cenário econômico brasileiro vem melhorando, mas os números ainda estão longe de atender plenamente aos anseios das pequenas e médias empresas, cujo segmento possui 8,7 milhões de firmas negativadas de Norte a Sul do país, somando mais de R$ 200 bilhões em dívidas atrasadas. As opiniões para explicar esse enorme “buraco” nas contas das empresas surgem de diferentes origens. Na avaliação da economista Natalie Verndl, o endividamento das micro e pequenas empresas deriva de um conjunto de fatores estruturantes, sendo o primeiro deles o alto custo do crédito. Ela aponta também a volatilidade da demanda, pois alguns pequenos negócios têm uma oscilação de vendas e sazonalidades que refletem no fluxo de caixa. Ainda baseado na opinião da economista, persiste a incerteza ocasionada pelo longo período de inflação, motivando o encarecimento dos insumos para as firmas, o que proporciona a diminuição da margem de lucro. Outro ponto que chama a atenção é à complexidade tributária, além da baixa educação financeira dos gestores dos estabelecimentos. Reduzir essa onda de endividamento seria preponderante na retomada do crescimento do Brasil, posto que as micro, pequenas e médias empresas representam 70% dos empregos formais no país. Se faltam condições para cumprir os compromissos financeiros, a situação está levando muitas empresas a dificuldades extremas. O atual vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sempre vem a público mencionar as ações para permitir a modernidade e a competitividade no setor. Porém, as falas não repercutem a realidade, afinal, nosso Parque Industrial funciona muito aquém de sua capacidade. O Poder Central deveria estabelecer uma política específica para evitar um colapso sem precedentes desse importante braço da economia. Por sua pujança e capilaridade financeira, os industriais têm muito mais capacidade de se desenvencilhar de suas demandas, ao contrário dos comerciantes que se enroscam em situações que podem minar a sua vitalidade rumo ao crescimento econômico e social. O importante é buscar diferentes atores para se engajarem nessa empreitada com a finalidade de resolver a questão, evitando o encaminhamento dos fatos rumo a uma situação sem volta
Especulações marcam os bastidores dos debates sobre o pleito deste ano

Neste período de férias do Legislativo, os assuntos referentes às eleições funcionam muito à base de especulações, até mesmo por conta do interesse do Palácio do Planalto em se inserir nos embates regionais, inclusive em Minas, onde continua o quadro de indefinição para saber qual o nome competitivo para enfrentar o projeto em curso, comandado pelo vice-governador Mateus Simões (PSD). Relativamente ao pleito ao Governo do Estado, existem fatos que merecem mais atenção do eleitor. Por exemplo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém um discurso dúbio, e cada hora indica uma direção diferente, mas nada de centralizar a sua decisão em um elo mais eloquente e de conexão com o pleito que se aproxima. Rodrigo Pacheco O mês de janeiro está quase chegando ao fim sem que a imprensa mineira seja efetivamente informada qual o projeto destinado a acolher as pretensões eleitorais do senador Rodrigo Pacheco (PSD). O parlamentar tem vociferado a pessoas próximas que em 30 dias anunciará o caminho que deve seguir. Fontes de Brasília apontam que Pacheco está analisando alguns cenários distintos. Um deles é saber da configuração da bancada de senadores, com possíveis acomodações de alguns de seus colegas em legendas diferentes. A partir desse posicionamento, haverá a sua própria resolução rumo ao pleito de 2026. Por parte da denominada centro-esquerda, referente ao certame para suceder Romeu Zema (Novo) no Palácio Tiradentes, existem comentários insinuando a possibilidade do presidente Lula (PT) abrir mão e não tentar montar um palanque forte no Estado, optando por abandonar a tese de uma aliança mais consistente. E diante destas circunstâncias, caminhar com um nome próprio do PT para disputar a peleja. Em última análise, seria o mesmo que “jogar a toalha”, pois isso tem chances de espelhar uma derrota antecipada do grupo político. Afinal, o PT mineiro sequer tem um nome com densidade popular para empreender um projeto dessa envergadura. Informações sinalizam que o grupo deve sugerir o deputado federal Rogério Correia para disputar o Governo de Minas, caso não haja associação com outras legendas. Enquanto o vice-governador Mateus Simões busca a consolidação de seu projeto político, o tema está cada vez mais eficiente nos bastidores. Agora, voltam às telas especulações sobre nomes como Aécio Neves (PSDB), Walfrido dos Mares Guia, Clésio Andrade (PSB) e Nikolas Ferreira (PL). Indefinição Especificamente em relação a Clésio Andrade, são levadas a efeito conjecturas de que o empresário está disposto a voltar a frequentar a cena eleitoral. No momento, uma decisão dele é aguardada para saber se pleiteia o Governo de Minas ou o Senado. O seu nome tem sido propalado perante muitas lideranças políticas, prefeitos e vereadores de diferentes regiões de Minas Gerais.
Edição 2201 – 10 a 17 de janeiro de 2026

Clique aqui para baixar a versão digital
Vigílias – 10 a 17 de janeiro de 2026
Caporezzo sem apoioO projeto do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) para disputar o Senado parece que perdeu densidade. Diante da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ilustre parlamentar tem sido visto pelos lados de Uberlândia todo aborrecido. Futuro de TadeuNa porta do tradicional Café Nice, a indagação é saber qual o futuro do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB). Ele pode ser candidato ao Governo de Minas ou compor chapa na qualidade de vice. Também concorrer ao Senado ou ser escolhido como Conselheiro do Tribunal de Contas. Em última análise, o badalado Tadeuzinho pode deixar tudo como está e apostar em mais uma reeleição como parlamentar.Comentário único: Fontes próximas garantem que o caminho do presidente da ALMG deverá ser delineado após o Carnaval. Domingos SávioO poderoso político que comandava grande parte do eleitorado do Oeste mineiro, deputado federal Domingos Sávio, atual presidente do PL estadual, tem sentido na pele o crescimento de outras lideranças, especialmente em Divinópolis. Por lá, o rei dos votos agora é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Prefeita indecisaTem cerca de um ano que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), aceita discutir temas relacionados às eleições de 2026. No entanto, ainda permanece indecisa sobre a possibilidade de ser candidata ao Senado. Informações apontam que a chefe do Executivo estaria com dificuldade de chegar a um acordo com o seu vice-prefeito, Ricardo Faria. Ufa. Gostando do poderAdministrando a Prefeitura de Belo Horizonte por mais um período, o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Lopes (Podemos), confessa aos amigos que tem tomado gosto pelo poder. Cuidado, gente. João MagalhãesJornalistas estão de olho na atuação do deputado e líder do Governo na Assembleia, João Magalhães (MDB). Por exemplo, analisam o comprometimento dele para conseguir aprovação de projetos complicados, como a venda da Copasa, entre outros temas polêmicos que foram votados com facilidade por seus pares. MDB mineiroSegundo comentários nos bastidores do Legislativo mineiro, o deputado federal e presidente estadual do MDB, Newton Cardoso Júnior, estaria pronto para usar a pré-candidatura ao Governo de Minas de Gabriel Azevedo, como uma moeda de troca. Em momento oportuno, afastaria seu filiado desse projeto e caminharia para uma negociação maior, em função de projetos procedentes de Brasília. A ver. Futuro dos venezuelanosA intervenção norte-americana na Venezuela agravou a situação dos venezuelanos espalhados pelo mundo afora. Afinal, qual o futuro desses peregrinos? Poderoso JoesleyTão logo aconteceu a prisão do venezuelano Nicolás Maduro, surgiu um comentário do possível envolvimento do empresário brasileiro Joesley Batista no episódio que culminou com a deposição do ex-presidente. Nas negociações do Brasil com os Estados Unidos por conta do tarifaço, também houve a presença do megaempresário. O homem se tornou um porta-voz dos poderosos na América do Sul. Sem apoio de BrasíliaJornalistas da crônica política de Brasília comentam que dificilmente o presidente Lula terá espaço para bancar uma candidatura ao Governo de Minas, diante do afastamento do seu nome preferido, o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Para os comunicadores, o Planalto já teria feito a sua escolha se estivesse empenhado no tema. Jarbas SoaresNinguém mais sequer menciona o nome do ex-Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares, como uma das opções ao Governo de Minas. É aquela velha máxima: “Rei posto, Rei morto”. Que crueldade. Política internacionalÉ de extrema indecisão e futuro incerto a situação em Caracas, capital da Venezuela. Para analistas internacionais, falam apenas em continuidade do poder, mas a palavra democracia passa longe das discussões locais. China/Estados UnidosEnquanto os Estados Unidos brigam para ter o monopólio do petróleo venezuelano, a China vai ampliando o seu potencial de uso de energia renovável, ficando cada vez menos dependente dos combustíveis fósseis. Eleições no Brasil“Com minha experiência de comunicadora internacional, tenho a impressão de que o presidente Donald Trump irá se movimentar para implementar interferências nas eleições do Brasil em 2026”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello.
Zema X Simões
O governador Romeu Zema (Novo) tem ensaiado a possibilidade de transferir a sua administração para Mateus Simões (PSD), com a finalidade de facilitar o encaminhamento do projeto eleitoral de seu vice, declaradamente pré-candidato ao Governo de Minas. As informações nesse sentido circulam nos meios políticos desde o ano passado. Se o assunto procede, seria oportuno levá-lo a efeito com brevidade, porque parece haver uma gestão dupla, onde determinados temas são tratados com orientações antagônicas. A decisão sobre a transferência estaria sendo postergada em função da necessidade de um ajuste do projeto de Zema. Ele pretende transferir o mando administrativo, desde que um lugar na agenda política nacional esteja reservado para o governador dos mineiros. Essa discussão provoca incertezas e atrapalha os investimentos em setores estratégicos de Minas, especialmente na infraestrutura, saúde e educação. São projetos que estão saindo da gaveta neste ano de eleição, mas enfim, terá a assinatura de qual dos dois mandatários? Atrelar os acontecimentos da política estadual ao interesse de Romeu Zema em se tornar um nome palatável para disputar à Presidência da República, transcende aos preceitos básicos de quem no momento sequer sabe o que irá acontecer em outubro deste ano, quiçá atender às duas demandas ao mesmo tempo: uma possível vitória de Simões ao Governo de Minas e também a sua atuação rumo ao Palácio do Planalto. De acordo com as últimas pesquisas, Zema não tem sido uma opção preferida e aparece sempre na rabeira entre nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Júnior (PSD). Embora digam o contrário, os funcionários públicos de Minas estão de olhares enviesados para Zema, especialmente os da segurança pública, incluindo policiais civis e agentes penitenciários. Tendo como referência as constantes falas do deputado estadual Sargento Rodrigues (PL), quando chegar a hora certa a “tropa” vai demonstrar ao governo o seu elevado grau de insatisfação. O parlamentar sempre foi eleito com apoio dos representantes desse setor de nosso Estado. Em consequência dessa realidade, quem almeja ter apoio e voto desses barnabés de farda, carece antes rezar a cartilha deles para não haver decepção eleitoral após o pleito ao Governo de Minas neste ano.
Deputado Fabiano Cazeca defende mais flexibilidade nos consórcios

O deputado federal Fabiano Cazeca (PRD) anunciou que pretende apresentar à Câmara dos Deputados um projeto para atualizar a Lei nº 11.795/2008, que regulamenta o sistema de consórcios no Brasil. Segundo o parlamentar, o objetivo é modernizar pontos específicos da legislação, considerada eficiente, mas que precisa de ajustes para refletir melhor a realidade atual dos consorciados e administradoras. “A lei do consórcio já é uma lei moderna, porque foi feita por nós do sistema de consórcio, por meio da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). Mas ela já tem alguns anos e precisa passar por atualizações”, afirmou. Entre as principais alterações que o deputado pretende propor está a flexibilização no uso da carta de crédito. Atualmente, a lei limita o uso do crédito ao segmento originalmente contratado – automotivo, imobiliário, eletroeletrônicos ou de serviços. Na avaliação de Cazeca, essa regra deve ser revista. “Nós temos quatro segmentos no sistema de consórcio. Hoje, o consorciado só pode comprar dentro do mesmo segmento. Penso que isso deve ser liberado”, explicou. Ele cita o caso que aconteceu no Maranhão para ilustrar a necessidade de mudança. “Um cliente tinha um consórcio de caminhão, foi contemplado, mas perdeu a casa em uma enchente. Quis usar o crédito para comprar um imóvel, mas a lei não permite. E a garantia de uma casa é até melhor para o grupo”. O deputado defende que a proposta trará mais liberdade e segurança aos participantes do sistema sem comprometer o equilíbrio financeiro dos grupos de consórcio. “A lei é boa e precisa apenas de pequenas correções. Estou analisando os reflexos para não criar distorções. Às vezes algo parece positivo, mas pode ter efeito contrário. Quero entregar um texto responsável”, declarou. Apesar de reconhecer a necessidade de atualização, Cazeca enfatiza que o setor é bem regulado e fiscalizado, o que reforça a solidez do modelo. “Quando o Banco Central assumiu, havia mais de 560 empresas, hoje são 131. A autoridade monetária é bem rígida com as administradoras e isso garante segurança para o consumidor”. A Lei dos Consórcios, sancionada em 2008, estabeleceu regras para o funcionamento das administradoras e a proteção dos consumidores. Para Cazeca, a atualização é um passo natural. “Não é uma reforma ampla, mas uma modernização necessária para acompanhar os tempos e atender melhor quem participa dos consórcios”, concluiu.
Mares Guia pode ser a novidade na eleição ao Governo de Minas

Fontes de Brasília mencionam ser cada vez mais iminente o acordo que está sendo alinhavado pelo grupo político do vice-governador Mateus Simões (PSD) e os bolsonaristas, tendo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) como um dos interessados no assunto. Informações da capital federal garantem que o tema envolveria a indicação de um nome para disputar uma das vagas ao Senado, cuja escolha deveria ser do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que continua muito próximo dos grupos políticos de Minas. Toda essa movimentação acontece por conta da falta de ação do presidente Lula (PT). Desde dezembro passado, a sucessão mineira foi jogada para escanteio pelo Palácio do Planalto. Setores governistas ainda acreditam na possibilidade do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ser convencido a aceitar o desafio de participar do jogo eleitoral rumo ao Palácio Tiradentes. Ele próprio tem comentado pouco sobre as suas decisões. Tudo se trata apenas de informações de bastidores, pois o parlamentar não parece muito entusiasmado com esse projeto. Simões embalado O projeto estratégico consistente em um plano de governo do pré-candidato Mateus Simões continua sendo elaborado. Pessoas de seu convívio consideram que até agora ele tem falado sobre sua postura de candidato com lideranças e grupos parlamentares distintos. No entanto, tende a mudar o tom da conversa em meados de março e caminhar para um rumo concreto, com metas a serem entabuladas em suas peças de campanha, quando a lei permitir. Quem teve a oportunidade de dialogar com o político percebeu uma forte pretensão de fazer uma campanha unindo muitas lideranças. O ano de 2026 começa com alguns nomes pré-lançados ao Governo de Minas, mas sem muita capacidade de convencimento. Por exemplo, quais grupos irão apoiar o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT)? Isoladamente, seu partido teria força para desobstruir os obstáculos de uma campanha ao Governo de Minas? Por seu turno, o nome do ex-presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (MDB), até o momento não empolgou sequer os jovens, cujo político imagina ter um bom respaldo, contudo, isso não se verificou positivamente. Semana passada, a imprensa mencionou o ex-ministro e ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia como trunfo nesse pleito para figurar na lista de interessados pela sucessão de Zema. O nome dele já teria sido levado diretamente ao presidente Lula, caso o senador Pacheco resolva sair do páreo na corrida à peleja estadual deste ano.