Em tempos de avanço tecnológico e modernidade estamos assistindo ao crescimento de atos de insanidade e violência. Ainda nesta semana, as redes sociais mostraram a agressão sofrida por um idoso ao sair de um bar na região da Pampulha, um ato de selvageria assistido por algumas pessoas, inclusive pela acompanhante do agressor. Depois de chutar por várias vezes a cabeça do cidadão caído, o valentão ainda saiu se vangloriando. O fato foi registrado por uma câmera de segurança cuja única proteção que oferece é poder identificar o autor, fato que está sendo investigado pela polícia. A cidade está repleta desses equipamentos. São milhares de câmeras instaladas em postes, paredes, portões e algumas com ligações diretas à Polícia Militar. Mas nem isso intimida os valentões. Crimes e mais crimes são registrados. Desde pequenos furtos a agressões violentas como a relatada nas imediações do Bairro Ouro Preto.
A população cobra mais segurança e o tema é um dos pilares da campanha presidencial. Mas o que fazer para tentar reduzir a ação da bandidagem? As próprias câmeras já são uma providência. Mas não pode parar por aí. O complemento exige uma resposta rápida da Polícia Militar ou da Guarda Municipal para coibir a violência. Não adianta gravar e ficar só no procedimento investigativo.
Precisamos de ter um programa mais completo. Fazer com que esses equipamentos estejam conectados ao sistema das polícias para uma ação imediata. Precisamos de recursos tecnológicos, humanos e de transporte. Nossas polícias precisam estar mais equipadas e treinadas. A segurança só se faz com a presença do policial junto à comunidade.
Em Belo Horizonte, existem diversos trailers da Polícia Militar em pontos estratégicos dos bairros para o atendimento à população. Mas seria interessante que ali também tivesse uma ou duas viaturas para a rapidez no atendimento de um caso.
O governo federal anuncia que fez a sua parte e busca a aprovação para fazer mais, como a liberação de recursos e o aumento das penalidades. O outro lado cobra mais e fala do aumento de feminicídios. A fiscalização, nesse caso, é dos estados e municípios. Não cabe ao governo federal enviar o Exército, a Marinha ou a Aeronáutica para policiar as cidades. Cabe ao governo do Estado, agora com novo governador, colocar a Polícia Militar na rua. E o prefeito, a Guarda Municipal para cuidar, principalmente, do patrimônio público.
A coligação vencedora das eleições para o Congresso também tem suas dúvidas sobre o assunto. Cobram segurança, querem armar a população e alguns nem acreditam em feminicídio, como uma “paraquedista” eleita por São Paulo com estrondosa votação. É justamente em alguns desses novos eleitos que aparecem as maiores aberrações. Parece que o inferno está apenas começando.
Pitaco 1: Em cópia de mensagens do telefone de Vorcaro, conversa com o ministro Kassio Nunes Marques que queria um quarto com cinco garotas. “Véio, né? Sarado não, mas é tarado”.
Pitaco 2: Tiririca perdeu a eleição em seu próprio estado, o Ceará. Mas disse que seus eleitores não chegaram às urnas porque houve engarrafamento de jegues. Alguns acharam que era piada.
Pitaco 3: Nunca é tarde para repetir. Pense bem na hora de votar. Reflita nas propostas de cada um. Votar é um ato democrático.