Alimentação para quem precisa

Quem vive na Zona Sul da capital, certamente desconhece a importância do Banco de Alimentos da Prefeitura de Belo Horizonte, cujo objetivo é reduzir a insegurança alimentar da população em situação de vulnerabilidade social. Segundo os dados oficiais, entre abril e agosto deste ano, foram recebidas 50,4 toneladas de doações. Desse total, 19.281,45 quilos do Programa de Aquisição de Alimentos foram direcionados a 25 instituições, que atendem 4.931 pessoas por semana.

A coordenadora do Banco de Alimentos, Isabella Sena de Almeida, informa que, atualmente, 40 instituições estão cadastradas como beneficiárias. Segundo ela, esse número permite complementar mais de 2,7 milhões de refeições por ano. Semanalmente, cerca de 10 mil pessoas são favorecidas. Além das instituições, a coordenadora acrescenta que os restaurantes populares receberam, no mesmo período, 31.348 quilos de alimentos da agricultura familiar. Os produtos são utilizados na preparação das refeições servidas à população nos quatro restaurantes populares, que oferecem 9 mil refeições por dia.

Para tocar esse projeto em frente são estabelecidas parcerias significativas, especialmente com as redes de supermercados, sacolões, grandes restaurantes e outros doadores constantes. Também existe uma conexão do Banco de Alimentos com agricultores do programa Agricultura Familiar. Cerca de 40 variedades de alimentos vêm especialmente de produtores da Região Metropolitana, como Belo Vale, Brumadinho, Caeté, Catas Altas da Noruega, Inhaúma, Jequitibá, Mário Campos, Matozinhos, Piedade dos Gerais, Santa Bárbara, São Joaquim de Bicas e Sete Lagoas.

Quando a Prefeitura efetua a compra direta dos agricultores familiares, cabe ao governo federal proporcionar diretamente o pagamento pelos alimentos adquiridos. Isso tem ajudado na manutenção regular do sistema, permitindo a coesão entre os pequenos proprietários rurais dos municípios em torno da capital mineira.

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