Edição 2181 – 9 a 16 de agosto de 2025

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Vigílias – 9 a 16 de agosto de 2025
Governador ou senador?Amigos do secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos), negam que o político tenha projeto para disputar o Executivo mineiro, como chegou a ser mencionado pela Justiça. Pessoas próximas dizem que o trabalho de Aro é focado na disputa ao Senado. Município de IbiritéNos corredores da Assembleia Legislativa, comenta-se que com a chegada do prefeito de Ibirité, Dinis Pinheiro, uma das possibilidades é que o processo de regularização imobiliária no município seja mais rápido. Ainda existem conflitos nesse segmento. Política em UberlândiaEm Uberlândia, as conversas de bastidores são sobre negócios e também investimentos públicos. No tangente à política, permanece a informação indicando haver uma simbiose nos projetos eleitorais de 2026, entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-prefeito Odelmo Leão (PP). A ver. Crédito do BDMGRelativamente à linha de crédito disponibilizada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço americano, consta que os documentos exigidos podem dificultar a liberação dos valores no primeiro momento. Políticos sem prestígioNão chegou a ser surpresa, mas apenas constatação. Semana passada, o Datafolha difundiu uma pesquisa apontando que 41% dos brasileiros consideram a atuação do Congresso Nacional como ruim ou péssima. O grau de insatisfação com os políticos está em estado de dissolução. Apostando no caosNa avaliação da crônica política de Brasília, os parlamentares bolsonaristas não almejam qualquer votação de projetos importantes. Eles apostam em um verdadeiro confronto para incrementar bandeiras da direita radical, se possível, destituindo o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Fazendo chantagemA jornalista Ana Flor vaticina que o Congresso Nacional está em um ano de baixa produtividade. “Os parlamentares não querem trabalhar com afinco e preferem verbalizar assertivas com viés de chantagem”. Ufa. Sonho do pastorÉ cada vez maior o número de deputados e senadores ligados às Igrejas Evangélicas no Brasil. Matemáticos da política brasileira acreditam na possível incursão do pastor Silas Malafaia como candidato à Presidência da República, com apoio da direita mais conservadora. Perfil conservadorObservadores dos meandros do judiciário brasileiro constatam a atuação conservadora de Alexandre de Moraes, mas também remontam o mesmo viés do ministro desde a época em que era promotor de justiça em São Paulo. Planalto frustradoPara o experiente jornalista Gerson Camarotti, existe uma certa frustração de Lula e sua equipe. “Esperavam que os problemas ocasionados pelo tarifaço americano pudessem ser favoráveis à popularidade do presidente. O Planalto ficou de humor azedo”, garante. Minério para a ChinaEm debate na TV Cultura, o advogado João Santana advertiu: “embora a China esteja comprando 80% do minério do Brasil, os chineses estão concluindo um processo para extração de minério de ferro na África, com capacidade de superar o nosso produto”. COP 30 em BelémNos meandros econômicos, um assunto complicado é o exagerado preço das diárias nos hotéis em Belém, no Pará, durante a realização da COP 30. É bem possível que esteja havendo uma pressão de grupos hoteleiros para implementar essa alta nos valores. Tarifaço impopularPesquisas indicam a desaprovação da decisão do presidente Donald Trump, quanto a taxação de 50% dos produtos do Brasil. O assunto é rejeitado por 89% dos entrevistados. Neste caso, quem estiver do lado dessa derrocada contra a economia brasileira pode perder popularidade. Velho OesteUma piada começou a circular nas redes sociais com a seguinte mensagem. “O presidente Trump está agindo como se estivesse atuando em um filme do Velho Oeste, onde apenas a truculência vencia”. Política em BHSemanalmente, o prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), muda os seus auxiliares diretos. Em breve, não restará ninguém da equipe nomeada na época de Fuad Noman. Vereadores candidatosSegundo a assessoria do vereador Bruno Miranda (PDT), o líder do Governo na Câmara Municipal deve ser candidato a deputado estadual, ao lado de nomes como Fernanda Altoé (Novo) e Juliano Lopes (Podemos). Já Bráulio Lara (Novo) almeja buscar uma vaga na Câmara Federal. Sucessão estadualNos corredores do Legislativo mineiro, comenta-se sobre a possibilidade do governador Romeu Zema (Novo) se licenciar do cargo, ainda em dezembro deste ano, para começar o seu projeto político.
Não a “direita” e não a “esquerda”
As consequências do tarifaço nas exportações de produtos e serviços do Brasil para os Estados Unidos trouxeram um período de inquietação ao segmento industrial nacional. Os reflexos dessa realidade vão impactar negativamente a economia brasileira, através da redução no número de empregos, além da dificuldade de realocar as mercadorias na direção de outros países compradores. O ideal é minimizar a crise estabelecida entre as duas nações, independente dos motivos e do viés político. Uma vez sanadas as divergências, as razões dessa insana e desnecessária incursão norte-americana serão esclarecidas pela história. No calor dessa escalada de narrativas fica difícil saber quem tem razão, mas não é certo alguns políticos brasileiros agirem contra os interesses nacionais, inclusive, colocando a nossa soberania em risco. Apesar de reconhecer a importância dos EUA no atinente à economia, o presidente Donald Trump tem acionado dispositivos com o objetivo explícito de tentar colocar de joelhos qualquer país. Quando se denota resistência, logo acontecem ameaças e retaliações. Nos capítulos finais desse epílogo não há como deixar de mencionar alguns nomes de personagens, a começar pela figura do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), perpassando pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, destacando como protagonistas principais os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o filme embaralha as mentes de nossa população, a geopolítica vai dominando o roteiro sem um final feliz, onde os dois lados podem sair perdendo pela falta de habilidade dos homens públicos. Ao invés dos dirigentes se aterem aos quadrantes de terras nacionais, propalam dilemas por outras nações, como se as lideranças não fossem capazes de dirimir os problemas e demandas internas na política e economia. Essa polarização política entre “direita” e “esquerda” em nada contribui para o devido e exponencial desenvolvimento de nosso Brasil. Pelo contrário, tem servido para disseminar o ódio entre as pessoas.
Alguns prefeitos são mencionados para as eleições do próximo ano

Entre os seletos homens públicos com destaque pelo Brasil afora, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), ouviu algo que chamou a atenção. Um interlocutor fez uma análise da política nacional, tendo em vista o pleito de 2026, e teceu o seguinte comentário: “Damião, certamente, não topa deixar o cargo para disputar um posto majoritário. Então, veja a possibilidade de incentivar uma possível candidatura do prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), ao Senado. Ele é avaliado positivamente por mais de 90% da população local e tem um bom relacionamento com as lideranças de seu município. Também possui excelente convivência com o grupo de parlamentares, especialmente os estaduais”. Outras lideranças Na lista de personalidades mineiras em evidência, acrescenta-se o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Com apoio do grupo político local, sagrou-se titular do cargo na primeira etapa do pleito e é um nome respeitado por autoridades de Minas e do Brasil. Ninguém sabe se Paulo Sérgio teria interesse em deixar o comando do município para tentar uma eventual disputa no próximo ano. Marília, uma incógnita O nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), estava constantemente na imprensa por conta de seus supostos projetos rumo a uma incursão mais alta. Citada para disputar o Governo do Estado, depois lembrada para preencher a vaga de senadora ou até mesmo vice-governadora, em uma eventual chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, o segundo semestre começa mais lento em relação ao posicionamento de Marília para as demandas eleitorais. Ela não antecipa o seu projeto, mas amigos próximos avaliam que se dependesse somente da vontade dela, permaneceria na função de prefeita. Por outro lado, também há os anseios da cúpula nacional do PT. Interlocutores do Edição do Brasil garantem ter havido uma reunião, no mês passado, entre o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Em uma conversa franca, o resultado seria: foi reeleita para cumprir o mandato até o fim.
Edição 2180 – 2 a 9 de agosto de 2025

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