Faltando alguns dias para as eleições presidenciais, o Brasil vai se tornando um território dividido por intenções de voto, sobretudo por parte dos dois principais candidatos. Estamos vivendo um clima de clássico de futebol, Cruzeiro x Atlético, Fla x Flu ou Grêmio x Inter. Uma disputa que envolve cores e ideologias, mas que consegue esquecer o bem do país. Como já disse em outras oportunidades, nós contra eles.
Apesar de já ter minhas convicções e a minha preferência eleitoral, aproveitei esta semana para conhecer um pouco mais das ações daqueles que disputam o pleito nos variados cargos. E olha que foi uma missão difícil. Um pouco divertida e até assustadora. O tal programa eleitoral gratuito de rádio e televisão é um show de horrores. Desde a apresentação dos candidatos, até os planos de governo. Demonstram total desconhecimento da função exercida por cada um na pirâmide política. Querem decretar castração química, oferecer segurança, armas, criar bomba atômica e até soltar quem está cumprindo pena. Educação, saúde e transporte, ou mesmo uma melhor qualidade de vida fica para segundo plano. Se der, bem.
Mas também é um tempo bom para fazermos um balanço. Precisamos de mudança? Mudar é bom, mas temos que saber: mudar o quê? O que está errado em relação ao governo federal? O leitor pode achar que tudo, mas vamos lá.
Sobre o transporte. O transporte público é de competência do município. Existe também a responsabilidade com o transporte nas estradas e nem todas são federais, a maioria é municipal.
E a saúde? O atendimento médico da população precisa melhorar? Sim. Mas cobrar de quem? Onde é federal, estadual ou municipal? Os postos de saúde são de responsabilidade do município. Recebem ajuda federal por conta do SUS. E o atendimento é bom? O que pode melhorar? Onde entra o Estado nisso?
E com relação à alimentação? Os preços? Visivelmente estão pela hora da morte. Mas onde entra o governo? Até onde vai a má intenção dos empresários e comerciantes? Como a batata que é vendida em um lugar a R$ 9 o quilo, pode ser encontrada em outro a R$ 1,90? E assim acontece com outros gêneros de primeira necessidade. A população tem o direito de entrar em um supermercado e ver na prateleira o arroz com preços variados. Não somente as marcas mais caras, e isso se aplica a todos os produtos. Existem redes de supermercados que optam por produtos de melhor qualidade, mais caros, de marca. Mas é preciso ofertar o mesmo produto com preços menores. Isso faz bem para a economia e faz bem para o povo. Lembram-se do caso da picanha? Existem diferenças na qualidade. Aí existem diferenças no preço. Não pode é “cartelizar” a picanha com intenções políticas.
Os produtos agrícolas entram na mesma ciranda. Por que não fazer um pacto para tratar da alimentação do povo brasileiro? O desperdício de alimentos no Brasil é escandaloso. Todos os anos, milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo ao longo de toda a cadeia de produção, isso em um país onde cerca de 64 milhões de pessoas têm acesso restrito à comida, segundo dados do IBGE. Tem que haver uma negociação de preços, ao invés de simplesmente jogar a produção fora, como estamos cansados de assistir acontecendo com frutas, verduras, leite e outros produtos.
Assim é preciso que, antes de exercer o seu direito democrático de voto, conhecer as propostas dos seus candidatos. Ainda resta um tempinho para pesquisar antes de votar. Depois não reclamem quando falam que no Brasil, traficante fica viciado, marcha evangélica tem bandeira de Israel e que fazem suruba no Madame Satã, cruzes!
Pitaco 1: A situação das pessoas nos Estados Unidos não parece nada com o que o Trump tem falado. Filmes policiais na TV começam a mostrar a vida da população de rua em cidades como Los Angeles, Boston e até Nova York.
Pitaco 2: Por outro lado, depois das bets, o futebol americano vai ganhando espaço na TV brasileira. Até o jogo amistoso de equipes da liga daquele país está acontecendo por aqui.
Pitaco 3: Está rodando nas mídias sociais a publicidade de uma financeira oferecendo crédito consignado e pessoal aos interessados. Até aí, tudo normal. Só não é normal o fato de o garoto propaganda ser o prefeito de BH, Álvaro Damião. A empresa tem o sugestivo nome de Empresta.