A Marinha do Brasil (MB) é uma das nossas três Forças Armadas, a guarda costeira e autoridade marítima. E continua imperial por sua incontestável importância no século 19. A Marinha Imperial foi organizada por meio da Marinha portuguesa com influência da Marinha Real britânica, e em 1870 chegou a ser a 5ª maior do mundo. A Armada Imperial Brasileira foi a 3ª mais poderosa Marinha de Guerra do mundo e, junto com a Marinha Mercante do Império, representava a 2ª Marinha do mundo. Aí veio a República!
Pois bem! O objetivo desta homenagem é discorrer da Marinha em Minas Gerais, um estado protegido por montanhas e longe do litoral, mas opulento em águas fluviais e que teve no Rio da Integração Nacional, o São Francisco, grande destaque. Em 1957, foi represado na cidade de Três Marias o imenso lago: “O Mar Doce de Minas”, inaugurado em 1962. Já o de Furnas, no Rio Grande, o “Mar de Minas”, de 1961, é a maior caixa d’água do Brasil.
Muitos continuam perguntando: “Uai! Marinha em Minas? Por quê?”
Sim. Porque a segurança da navegação em rios e lagos é necessária e imperiosa também longe do oceano. Por isso, foi criada em 11 de dezembro de 1926, pelo mineiro e presidente Arthur Bernardes, a Capitania dos Portos de Minas Gerais, com sede em Pirapora, posição privilegiada às margens do Velho Chico, onde circula grande número de pessoas e mercadorias com movimento intenso de navegação fluvial e ligações entre comunidades, e que cresce a cada dia. Sua presença no estado é de grande valia e representa um papel capital na segurança e regulação da navegação nas águas mineiras, além de prevenir a poluição, preservar a natureza e garantir a segurança de quem as utiliza. Hoje, a Capitania, com sede em BH, além de Pirapora, está presente com Delegacias Fluviais em Furnas e Uberaba, no Triângulo, região poderosa no setor hídrico e que cresce a cada dia na navegação comercial e de lazer. Portanto, a Marinha em Minas tem nos rendido estabilidade e segurança para as comunidades em torno das regiões hídricas e para aqueles que geram a economia por meio da navegação. Para que possa fazer um trabalho cada vez mais elevado, a Capitania mineira, entre as funções de fiscalização e orientação, forma e treina marinheiros, apresentando-nos operações de navegação conduzidas por profissionais qualificados, diminuindo o risco de acidentes e aumentando a sustentabilidade.
O atual comandante da Capitania dos Portos de Minas Gerais é o Capitão de Mar e Guerra Alessandro de Paula Lima, destacado e competente oficial à altura de seu cargo, que nos transmite confiança e prosperidade à navegação no estado. O aguerrido Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, é o patrono da Marinha brasileira. Um almirante herói da independência.
Nas comemorações dos 100 anos, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), presidente e professor Antônio Marcos Nohmi, que pronunciou distintas falas, fez uma bela homenagem à nossa Capitania dos Portos, com a presença de vários de seus integrantes, como o comandante Alessandro, o comandante da Aeronáutica em Minas, brigadeiro do ar Jorge Marcelo Martins da Silva, o presidente da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar/MG), Paulo Roberto Cardoso, autoridades e gente da sociedade.
Em nome do IHGMG, o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant pronunciou bela oração, e o associado Capitão de Mar e Guerra da reserva Sílvio Aderne apresentou a história e as instruções da Marinha do Brasil, e da presença dela em Minas. Outras comemorações estão sendo programadas com real relevância: Pirapora, Automóvel Clube MG e na sede em BH.
Nossos aplausos, respeito e admiração pela Marinha do Brasil e pela mais do que importante presença da Capitania dos Portos em solo mineiro. Viva!