Home > Vigílias > Vigílias

Vigílias

Assembleia, ontem e hoje
Tudo certo para que o experiente deputado Agostinho Patrus Filho, do Partido Verde, seja sacramentado presidente da Assembleia, no dia 1º de fevereiro, o mesmo posto ocupado por seu pai, durante 4 anos.
Cena um. A expectativa é de que a Casa, sob o comando de Patrus, tenha ares de democracia ao estilo do passado, quando o seu progenitor administrava a presidência de portas abertas e fácil acesso para as pessoas.
Cena dois. Em verdade, nos últimos 4 anos, a imprensa, em geral, não teve a tradicional convivência com a atual presidência. Era sempre respeitada, porém, mantida a distância.
Cena final. Cada presidente da Assembleia tem seu estilo próprio. Por parte da imprensa, fica o registro desta coluna: o segmento de comunicação mineiro nutre a expectativa de dias mais harmoniosos com a Casa.

Sem trégua
Quem é do meio, sabe: o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda (MDB), não descansará até que o repasses das verbas do Governo do Estado às prefeituras sejam normalizados. Ele estaria jogando duro pelo direito desse pagamento. Também se posiciona como candidato à reeleição ao posto já que, em maio, haverá eleição na AMM. Por enquanto, a popularidade do prefeito de Moema e atual dirigente é de 90% entre os associados.

Penido não
A coluna não conseguiu confirmar a informação de bastidores sobre a possibilidade do prefeito de Nova Lima, Vitor Penido (DEM), ser um possível candidato ao posto de presidente da influente AMM.

Prestígio dos ruralistas
Na avaliação da jornalista global Cristiana Lôbo, a bancada ruralista no Congresso Nacional nunca teve tanto espaço no governo federal como agora na era da administração do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Política em Uberlândia
Considerado um político de proa em Minas, o ex-deputado federal, ex-secretário da Agricultura e prefeito por várias vezes de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), no momento, está completamente hibernado em seu município. Desde as últimas eleições, quando sua esposa Ana Paula Junqueira (PP) perdeu a disputa para Câmara Federal, o homem está mais “azedo” do que nunca. Cruz credo, gente.

Adeus Fortaleza
A onda de violência que assola Fortaleza (CE) fez desaparecer 90% dos turistas que, tradicionalmente, lotam a cidade nesta época do ano. Analisando este cenário, o filósofo paulistano Luiz Felipe Pondé declarou: “Quem vai para lá busca adrenalina, mas não chega a tanto. As cenas atuais são fortíssimas”. O professor também chama atenção para outro fato: se as ações dos bandidos espalharem para as demais cidades da região, será o caos, já que trata-se de uma imensa orla que vive da indústria do turismo recebendo, inclusive, pessoas do mundo inteiro.

Pressão do Sarney
Recentemente o professor da PUC Minas José Alfredo Baracho Filho, em entrevista à TV Assembleia, comentou sobre os 30 anos da Constituição Brasileira, editada em 1988. Na avaliação do professor de Direito Constitucional, na época, seria implantado o parlamentarismo no Brasil. Isso só não aconteceu por pressão do então presidente da República José Sarney (DEM), que usou de “todos” os meios para pressionar os membros do Congresso Nacional.

Perguntar não ofende
Uma pergunta está ar: Quem deu a ordem para que os policiais fizessem o cordão de isolamento, semana passada, no Palácio Tiradentes, evitando que os prefeitos tivessem acesso ao gabinete do governador?
Cana única – Segundo as apostas, uma coisa parece certa, dificilmente essa tenha sido uma atitude vinda direta do governador Romeu Zema (Novo).

Insegurança nacional
“Além dos Estados Unidos, poucos países desenvolvidos autorizam o uso de armas de fogo legalmente. De modo que essa posição do governo federal em liberar as armas para pessoas comuns pode surtir efeito contrário, ou seja, agravar ainda mais a insegurança nacional”, vaticinou, recentemente, a jornalista do jornal Estado de São Paulo Sônia Racy, durante debate em uma rede de TV. Assunto polêmico.

Desarmados
“Não passa de meia dúzia, os países democráticos do mundo que autorizam o pleno uso das armas de fogo e, por lá, a violência não diminuiu”, opinião do reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares José Vicente, de São Paulo, em debate público recentemente.

Aplausos para o Mercosul
As incursões da diplomacia brasileira com a finalidade de oferecer mais substâncias jurídicas, abrindo as portas para realização de mais transações comerciais com os países vizinhos recebem aplausos de muita gente, inclusive do historiador Leandro Karnal, um velho estudioso sobre o assunto. Ele é categórico: “O Brasil tem de liderar esse movimento de fortalecimento do Mercosul, até pela sua posição geográfica e demográfica”, avaliou.

Alberto, o consultor?
Em seu escritório particular na Região Sul de BH, o ex-governador Alberto Pinto Coelho é visitado diariamente por políticos, correligionários e jornalistas. Todos buscam resposta para a mesma questão: qual o caminho a ser trilhado neste momento de crise, tanto no governo de Minas, quanto nas prefeituras? Ou seja, o ex-titular do Palácio da Liberdade não tem como fugir do cargo de consultor informal dos amigos.

Garoto Chicago
Sobre as decisões nitidamente liberais do novo ministro da Economia, Paulo Guedes, o economista e cientista político Ricardo Sennes não se conteve e soltou: “O ministro não foge de sua origem de ex-aluno das escolas conservadoras dos EUA. Não por outro motivo, seu apelido é ‘Garoto Chicago’”.

Dinis, o retorno
Depois de um tempo refletindo sobre seu futuro, o ex-presidente da Assembleia Dinis Pinheiro (SOD) promete, segundo amigos, voltar a circular nos meios políticos em breve. “Basta ver que ele foi candidato ao Senado com mais de 3 milhões de votos, isso é um tesouro político valioso”, analisa um parceiro político.

Bolsonaro em Davos
A professora de Direito Internacional da USP Maristela Basso, ao analisar o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em Davos, pontuou: “Abusou das frases bonitas e de efeitos, mas extremamente superficiais”. Para a mestre, o presidente não convenceu a comunidade internacional porque não levou nada de concreto, inclusive, citou reformas estruturantes, mas sem detalhar nada sobre o assunto.

100 dias
Com relação ao pronunciamento do ministro Onyx Lorenzoni (DEM), em suas previsões para os 100 primeiros dias de governo, a economista Ana Clara Fonseca não perdoou: foi uma fala lúdica. “O ministro não fez a menor referência às reformas importantes, como da previdência, econômica e administrativa. Estão brincando com coisa séria”, criticou a economista, debatendo o tema na TV.

Sucessão de Kalil
No final do ano passado, circulavam informações de que o secretário de obras da PBH Josué Valadão poderia ser o candidato a vice-prefeito, em uma eventual reeleição do atual prefeito Alexandre Kalil (PHS).
Cena única. Agora, o nome mais cogitado para o concorrido posto seria o do secretário da Fazenda, Fuad Noman.

Nomes de peso
Além do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), em Brasília, existe um time de mineiros que podem ajudar nosso Estado. Eles estão em cargos estratégicos do segundo escalão do governo Bolsonaro (PSL), o ex-presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno (PV), os ex-deputados Leonardo Quintão (MDB), Carlos Melles (DEM) e Marcos Montes (PSD).

Pesadelo Flávio Bolsonaro
Jornalistas bem informados do Rio de Janeiro garantem que a situação do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) vai se complicando dia após dia, inclusive, em relação a questão da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL). Isso é nitroglicerina pura, podem apostar.

Pesadelo II
Está fresco na memória que Flávio Bolsonaro (PSL) foi peça-chave no projeto político do pai, Jair Bolsonaro (PSL), quer como animador digital, quer como estrategista de marketing, etc. Só que, agora, se transforma em um evidente pesadelo diário, fonte inesgotável de críticas da imprensa nacional.

Atos terroristas?
“Não vejo os atos de violência no Ceará como atos praticados por terroristas profissionais. No entanto, os efeitos das ações dessas atrocidades terminam por se igualarem ao tema em questão. Não faz diferença entre um caso e outro, se os resultados são catastróficos”, opinião do renomado filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella.