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Inédito: compras on-line de produtos seminovos tiveram crescimento de 45% na pandemia

Não é novidade que a internet fez com que novos hábitos de consumo surgissem. Ela é uma importante ferramenta na busca de promoções e ofertas de produtos novos. No entanto, devido à necessidade de as pessoas controlarem seus gastos por conta da crise financeira ocasionada pela COVID-19, o mercado de usados tem ganhado mais destaque no Brasil nos últimos meses. De acordo com uma pesquisa da OLX, uma das maiores plataformas virtuais de compra e venda, 39% dos brasileiros realizaram a aquisição de um item de segunda mão on-line. Dentro dessa porcentagem, 45% o fizeram pela primeira vez durante a pandemia.

Os dados do levantamento revelam que a COVID acelerou o hábito de comprar pelo e-commerce, mas também a prática de adquirir os produtos usados. Antes da pandemia, a preferência por produtos novos era maior entre aqueles que realizavam compras pela primeira vez: 60%, contra 54% de interessados por itens de segunda mão.

Para o especialista em educação financeira Felipe Borges, o mercado de seminovos e usados tem avançado devido às incertezas econômicas. “É uma forma encontrada pelos brasileiros para comprar com melhor custo benefício. Muitas vezes, apesar do item estar usado, ainda tem qualidade e serve para uso de outras pessoas. Também pode ser uma saída para gerar renda extra com a venda de artigos que estavam parados em casa. Observamos ainda que o celular é um dos produtos mais procurado. Isso pode ser explicado pelo fato dos cursos e aulas serem on-line por conta da pandemia”, afirma.

Por outro lado, a análise da OLX também mostrou que muitos consumidores estão usando o ambiente do e-commerce para vender mercadorias que já estavam sem uso em casa para gerar renda extra. Aqueles que se desfizeram de roupas, calçados e material esportivo revelaram ter comercializado uma média de 7,8 unidades. A média ficou em 3,4 para os aparelhos celulares. Os produtos eletrônicos com 2,8, e fechando o top 5, eletrodomésticos e móveis, com média de 2,4 e 2,3 unidades respectivamente.

Cuidado nas compras

O advogado especialista em Direito do Consumidor Gabriel Silva reforça alguns cuidados que devem ser tomados durante uma compra pela internet. “Prefira utilizar sites conhecidos que fazem o intermédio da negociação. Sempre verifique a existência de um cadeado no canto superior esquerdo. Essas páginas usam criptografia para garantir a segurança dos dados pessoais, como nome, número de cartão, enderenço e senhas”, explica.

Entre outras medidas, Silva orienta que os consumidores escolham sites com plataformas de pagamento seguras. “Muitos aceitam pagamentos por boletos bancários ou depósitos em conta. É melhor fazer por meio de um cartão de crédito. Elas fazem uma verificação da loja antes de liberar a transação. Em caso de fraude, será menos complicado recuperar o dinheiro”.

Ele também afirma que as pessoas devem desconfiar de preços muito abaixo da média e registrar os passos da compra. “Grandes descontos podem esconder algum defeito do produto. Sempre questione se o item possui algum problema e faça testes na mercadoria assim que receber. Se possível, peça garantias para poder efetuar a troca. É importante salvar todos os dados durante o processo, seja e-mails ou print da tela, mesmo que o site já armazene essas informações”, finaliza.