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Quem sabe, sabe

Na foto: O casal Joyce Rios e Fabiano Lopes Ferreira


PREFEITURA DECIDE MANTER O COMÉRCIO FECHADO

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) reuniu-se com o Comitê de enfrentamento à COVID-19 e decidiu manter o comércio fechado em Belo Horizonte. Somente o comércio essencial permanece aberto. Os bares e restaurantes continuam atendendo somente por delivery, sendo um dos setores mais prejudicados pela pandemia. As padarias, supermercados e açougues permanecem fechados aos domingos para evitar aglomerações. No entanto, o toque de recolher entre às 20h e 05h foi revogado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O nível de ocupação de UTIs, na capital, está em quase 100% e o de leitos de enfermaria passa dos 80%. Já a taxa de transmissão por infectado teve uma queda satisfatória, o que é um bom motivo para que as atividades econômicas possam voltar a qualquer momento.

USO DO GÁS GNV PRECISA DE INCENTIVOS EM MINAS

Está comprovado que o uso do gás natural veicular (GNV) é muito mais econômico do que aqueles carros movidos a etanol e à gasolina. Além disso, existem os ganhos para o meio ambiente, já que há menor emissão de poluentes. Mas, em Minas Gerais, essa cultura ainda está muito atrasada. Para se ter uma ideia, ao contrário dessa grande “roça iluminada”, chamada Belo Horizonte, na capital do Rio de Janeiro cerca de 70% da frota dos automóveis são movidos a gás GNV, porque o governo carioca dá incentivos para o seu uso, entre eles, o desconto de 62% no valor do IPVA. Por lá, isso já está enraizado há anos. O governo mineiro também deveria isentar ou reduzir o imposto, além de dar outros incentivos fiscais para aqueles que queiram fazer a conversão. Assim, vai aumentar a cada ano o percentual de veículos movidos a gás natural em nosso estado, que hoje se encontra em torno de apenas 20%.

SITUAÇÃO CRÍTICA DOS SETORES ECONÔMICOS

A crise gerada pelo novo coronavírus, juntamente com as ações desencontradas dos governos federal, estaduais e municipais, provavelmente terá um impacto muito sério na economia do país nos próximos meses. Quando a pandemia reduzir ou acabar, os comerciantes voltarão endividados e certamente terão de reduzir os preços dos seus produtos e serviços. No caso específico dos lojistas, hotéis, bares, restaurantes e similares, eles terão de reduzirem as suas margens de lucros para desovar os seus estoques que estão encalhados há tempos. Além disso, já nas próximas semanas terão de pagar os salários e outras despesas. A situação é desesperadora para todos os segmentos da economia. A falta de diálogo entre os entes governamentais pode trazer uma conta que todos nós vamos pagar e o preço será muito mais alto.

Canal Aberto

Mesa Diretora da Câmara Federal não tem mineiro. A Valdez Maranhão atual Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, eleita em fevereiro, não tem nenhum representante mineiro durante os próximos 2 anos dessa Legislatura (2021-2022). Os deputados Léo Motta (PSL-MG) e Paulo Guedes (PT-MG) lançaram candidaturas avulsas para os postos de 1º secretário e 2º secretário, respectivamente, mas não conseguiram apoio dos colegas. Vale ressaltar que a bancada mineira é a segunda maior do Legislativo com 53 membros e terminará esse mandato (2019-2022) sem nenhum deputado na Mesa Diretora. Outra curiosidade é que o último presidente mineiro da Câmara dos Deputados tinha sido o deputado Aécio Neves (PSDB) em 2003. A população tem que cobrar mais trabalho dos nossos representantes políticos, eleitos em 2018, que estão sem prestígio no cenário nacional.

Hegemonia do vôlei mineiro na Superliga Feminina. A segunda final consecutiva da Superliga Feminina entre o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, e o Praia Clube, de Uberlândia (a temporada 2019/20 foi interrompida por conta da pandemia) representa uma mudança de cenário no vôlei brasileiro. As equipes mineiras fizeram uma final eletrizante e uma das mais equilibradas da última década. Até a temporada 2017/18, a dupla mineira cumpria papel coadjuvante na competição, enquanto assistia a hegemonia do Rio de Janeiro e Osasco. A virada dos mineiros começou após estreitarem relacionamentos com patrocinadores e que, apesar da crise que ocorre na modalidade, foram mantidos. O Minas Tênis Clube tem 26 participações na competição. O Praia subiu em 2008 e firmou parceria com a marca Dentil, que resolveu investir alto até hoje.

Circos no Brasil também enfrentam dificuldades. O Dia Nacional do Circo, comemorado no dia 27 de março, não foi festejado como queriam os profissionais, com grande público e risadas. Segundo a Fundação Nacional de Artes (Funarte), existem 651 picadeiros em todo o país, que é responsável por garantir sustento para 9.579 pessoas. Impossibilitados de realizar eventos com aglomerações, os artistas ficaram sem renda desde o início da crise sanitária. Muitos tiveram que vender pertences para conseguir arcar com as despesas. Alguns se aventuraram em novos negócios, como a venda de alimentos e o transporte de passageiros. Um desafio para os que não se viam, de uma hora para outra, abandonando suas atividades como palhaços, malabaristas, acrobatas, contorcionistas, etc. Muitos não voltarão, o que é muito triste para o setor cultural.

Diretora do SindSaúde-MG participa da CPI dos Fura-filas da vacinação. No dia 6 de abril, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que investiga denúncias de fura-filas da vacinação contra a COVID-19 entre servidores do governo mineiro, recebeu representantes de entidades do funcionalismo público. Uma das ouvidas foi a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (SindSaúde-MG) e secretária-executiva da Mesa Estadual de Negociação Permanente do Sistema Único de Saúde (SUS), Núbia Roberta Dias, que considera como injusta a denominação de fura-filas aos imunizados. “Acho injusto e todos eles têm uma dificuldade enorme de aceitar isso, afinal, qual é a culpa do servidor que recebe um memorando dizendo que é a sua vez de ser imunizado? Sendo assim, essa é uma questão que injustiça a todos. Eu, que não fui vacinada, e os que foram também”, afirmou. Núbia apresentou ainda dados relativos aos trabalhadores ligados à Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais. O presidente da CPI, o deputado estadual João Vítor Xavier (Cidadania), pediu ao governo mais agilidade na disposição dos dados.