Home > Colunas > Quem sabe, sabe

Quem sabe, sabe

Na foto: Lais Cruz e Valdez Maranhão em noite animada no Santa Tereza, em BH

CANAL ABERTO

Apagão no Amapá serve de alerta no país. O apagão ocorrido no Amapá deixou a população em estado de calamidade pública e trouxe lições que precisam ser discutidas seriamente. É inaceitável deixar a população vários dias e até semanas sem energia elétrica em pleno século 21. No mundo atual, deixar cidades sem eletricidade por muitos dias é desumano. Todos sabem dos prejuízos que acarretam e não existe desculpa, e sim culpados. As autoridades competentes têm que dar uma resposta para todos os brasileiros. Não há que houve falta de planejamento num setor essencial como é o de energia elétrica. A lição do Amapá mostra a necessidade urgente do Brasil ter um planejamento entre as fontes de energia, de modo a oferecer tarifas de acordo com a renda da população, sem se esquecer da segurança de abastecimento. Nada mais justo que os consumidores amapaenses sejam ressarcidos por todos os prejuízos, inclusive isentando-os do pagamento da conta de luz do último mês.

DPVAT não será cobrado em 2021. A Seguradora Líder, que faz a gestão do seguro obrigatório DPVAT, resolveu encerrar o consórcio que gerencia o seguro a partir de 1º de janeiro de 2021. O objetivo é zerar o valor excedente das apólices, hoje em torno de R$ 9 bilhões. Por isso, o DPVAT não será cobrado pelos próximos 2 anos, o que é uma boa notícia porque os motoristas sempre têm essa despesa no início do ano. Mas a Líder continuará sendo responsável pelo pagamento de indenizações do seguro obrigatório de acidentes. O DPVAT surgiu em 1988 e as fraudes são tão grandes que o valor cobrado anualmente dos motoristas diminuiu nos últimos anos. Calcula-se que a corrupção nesse seguro foi usada para desviar R$ 4,8 bilhões do povo brasileiro. Enquanto isso, muitas vítimas de trânsito permanecem sem a assistência que lhes é direito. Que esse imposto não volte mais.

Senado aprova projeto sobre discriminação. O Senado aprovou um projeto aumentando a pena para crimes cometidos por discriminação no Brasil. A proposta foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) em 2015 e resgatada após a morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro espancado por dois seguranças em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. No Brasil, os projetos de lei somente são discutidos e aprovados depois que acontecem tragédias. Estamos vivendo num mundo com os nervos à flor da pele, no qual uma discussão no supermercado torna-se pretexto para se transformar num crime brutal. A intolerância vem ganhando impulso há muitos anos devido a vários fatores. Hoje se disputa emprego, espaço etc, porque a população mundial cresceu muito. O problema no Brasil nunca foram as leis, mas o fato delas nunca terem sido cumpridas. Se o texto da Constituição de 1988 fosse seguido à risca o país seria mais justo.

PBH ALERTA PARA O AUMENTO DA COVID-19

A taxa de transmissão do novo coronavírus voltou a subir no Brasil e já é a maior desde maio. Em Belo Horizonte não é diferente. Nesta semana, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, fez um alerta para a população de Belo Horizonte sobre o aumento na ocupação de leitos para pacientes com COVID-19. De acordo com ele, o avanço do contágio vem acontecendo porque as pessoas de classes mais favorecidas estão saindo para participar de inúmeras festas. Os mais infectados estão na faixa etária entre os 20 e 40 anos. As pessoas acham que a pandemia acabou e estão fazendo festas em prédios e sítios, sem contar que muitos estão viajando, deixando de cumprir o isolamento social e as medidas sanitárias de prevenção. É importante dizer que a descoberta da vacina não significa um controle rápido da doença, já que cada etapa do processo tem seus desafios.

PREÇOS DA CARNE NÃO PARAM DE SUBIR

Os brasileiros, mais especificamente, os mineiros terão muitas dificuldades de comprar o peru para a tradicional ceia de Natal. Faltando algumas semanas para a festa, os consumidores estão um pouco desanimados com os preços. As carnes de boi, porco e aves passaram a ser um desafio muito grande tanto para produtores como para consumidores. A carne bovina, por exemplo, não tem mais como aumentar. Seu custo está inviável para o consumidor e traz preocupação para o pecuarista, que terá dificuldade em repassar novos custos. Do lado do consumidor, o desemprego elevado, o fim do auxílio emergencial e as incertezas da economia o colocam cada vez mais distante dessa proteína. Ou seja, a carne ficou elitizada. E o pior de tudo é que a previsão de alta do produto ocorrerá até fevereiro de 2021.

MORTE DO JOGADOR MARADONA

Esta semana o mundo do futebol ficou triste com a morte de Diego Armando Maradona. Considerado o melhor jogador argentino de todos os tempos e um dos melhores do mundo, Maradona morreu aos 60 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória em casa. Recentemente, ele passou por uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. Durante o período de internação, teve crises de abstinência devido ao vício em medicamentos e bebidas. O jogador colecionou inúmeros problemas extracampos, tais como drogas, bebidas e envolvimento com diversas mulheres. No entanto, dentro de campo era um gênio e ganhador de inúmeros títulos, entre eles, a Copa do Mundo de 1986, no México, oportunidade em que a crônica esportiva mundial disse que ele carregou o time nas costas e ganhou praticamente sozinho, marcando gols maravilhosos. Para os amantes do futebol, Maradona ficará vivo para sempre.

O conteúdo desta coluna é de responsabilidade exclusiva do seu autor