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Campeonato estadual. Sim e não

Estão encerrados os campeonatos estaduais que frequentam todas as unidades da República. E volta a velha discussão. É válido? Está superada a fórmula? Atrapalha o calendário? Sim e não.

Os que defendem o encerramento desta disputa tem certa razão. Os que não defendem idem.

Fica sem uma explicação razoável acabar, por exemplo, com o Campeonato Mineiro, de tanta tradição, e abrir 3 meses no calendário sem justificativa plausível. E fica a pergunta de sempre. O que fariam centenas de clubes brasileiros, alguns centenários, atualmente fora das disputas nacionais?

São milhares de empregos, lazer para cidades fora dos grandes centros e porta aberta para a chegada dos jogadores que sonham em vencer na profissão.

Cada federação no Brasil tem uma fórmula diferente, algumas absurdas, como as do Rio e São Paulo. Tudo confuso, sem o mínimo de bom senso.

O Campeonato Mineiro, truncado pela pandemia, terminou com a justa vitória do Atlético contra o Tombense que foi melhor no primeiro jogo do que no segundo, onde apostou numa tática suicida e fugindo do jogo. Excesso de cautela.

Minas precisa recuperar a força antiga do interior, onde brilhavam Villa Nova, Uberaba, Uberlândia, Democrata de Governador Valadares e de Sete Lagoas, Valério e Tupi. Agora os times são formados em cima da hora, jogam 11 partidas e somem no mapa.

O Atlético precisava deste título e fez valer a grande diferença técnica e financeira sobre os adversários.

Falta ao time de Sampaoli acabamento para se colocar entre os principais candidatos ao título brasileiro. Erros nas conclusões, nos passes, carência de entrosamento e definição dos titulares para ganhar consistência.

Quando voltar a torcida, tudo melhora. Ela cobra, incentiva e produz calor humano. Estádio vazio tira do futebol grande parte da sua essência.

Valeu o título mineiro num campeonato atípico. Por enquanto, viva o campeonato estadual.

*Emanuel Carneiro
Presidente da Rede Itatiaia de Rádio

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